Story of my Life

7 7- Estamos juntos


Notas iniciais
Olá, como estão? Espero que gostem do capítulo. Desculpem-me se houver algum erro e boa leitura. =D

Tudo está tão intenso nesse momento, são tantas emoções em tão pouco tempo a cada hora meu coração se aperta mais. O enterro será amanhã, pois alguns parentes ainda estão chegando.

Quando cheguei com Cris em casa tudo estava pronto, havia contato cada acontecimento para ela, não sei como não batemos o carro, pois quando falei do beijo ela praticamente travou no lugar, não prestando atenção no transito a nossa frente, comentou sobre a maravilhosa tática de Quinn para acabar com minhas crises. Tomei um banho rapidamente em casa e coloquei um vestido preto discreto, Cris já havia separado para mim, coloquei uma sapatilha da mesma cor, deixei os cabelos soltos e coloquei os óculos escuros para sair de casa. Cris como sempre estava pronta antes de eu terminar, entramos no carro e fomos para a igreja.

— Princesa – chamou enquanto dirigia atraindo meu olhar – Lima é uma cidade pequena, alguns fotógrafos estão aqui na cidade como você já notou no aeroporto então provavelmente vamos encontrar alguns na porta da igreja — comentou atraindo minha atenção de vez para ela – Esse momento não é fácil então contratei alguns seguranças para não deixar eles se aproximarem tanto, tentarei dar o máximo de privacidade para você e para Hiram – falou sorrindo docemente para mim – Nesse momento imagino como deve estar doendo ai dentro, mas não esta sozinha Rachel, não vou sair do seu lado em nenhum momento, estou aqui para você e para o Hiram – falou enquanto parava em frente a igreja onde estaria o corpo do meu pai, observei vários carros ao redor e alguns fotógrafos mais longe, Cris tirou o cinto se virando para mim enquanto pegava minhas mãos – Quando você estiver pronta nós vamos, não precisa ter presa princesa.

Respirei fundo algumas vezes olhando ao redor antes de criar coragem para sair do carro, dentro da igreja devem estar várias pessoas do meu passado e não tenho ideia de como vou encara-los... De todas as situações aonde imaginei esse possível reencontro nenhuma delas estaria nesse momento.

— Vamos – falei abrindo a porta do carro e colocando os óculos escuros, Cris rapidamente saiu vindo para o meu lado enquanto esperava meu próximo passo.

De longe observei fotógrafos notarem nossa presença e logo virem para mais perto enquanto caminhávamos para a igreja, os seguranças que Cris havia contratados se colocaram rapidamente ao nosso redor numa barreira entre mim e eles, senti os braços de Cris ao meu redor protegendo-me das lentes desesperadas, ouvi varias perguntas mais simplesmente ignorei cada uma delas, nada fazia sentindo nesse momento, caminhei rapidamente até a igreja deixando a confusão para trás.

A porta da igreja estava aberta e notei várias pessoas dentro, a imagem ainda estava um pouco borrada, meu único foco foi o caixão de madeira escuro no centro da igreja, meu pai estava em pé ao lado do caixão, notei as lágrimas brilhantes descendo pela sua face e as minhas próprias se formaram vendo a cena, tirei o óculos o guardando no bolso do vestido enquanto o observava de longe. Uma mulher loira estava ao lado dele prestando apoio. Eu queria ir de encontro a ele, mas minhas pernas não pareciam me obedecer, senti Cris parando em frente a mim tampando minha visão enquanto delicadamente passava a mão no meu rosto tirando as lagrimas fujonas da minha face.

— Está tudo bem Rach – disse suavemente – Tome seu tempo, quando tiver pronta vamos ir juntas – respirei fundo algumas vezes lembrando que eu deveria ser forte pelo papai nesse momento, mais tarde eu lidaria com meus próprios sentimentos.

— Vamos – disse olhando para ela que simplesmente mexeu a cabeça em concordância e foi para o meu lado – Não saia de perto de mim, por favor, quero ser forte pelo papai, mas não sei o quanto vou aguentar – falei baixinho para ela.

— Não vou sair amor – falou se virando para mim – Se lembra de quando minha mãe morreu o que você fez por mim? – perguntou e eu assenti – Eu farei o mesmo por você, você é minha pessoa e eu sou a sua, somos melhores amigas e irmãs princesa... Nós sempre estaremos aqui uma pela outra.

— Certo – concordei e fui entrando na igreja.

Enquanto eu caminhava até onde papai percebi vários olhares se voltando para mim, algumas pessoas curiosas por me verem ali, outras eu nem conhecia ou simplesmente não me lembrava, coloquei minha melhor postura, arrumei a coluna e ergui a cabeça olhando para frente enquanto seguia até onde papai estava com Judy, rapidamente olhando ao redor pude perceber quase todos os ex-membros do clube Glee espalhados pela igreja, observei Finn e Noah sentados junto com Sam e Mercedes em um banco no meio da igreja, Artie junto com Sugar, Tina e Mike um pouco mais a frente, vi Santana e Brittany sentadas ao lado de Quinn em um dos primeiros bancos junto com outra loira... Frannie! Não achei Kurt nem o Blaine talvez eles não viessem; no banco ao lado das meninas estavam à treinadora Sue com o Sr. Shue e Emma, enquanto eu passava todos os olhares se voltaram para mim, como se eu fosse uma miragem diante dos seus olhos, senti Cris pegando minha mão e apertando levemente passando-me forças, sorri para ela a vendo devolver meu sorriso, eu não estava sozinha afinal, eu posso fazer isso, pensei enquanto respirava fundo e ai até onde papai estava.

Quando parei em frente o degrau que me levaria até papai, senti uma dor apertando meu coração quando percebi o caixão de madeira quase a minha frente, talvez eu não estivesse tão pronta assim, eu queria apenas sair dali mais não posso... Apertei a mão de Cris pedindo ajuda e logo ela entendeu, senti seu aperto falando ‘tome seu tempo princesa, nem sempre precisamos ser fortes.’

Soltei sua mão e subi os três degraus tentando a todo custo evitar encarar o caixão com meu pai dentro, ainda não estava pronta para isso então mantive meu olhar no papai que observava-me e separando-se de Judy e foi até mim, senti seus braços ao meu redor e escondi meu rosto em seu peito deixando as lágrimas saírem.

— Me desculpa por ter contato para você daquele jeito Rachel – desculpou-se baixinho enquanto chorava – Eu sinto muito pelo seu pai meu amor – falou soluçando enquanto o aperto ao meu redor se intensificou e o abracei como se minha vida dependesse disso. Ficamos alguns minutos assim até me separar dele lentamente e olhar em seu olho vermelho por conta do choro.

— Eu que sinto muito papai, me perdoa por sair daquele jeito de casa, foi muito errado, me perdoa? – perguntei e em resposta apenas me abraçou, mas me soltou logo em seguida – Eu e você estamos juntos nisso papai, eu vou ser forte por você e preciso que você seja por mim, pai não iria querer nos ver assim – falei passando a mão delicadamente pelo rosto do papai limpando as lágrimas ali – Vamos conseguir seguir em frente papai, temos um ao outro e Leroy sempre vai estar aqui conosco – falei levando a mão ao coração dele.

Papai concordou e logo seu olhar parou atrás de mim, papai foi até Cris abraçando-a fortemente, percebi pelo seu peito subindo e descendo rapidamente, ela também chorava. Meus pais adotaram Cris como filha depois da perda de sua mãe e sempre estávamos os quatro juntos em suas visitas em NY.

Desviei meu olhar dos dois e voltei minha atenção para o caixão a minha frente, lentamente fui caminhando em direção sentindo meu coração se partindo a cada passo meu, dei a volta ficando de frente para ele, notei as pessoas olhando-me de seus bancos e apenas ignorei seus olhares sobre mim, nesse momento eu não quero ser forte, estou sofrendo a perda de meu pai, do meu melhor amigo, não me importo se vão ver meu choro ou minha dor, agora não sou Rachel Berry a estrela da Broadway e uma promessa em ascensão, sou apenas Rach a filha de dois pais gays, a menina que foi criada com todo amor e carinho do mundo e agora perdeu um de seus modelo de vida.

Quando meus olhos se fixaram na figura deitada naquela caixa de madeira foi simplesmente impossível as lágrimas não saírem, meu pai estava como sempre esteve, seus cabelos enrolados estavam arrumados, seu rosto estava sereno, usava um de seus ternos favoritos, o óculos estavam no bolso do terno, ele parecia estar dormindo, logo iria acordar cantando Barbra e chamar-me. Levantei minha mão tremula e a coloquei gentilmente em cima das suas, estavam tão frias, elas nunca eram frias pensei, eram sempre quentes e protetoras, eu queria apenas olhar em seus olhos mais uma vez... Meu choro antes estava baixinho mais quanto mais olhava para meu pai deitado ali meus soluços começaram a aparecer, me inclinei até a testa do pai e deixei um pequeno beijo enquanto passava uma das minhas mãos em seu cabelo, apertei suas mãos como se esperasse ele retribuir esse aperto.

— Pai eu sinto tanto não estar aqui – disse baixinho chorando – Você nem sempre concordou com minhas decisões, mas mesmo assim você permaneceu ao meu lado não é? Apesar de sempre nos encontramos em Nova York sabia do seu desejo de me ver retornando para Lima, mas eu sempre ignorei isso e peço perdão pai, eu não podia voltar – disse soluçando – Eu sinto muito mesmo, eu queria ter falado tantas coisas para você, queria você ao meu lado junto com o papai em meu primeiro show, você iria gostar, afinal algumas das musicas foram aprovadas por você –disse enquanto os soluços aumentaram – Eu sempre te amei e nunca vou esquecer de você... – tentei falar mais o choro me dominou enquanto olhava para o corpo sem vida, minhas forças estavam indo embora, senti Cris ao meu lado me envolvendo gentilmente em seus braços, abraçando-me enquanto eu chorava soluçando em seu ombro.

— Pode chorar Rach – falava baixinho – Estamos juntas nisso – falou e senti suas próprias lágrimas em meu ombro– Leroy foi um pai que eu nunca tive e vocês me deram uma família quando meu mundo desabou, nunca vou me esquecer dele e de seu apoio e carinho – falou soluçando levemente e apertei meu braço ao redor dela, esse momento de dor não era somente meu, sabia do amor de Cris pelos meus pais, nunca vi nenhum problema nisso, pelo contrario eu gostava dessa relação.

Senti outros braços ao nosso redor e levante a cabeça levemente para ver papai abraçando Cris que me abraçava, nós somos a família um do outro agora e devemos permanecer unidos, Leroy sempre falava nisso.

Não sei quanto tempo ficamos nesse abraço mais quando me acalmei um pouco senti papai e Cris afastando-se e sequei minhas lágrimas com a costa da mão encarando os dois a minha frente.

— Estamos juntos não é? – perguntei incerta para os dois, apesar de ainda terem lágrimas nos olhos sorriram levemente para mim.

— Somos uma família estrelinha – disse papai – E você Cris também faz parte dessa família, Leroy considerava você uma filha para ele e também considero você uma filha para mim – disse apertando a mão de Cris que sorrio para ele – Vamos superar essa perda mesmo que doa, estamos juntos e Leroy não iria querer nos ver assim.

— Você está certo Hiram – falou Cris para ele e olhou sorrindo levemente pra mim.

— Juntos – falei por fim colocando uma mão na do papai e outra sobre a de Cris.

Ficamos um momento com as mãos dadas mais logo soltamos, virei olhando rapidamente para a igreja e percebi algumas pessoas conversando entre si, outros olhavam para nós, mas o olhar de Quinn me chamou mais atenção, seu olhar verde estava cheio de preocupação, carinho e algo que não conseguia descobrir, sorrio levemente para mim e me encontrei presa naquele olhar.

— Rachel – chamou uma vozinha e senti algo se chocando contra minha perna e em seguida abraçando-a, olhei para baixo e observei uma cabeleira loira.

— Beth – disse vendo minha irmã se separar de mim me dando um lindo sorriso.

Antes de me abaixar para ela olhei rapidamente e pude ver Quinn com um enorme sorriso. Eu sabia que Beth e Quinn tinham um relacionamento, quando me aproximei de Shelby pedi para ela dar uma nova chance a Quinn, depois de todo sofrimento que causei para ela precisava fazer alguma coisa, sempre soube da importância de Beth para ela, então Shelby me ajudou nisso... Eu tinha noção do mal que causei para ela e Beth era uma forma de ajuda-la a seguir em frente... Sempre quis o melhor para Q e Beth era fundamental para ela ser feliz.

Beth era filha de Quinn com o Noah, mas durante o nascimento Q não teve condições de ficar com ela então minha mãe Shelby adotou a criança, na época eu fiquei muito brava com isso, não tinha qualquer tipo de relacionamento com ela, pelo contrario eu sempre guardei muita magoa dela, por ter me abandonado e não se importar comigo, quando fui embora de Lima Shelby estava morando com Beth em Nova York, trabalhava em Julliard, nós nos aproximamos muito, e ela foi uma verdadeira mãe para mim no momento em que eu mais precisei de ajuda, cinco anos atrás após sair de Lima eu estava destruída e sem ela não sei se teria conseguido ir adiante, nos aproximamos muito e Beth é uma criança linda, sempre me lembrou uma mini versão da Quinn, ela é uma criança doce, gentil, educada, inteligente, hoje ela tem 8 anos e é simplesmente perfeita... Tenho um relacionamento verdadeiro com ela de irmã e de cumplicidade, durante as férias ela sempre fica alguns dias comigo, passeamos e fazemos milhares de coisas, durante esse ultimo ano Shelby havia voltado a morar em Lima, mas mesmo com a distancia Beth e eu continuamos unidas, sempre encontrávamos um jeito de nos encontramos.

— Rachel – falou sorrindo pra mim e abaixei-me olhando em seus lindos olhinhos verdes enquanto ela se jogava em cima de mim novamente, como eu estava abaixada quase fomos parar no chão, usei uma de minhas mãos para me apoiar ganhando equilíbrio para poder aperta-la contra mim.

— Beth como você está linda meu anjo – falei quand separei-me dela distribuindo vários beijos por todo o seu rosto, fazendo-a soltar uma linda risada.

— Para Rach – pediu enquanto tentava se esquivar dos meus beijos, mas eu sempre venço essa batalha, então ela me abraçou novamente quebrando minha sessão de beijos – Eu te amo – disse olhando em meus olhos quando se afastou – Eu senti saudades de você... Minha mamãe falou que o vovô Leroy não vai mais estar aqui e eu sinto muito Rach – falou com a voz triste... Eu não fui a única a me aproximar de Shelby, ela e meus pais criaram um laço muito forte de amizade, Beth simplesmente ama os dois e começou a chama-los de vovôs para a alegria deles.

— Eu também senti saudades pequena, vovô está num lugar melhor agora – disse para ela e observei Shelby atrás dela esperando meu momento com Beth – Eu prometo estar ao seu lado sempre Beth, eu poderia vim visitar você o que acha? — perguntei vendo seu sorriso crescer... Crianças tem o poder de fazer a situações difíceis se tornarem mais fáceis.

— Você vai vim mesmo pra minha casa me visitar? – perguntou não acreditando – Promete?

— Prometo meu anjo – falei lhe abraçando novamente.

— Uma certa princesinha chegou e está esquecendo-se da tia Cris aqui – falou atraindo a atenção de Beth enquanto se abaixava ao meu lado e Beth sorrio para ela enquanto se jogava em cima de Cris também, essa logo a pegou no colo.

Quando Beth ia para minha casa Cris esquecia que tinha mais de vinte anos e voltava a ser criança novamente, era uma total bagunça.

— Meu amor eu sinto muito mesmo Rachel – disse Shelby enquanto abraça-me e eu simplesmente me deixei levar pelo carinho de mãe.

— Eu também sinto muito mãe – falei enquanto me afastava e olhei ao redor aonde papai e Cris estavam conversando com Beth em um banco.

— Você está precisando de algo? – perguntou enquanto tirava um cabelo de meu rosto e apenas neguei.

— Está tudo bem mãe – afirmei vendo-a concordar.

— Depois iremos conversar meu amor – disse dando um beijo em meu rosto e assenti vendo-a caminhar até onde o corpo do pai estava e pela primeira vez fiquei sozinha desde que cheguei à igreja... Tanta coisa aconteceu em tão pouco tempo...

— Um real para seus pensamentos – falou Cris ao meu lado.

— Tudo mudou muito mais rápido do que consigo assimilar – falei sinceramente olhando para o chão.

— Rachel — chamou-me – Tem gente vindo falar com você – avisou-me e ergui o olhar para ver Finn vindo com Noah, Sam, Mercedes, Tina, Mike, Sugar e Artie e nesse momento entrei em pânico.– Está tudo bem Rachel, não vou sair de perto de você – disse simplesmente – Estou ao seu lago e qualquer coisa é só me fazer um sinal e venho ao seu resgate como sempre, mas aquelas pessoas são ou foram seus amigos então vou te dar espaço – falou enquanto olhava desesperadamente para ela... Cris apenas pegou meu rosto com sua mão fazendo meu olhar encontrar com o dela — Eu estou ao seu lado ok, apenas vou ficar mais atrás de você, ok?

— Ok – falei vendo ela se inclinar e beijar levemente minha testa como se eu fosse uma criança, foi até Shelby parada ainda atrás de mim. Passei meu olhar rapidamente pela igreja e observei Beth ir cumprimentar Quinn que abriu um sorriso e papai estava junto.

Não foi nada do que eu esperava, nenhum deles me acusou de nada, nem perguntaram por que eu simplesmente sumi de Lima, eles não ficaram muito perto de mim, me cumprimentaram rapidamente e prestaram seus sentimentos, apenas Finn ficou me encarando... Patético... Mesmo depois de anos ele ainda não havia superado? Aff... Encontra-los apesar de Finn ser meio inconveniente aqueceu meu coração. Mesmo com eles perto meu olhar sempre buscou o de Cris, essa sorria encorajando-me... Simplesmente ela é minha base nesse momento, sempre... Sem ela eu não saberia o que fazer.

A próxima pessoa a me cumprimentar foi à treinadora Sue, deu seu apoio para mim e prestou seus sentimentos, elogiou-me dizendo sobre eu ser um exemplo para esses perdedores de Lima, foi impossível não sorrir para ela, depois se retirou indo de encontro a suas antigas lideres de torcida, notei o olhar de Santana sobre Cris e depois para mim, Quinn apenas observava-me e sorria quando nossos olhares se prendiam um no olho, Britt falava com Frannie. Emma veio logo em seguida abraçando-me fortemente prestando seus sentimentos, avisando-me se eu necessitasse ela teria um panfleto sobre perda para mim, algumas coisas não mudam; pensei comigo.

— Sinto muito pela sua perda Rachel – falou Will enquanto abraçava-me apertado e não vi nenhuma magoa em seu olhar quando ele me olhou – Você sempre foi e sempre será minha melhor aluna, estou orgulhoso da pessoa que você se tornou – disse sinceramente para mim – Eu senti sua falta durante esses anos Rachel, sei que teve seus motivos para fazer o que fez, mas quero que saiba que o clube Glee sempre estará com as portas abertas para você.

— Obrigado Sr Shue – falei sinceramente para ele antes dele caminhar até Emma.

— Não foi tão difícil assim não é? – perguntou Cris tirando-me dos meus pensamentos.

— Não, não foi... Está satisfeita? – perguntei a vendo sorrir para mim.

— Sempre estou certa princesa – falou e dei um empurram em seu ombro – Mas ainda não acabou – disse me fazendo olhar sem entender para ela– Quinn está vindo para cá junto com as outras três mulheres com ela.

— Dessa vez você não pode me deixar sozinha sun, por favor – pedi com um olhar de cachorro pidão vendo-a revirar o olho e bufar discretamente, sempre funciona com ela.

— Não vou sair daqui – disse enquanto parava ao meu lado – Se aquela latina me matar eu volto e te assombro Berry – disse e olhei para ela tentando entender sua fala – É verdade, ela estava me encarando tanto que devo ter perdido uns três kilos até agora.

— Você é tão dramática sun – falei rindo para ela e olhando as quatro mulheres pararem em minha frente.

Brittany foi a primeira a vim até mim abraçando-me fortemente e me tirando do chão durante alguns segundos.

— Rachel sinto muito pela sua perda – falou com uma carinha triste para mim – Eu senti sua falta durante esses anos, mas sempre assisti suas peças em Nova York com a San – falou virando pra latina vermelha ao seu lado, sorri levemente com isso, algumas coisas não mudam.

— Sinto muito Berry – disse a latina enquanto se aproximava abraçando-me – A Britt queria ver você e vimos seu rosto num cartaz ai decidimos assistir à peça – falou rapidamente ainda envergonhada e Britt pegou sua mão.

Quinn e Frannie pararam a minha frente sem falar nada, pareciam envergonhadas por algum motivo não entendia o porque delas estarem assim, de todas as situações essa é muito diferente do que imaginei, Frannie tomou a inciativa antes de Quinn.

— Mamãe contou para mim e para Quinnie o que houve com seu pai – falou completamente sem jeito enquanto eu encarava aquele olhar azul – Sentimos muito pelo que nosso pai fez...

— Russel Frannie – cortou Quinn e notei não apenas a vergonha ali, ela estava brava, muito brava – Não sabíamos sobre isso, ele é um ser desprezível — falou desviando o olhar do meu – Sentimos muito mesmo Rachel...

— Está tudo bem Quinnie – falei usando seu apelido e a vi levantar o rosto surpresa para mim – Você e Frannie não tem nada dele – disse para elas vendo elas sem jeito – Podemos esquecer isso? – perguntei vendo as duas se olharem e concordarem, Quinn não concordou totalmente com isso, eu conhecia seu olhar bem demais para ver a culpa deixando aquele brilho mais apagado.

Frannie se adiantou e me abraçou sussurrando mais uma vez suas desculpa para mim e logo se afastou, Quinn se aproximou lentamente olhando em meus olhos sem saber o que fazer e dei um passo à frente ficando cara a cara com ela, pude sentir sua respiração aumentando.

— Eu sei que está se sentindo culpada mesmo não tendo culpa alguma – falei baixinho para apenas ela escutar e seus olhos se abriram um pouco mais – Hoje uma pessoa me disse sobre deixar o passado no passado, você deveria fazer isso também – falei sorrindo para ela e logo senti seus braços ao meu redor apertando-me fortemente, retribui sentindo-me segura em seus braços. Coloquei meu rosto em seu pescoço e aspirando o cheiro de lavanda, senti ela se arrepiando levemente com meu gesto, sorrindo me afastei percebendo seus olhos fechados e abrindo-se rapidamente. Peguei sua mão com a minha e apertei levemente olhando em seu olho.

— Está tudo bem Q – disse baixinho – Não faça nada – disse e notei ela tentando me cortar — Não vale a pena, se não quiser fazer por você, faça por mim, por favor, apenas deixe essa historia de lado.

Ela não me respondeu apenas me olhou por alguns minutos antes de desviar o olhar e percebi Santana olhando para Cris parada ao meu lado.

— Deixe-me apresentar para vocês – falei pegando a mão de Cris e a trazendo ao meu lado – Essa é Cristina Torres — falei para as meninas e olhei para Cris – Cris essas são Santana e Brittany – falei apontando para a latina e a loira – E essas são Frannie e Quinn, filhas da Judy — percebi o olhar de Frannie para Cris que retribuiu sorrindo levemente para ela, esse não era o momento para falar nada, mas com certeza comentaria com ela depois.

— É um prazer conhecer vocês, mas me chamem de Cris é mais fácil... Cristina parece muito formal e sinto-me velha assim – falou cumprimentando as meninas, quando chegou em Frannie abriu o sorriso um pouco mais, Frannie retribuiu no primeiro momento mais logo abaixou a cabeça levemente corada, em seguida seu olhar parou em Quinn – Você eu conheci no parque hoje cedo – falou dando um sorriso para Quinn que retribuiu discretamente.

— É um prazer conhecer você Cris – falou Britt sorrindo para Cris – Vocês irão ficar quanto tempo aqui em Lima Rachel?

— Nós vamos ficar uma semana Britt – respondi sorrindo e vendo-a abrir um largo sorriso – Mas depois de amanha preciso ir pra Nova York durante algumas horas, tenho um compromisso e não consegui desmarcar infelizmente – falei olhando pra Cris que levantou as mãos em sinal de rendição.

— Não é minha culpa – disse para mim.

— Enfim vou de manha, mas pretendo voltar no mesmo dia ainda – falei olhando para Brittany.

— Isso é ótimo Rach, se você vai estar aqui você irá ir à reunião do clube Glee? – perguntou animadamente e pude ver tanto Quinn quanto Santana prenderem rapidamente a respiração esperando minha resposta.

— Eu... – o que eu poderia falar, queria ir mais não sei se é o certo – Provavelmente eu vá... – disse olhando para Cris ao meu lado sorrindo feliz com minha escolha, voltei o olhar para Britt que sorria também, percebi Santana olhar para Quinn e rapidamente para mim novamente.

— Você também vai? – perguntou para Cris e ela sem jeito olhou para mim perguntando.

— Ela vai Britt – falei vendo o sorriso de Cris aumentar, ela sempre quis saber mais sobre o Glee, Quinn ficou seria novamente e percebi Santana se segurando para não rir dela.

— Então eu vou ir – falou Cris para Britt e se virou para mim – Sempre quis saber onde essa princesa estudou – comentou enquanto passava o braço sobre meus ombros – Ela me falou tanto sobre o clube Glee e sobre as pessoas que até parece que conheço todos vocês – falou ela e dei um beliscão na sua barriga a fazendo sair de perto de mim, olhando-me com cara de dor. Tão dramática.

— Vocês são amigas há muito tempo? – perguntou Britt para nós e apenas olhei sorrindo para Cris.

— Faz cinco anos nossa amizade começou – respondi Britt sorrindo e Cris veio novamente para meu lado.

— Eu deveria ganhar um premio por aguentar essa baixinha aqui tanto tempo – comentou Cris sorrindo para mim enquanto passava os braços pelo meu ombro novamente e percebi Santana atenta a cada movimento nosso enquanto Quinn apenas desviava o olhar.

— Vocês parecem ser bem próximas – comentou Frannie e tanto Santana quanto Quinn nos olhavam esperando uma resposta.

— Somos unidas – respondi para a Fabray mais velha – Cris é uma boa amiga – falei sentindo Cris tirar os braços de meus ombros e olhar indignada para mim... Lá vem o drama!

— Uma boa amiga Berry? – repetiu a pergunta para mim e apenas revirei os olhos arrancando um sorriso de Britt e de Frannie enquanto Santana e Quinn continuavam quietas nos olhando – Sou muito mais que sua amiga baixinha... – informou ela para mim virando-se para as meninas – Sou o anjo dela, protetora, cavaleira de armadura, sou sua pessoa e sou sua sun... Amiga é muito simples para falar de mim princesa – falou ainda indignada.

— Claro, você é tudo isso – falei sorrindo para ela – Agente se tornou muito unida durante esses anos, tínhamos apenas uma a outra e isso fez nosso laço se fortalecer e hoje ela é parte da minha família, meus pais adotaram ela – terminei sorrindo para Cris.

— Isso é ótimo Rach – comentou Britt.

— Nós vamos ir nos sentar – falou Santana puxando Britt pela mão – Estaremos aqui Rachel – disse olhando-me nos olhos e Frannie e Quinn concordaram e antes de saírem me abraçaram novamente, senti um leve beijo de Q em meus cabelos e isso foi o bastante para meu coração disparar.

— Preciso falar algo serio para você – disse Cris fechando sua expressão – Você está me atacando cada vez mais, isso não é legal. Porque ganhei aquele beliscão sua louca?

— Porque você tem uma boca enorme Cris – respondi simplesmente vendo-a dar a língua pra mim.

— Precisamos ir almoçar Rachel – comentou ela atraindo minha atenção e antes que eu pudesse protestar ela continuou – Seu pai irá ficar e depois quando voltarmos ele irá também, já está tudo combinado. E antes que você me corte ou fale um de seus discursos enormes e sem sentido, seu pai só ira almoçar se você for, irá fazer ele passar fome?

Ela é muito baixa... Papai estava conversando com Shelby e Judy em um banco e Beth estava em seu colo, eu não havia comido nada desde cedo, estava mesmo na hora de colocar algo em meu estomago.

— Você irá pagar sun – avisei para ela – Além de me convidar ainda quer que eu pague? Não trabalha não? Pois eu fiquei sabendo que ganha muito bem – falei indignada – E outra você me deve por ter aberto essa boca enorme falando o que não devia.

Peguei em seu braço e comecei a puxa-la em direção ao papai para avisa-lo sobre irmos almoçar..

Notas finais
Espero que vocês estejam gostando da historia. Me deem sua opinião e o que esperam... Favoritem também,isso tudo é muito importante... beijos. Prévia: "- Se doer eu vou estar ao seu lado até a dor passar – disse entrelaçando meu braço com o dela e deitando minha cabeça em seu ombro – Conheço você o suficiente para ter certeza que nesse momento sua postura firme é apenas uma fachada, se não quer falar eu respeito você, mas me promete apenas uma coisa? – perguntei levantando minha cabeça para olha-la – Você sempre me lembrou que não estou sozinha, mas agora você também precisa de lembrar disso sun, eu estou sempre ao seu lado e nunca vou sair daqui – falei e ela assentiu para mim, passou os braços sobre meus ombros e acomodei-me nela, no decorrer do dia tudo passou rapidamente."