Story of my Life
68 68- É somente um pesadelo
Notas iniciais
POV Rachel
No final da tarde quando logo após Julie ter ido para casa consegui sentir Claire mais leve e tranquila, como se somente a presença da irmã tivesse iluminado seu mundo novamente.
— O que você tanto pensa amor? – perguntou Quinnie depois de alguns minutos em silêncio deitada na cama comigo.
— Estava pensando na tarde de hoje – respondi organizando meus pensamentos – Você notou que Claire parece mais leve e tranquila? – perguntei deitando minha cabeça em seu ombro e rapidamente a senti passar seus braços ao meu redor deixando-me segura e tranquila em seu abraço. Efeito Quinn Fabray!
— Ela estava mais tranquila – disse para mim e me aconcheguei melhor em seu corpo – Você anda bem preocupada com ela né?
— Ela está diferente desde o episodio com Finn – falei soltando um suspiro – Ela tem pesadelos quase todas as noites, anda tendo crises nervosas... Ela pode ser uma jovem, mas ainda é nova demais para passar por essas coisas Quinnie – disse triste – Ela não deveria estar passando por isso.
— Eu sei amor, mas ela vai melhorar – falou tranquilamente para mim.
— Eu vou conversar com sua irmã sobre isso – comentei – Quem sabe ela passar por um psicólogo não ajude a melhorar.
— Isso é uma excelente ideia, acha que ela toparia?
— Acho que depois de conversar com ela não teria razão para ela negar esse pedido – falei para ela – Ela anda exausta, precisa descansar de verdade.
— E você não precisa descansar? – perguntou para mim.
— Eu vou conseguir dormi em paz quando ela estiver em paz – respondi rapidamente e senti seu beijo em meu rosto.
— Quinnie? – chamei-a novamente.
— Hum...
— Eu estava pensando em uma coisa hoje – comecei sem jeito.
— O que você quer me dizer Rachel? – perguntou tranquilamente enquanto passava a mão pelo meu cabelo – Sabe que pode me falar qualquer coisa certo? – perguntou e assenti respirando fundo – Para você estar assim o assunto é sério não é?
— É – respondi e ela fez o movimento que iria se sentar e copiei seus movimentos sentando de frente para ela.
— Sou toda ouvidos amor – disse dando um sorriso tranquilizador e respirei fundo tomando coragem para expressar meus pensamentos.
— Eu quero adotar Julie também – soltei para ela observando ela abrir e fechar a boca antes de me encarar profundamente – Olha eu amo você mais do que tudo Quinnie e eu quero formar uma família com você e talvez essa não seja a família que tenha em mente, mas eu não posso simplesmente ignorar a situação da Julie... Ela é uma criança e está sendo deixada de lado pelo pai e isso é completamente errado... Ela deveria ter alguém ao lado dela sempre, para cuidar, proteger, amar, educar e eu não o vejo fazendo isso... Eu também não posso ignorar o fato que ela é irmã da Claire... Eu sinto que isso é o certo a se fazer... Quinnie?- chamei seu nome enquanto ela continuava me observando.
— Você tem certeza disso?
— Não eu não tenho – respondi sinceramente – Eu apenas vejo uma criança que já faz parte da minha família sendo deixada de lado e isso é completamente errado.
— Você conversou com alguém sobre isso?
— A primeira pessoa que conversando é com você – respondi para ela – Eu pensei em falar com Santana novamente e conversar com Claire e a Julie sobre isso caso Matt continue com esse comportamento... Por favor, me fala alguma coisa – supliquei observando sua expressar seria até que o começo de um sorriso surgiu.
— Eu sempre vou estar ao seu lado Rach – disse para mim pegando minhas mãos – Essa realmente não é a família que um dia sonhei, mas a realidade está saindo melhor do que meus sonhos – falou abrindo um sorriso e sorri jogando-me em seus braços apertando-a contra mim.
— Você está falando serio Q? – perguntei contra seu pescoço.
— É claro que sim amor – respondeu para mim e senti seu beijo em meu cabelo – Eu amo você Rachel Berry e meu maior sonho sempre foi ter uma grande família com você – garantiu para mim – Se você me quiser eu vou adorar fazer parte dessa família.
— Eu quero! Eu quero muito – falei separando-me dela e selando nossos lábios num beijo calmo – Eu amo tanto você Quinnie – disse quando nos separamos e encostei minha testa na dela.
— Eu também amo muito você estrela – disse sorrindo e nos prendemos no olhar uma da outra.
— Você está escutando? – perguntei e rapidamente separei-me dela enquanto me levantava.
— Claire? – perguntou e assenti começando a caminhar até a porta.
— Eu cuido dela – falei antes de sair do meu quarto e correr até o quarto der Claire abrindo a porta encontrando-a chorando em sua cama no meio de um pesadelo.
Claire estava se contorcendo no quarto escuro e chorava enquanto repetia vários não. Caminhei até o abajur ao lado da cama acendendo-o enquanto me sentava na cama delicadamente tomando o máximo de cuidado com meus movimentos para não acorda-la ainda mais assustada.
— Claire? – chamei baixinho tocando seu ombro e rapidamente ela se retraiu ao toque choramingando ainda mais – Meu anjo acorda – pedi sentindo meu coração se apertando com a visão dela agoniada a minha frente... Eu preciso buscar ajuda... Ela não pode continuar assim – Claire? – chamei novamente segurando seu ombro e a balancei delicadamente – Acorda, por favor – pedi sentindo ás lágrimas se acumulando em meus olhos vendo-a assim.
— Não – disse alto sentando-se na cama olhando para a frente desnorteada enquanto as lágrimas desciam banhando seu rosto e sua respiração se tornava pesada.
— Claire olha para mim – pedi subindo em cima da cama e peguei seu rosto em minhas mãos fazendo-a focar sua atenção em mim – Já passou, está tudo bem – disse calmamente sentindo-a tremer e focar seu olhar banhado em lágrimas em mim.
— Ela... Ela...
— Xiiiu – pedi levando minhas mãos até seus ombros e rapidamente a senti me abancando formtemente como se sua vida dependesse disso – Já passou, respira meu amor, vamos Claire, puxa e solta o ar devagar, sei que você consegue – fiquei repetindo por longos minutos enquanto passava minhas mãos por suas costas calmamente sentindo sua respiração ficando um pouco mais calma – Quer me contar o que sonhou? – perguntei depois de ela me soltar.
— A Julie – disse e rapidamente vi seus olhos enchendo-se de lágrimas novamente – Ela... Ela...
— Respira – pedi novamente – Vem, vamos deitar – falei me movendo pela cama deitando-me em cima de seus travesseiros e a puxei comigo sentindo-a me abraçar apertado enquanto seu corpo ainda tremia levemente – Se você não conseguir falar, se não quiser falar não tem problema.
— Ela morreu – disse depois de alguns minutos de silencio com a voz tremula – Eu sonhei com minha mãe, mas dessa vez Julie estava com ela – disse chorando baixinho – Eu havia morrido... Eu perdi minha irmã... Assim como perdi minha mãe – falou agoniada apertando suas mãos em meu pijama num ato desesperado – Eu não quero ficar sem ela... Eu não aguentaria perder ela também... Eu não quero ficar sozinha... – disse chorando e respirei fundo para conter meu próprio choro.
— Isso foi apenas um sonho meu anjo – disse com calma para ela – Eu nunca vou deixar você Claire, jamais vai estar sozinha – garanti para ela deixando um beijo em sua testa.
— Rach?
— Sim meu anjo – falei tranquilamente sentindo o aperto em minha roupa ainda firme.
— Não me deixa sozinha hoje, por favor – pediu com a voz de choro.
— Jamais Claire – garanti ajeitando-me melhor na cama e puxei a coberta sobre nós duas – Tenta dormi agora – pedi para ela enquanto continuava fazendo carinho em seus cabelos enquanto cantarolava uma canção baixinho para ela.
— Boa noite Rach – sussurrou meio dormindo depois de um tempo e senti o aperto em minhas roupa diminuindo enquanto sua respiração ai ficando mais suave.
— Boa noite Claire – respondi mesmo sabendo que ela não ouviria e olhei para a porta do quarto observando Quinnie encostada no batente com um sorriso no rosto.
— Ela se acalmou? – perguntou baixinho para mim observando a menina adormecida em meus braços.
— Depois de muito custo sim – respondi – Eu...
— Fique tranquila Rach – disse lendo meus pensamentos – Nossa menina esta precisando de você – disse com um sorriso no rosto – Posso apagar amor? – perguntou para o abajur e assenti – Até amanha amor – falou depois de contorna a cama e deixar um beijo em meu rosto – Amo você – sussurrou tão baixo que mal consegui escutar.
— Sempre – falei para ela.
— Sempre – disse deixando outro beijo em meu rosto antes de se retirar do quarto e por um longo tempo eu apenas continuei velando o sono da menina adormecida em meus braços.
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