Story of my Life
59 59- Porque não me desculpou?
Notas iniciais
POV Rachel
Fazia horas que eu estava sentada no chão daquele quarto e em vários momentos eu havia escutado a voz de Finn conversando com alguém, mas quem seria?
Até esse momento ele não havia vindo até mim.
Esse quartinho havia um colchão fino chocado no chão junto com uma pequena manta, havia uma pequena luz na parece e as paredes eram de cimento corrido mal feito.
Beth está bem?
Eu apenas preciso saber se ela está bem!
Ele havia prometido que se eu aceitasse vim e ficar com ele Beth estaria sã e salva, ele tem que cumprir isso... Somente isso vai me impedir de cometer uma burrada, saber que ela está bem.
A cena de Beth encolhida no chão daquela sala chorando como se não houvesse amanhã não saia da minha cabeça! Eu não me importo com o que esse louco irá fazer comigo, mas com Beth é diferente...
Como alguém tem coragem para sequestrar uma criança assim?
Como é possível que ele tenha mudado tanto nesses anos?
Cadê o menino que estudou comigo anos atrás?
Porque essa louca obsessão comigo?
São tantas perguntas em tão pouco tempo que minha mente parece que vai explodir a qualquer segundo.
Eu queria tanto ter me despedido melhor da Claire, queria ter falado tantas coisas, mas eu não teria tanto tempo assim, não naquele momento... Eu espero que Sun tenha encontrado meu bilhete e cuide bem da minha menina mulher caso alguma coisa aconteça, pois sei que Claire não aguentaria outra perda assim e Sun precisará ser a rocha dela.
Quinn... Minha Quinnie... Meu Deus! Eu troquei mensagens durante o dia com ela e tinha tanta coisa planejada para nossa noite... Hoje eu iria cozinhar para ela, depois a chamaria para ver um filme e faria boa massagem nela, pois sei o quanto ela estava estressada com o caso dela e por ultimo iria dormi abraçadinha com ela sentindo seu calor, seu cheiro, seu amor.
Nunca pensei que passaria por uma situação assim em toda minha vida!
— Vem jantar comigo – disse Finn parado na porta do quartinho – Eu estou esperado – exclamou irritado e rapidamente me levantei indo até ele.
Ele pegou minha mão entre as suas que estavam suadas e foi inevitável não me retrair com seu toque, mas graças a Deus ele não havia notado.
Quando andamos alguns passos observei uma mesa com dois pratos e alguns talheres arrumada.
— Nós vamos ter um jantar romântico – falou ele sorridente para mim e senti um arrepio cortando minha espinha.
— Senta ai – mandou soltando minha mão e apontou para a cadeira ao seu lado e sentei observando ele servir a comida que apesar de estar com uma cara boa senti ânsia somente de ver a comida sendo colocada em meu prato.
— Onde Beth está? – perguntei quando o observei comendo.
— Ela foi embora como eu prometi para você – respondeu simplesmente.
—Ela está com minha família? Quem a levou embora? Ela está bem?
— Está bem e deve estar com sua família – disse começando a comer sem dar atenção para mim – Coma – mandou apontando para o prato e comecei a mexer no conteúdo observando um molho feito de carnes.
— Eu não estou com fome – falei dizendo a verdade e no mesmo instante ele parou de comer e me encarou.
— Mais eu estou mandando você comer.
— Primeiro eu já disse que não estou com fome. Segundo essa comida tem carne e eu sou vegan – falei fazendo uma pausa e empurrei delicadamente meu prato – Eu não vou comer.
— VOCÊ TEM QUE PARAR COM ESSA FRESCURA – falou irritado levantando-se da mesa e apontando para o prato – COMA – mandou novamente e sustentei seu olhar.
— Eu não estou com fome, está surdo? – perguntei levantando também.
— Você tem que aprender a me respeitar – falou pegando a mesa e virando-a tacando-a de qualquer jeito no chão com tudo o que havia em cima e avançou para cima de mim – Você vai aprender a me respeitar – disse apertando meu braço em sua mão e mesmo querendo gemer por causa de dor selei meus lábios impedindo que qualquer som saísse de meus lábios enquanto sustentava seu olhar.
— É assim que ama? Ama me machucar? Ama causar dor em mim? – perguntei para ele vendo seu olhar ficar distante por um momento – Você está somente me machucando me prendendo aqui.
— Você deveria ter me escolhido... Não deveria ter terminado comigo só por conta do meu comentário Rachel – falou triste e observei seus olhos marejados, mas que porra é essa? – Eu tentei me desculpar com a San e a Britt por causa dele – falou soltando meu braço – Se elas me desculparam porque você não pode fazer isso? – perguntou triste e por um momento eu senti pena dele... Essa situação aconteceu anos atrás.
— Eu te desculpei há muito tempo por aquilo Finn – falei observando seu comportamento e observei suas mãos tremendo enquanto seu olhar continuava distante.
— Então me da uma chance Rach – disse olhando para mim com seu olhar sem brilho algum – Nós devermos ficar juntos, vamos vencer as nacionais e depois vamos juntos para NY – falou animado tentando se aproximar enquanto eu recuava um passo – Porque está fugindo de mim? – perguntou dando outro passo em minha direção enquanto eu dava dois para trás.
— Nós não estamos mais no colégio há muito tempo Finn – disse observado seu olhar ficar desfocado antes dele começar a mexer a cabeça de um lado para o outro.
— Não entende que tudo o que eu fiz foi por você? Eu estive ao seu lado desde o começo de tudo... TENTEI AVISAR VOCÊ, TENTEI AVISAR MAIS VOCÊ NUNCA ESCUTOU – gritou irritado perdendo a voz por um momento enquanto se aproximava e pagava meu braço com força fazendo um gemido de dor escapar entre meus lábios – O QUE HOUVE ANTES DE IR EMBORA É CULPA DA SUA IDIOTISSE...
— Do que você está falando? – perguntei num fio de voz
— EU TO FALANDO DE TUDO RACHEL – gritou – VOCÊ ME FORÇOU A TOMAR UMA ATITUDE... NÃO ERA PRA VOCÊ IR EMBORA – explodiu acertando um tapa em meu rosto e logo senti um gosto de ferrugem em minha língua – DEVERIA TER FICACO COMIGO DEPOIS DA AMEAÇA – gritou arrastando meu corpo agora tremulo.
Ele sabia! Ele sabia da ameaça! Como ele soube se eu nunca contei para ninguém tirando minha família e Cris?
— Essa noite vai ficar sozinha para pensar e repensar suas atitudes – avisou jogando-me no chão do quarto com força – Quando você resolver ser minha mulher de verdade nos vamos conversar– avisou saindo do quarto batendo a porta com força enquanto eu saia lentamente do meu torpor.
Como ele sabia da ameaça? Ele estava envolvido? Até quanto esse infeliz está envolvido em meu pesadelo? Até onde ele se meteu?
Ele havia falado de um trato... Qual trato?
— FINN ABRE ESSA PORTA AGORA – gritei socando a porta – COMO VOCÊ SABIA DA AMEAÇA? ME RESPONDE... MERDA FINN! RESPONDE – pedi deixando meu corpo cair encostado na porta sentindo o desespero crescer dentro de mim enquanto as lágrimas borravam minha visão.
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