Story of my Life
49 49- Hora de sentir
Notas iniciais
POV Quinn
Olhar Rachel adormecer e velar seu sono tranquilo são as melhores sensações do mundo depois desse pesadelo todo.
Ela vai acordar e tudo vai ficar! As coisas estão voltando ao seu devido lugar.
— O médico disse que ela acordou – falou Cris entrando no quarto seguida de Claire e os pais de Rachel.
— Ela está bem – falei soltando a mão de Rachel e virando-me para eles com um sorriso no rosto – Ela está bem – repeti vendo-os sorrir para mim.
— Derek veio conversar com a gente – disse Shelby aproximando-se da cama e deixando um beijo na testa de Rachel.
— Eles vão transferi-la para um quarto assim que ela acordar – disse Hiram abraçando Claire de lado.
— Minha irmã ou as meninas foram embora? – perguntei para Cris assim que me levantei da cadeira dando espaço para Claire se aproximar de Rachel.
— Elas estão lá fora esperando – respondeu para mim olhando para Rachel – Eu nem acredito que esse pesadelo vai acabar – falou baixinho e notei uma lágrima escorrendo por seu olho – Ela está bem – repetiu minha frase de minutos atrás.
— Ela vai ficar bem agora – disse abraçando-a de lado e ela deitou sua cabeça em meu ombro.
— Você precisa comer alguma coisa Quinn – disse para mim depois de alguns momentos.
— Não estou com fome – respondi rapidamente – Eu prometi para ela estar aqui quando ela acordasse.
— Acho que minha princesa vai ficar feliz em saber que você está se cuidando – comentou para mim com um sorriso.
— A Cris está certa Quinn – disse Shelby virando-se para nós – Você precisa se alimentar, quando foi a ultima vez que comeu algo?
— Eu não lembro – respondi rapidamente sentindo meu rosto esquentar.
— Então vai se alimentar – pediu Hiram – Ela ainda vai demorar acordar por conta dos medicamentos – falou para mim – Quanto mais rápido você for, mas rápido você volta – disse sorrindo e com isso ele me convenceu a ir comer algo.
— Eu volto logo – respondi para eles e dei um beijo nos cabelos de Cris antes de sair.
Caminhei pelos corredores agora familiares para mim. Esse pesadelo finalmente vai terminar. Rachel está bem, está sem sequelas, vai acordar logo e se Deus quiser irá sair daqui.
Sentimentos são engraçados... Por conta de toda essa situação eu fiquei amortecida e deixei varias coisas de lado. Minha preocupação se sobrepôs a todos os olhos sentimentos junto com o medo de perde-la e por conta disso acabei me desligando do resto, mas agora é como se essa dormência estivesse passando e com isso meus sentimentos estão voltando com força total.
Assim que entrei na sala Santana, Brittany e Frannie levantaram-se e caminharam rapidamente até mim.
— Ela acordou Quinn – falou Britt animada ao lado da namorada e sorri para ela – Está tudo bem agora.
— Quinnie ela vai ficar bem – comentou Frannie animada partilhando da alegria de Britt e sorri para ela também.
— Ainda não foi comer Fabray? – perguntou Cris aparecendo ao meu lado com um sorriso gigante – Eles vão leva-la para fazer alguns exames então eu já vim para cá antes de me expulsarem do quarto – comentou rindo fazendo as meninas rirem para ela menos Santana que olhava atentamente para mim.
Ela sabia. Eu sei que ela sabia. Santana me conhece como ninguém. Quantas vezes ela me encontro desse mesmo jeito a ponto de explodir.
— Que olhar é esse Fabray? – perguntou Santana recuando por um momento e apenas respirei fundo permitindo sentir a raiva me consumindo pela primeira vez.
— Qual é o quarto do Hudson? – perguntei vendo-a respirar fundo enquanto Cris e Frannie trocavam um olhar preocupado.
— Para que quer saber? – perguntou calmamente, mas seu olhar a entregava.
— Eu vou perguntar somente mais uma vez – falei respirando fundo – Qual é o quarto do Hudson?
— Quinnie – chamou Frannie pegando em meu braço, mas rapidamente tirei sua mão de mim.
— Vocês não vão me falar? – perguntei olhando para elas até voltar para Santana – Qual é o quarto Santana? Você sabe que mesmo não me falando eu vou descobrir – avisei para ela vendo-a respirar fundo – Qual o quarto?
— Ele está no segundo andar quarto 116 – avisou para mim suspirando pesadamente e notei as meninas todos olhando indignadas para ela.
— Obrigado – respondi antes de me virar e começar a andar, mas senti alguém pegando meu braço e rapidamente me virei vendo Cris e as meninas paradas ao meu lado.
— O que você vai fazer? – perguntou preocupada.
— Eu vou conversar com ele – respondi.
— Você não precisa, ele...
— Eu preciso – cortei minha irmã agora – Ele quase levou meu mundo embora e eu não vou deixar as coisas ficarem assim – respondi soltando a mão de Cris do meu braço – Rachel está numa cama por conta desse maldito, o pior poderia ter acontecido...
— Você não pode...
— Eu não posso o que? Eu preciso entender o porquê dele fazer algo assim com ela – respondi rispidamente para elas – Eu preciso entender... Preciso entender antes de acabar com ele.
— Não vai...
— Eu não vou fazer nenhuma besteira – respondi antes Frannie completar – Eu vou destruir ele e quando eu terminar ele vai se arrepender de ter nascido – garanti para elas – Mais vou fazer tudo isso dentro da lei... Posso ir agora? – perguntei.
— Eu vou com você – disse Santana olhando para as meninas e depois para mim – Vamos logo Fabray – falou pegando meu braço e começando a me puxar – Vamos antes que eu me arrependa de estar seguindo com você – falou e apenas assenti caminhando com ela pelos corredores.
Quando chegamos ao quarto Santana conversou com o policial parado em frente e ele nos permitiu entrar.
Finn estava deitado na cama com sua mão direita presa por conta da algema na cama.
— Eu preciso falar que essa visão me deixa um pouco melhor – comentei ao entrar chamando sua atenção.
— Eu estava me perguntando quanto tempo você iria demorar para vim me ver Fabray – comentou rindo – E sempre com seu fiel animal de estimação – disse apontando para Santana ainda rindo e não precisava olhar para trás para ver ela se segurando para não voar ele.
— Suas provocações não me atingem Finnutil – respondeu Santana para ele encostando-se à parede atrás dela.
— O que você quer aqui Fabray? – perguntou ignorando minha amiga e voltando sua atenção para mim.
Pela primeira vez desde que cheguei ao quarto o observei melhor. Finn tinha um pequeno corte no rosto, seu braço livre estava enfaixado e no geral ele estava ótimo, mas algo não estava normal em sua expressão... Aquele menino com quem estudei durante minha vida toda praticamente não existia mais diante o homem à minha frente... Seu olhar estava desfocado, ele se mantinha inquieto no lugar enquanto sua respiração ficava mais rápida.
— Eu quero saber por que você fez aquilo com ela? – perguntei olhando para ele.
— Eu fiz porque eu a amo — simplesmente respondeu.
— Ama? – repeti incrédula, ele só pode estar louco – Você quase a matou seu maldito – disse aproximando-me da cama.
— Teria sido melhor ela estar morta – falou olhando para mim antes de desviar o olhar.
— Que tipo de amor é esse seu lunático? – perguntei irritada quando ele começou a sorrir para mim.
— Eu a amo Fabray! – disse irritado levantando a voz – EU DEVERIA ESTAR COM ELA NÃO VOCÊ! – disse aumentando mais se tom – SE VOCÊ NÃO TIVESSE APARECIDO NÓS ESTARIAMOS JUNTOS HOJE E ELA ESTARIA SEGURA!
— Segura do que seu imbecil?
— Eu era o melhor para ela – disse abaixando a voz enquanto começava a falar com ele mesmo – Eu deveria ser o melhor... Ela deveria estar com o Finn... Ela deveria casar com o Finn... Ela estaria segura... Ela não iria sofrer com o futuro... Seria o melhor... Finn era o melhor...
Olhei para Santana e ela o observava do mesmo modo que eu... O que estava acontecendo?
— Olha para mim Finn – o chamei atraindo seu olhar para mim e por um momento seu olhar pareceu focar em mim – Você quase a matou...
— ELA DEVERIA TER MORRIDO – gritou para mim e avancei para cima dele o pegando pela gola da blusa – O DESTINO DELA TERIA SIDO MELHOR...
— MELHOR? VOCÊ QUASE ARRANCOU MEU MUNDO QUANDO FEZ AQUILO COM ELA SEU DESGRACADO – gritei com ele enquanto apertava minhas mãos em sua roupa – VOCÊ QUASE TIROU MEU MUNDO SEU FDP! EU QUERO SABER O PORQUÊ VOCÊ FEZ ISSO, POR QUÊ? – perguntei chacoalhando ele e senti Santana ao meu lado tentando me puxar para trás – EU JURO POR TUDO O QUE É MAIS SACRADO QUE EU VOU ACABAR COM VOCÊ HUDSON! IR PARA A CADEIA VAI SER POUCO PARA O QUE VAI ACONTECER COM VOCÊ...
— EU NÃO TENHO MEDO DE IR PARA A CADEIA – comentou rindo – Rachel deveria estar morta Quinn – disse abaixando sua voz – Eu deveria ter feito meu trabalho direito... Ela é minha... Ela sempre será minha... Ela deveria ter ido e eu ia com ela... No fim ela estaria segura... Rach é minha, minha, minha...
— ELA NÃO É SUA...
— ELA É SIM – falou rindo – Você deveria me agradecer por ter feito isso... Pobre Fabray... Não sabe de nada... Nunca sabe de nada... É sempre a ultima a ter conhecimento das coisas... Nem mesmo ela te conta tudo – disse rindo – A pobre e abandonada menina Fabray vai perder tudo... Você vai perder aquilo que mais ama... Vai perder do pior jeito – comentou rindo – Vai desejar que ela tivesse morrido comigo – falou sorrindo.
— Me solta Santana – pedi irritada quando ela conseguiu me puxar para longe dele.
— Eu conversei com o policial e pedi para ele ficar lá fora esperando independente do que ele ouviria, mas se continuar aos gritos ele vai ter que entrar – disse prendendo seus braços ao meu redor impedindo-me de avançar para cima de Finn – Vamos sair daqui Fabray...
— Foi bom sentir seu mundo parar Quinnie? – perguntou para mim – Foi bom sentir a dor de perdê-la? Foi assim que eu me senti quando Rachel me deixou para ficar com você – falou serio – Eu a amava, mas aquela vagabunda me trocou por uma mulher... Uma mulher... Uma mulher que nem pode dar amor a ela... Quando ela partiu te deixando para trás eu me senti tão feliz vendo sua dor... Novamente você havia ficado sozinha... Ver você se acabando dia a dia foi melhor... Sua dor me consolava... Mais preciso dizer que nenhum dia foi mais lindo do que quando você tomou aqueles remédios e tentou se matar – falou sorrindo e por um momento Santana travou atrás de mim – Você deveria ter morrido, mas você de algum jeito ficou bem e mesmo depois de anos e anos ainda pegou o que é MEU... Rachel é minha... Ela é minha e sempre vai ser... Eu acompanhei de longe ela crescendo... Ela ficou ainda mais linda... Você viu o corpo dela? Ela é muito...
Antes que ele terminasse a frase me soltei de Santana avançando rapidamente para ele pegando sua blusa e puxando-o para cima para acertar um soco em sua cara com toda minha força fazendo sua cara se virar e no mesmo instante senti minha mão latejando.
— Merda Fabray! – disse Santana me puxando para longe antes que eu pudesse avançar novamente para ele – Quantas vezes eu vou ter que te falar para não sujar sua mão com lixo? – perguntou irritada.
— NÃO FALE DELA – avisei para ele que sorria com a boca suja de sangue.
— Vem Fabray, vamos embora – disse Santana puxando-me para fora do quarto.
— ELA É MINHA PEQUENA QUINNIE – falava Finn rindo enquanto cuspia o sangue no lençol a sua frente – MINHA... ELA VAI SER MINHA...
— EU VOU MATAR VOCÊ – disse tentando avançar novamente para ele.
— Respirada Quinn – pediu Santana em meu ouvido enquanto me arrastava – Ele só quer te provocar.
— Ele conseguiu – falei entre dentes quando Santana me colocou para fora do quarto.
— Ele vai precisar de um médico – Santana disse para o policial e se virou para mim – Merda Fabray! Olha sua mão – disse Santana pegando minha mão e levantando – Vamos pegar gelo.
— Não precisa – respondi soltando minha mão enquanto respirava fundo tentando me acalmar – Eu vou matar aquele desgraçado...
— Você vai é sair desse corredor agora – avisou para mim – Ou eu juro que vou soltar toda lima heights adjacente para cima de você – ameaçou-me – Vem! – disse pegando meu braço e me arrastando para fora do corredor.
— Você viu o comportamento dele? Ele pode fazer o papel de louco agora San, mas eu juro que isso não vai aliviar para o lado dele... Eu vou me encarregar de acabar com ele de todas as formas no tribunal... Não vai sobrar baleia pro ensopado depois que eu acabar com ele...
— Solta Quinn – falou Santana sorrindo – Solta tudo isso... Vamos... Continua...
— Ele está louco... Ele estava triste por ela não ter morrido San.
— Ele está louco Quinnie – disse calmamente — O comportamento dele não estava normal... Você o viu falando com ele mesmo? Aquilo foi bizarro! – comentou – Eu sempre soube que aquela boneca de posto não batia bem da cabeça, era burro demais, mas dessa vez ele superou qualquer coisa – falou fazendo uma pausa – Eu sei que independente do que a defesa dele apresente num tribunal você vai destruir ele então apenas respira agora.
— Graças a Deus vocês voltaram – disse Britt se aproximando e abraçando San e me perguntei como chegamos aqui tão rápido.
— Pensei que você tivesse matado o Finn – comentou Frannie aliviada enquanto Santana soltava uma risada ao meu lado e as meninas olhavam para ela.
— Ela quase o matou – comentou rindo e as meninas olhavam dela para mim – Eu me esqueci de falar Juno... Você sabe dar um belo soco, parabéns – disse batendo no meu ombro rindo.
— QUINN!
— Não começa Frannie... Não foi nada demais – falei levantando minhas mãos.
— Se isso ai não é nada demais eu nem quero saber o que seria algo – comentou Cris rindo – Você precisa colocar algo nessa sua mão – falou rindo – Eu nunca quero entrar numa briga com você.
Minha mão estava com um roxo em cima dos dedos, mas nada grave.
— Está tudo bem.
— Eu queria ter visto – comentou Cris – Você me representou loira fantasma – disse sorrindo – Eu mesmo queria ter minha chance para colocar minhas mãos naquele saco de batata ambulante.
— A Quinn fez um bom trabalho – comentou San sorrindo para Cris.
— Você deveria ter filmado.
— Se eu não segurasse a Juno provavelmente seria acusada de assassinato – comentou San rindo e ri junto com ela.
— Nem é assim – falei rindo.
— É sim Fabray! Se eu soltasse você teria matado aquela baleia – comentou ainda rindo e minha irmã apenas nos olhava junto com Britt, elas não gostavam de violência.
— Você precisa me contar como tudo aconteceu nos mínimos detalhes – disse Cris para nós duas – E você precisa ir comer algo – disse apontando para mim – Eles vão colocar a Rachel num quarto e tenho certeza que você quer estar lá na hora que ela acordar certo? – perguntou para mim.
— Vamos comer – disse começando a andar e escutei as meninas rindo atrás de mim.
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