Notas iniciais
Olá como vocês estão? Boa leitura e desconsiderem os erros =D Caso vocês queiram falar comigo é só me chamar no twitter @camz_cabello23 Escutem esse capitulo ouvindo Never say Never - the Fray

POV Quinn

Não sei quanto tempo se passou desde que saí da UTI e sentei novamente no mesmo lugar observando todos ao meu redor. Shelby havia ido para casa depois de Hiram tanto insistir com ela, pois Beth estava nervosa ao telefone e somente minha mãe não estava conseguindo acalma-la. Claire depois de muita insistência por parte de Hiram, Cris e Hanna, foi convencida a ir para casa tomar um banho e descansar, mas sei que na primeira oportunidade ela estaria de volta. Cris foi com ela e Hanna para casa implorando para Hiram lhe ligar a qualquer sinal de mudança.

Observei Britt, Santana e Frannie se revezando para ir até a cantina e de tempos em tempos apareciam com algo para que eu pudesse comer ou beber, mas eu rapidamente negava, voltando minha atenção para qualquer lugar e deixando minha mente vagar sem direção.

Eu sempre fui fechada, mas em situações assim minha mente se tornava minha própria prisão e não importava quantas tentativas as pessoas ao meu redor fizessem eu não conseguia sair dali, era assustador ficar perdida em meus pensamentos, mas eu deveria me acostumar a essa escuridão, pois se algo acontecesse com Rachel eu ficaria presa aqui para sempre.

Escutei Hiram dizer algo sobre ir tomar um banho e logo voltar.

— Quinnie, assim que Hiram chegar eu vou te levar para casa e nem tente discutir comigo – avisou Frannie para mim, com Britt e Santana ao seu lado.

— Você precisa descansar um pouco Q – disse Santana enquanto Britt sorria para mim.

— Eu não vou sair daqui – disse rispidamente para eles e sei que em outras situações Santana estaria me xingando em uns duzentos nomes em espanhol por ter falado assim.

— Você ouviu sua irmã loira... Você vai para casa sim e nós vamos com vocês – disse Santana para mim – Não queremos que você fique sozinha.

— Se você quiser ir para casa tomar um banho e comer algo e voltar eu não vou te impedir meu amor, mas precisa fazer pelo menos isso – falou Frannie para mim.

— Eu não posso deixa-la sozinha – falei com a voz falhando e notei as meninas trocarem um rápido olhar antes de se virar para mim.

— Você vai estar de volta antes que ela note sua ausência – disse Britt para mim.

— E se algo acontecer Hiram ou a Cris vão estar aqui e vão ligar para você no mesmo instante – completou Frannie.

— Onde está meu telefone? – perguntei para elas.

— Está comigo Juno – disse Santana – Claire o achou perto do carro e chegando aqui deu para mim.

Observei Hiram chegando ao local novamente com uma aparência cansada, mas de roupas trocadas e seu olhar voltou para nós e rapidamente me levantei ignorando as meninas ao meu redor.

— Você vai me avisar se acontecer algo? – perguntei agoniada somente em pensar em sair dali.

— Vai ser a primeira pessoa que vou ligar – falou para mim e se aproximou mais puxando-me para um abraço – Eu nunca vou poder agradecer te agradecer o suficiente... Você salvou a vida dela Quinn... Obrigado... Obrigado – disse apertando-me em seu abraço e apenas retribui – Eu prometo que ligo para você, mas agora você precisa ir – disse para mim e acenou para as meninas que vieram para meu lado começando a me puxar.

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— Quinnie precisa de ajuda? – perguntou Frannie e olhei para ela e para as meninas negando – Mamãe queria estar aqui, mas Beth estava muito agitada e Shelby estava muito mal então ela ficou lá mais um pouco para ajuda-la – avisou para mim e apenas acenei entrando no meu quarto.

Como isso foi acontecer? Essa hora nós estaríamos juntas abraçadas no sofá conversando, trocando leves carinhos... Como tudo mudou tão rapidamente meu Deus... Por quê?

Arrastei-me até o chuveiro tirando minha roupa rapidamente o ligando e entrando na água quente, mas mesmo com a água praticamente fervendo porque tudo estava tão frio? Porque tudo teve que mudar tão drasticamente? Eu não vou suportar perde-la. A simples ideia de perde-la me paralisava, arrancando meu ar causando uma dor tão grande dentro de mim que é impossível descrever. Quando olhei para o chão vi a água um pouco vermelha com o sangue que Cris não havia tirado e um sentindo tão ruim se apoderou de mim... Era como se Rachel estivesse indo embora junto com aquela água e se fosse isso que acontecesse? Como eu vou sobreviveria?

Eu sei essa resposta... Eu não iria sobreviver... Eu não quero sobreviver...

Meu choro aumentou enquanto pensava nisso, sentia meu ar faltando e o chão começando a sumir embaixo dos meus pés, então apenas cedi e deixei meu corpo escorregar para o chão... Talvez eu devesse me acostumar a ficar aqui, pois sem ela ao meu lado sei que jamais vou conseguir levantar.

— Quinnie – falou Frannie entrando no banheiro e abrindo o boxe jogando-se lá dentro, puxando-me para seus braços enquanto eu chorava compulsivamente – Está tudo bem, meu amor – falou docemente para mim – Shiiu... Vai ficar tudo bem...

— Eu não vou suportar perde-la... – falei engasgando com meus soluços.

— Você não vai perdê-la, meu amor... – disse fazendo carinho em meus cabelos – Você precisa ser forte nesse momento Quinnie... Eu sei que está difícil e está doendo, mas precisa achar sua força e ser forte por você e por ela – disse olhando em meus olhos – Você é a pessoa mais forte que eu conheço... Desde de pequena você sempre venceu tudo o que era imposto pelo nosso pai, ficou gravida e mesmo sendo a coisa mais difícil a se fazer deu Beth para, adoção porque era o melhor, mesmo sabendo que isso te mataria dia a dia, depois teve a situação com a Rachel e mesmo naquele momento você conseguiu ser forte... Agora, precisa ser forte novamente meu amor...

— Eu sabia que ela estava viva Frannie, mesmo longe eu sempre soube dela... Agora se eu a perder eu não vou sobreviver...

— Não diga isso Quinnie – cortou-me – Vem! Eu vou ajuda-la a sair desse banheiro e vou colocar uma roupa em você – falou levantando-se e puxando-me com ela apoiando meu peso enquanto me arrastava para fora do banheiro e me deixava sentada na cama e ia buscar alguma roupa para mim.

Frannie me ajudou com a roupa e me fez deitar na cama e deitou-se junto a mim puxando-me para ela enquanto fazia carinho em meus cabelos e falava coisas aleatórias para me distrair.

Sei que antes de apagar ela me avisou que Santana estava em casa dormindo junto com Britt.

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Não sei exatamente em que momento eu dormi e muito menos o momento que despertei, mas quando acordei sente-me de sobressalto na cama respirando fundo depois de sonhar que havia perdido Rachel... Eu precisava estar lá para ela... Eu não podia deixa-la sozinha... Não podia ficar aqui nem mais um segundo.

Levantei-me e rapidamente troquei de roupa e me perguntei em que momento Frannie saiu do meu quarto e não percebi.

Desci as escadas rapidamente e quando estava abrindo a porta para sair escutei uma movimentação atrás de mim.

— Se eu tivesse apostado com sua irmã que você levantaria de madrugada e sairia de fininho eu teria uma boa grana à essa hora – disse Santana atrás de mim – Eu conheço você melhor do que imagina Quinnie e sei que está indo para o hospital e antes que me corte eu vou junto com você – disse abrindo a porta e saindo – A chave do carro está comigo... Vai ficar ai ou vem comigo? – perguntou dando-me um sorriso e rapidamente fechei a porta seguindo-a até o carro.

Santana ligou o carro e rapidamente começamos a dirigir em direção ao hospital.

— O que houve com o Hudson? – perguntei fechando minhas mãos em punho somente de pensar nele... Se ele estivesse na minha frente eu o matava.

— Ele não sofreu muitos danos, infelizmente – disse com raiva – Ele está em observação no hospital e tem dois policiais fazendo a vigia dele, pois assim que o medico o liberar ele será detido – contou e respirou fundo enquanto apertava as mãos no volante – Os pais deles estão devastados, pois não imaginavam que ele faria algo assim... Falei com o porcelana mais cedo e ele está vindo para cá assim que possível... Ele estava cobrindo um evento de moda em Paris, mas está voltando na primeira brecha.

— Eu vou destruí-lo – falei com raiva.

— Eu sei que vai, mas eu vou te ajudar – disse para mim – Estamos chegando – avisou parando o carro em frente o hospital e não esperei ela dizer mais nada, apenas abri a porta e caminhei rapidamente até o local e avistei Hiram sentado numa cadeira olhando para o nada.

— Eu estava me perguntando quanto tempo elas conseguiriam manter você afastada daqui – comentou com um breve sorriso quando sentei-me ao seu lado.

— Alguma novidade?

— Nenhuma ainda – disse suspirando – Cris está em casa cuidando de Claire que está devastada desde que chegou lá... Segundo Cris ela mal está conseguindo dormir, pois está tendo muitos pesadelos.

— Eu imagino – comentei – Conversei brevemente com ela e me coloquei em seu lugar... Rachel chegou em sua vida trazendo muito mais do que uma família para ela... Ela perdeu a mãe e está vendo Rachel como sua segunda mãe e ao acontecer isso as lembranças voltaram e imagino que seu medo se multiplicou.

— Sim.

— Obrigado por ter me esperado Q – comentou Santana chegando e cumprimentando Hiram antes de sentar – Olha ali o médico – comentou Santana depois de um tempo em silencio.

— O que aconteceu? – perguntei levantando-me em um salto.

— Eu vim apenas trazer algumas noticias para vocês – disse ele – Nós observamos Rachel durante a noite e percebemos que sua hemorragia interna não voltou e estamos felizes com isso. Fizemos uma ressonância magnética e percebemos que o sangramento na subdural não aumentou e estamos aliviados por isso, esse mesmo sangramento teve uma pequena diminuição, mas infelizmente apareceu pequenos hematomas em sua cabeça e isso está me deixando um pouco preocupado no momento.

— Essa diminuição na subdural é bom? – perguntou Santana para ele.

— Essa diminuição é boa, mas a situação continua muito complicada, minha equipe está com ela a todo o momento.

— Como você pretende cuidar desses pequenos hematomas? – perguntou Hiram fazendo a pergunta que eu queria.

— Para ser sincero com você Hiram eu precisaria fazer uma craniectomia, mas nesse momento Rachel não aguentaria outra cirurgia.

— O que isso quer dizer? – perguntei sabendo a resposta mas precisando ouvi-la.

— Nós vamos mantê-la em coma induzido para observar esses hematomas e essa hemorragia, somente depois de um tempo vai ser possível montar um plano e agir.

— Porque você não a tira do coma e vê como ela irá reagir? – perguntou Santana.

— Se eu tira-la do coma nesse momento ela irá falecer em questões de minutos... Não tem como saber como seu corpo e seu cérebro vai reagir sem os medicamentos e fora do coma... Pensar nessa possibilidade é somente depois que esses hematomas diminuírem e essa hemorragia for controlada.

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Quando aquele maldito relógio estava marcando quase onze horas da manhã Frannie sentou ao meu lado novamente fazendo-me desviar meu olhar daquele ponto fixo a minha frente.

— Eu não vou insistir para você comer, pois eu sei que não vai adiantar em nada, mas quero saber se você precisa de alguma coisa Quinnie... Desde que cheguei você continua parada do mesmo jeito, no mesmo lugar... Você precisa ser forte, meu amor – disse para mim – Mamãe quando passou mais cedo aqui me pediu para ficar de olho em você, pois nós duas sabemos como sua mente é e em como você sempre acaba presa dentro dela... Você precisa sair...

Minha mãe havia vindo aqui nas primeiras horas do dia, mas para Shelby poder ficar aqui ela voltou para cuidar de Beth e leva-la para ficar junto com Claire e Hanna em casa...

— Você precisa ter fé Quinnie – disse Frannie novamente arrancando-me dos meus pensamentos – Você precisa acreditar – disse afagando meu rosto – Vem comigo até a capela? – perguntou com um sorriso oferecendo sua mão para mim – Você já rezou hoje?

— É o que estou fazendo desde ontem Frannie.

— Então vamos rezar juntas agora – disse pegando minhas mãos e levantando-me junto com ela enquanto falava algo para alguém e nós caminhávamos até a capela.

Quando chegamos na capela nós nos benzemos e fizemos o sinal da cruz antes de caminhar até os primeiros lugares da igreja e nos ajoelhar começando a rezar novamente.

Enquanto eu rezava pedindo para Deus ajuda-la, protege-la sentia a agonia crescendo dentro de mim igual ontem antes do acidente... Aquele sentimento estava consumindo por dentro, sentia meu ar começando a faltar, o desesperando tomando conta e as lágrimas surgiram em meus olhos sem que eu pudesse contar... Algo estava errado... Algo estava tremendamente errado...

FÉ!

Era o que era necessário, era a única coisa que poderia me sustentar e trazer algum conforto, mas como sentir fé se tudo dentro de você grita em AGONIA?

— Algo está acontecendo – falei para minha irmã que se virou para mim e viu as lágrimas escorrendo por meus olhos – Alguma coisa está acontecendo com a Rachel.

— Então vamos até lá – disse minha irmã levantando-se e acompanhei seus movimentos fazendo o sinal da cruz e saindo rapidamente do local e voltar para a sala de espera.

Quando estava para chegar na sala de espera eu ouvi!

— Dr. Derek Shepherd comparecer ao centro cirúrgico com urgência. Repito Dr. Derek Shepherd comparecer ao centro cirúrgico com urgência. Código azul. Código azul. Sala 3

Anunciou a voz ecoando pelos corredores fazendo-me ter a certeza de que era Rachel e senti meu corpo inteiro congelando enquanto eu deixava meu corpo escorregar no chão e as lágrimas tomaram conta da minha visão.

Notas finais
ENTÃO O QUE ACHARAM? Comente e favoritem... Previa: "Fechei meus olhos apertando-me contra Frannie enquanto pensava nela... Meus pensamentos sempre foram sobre dela... Eu sempre fui dela independente do que acontecesse eu sempre seria dela. A historia dela não deveria acabar assim, ela é uma estrela tem muito o que brilhar, muito o que fazer... "