Story of my Life
32 32- Fica comigo essa noite?
Notas iniciais
— Oi Rachel!
— Quinn? – perguntei piscando meus olhos para ter certeza de que ela estava realmente ali e não era uma brincadeira – Eu não posso estar imaginando isso – falei para mim mesma ainda encarando-a.
— Você não está imaginando isso – disse Quinn estendo o buque de flores em minha direção – Eu senti saudades, não poderia ficar até quinta feira sem ver você – falou para mim e notei suas bochechas ficando levemente vermelhas.
— Obrigado – disse pegando o buque e puxando-a para dentro do meu camarim rapidamente enquanto fechava a porta atrás de mim rapidamente e olhava para ela – Eu estou feliz de você estar aqui – disse deixando as flores em cima da minha mesa enquanto me jogava em seus braços e sentia seu cheiro, seu calor – Vai parecer muito clichê se eu falar que estou morrendo e saudades de você e foi uma tortura ficar sem você? – perguntei com meu rosto escondido em seu pescoço enquanto sentia-a rindo levemente.
— Não, não vai – respondeu deixando um beijo em minha testa — Até porque eu me senti do mesmo jeito que você – comentou baixinho e me separei um pouco dela para olhar em seus olhos – Senti saudades – disse para mim.
— Também senti saudades – falei enquanto me aproximava deixando um pequeno beijo em seus lábios – Como você chegou até aqui? – perguntei olhando para ela vendo-a rir.
— Cris me ajudou – comentou – Ela me deu uma entrava para a peça, mas pedi para ela escolher um lugar aonde você não me visse e assim não estragaria a surpresa, quando acabou a peça ela me trouxe até aqui e me pediu para avisar que como hoje você está acompanhada ela iria falar com seu diretor e depois iria embora – falou para mim – E disse que mandava uma mensagem mais tarde.
— Você e a Cris estão muito amiguinhas não acha? – perguntei me aproximando dela deixando vários beijinhos pelo seu rosto vendo-a sorrir em cada um.
— Ela é sem duvida uma grande cumprisse – respondeu para mim – Eu quero te fazer um convite – disse sem jeito – Isso se você não tiver outras coisas para fazer depois que sair daqui.
— Geralmente o pessoal sai depois das peças, mas digamos que eu não saio sempre – respondi para ela – Me faça o convite Fabray.
— Você quer ir jantar comigo?
— Eu adoraria ir jantar com você – respondi deixando um leve beijo em seus lábios – Eu já estava terminando de me arrumar, mas preciso trocar de roupa e ai podemos ir – comentei para ela – Fique a vontade – avisei para ela quando sai de seus braços e me encaminhei até o banheiro.
Assim que entrei no banheiro me arrumei rapidamente vestindo minha roupa. Será que ela vai querer ir num lugar chique? Não que minha roupa esteja feia, mas calça jeans, casaco e bota não é exatamente uma roupa para um encontro. Deus! Parece que voltei anos atrás aonde eu ficava nervosa pensando aonde Quinn e eu iriamos e não sabia o que vestir e mesmo depois de pronta continuava indecisa.
— Vamos? – perguntei saindo do banheiro e ela rapidamente veio até mim abraçando – Quinn aonde nós vamos? Eu não vim exatamente arrumada para ir a um encontro – comentei vendo-a se afastando analisando minhas roupas – Se você quiser podemos passar em casa e eu prometo trocar de roupa rapidamente e...
Quinn simplesmente cortou minha fala enquanto me puxava contra ela colocando seus lábios nos meus, primeiro delicadamente, mas assim que comecei a mover meus lábios nos dela senti a intensidade do beijo aumentando enquanto nossas línguas começavam a batalhar entre si... Beijar Quinn Fabray é simplesmente maravilhoso... Tudo nela é perfeito! O cheiro, o toque, o calor, o gosto... Tudo... Quando o ar finalmente faltou separei nossos lábios rapidamente e voltei minha atenção para seu pescoço começando distribuir beijos por toda sua extensão até chegar em seu ouvido. Sentia sua pele arrepiando-se aonde meus lábios tocavam e notei a força que Quinn estava fazendo para não deixar nenhum barulho escapar por sua boca.
— Eu te amo – falei em seu ouvido sentindo o aperto em suas mãos aumentando e voltei para beijar seus lábios novamente não dando tempo dela falar nada.
Esse beijo era mais intenso que o anterior e notei Quinn perdendo seu controle aos poucos enquanto uma de suas mãos que estava em minha cintura começava a se mover e a outra ela levou até meus cabelos... Q odiava perder o controle da situação, sempre foi assim e parece que mesmo depois de anos e anos isso não mudou... Mais existe uma diferença que antes não existia... Eu amo estar no controle também.
— Nós... Nós precisamos ir – falou quando o ar faltou novamente e abri meus olhos encontrando seu olhar num tom escuro enquanto tentava acalmar sua respiração.
— Vamos – disse deixando um beijo delicado em seus lábios enquanto pegava sua mão – Você veio de carro? – perguntei abrindo a porta do meu camarim enquanto normalizava minha respiração.
— Vim – respondeu sorrindo para mim – Cris me deu a dica de deixar ele estacionado na saída do teatro já que vamos sair – comentou comigo – Segundo ela é mais fácil para você.
— Ela está certa – respondi sorrindo e notei-a tensa ao meu lado enquanto caminhávamos – O que foi? – perguntei parando no meio do corredor que dava para os outros camarins.
— As pessoas podem nos ver de mãos dadas? – perguntou timidamente para mim e apenas sorri para ela olhando meu redor e notando meus companheiros de peça nos observando. Eles sabiam minha opção sexual, mas nunca me viram caminhar com ninguém, mesmo com as garotas que fiquei nunca as tratei assim.
— Eu não ligo para eles – respondi aproximando-me e deixando um selinho em seus lábios ganhando um sorriso tímido enquanto ela corava levemente – Não posso sair de mãos dadas com você quando passarmos pelas portas do fundo por causa dos fãs e da mídia, mas eu trabalho aqui e a maioria deles desconfia sobre minha opção ou tem certeza, mas não é como se eles fossem falar isso para alguém sendo que muitos deles também não são assumidos – falei sinceramente – Digamos que aqui na Broadway é mais comum do que a mídia mostra as pessoas se envolverem – comentei rindo e ganhando outro sorriso — Me pediram para ser cuidadosa por enquanto e não me assumir e vou fazer isso, mas jamais Quinn, jamais eu vou esconder você, ter vergonha ou qualquer coisa assim – falei para ela ignorando os olhares sobre nós – A saída é logo ali na frente – comentei com ela – Quando passarmos pela porta vai ter pessoas querendo saber quem é você apenas por saímos juntas então ignore eles... Se você quiser pode sair por outro lugar e evitar ser vista comigo, eu juro que vou entender se não quiser ter seu rosto estampada em sites ou revista de fofoca amanhã – falei rapidamente para ela vendo que seu sorriso continuava em seus lábios.
— Eu não ligo de ter meu rosto estampado em lugar nenhum – comentou comigo – Um dia vou me casar com a maior estrela de todos os tempos então preciso ir me acostumando certo? – perguntou para mim enquanto eu a encarava para ela bloqueada.
— Você... Você quer... Quer casar... Casar comigo? – perguntei para ela... Merda! Porque tenho que gaguejar nesses momentos? Droga Rachel.
— Se você aceitar meu pedido um dia vamos casar – falou como se fosse à coisa mais natural do mundo.
— Então vamos casar – respondi rapidamente para ela que rio do meu entusiasmo – Desculpa – pedi sentindo meu rosto corar.
— Eu amo seu rosto assim – falou olhando para mim e respirou fundo algumas vezes – Podemos ir?
— Claro, vamos – falei para ela dando um leve aperto em suas mãos – Quando sairmos você me espera no carro? – perguntei para ela que assentiu.
— Rach – chamou uma voz quando estávamos quase saindo do teatro e travei no lugar virando-me para encarar Elisa, Peter e Charlote caminhando até nos.
— Oi – cumprimentei-os rapidamente quando eles chegaram perto de nós.
— Não vai apresentar quem é sua nova amiguinha? – perguntou Elisa analisando Quinn dos pés a cabeça e depois sorrindo para mim... Merda... Ela tem algum problema?
— Desculpa a má educação – respondi nervosa – Essa é Quinn Fabray – falei sorrindo para ela e depois para eles – Quinn esses são Peter, Charlote e Elisa – respondi apontando para eles e ela os cumprimentou rapidamente.
— Rach quer vim com a gente? – perguntou Elisa para mim – Depois podemos fazer alguma coisa – respondeu olhando sugestivamente para mim e notei Quinn ficando tensa ao meu lado.
— Me desculpem, mas eu vou sair jantar com Quinn – respondi apertando sua mão – Nós precisamos ir, vamos Quinn? – perguntei a vendo concordar e se despedi rapidamente deles.
— Tem certeza Rach? – qual o problema dela? – Você pode nos encontrar depois?
— Eu tenho.
— Vamos amor? – perguntou Quinn envolvendo minha cintura com seus braços parando atrás de mim e observei meus companheiros ficarem chocados com ela chamando-me de amor principalmente Elisa... Digamos que nas minhas “relações” eu cortava qualquer chance de alguém ser tão intimo de mim.
— Vamos – respondi sorrindo e deixando um beijo em sua bochecha e virei-me para encarar eles notando Elisa olhando Quinn com raiva – Eu não pretendo sair com mais ninguém hoje que não seja a Quinnie, tchau – respondi para Elisa quando ela nos olhou — Vem Quinnie – falei separando-me dela e pegando sua mão – Podemos sair? – perguntei parando em frente a porta que nos tiraria do teatro e ela apenas concordou.
Ótimo! Ela está com ciúmes!
Assim que abri a porta soltei as mãos de Quinn e saímos dando de cara com a impressa e com os fãs parados na barra de proteção. Quando me viram começaram a chamar, pedir por fotos e autógrafos... Olhei sobre meus ombros Quinn caminhando tranquilamente até seu carro e encostando-se e no mesmo enquanto me olhava com um pequeno sorriso nos lábios. Ignorei os fotógrafos com sua pergunta sobre ela era e atendi rapidamente alguns fãs me desculpando por não poder dar mais atenção para eles e caminhei até Quinn que abriu a porta para mim antes de dar a volta e se sentar no banco do motorista, ligando o mesmo e saindo rapidamente dali.
— Gostei do carro – comentei notando ela ainda irritada – Qual modelo é?
— Audi A8 – comentou sorrindo – Esse carro é meu bebe – falou para mim sorrindo levemente antes de voltar sua atenção para a rua.
— Aonde vamos?
— Eu não conheço muito bem NY ainda, mas sempre que eu vinha aqui eu ia num restaurante aqui perto – disse para mim — Eu pensei que poderíamos ir lá... É um lugar simples e aconchegante... E a comida vegan de lá e maravilhosa.
— Você come comida vegan lá? – perguntei não acreditando e notei-a corando enquanto olhava para frente e concordava – Por essa eu não esperava.
— Eu me sentia mais perto de você comendo comida vegan – falou olhando para frente e senti meu coração se apertando – Ajudava-me a sentir você mais perto de mim.
— Quinn...
— Não precisa falar nada – disse ela parando o carro em frente ao restaurante e saindo rapidamente do veiculo vindo até meu abrindo a porta para mim – É aqui.
— Eu achei um lugar muito aconchegante – falei com sinceridade seguindo seus passos – Eu não conhecia esse.
— Não faz tanto tempo assim que abriu – comentou entrando num lugar e me guiando até uma das mesas e puxando uma cadeira para mim enquanto sentava-se em ao meu lado – Esse lugar tem tudo para crescer, mas ainda não chegou lá... Mais com as comidas daqui logo vai crescer tenho certeza – falou quando um garçom se aproximou deixando um cardápio para nós.
— Se você conhece tão bem o lugar e as comidas escolhe para mim – falei para ela.
— Se prepare para se apaixonar pela comida daqui Rach – avisou enquanto fazia o pedido para o garçom – Vinho? – perguntou para mim e apenas concordei vendo-a escolher um vinho e pedir e logo o garçom nos deixou.
Observei Quinn por um instante o notei seu semblante ainda serio... Deus! Quinn nunca foi uma pessoa muito ciumenta, mas quando sentia ciúmes não era nada bom... Ela estava com ciúmes, certo? Não posso falar muito sobre ciúmes sendo que eu também sou ciumenta... Na época do colégio não brigávamos, mas existiam pequenas discussões... Eu até gostava quando não era eu sentindo, mas a melhor parte era aonde nós nos acertávamos depois dessas discussões.
— Quinn por que você está séria? – perguntei analisando sua expressão... Pode ter se passado o tempo que for, mas eu sempre iria saber ler Quinn Fabray – Antes que pense em me dar uma resposta qualquer saiba que não vai funcionar, pois eu ainda conheço você apesar de ter certeza que mudou durante esses anos – falei rapidamente para ela vendo primeiro ela fechar a expressão e desviar os olhos, depois respirou fundo algumas vezes e olhou para mim.
— Quem era ela? – perguntou olhando para mim... Bingo! Eu sabia.
— Ela quem? – perguntei a vendo fechar a expressão para mim novamente e ri internamente com isso... Como senti falta dessa Quinnie.
— A sua colega de peça que te chamou para sair – falou para mim – Você saiu com ela não é? – perguntou, mas antes que eu respondesse continuou – Eu não deveria estar perguntando, mas me incomodou o jeito que ela olhava para você.
— Isso é ciúmes? – perguntei tentando segurar o sorriso e foi impossível – Ai Quinn – falei passando a mão no braço aonde ela havia acertado um tapa.
— Você é uma idiota – falou para mim e me aproximei de sua cadeira sussurrando em seu ouvido.
— Mais sou sua idiota – disse vendo-a se arrepiar.
— Você vai me responder ou vai deixar essas perguntas na minha cabeça? – perguntou.
— Eu sai com Elisa uma vez – respondi vendo ela soltar um suspiro pesado ao meu lado – Quando saímos fomos comemorar uma boa critica que recebemos, fomos a uma boate aqui em NY e todo mundo bebeu... Eu bebi muito naquela noite – comentei respirando fundo – Eu sabia que ela tinha interesse em mim e enquanto dançava ela simplesmente aproximou-se e rapidamente me beijou... Eu estava muito bêbeda quando ela me convidou para sair dali... Simplesmente não pensei e deixa-a me guiar até que chegamos em sua casa – disse com sinceridade vendo-a olhando em silencio – Eu não lembro de quase nada do que aconteceu... Eu quase nunca me lembro... De qualquer maneira eu logo liguei para Sun ir me buscar e me levar embora... Nunca mais rolou nada com ela desde então.
— Ela não parece saber disso – disse para mim.
— Eu deixei claro um milhão de vezes que não vai rolar mais nada – falei rapidamente – Ela insiste, mas eu juro que foi somente uma vez.
— Eu acredito em você – disse para mim – E eu não gosto de saber disso, mas eu tenho a leve impressão que isso não vai ser a primeira nem a ultima vez que vai acontecer né? – perguntou para mim.
— Eu sinto muito... Eu nunca me importei com aquelas mulheres, foram casos de uma noite e na maioria eu estava completamente bêbada.
— Por que as pessoas olharam para nós daquele jeito quando saímos do seu camarim? – perguntou para mim enquanto o garçom colocava nossos pratos e nos servia com vinho – Prova e me diga se aqui não é fantástico – falou olhando com expectativa para mim enquanto eu provava a comida.
— Isso está delicioso – comentei depois de comer mais um pouco – O seu prato é o mesmo que o meu? – perguntei.
— Uhun... Vai me responder agora?
— Eu fiquei com varias pessoas durante esses anos, mas nunca deixei nenhuma pessoa criar contato comigo ou tentar se aproximar de mim desse jeito... Sun é a única pessoa que me abraçava, pega minha mão, me chama de princesa, amor e outras coisas perto dos outros.
— Você não deixou ninguém se aproximar de verdade de você?
— Não! Todos essas “relações” foram casos de uma noite e às vezes até menos que isso – disse sinceramente para ela – Você é diferente Quinnie... Então não ligo de andar de mãos dadas, de te beijar nem nada assim... Só que as pessoas que convivem comigo nunca viram nada disso, pois era somente Sun que ficava perto de mim... Quando qualquer uma delas tentava algo assim eu cortava rapidamente, muitas vezes era grossa sem querer.
— Eu estava com ciúmes de você – soltou olhando para mim e notei sua face ficando vermelha enquanto ela tentava disfarçar.
— Quinnie – chamei fazendo-a levantar seu olhar e me aproximei olhando em seus olhos e deixei um pequeno beijo em seu rosto – Nenhuma delas é você... Eu nunca senti nada por ninguém... E nem queria sentir... Sempre foi você e sempre vai ser você – disse pegando sua mão – Eu amo você sempre.
— Sempre – respondeu sussurrando perto do meu ouvido.
Nós terminamos nossa refeição falando sobre a mudança do seu escritório, sobre Claire, sobre Frannie e nossos pais... Assunto entre nós surgia rapidamente nunca deixando o silencio entre nós... Nos poucos minutos em que ficamos quietas era porque nossos olhares estavam presos um no outro travando aquela linda batalha. Quinn fez questão de pagar o jantar deixando claro que se eu quisesse pagar eu deveria chama-la para sair... Entramos rapidamente no carro e dei graças a Deus que ninguém me reconheceu hoje... Não queria ninguém atrapalhando meu momento com ela... Expliquei aonde era meu apartamento para ela e um pouco antes de chegarmos uma tempestade começou fazendo-a diminuir a velocidade do carro.
— Odeio quando o tempo vira assim – comentei atraindo sua atenção – Vai com calma Quinnie, não está dando para ver nada a nossa frente.
— Sim senhora – respondeu rindo.
— Já está pronto seu apartamento? – perguntei vendo-a negar com a cabeça – Aonde você está?
— Estou ficando num hotel aqui perto por quê?
— Por que não me falou que estava num hotel? Você poderia ficar em casa até a reforma do seu apartamento terminar.
— Não gosto de incomodar... E Frannie também ofereceu sua casa, mas prefiro ficar num hotel do mesmo modo.
— Chegamos – disse para mim apontando para meu prédio.
— Você não vai ficar num hotel e isso não é um pedido e sim uma convocação – falei atraindo sua atenção – Vai ficar em casa até seu apartamento ficar pronto.
— Mais...
— Nem mais nem menos Quinn – cortei-a a vendo balançando a cabeça frustrada – Eu tenho um quarto livre e você está num hotel... É uma equação simples Fabray.
— Eu tinha esquecido o quanto você pode ser irritante e mandando Rachel Berry.
— Que bom que se lembrou, pois sabe que não aceito não.
— Rach...
— Está cedo ainda... Quer subir comigo? – perguntei para ela – É perigoso dirigir com esse tempo... Se você quiser voltar para o hotel hoje para buscar suas coisas para amanhã tudo bem, mas espera a chuva passar um pouco – pedi vendo-a concordar – Entra ali – apontei para a garagem e fui guiando-a pelo estacionamento até ela estacionar seu carro ao lado do meu.
— Você não estava brincando quando disse que tinha esse carro – disse olhando para meu carro depois de abrir a porta para mim e passei meus braços pela sua cintura.
— Do mesmo jeito que você tem seu bebê eu tenho o meu – disse implantando beijos pelo seu pescoço vendo ficar arrepiada cada vez mais – Eu amo o jeito que você fica arrepiada quando beijo seu pescoço desse jeito – sussurrei em seu ouvido deixando uma mordida no lóbulo da sua orelha.
— Rach para de ficar me provocando desse jeito – pediu com a voz arrastada e falha enquanto eu passava minhas unhas por sua barriga por cima das roupas.
— E se eu não quiser parar? – sussurrei novamente em seu ouvido dessa deixando um beijo molhado em seu pescoço escutando ela soltar um leve gemido antes de se livrar dos meus braços e prensar meu corpo contra seu carro olhando para mim – Quinni...
Senti os lábios dela sobre os meus me vez suspirar enquanto eletricidade passava por cada parte do meu corpo... Senti sua língua pedindo passagem e logo concebi passagem fazendo nosso beijo se aprofundar ainda mais fazendo um gemido escapar pela minha boca, mas foi abafado pelo seus labios... Senti suas mãos passando pelo meu corpo explorando cada parte por cima das minhas roupas... Levei minhas mãos aos seus cabelos puxando-a mais para mim enquanto arranhava sua nuca... Eu poderia ficar ali por horas beijando-a, sentindo-a... Uma pequena parte minha lembrava-me que estava no estacionamento do meu prédio e deveríamos sair dali antes que alguém chegasse, mas com ela me beijando desse jeito como se fala mesmo?
— Va... Vam... Va... Vamos... – tentei falar quando o ar acabou e senti ela mudando seus beijos para meu pescoço mandando minha sanidade embora e arruinando minha roupa intima.
— Vamos? – perguntou continuando os beijos molhados por todo meu pescoço e fechei os olhos aproveitando as sensações que seus lábios causavam em mim enquanto sentia o incomodo entre minhas pernas aumentar.
— Agente está na garagem, vamos subir – falei rapidamente deixando um gemido escapar quando ela chupou meu ponto de pulso.
— Vamos – disse se separando de mim e olhei para seus olhos verdes... Estavam escuros, estavam perfeitos – Não sei aonde é seu apartamento – disse enquanto me abraçava por trás e começávamos a andar.
— Se... Se ficar me beijando assim não vai conseguir chegar lá – disse tentando respirar enquanto ela continuava com seus beijos em meu pescoço.
Assim que entramos no elevador apertei o numero da cobertura e virei-me ficando de frente a Q a sentindo passar seus braços por minha cintura enquanto eu colocava os meus braços em seus ombros.
Quando nossos olhares encontraram-se nós não precisamos falar nenhuma palavra... Tudo o que precisava ser dito estávamos falando, eu a queria e ela também me queria, nós nos amávamos e mesmo depois de tantos anos esse amor continuou ali. Procuramos ao longo desses anos outras pessoas para tentar tampar o buraco em nosso peito, mas nunca foi fechado, sempre faltava algo... Ela me completa assim como eu a completo... Verde no castanho e castanho no verde... A nossa combinação era perfeita... Sentir seu corpo perto do meu era maravilhoso... Nunca demorou tanto para chegarmos no meu andar.
Assim que as portas abriram-se peguei sua mão e a guiei até minha porta abrindo e acendendo a luz. Por algum motivo eu sentia-me nervosa, mas por quê? Assim que eu fiz a pergunta eu já sabia a resposta... Se rolasse algo não seria somente sexo, não seria um caso de uma noite, eu não estava bêbada nem nada assim... Seria algo a mais... Sempre era quando se tratava de nós duas... Era amor, sempre amor. Virei de frente para ela e notei seu olhar com o mesmo brilho que o meu deveria estar... Juntei nossos lábios levemente num beijo simples, mas repleto de amor.
— Quinn – a chamei praticamente sussurrando enquanto nossos olhos estavam conectados – Fica essa noite comigo? – perguntei aproximando-me mais dela enquanto sentia meu coração bater freneticamente dentro de mim.
Fale com o autor