Story of my Life
12 12- Vamos começar novamente?
Notas iniciais
Andamos em silêncio até passar o quarteirão de casa e nos dirigimos para uma pracinha perto dali, fazia anos desde a ultima vez ali, havia alguns bancos, várias arvores e alguns postes iluminando o local, no meio da praça havia uma fonte e um pequeno local aonde havia alguns peixes. Quando morava em Lima sempre vinha para essa praça à noite pensar, a tranquilidade desse local trazia uma sensação de paz, dias antes de deixar Lima eu havia vindo ali olhar o céu e pensa na decisão sobre ficar ou partir de vez de Lima.
— No que está pesando? – perguntou Quinn ao meu lado com uma voz suave – Não negue ok... Pode não me falar mais esse lugar te trouxe alguma lembrança pela sua cara.
— Estava pensando na ultima vez que vim aqui... Faz muito tempo... Eu sempre vinha à noite aqui para pensar sobre minhas decisões – falei e me arrependi no momento que seu olhar cruzou com o meu, percebi a tristeza e duvidas ali – Gostava daqui, pois era tranquilo nesse horário, ali na frente entre aquelas arvores grande existe um espaço aonde eu me deitava para ver as estrelas e pensar — falei apontando para o local.
— Vamos até lá então – disse simplesmente.
— Não, não precisamos ir até lá – falei rapidamente e Quinn olhou-me confusa – Vai sujar sua roupa Quinn – disse analisando suas vestias, estava com uma calça jeans apertada destacando as pernas bem definidas, uma sapatilha preta, uma blusinha preta e um casaquinho bege, perfeita.
— Você está preocupada com minhas roupas? – perguntou rindo e fechei a cara – Desculpe-me mais olha para você? – pediu e olhei não vendo nada demais – Suas roupas são novas provavelmente e você está preocupada com minhas roupas? Deveria se preocupar com a sua pequena diva.
— Hey! Eu não sou nenhuma diva – falei para ela – Se não tem problema então vamos até lá – falei começando a caminhar até o local – Divas não sentam num parque a noite no meio da grama – falei sentando-me e olhando Quinn copiar meu movimento.
— Ponto para você – falou rindo levemente – Você mudou o visual desde ontem – afirmou olhando-me.
— Brad me aconselhou a mudar – expliquei nem sabendo o motivo de fazer isso.
— Não sei quem é Brad mais abençoado seja ele – falou sorrindo – Você está linda Rachel – elogiou-me e corei diante seu olhar.
— Obrigado – agradeci o elogio e olhei as estrelas acima de nós, devem ser nove e pouco – Porque me chamou para conversar? – perguntei num sussurro ainda olhando para o céu.
— Chamei você porque precisava estar perto de você – confessou baixinho atraindo minha atenção e percebi-a com as bochechas coradas olhando para baixo – Precisamos conversar não acha?
— Eu não sei o que falar para você.
— Podemos começar falando da sua entrevista? – perguntou e apenas concordei com a cabeça, observando suas mãos mexendo-se inquietas uma na outra, depois de um suspiro continuou — Eu não sou uma pessoa que gosta de enrolar, então vou direto ao assunto. Eu assisti ao programa como todos na sua casa e ouvi sua musica, para quem é ela? – perguntou fazendo a mesma pergunta de Ellen e gelei nesse momento, quando levantei os olhos percebi o sorriso em sua face... Ela já sabia a resposta...
— Você já sabe a resposta Quinn – falei desviando meu olhar do dela.
— Mas eu quero ouvir de você – falou – Para quem era Battlefield Rach?
— Para você satisfeita? – perguntei colocando-me da defensiva, não estou pronta para isso... – É para você... – falei sentindo minhas emoções me dominarem – Você foi assistir a minha peça não é? – perguntei agora olhando em seus olhos aguardando minha resposta.
— Eu não as perderia por nada... A sua primeira peça estivesse presente duas vezes por semana desde o começo do espetáculo até o final dele, posso até repassar suas falas com você se desejar – admitiu e seu olhar foi para o meu — Um dia falei para você quando estreasse Fanny Girl eu estaria na primeira fileira para te ver, eu não estava na primeira mais estava no local, não uma nem duas vezes e sim milhares de vezes, em todas eu me emocionei vendo você em cima do palco e em cada performance de Who are you now eu me controlava para não ir atrás de você — admitiu timidamente para mim deixando-me bloqueada com a revelação.
— Eu nunca... Nunca pensei que você estaria vendo a peça – falei sinceramente e seu olhar se voltou para mim.
— Como eu poderia perder? – perguntou e deixou a frase morrer – Quando cantou Battlefield deixou-me sem palavras, a letra é maravilhosa e a melodia me encanta, mas me chamou mais atenção foi a intensidade em que você cantava – falou se virando para mim, estávamos frente e frente agora – “É fácil se apaixonar, mas é tão difícil partir o coração de alguém”, “O que parecia ser uma boa ideia se transformou em um campo de batalha”, “A paz virá quando um de nós abaixar a arma... Seja forte por nós dois, não, por favor, não corra, não corra”, “Sentimentos estão indo e vindo como as ondas e eu penso demais sobre o futuro”, “Uma gota é o bastante para que a mentira seja derramada”, “Nós parecíamos ser uma boa ideia” – falou alguns versos da música e senti meu coração batendo cada vez mais lentamente em cada frase e a intensidade de seu olhar não estava ajudando em nada – Uma menina que conheci a muito tempo ensinou-me que as musicas sempre querem te dizer algo e se prestarmos atenção podemos nos surpreender com o que elas falam – disse piscando para mim e sorri em resposta, anos atrás eu havia dito isso ela – Eu vou perguntar algo e quero uma resposta sincera entendeu Rachel, não minta para mim pois dessa vez eu não serei enganada facilmente – afirmou e um frio passou percorrendo meu corpo, será que ela havia descoberto tudo? Não, ela não estaria assim se soubesse... – Você não quis quebrar meu coração há cinco anos não é? Afinal é difícil partir o coração de alguém. Sempre vivemos no extremo ou nos amamos ou brigamos, eu estou aqui na sua frente sem armas para você, te peço para fazer o mesmo. Você ainda pensa em nós? No futuro? – perguntou e quando fui falar ela me cortou – Ainda não terminei Rach – falou pegando minha mão e um calor se espalhou por todo o corpo – Esse verso me chamou mais atenção “uma gota é o bastante para que a mentira seja derramada” que mentira estava falando? O que você nunca quis me contar durante esses anos todos? – perguntou... Se fosse outras perguntas estaria sorrindo bobamente para ela agora.
— Não sei se posso responder suas perguntas – respondi para ela.
— Porque não?
— Porque é apenas uma música, apenas isso.
— Eu falei sem mentiras Rachel – disse séria – Ou vai fugir como uma covarde novamente virando as costas pra mim como se eu não fosse nada demais — falou e seus olhos perderam o brilho de minutos atrás fazendo meu coração se apertar.
— Porque você insiste em perguntas aonde não vai obter nenhuma resposta? – perguntei agoniada.
— Por que eu me importo, porque mesmo durante esses malditos cinco anos você continua na minha mente, porque por mais que eu desejasse esquecer você eu nunca pude, porque eu te amo e a Rachel por qual eu me apaixonei e me amou de volta nunca faria isso comigo, não olharia em meu olho e mentiria, não iria virar as costas e me deixaria acabada num parque qualquer e você pode negar o quanto quiser mais ainda vejo em seus olhos o que sente por mim. Como eu posso esquecer se ainda me olha como quando nos beijamos pela primeira vez? Porque o mesmo brilho quando me declarei para você continua ai – desabafou e antes de eu protestar continuou – Nem pense em negar, isso está na sua cara.
Maldito sentimento!
— Eu escrevi a música pensando em você satisfeita? Eu quis mudar a música no momento em que confirmou estar na minha casa com o resto do pessoal vendo o programa, tinha certeza que você saberia o significado e isso me quebra o coração, porque não posso dar a resposta que você procura. Quebrar seu coração foi à coisa mais difícil que eu fiz em toda minha vida... Quando amamos alguém e machucamos a pessoa isso te destrói por dentro – disse sentindo as lágrimas chegando aos meus olhos, usar o termo ‘amamos’ no passado é tão errado – Me apaixonar por você foi tão fácil e simples, quando dei por mim eu já estava aos seus pés, mas as situações as vezes não são fáceis de se enfrentar e tudo se torna um campo de batalha, não digo igual, pois somos diferentes mais aposto que você tem suas batalhas também – falei vendo ela concordar e seus olhos estavam atentos a cada movimento meu, estávamos tão perto... – Battlefield é sobre isso, satisfeita? – perguntei rezando para se encerrar o assunto.
— Não – falou e meu coração parou uma batida – Mais por hoje posso me contentar com isso.
O que ela quis dizer com isso? Vai existir outras conversas? Oh merda, estou tão ferrada. Olhei em seus olhos lembrando-me da conversa como Kurt, se ela queria resposta eu também precisava.
— Você... Você... – como posso perguntar isso para ela se apenas em pensar nessa possibilidade faz meu coração se contorcer em agonia.
— Eu...?
— Antes da noticia sobre meu pai chegar, Kurt me procurou na saída do show e pediu para conversarmos – comecei falando a verdade, assim era mais fácil – Eu fui embora de Lima e realmente nunca me importei sobre voltar para cá, mas Kurt contou-me algumas coisas sobre o tempo depois da minha partida – falei vendo ela concordar mais desviar os olhos, ela já imaginava o assunto, ótimo assim é mais fácil – Me falou sobre você, me disse sobre uma festa na casa de Puck aonde aconteceu uma certa situação... Você tentou se matar? – perguntei e ela simplesmente abaixou a cabeça sem ter intensão de levanta-la – Lucy Quinn Fabray – chamei-a – Muitas das suas perguntas eu não pretendia responder muito menos falar sobre o assunto, mas falei e preciso saber dessa resposta, então levante essa cabeça e me responda.
— Eu não lembro muito sobre esse dia ok – falou apressada – Eu estava completamente bêbada quando me tranquei no banhei, todos me chamavam mais eu não me importei em responder, apenas abaixei encostada na parece e chorei – falou olhando para mim e meu coração se partiu, eu era a razão pelo seu choro, uma agonia estava crescendo dentro de mim — Estava doendo e nada fazia a dor sumir, então quando abri o armário do banheiro encontrei os remédios da mãe do Puck – confessou e fechei minhas mãos na grama ao lado, Q desvia seu olhar do meu – Eu não pensei nas consequências quando abrir os potinhos e tomei os comprimidos, eu estava bêbada e não me lembro de nada depois disso – finalizou ela e senti algumas lágrimas escapando e baixei a cabeça tentando controlar esse sentimento ruim dentro de mim, era minha culpa ela ter feito isso... Quando deixe Lima para trás foi pensando no seu bem estar, quis evitar danos e machucados, mas eu acabei causando o maior deles — Rachel? – chamou Q mais apenas neguei com a cabeça, agora não era o momento – Olha para mim – pedia e apenas negava, sentia tanto ódio de mim nesse momento – Por favor, Rach – pediu agoniada também, observei ela ficar sentada de joelhos na minha frente, antes de tocar em mim, sequei rapidamente o rosto e levantei um pouco a cabeça – Não foi sua culpa – disse fazendo-me levantar a cabeça.
— Não foi minha culpa? – perguntei ironicamente para ela – Eu fui embora daqui e você fez isso... Kurt me contou sobre como você ficou – falei e observei ela corar – Não diga que não foi minha culpa.
— Mais não foi... – falou para mim e senti a angustia me dominando juntamente com o desespero ao imaginar um mundo aonde ela não estaria... Mesmo longe eu sempre soube dela, ela estava viva, estudando, formando-se, defendendo casos importantes, um mundo aonde Quinn não existia eu não poderia existir.
— Para de falar que não foi Quinn – falei levando-me e ela copiou rapidamente meus movimentos – Por Deus! VOCE TENTOU SE MATAR – gritei elevando a voz – Como pode não pensar em Judy? Frannie? Em Beth? – falei demostrando minha agonia e senti lágrimas escapando novamente mais nesse momento não me importei – Você não pensou em mim quando fez isso? – perguntei totalmente frustrada para ela vendo ela vim para perto de mim – Como eu poderia seguir em frente se eu recebesse uma ligação sabendo disso? E se você tivesse morrido Quinn? – perguntei batendo em seu ombro enquanto chorava baixinho e ela simplesmente me abraçou mesmo eu tentando empurra-la – Eu nunca me perdoaria... Eu teria morrido junto com você, era isso que queria? Me punir por ir embora? – perguntei em meio ao choro e seu aperto se intensificou ao meu redor e senti-a chorando baixinho enquanto nos abraçávamos.
Nesse abraço percebi não apenas minha necessidade de contato mais a dela também. Eu não poderia falar a verdade para ela, mesmo se quisesse, mas nesse momento estar sentindo o abraço dela percebi minhas cicatrizes começarem a se fecharem, ela era a cura para tudo. Imaginar um mundo aonde ela não existisse não tinha sentido para mim. O abraço trazia mais do que a proteção, encontramos uma na outra a necessidade e vontade de estar assim.
— Eu não pensei na época, eu não estava pensando nas consequências, eu apenas não pensei – falou escondendo o rosto em meu cabelo chorando – Eu nunca falei com ninguém sobre isso, não quis conversar com ninguém, nem com mamãe e nem com Frannie – disse em meio aos soluços – Naquele momento eu não pensei, eu estava brava e revoltada tentando achar uma explicação para tudo e não achei... Eu apenas queria me senti livre da dor por um momento e ali olhando para o remédio era minha saída, era a fuga que eu buscava, me perdoa, não era para machuca-la... Não queria punir você...
— Perdão – falei baixinho controlando o choro, esse momento era mais dela do que meu – Sinto muito pelo mal que causei a você – falei sinceramente colocando meu rosto em seu pescoço – Perdão Q – falei sussurrando.
Ficamos mais alguns minutos nessa posição até nos afastarmos lentamente, com delicadeza levei minha mão até seu rosto e limpei a trilha de lágrimas, sua face era linda mesmo molhada.
— Nós podemos nos conhecer novamente? – perguntou se afastando de mim olhando-me nos olhos e senti o pavor dentro de mim, eu quero, é meu maior desejo mais não posso arriscar – Apenas me deixa conhecer essa nova Rachel, você está diferente, mudou muito durante esses anos, só nos conhecermos...
— Eu não sei... – disse insegura e ela pegou minhas mãos.
— Eu observei seu rosto durante o vídeo no programa, você sentiu cada palavra minha naquele vídeo. Gravar ele foi simplesmente à coisa mais complicada que fiz durante esses cincos anos, mas tomei coragem quando Cris falou comigo, pois sabia que se visse poderia me dar uma nova chance – admitiu para mim e seu olhar me queimava devido à intensidade – Eu observei cada sorriso, cada olhar, cada movimento seu em frente à tv, eu não quero cobrar nada de você, mas você me deve depois de ter sumido durante todos esses anos, por favor – pediu e sua cara fez aquele olhar inocente com um sorriso envergonhado e negar estava se tornando cada vez mais impossível... Como sair dessa?
— É... Você... Disse – merda, ela sempre me deixa nervosa desse jeito, vamos lá, quem sabe ela desiste dessa ideia – Quando terminei com você – comecei e vi sua postura ficar tensa, vai em frente você consegue – Uma das ultimas coisas faladas por você era que eu havia brincado com seus sentimentos em nosso tempo juntas. Afirmou-me ter aprendido uma lição valiosa naquele dia, não poder confiar em ninguém e principalmente não entregar seu coração novamente para ninguém, pois as pessoas sempre vão machuca-la, eu te machuquei, quebrei você. Por que me quer perto?– perguntei e sua expressão ficou seria, chegou mais perto do meu rosto e senti sua respiração agitada, quase não havia espaço entre nossos corpos.
— Todas as palavras daquele dia foram reais Rachel – falou baixinho e se não fosse o silencio no local eu não iria ouvir – Eu nunca mais confiei em ninguém, não mantive um relacionamento por mais do que algumas semanas e principalmente nunca dei meu coração para nenhuma outra pessoa – ela respirou fundo num momento – Meu coração é seu, como posso dar para outro alguém? – perguntou e eu poderia facilmente desmaiar nesse momento... Eu ouvi bem? Ela disse isso mesmo? Seu coração ainda é meu?... Oh... Eu apenas... Eu quero... Eu preciso... – Se você quiser destruir meu coração novamente ou quebra-lo de vez fique a vontade, pois ele é seu de qualquer maneira... É sua escolha decidir o que fazer... Seja para o lado bom ou não... – falou baixando o olhar e percebi sua face vermelha, mesmo com a luz da lua enxergava completamente seu rosto.
— Não sei o que falar para você – admiti para ela no mesmo tom usado anteriormente.
— Não precisa falar nada – falou docemente – Precisa apenas me dar uma chance de ficar perto de você – pediu novamente.
— Não... Não posso...
— Eu não vou desistir Rach – cortou-me – Eu prometo não tentar nada, vamos voltar nossa amizade, eu senti tanta sua falta durante esses anos, por favor.
Como eu poderia negar algo depois dessas palavras? Eu não sei se é o certo ou não, mas negar algo nesse momento é impossível, pois a quero perto, quero ela comigo em todos os momentos e se ela tentasse algo eu não ligaria.
— Tudo bem – falei por fim quebrando o silêncio e ganhando um lindo sorriso – Tem uma condição – avisei vendo seu sorriso diminuir – Não vou falar sobre o passado e dependendo das perguntas eu não vou responder... Eu mudei e não sou uma pessoa aberta como antigamente, não espere muitas coisas de mim, ok?
— Isso está mais que perfeito para mim – falou sorrindo enquanto me abraçava e girava-me no ar arrancando risadas minhas e dela. Depois de tantos giros eu estava completamente sem fôlego, senti tanta falta da sua risada, em como a voz dela fica mais rouca e doce quando esse som sai.
Lentamente ela me colocou parada em sua frente, nossos corpos estavam colados um no outro, sentia seu calor e meu próprio calor aumentar, sua respiração foi ficando agitada e eu estava parando de respirar, poderia facilmente escutar as batidas tanto do meu coração quanto do dela... O olhar dela é tão intenso e completamente hipnotizante, sentia a vontade crescente de fechar a distancia entre nós duas e sentir seu corpo novamente, sentir seu gosto, seus toques em mim... O avelã se tornou verde musgo e percebi seus olhos dilatados mostrando o desejo visível, tenho certeza que meu olhar está igual ao dela... Foram cinco anos amando essa mulher a minha frente, desejando e sonhando com seus toques, com seu amor e agora ela está aqui na minha frente, ao meu alcance. Inconscientemente ela mordeu levemente os lábios e essa é a imagem mais sexy que eu já vi, senti um pequeno incomodo nas minhas partes de baixo... Olhei seus lábios novamente eles eram tão convidativos, perfeitos... Não faria mal senti-los mais uma vez... Eu quero... Ela quer... Olhei em seus olhos avisando o que faria e novamente minha atenção foi para seus lábios, avancei lentamente dando espaço caso ela quisesse se afastar de mim... Sua respiração quente atingiu minha face e perdi a noção de tudo, meus pensamentos, meus medos se foram, nada existia nesse momento, apenas ela...
Que barulho é esse? Justo nesse momento... Grrrrr.... Afastei-me de Quinn diante o toque de seu celular e notei o quanto ela estava vermelha com a situação... Talvez tenha sido melhor mesmo... Eu ia beija-la... Quinn atendeu o celular ainda vermelha mais com uma cara fechada, ela estava bem irritada e pelo tom de voz dela ia acabar matando a pessoa do outro lado.
— Você está ferrada está ouvindo Francine... – ameaçou a irmã num tom mais baixo para mim não ouvir, mas por conta do silêncio foi impossível não perceber a conserva – É claro que você atrapalhou... Não estou usando esse tom porque eu gosto... É obvio... Não imagina, estou pulando de alegria nesse momento não deu para perceber? Claro... Entendi... Vou avisar ela e já vamos... Não, eu não te perdoo... E não, não tem nada, absolutamente nada que possa fazer para se desculpar... E sim eu estou odiando você com todo meu coração... E sim eu vou te matar... Quando? Assim que ficarmos sozinha, é mais fácil para esconder o corpo... E isso vai ter troco... Tchau – desligou olhando para mim e não aguentei começando a rir – Não ria Rachel Berry – ameaçou-me e não aguentei rindo mais ainda e vendo sua cara ficar emburrada.
— Está tudo bem Quinn, nós devemos ir de qualquer modo – falei convidando-a a me seguir – Vamos?
— Vamos – respondeu a contragosto enquanto começamos a caminhar de volta para casa – Eles terminaram todo o jantar e a sobremesa, Beth está louca querendo saber de você – falou sorrindo novamente.
— Eu imagino – falei sorrindo imaginando Beth inquieta, falando e andando de um lado para o outro – Cris deve estar com ela de qualquer jeito e quando elas estão unidas, ela se esquece de mim.
— Beth te ama – falou docemente.
— E eu amo ela.
— Rachel – chamou parando e me fazendo parar também, estávamos quase em casa, afinal a pracinha era do lado – Você pode me passar seu numero? – perguntou sem jeito – Você disse que poderíamos tentar novamente, mas eu... E se eu precisar ligar ou quiser fala com você... É que se voltar para NY e sumir pelo menos eu posso te achar – explicou-me sem jeito e apenas sorri mais largamente ainda para ela.
— Me empresta seu celular – pedi estendendo a mão para ela – Eu vou anotar meu numero.
Ela estendeu seu aparelho e rapidamente digitei meu numero e o salvei.
— Pronto agora você pode me achar caso eu suma – falei rindo da cara ainda vermelha dela – Se você passar meu numero para alguém fã maluco eu mato você Fabray – a ameacei e arranquei risos dela.
— Não passaria seu numero nem se me pagassem Rachel – disse simplesmente.
— Nem se pagassem para você? – perguntei.
— Não, nunca iria dividir essa informação com ninguém – falou seria – Ainda sou ciumenta Berry – avisou e agora foi minha vez de sentir minhas bochechas corarem devido seu olhar – Vem, vamos antes que Frannie me ligue novamente e eu seja obrigada a cometer um assassinato... E como não poderia me defender perante o tribunal acabaria presa.
— E não pode contratar outro advogado não? – perguntei rindo enquanto terminamos de caminhar e paramos em frente o quintal.
— Não confio em ninguém além de mim – disse sorrindo confiante – Você arrasa nos palcos porque lá é seu lugar Rach, mas o tribunal é aonde eu me apresento e lá eu sempre arraso – ela fica linda convencida desse jeito, com essa postura confiante... Eu sempre soube dos feitos dela... Afinal ela é uma das melhores advogadas da atualidade.
— Eu sei disso – disse sem pensa e atrai sua atenção, droga... Boa Rachel... – Eu assisti algumas matérias aonde seu nome apareceu – confessei sentindo minha face esquentando– Você realmente é a melhor... Eu não entendo tudo... Mais... Eu vejo.
— Se aceitar tomar um café comigo posso contar tudo o que quiser – convidou.
— Podemos ver Fabray, vamos entrar – falei – Estou morrendo de fome – falei arrancando risos dela enquanto entravamos em casa.
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