Story of My Life

2 Capitulo 2 IDEÍAS, PLANOS MAS NADA CONCRETO


Notas iniciais
Aproveitem e deixem o comentário de vocês

IDEÍAS, PLANOS MAS NADA CONRETO

Acordei assustada com o lugar. Por um momento havia me esquecido de tudo que passo no dia anterior. Até agora na verdade não consigo acreditar que esse lugar possa existir. E por isso mesmo que hoje quero ver o que eles têm de segurança, armas e alimento.

Os dois já estavam tomando café quando desci. Dei um bom dia e comecei dizendo enquanto pegava um pouco de café:

— Qual dos dois vão me acompanham enquanto dou uma vistoria nessa comunidade?

Eric disse:

— Aaron é a pessoa mais indicada. Prefiro ficar por aqui mesmo e ajeitar as coisas de casa.

Acho que Eric não deve gostar muito de sair. Arrumar casa no fim do mundo? Meu Deus onde essas pessoas estão com a cabeça? Existem muitas outras coisas para se preocupar do que com uma casa mau arrumada. Preferir não dizer nada sobre isso e acabei de tomar o café.

Fomos andando pelo lugar e primeira coisa que observei, as pessoas daquele lugar andavam desarmadas. Aaron me levou a dispensa e apresentou Olivia como a responsável pelo lugar. O lugar tinha as prateleiras de alimento e junto as armas. Serio mesmo? Se alguém invadisse isso teria tudo nas mãos. Nem precisariam de muito esforço para encontrar nada. Estava tudo de bandeja. E pra completar Olivia aparece rindo me mostrando um caderno de controle com a quantidade de comida, armas e munições. Cada horar esse lugar se mostra cada vez mais um alvo fácil para qualquer um que estiver pelas redondezas.

Tudo bem ter um caderno de controle de alimentos, mas ter descrito a quantidade exata de armas e munições? Isso é dar sopa pro azar. Enquanto andávamos pelo local, ia fazendo uma lista mentalmente do que poderia ser mudado para ajudar aquele lugar a melhorar. Se esquecêssemos tudo o que está acontecendo com o mundo lá fora, esse lugar é maravilhoso. Mas não dá pra ignorar, na verdade acho que essas pessoas não entendem a gravidade do que aconteceu, até porque, pelo que fiquei sabendo, desde o início eles estão aqui.

Depois de andar por toda Alexandria, estávamos a caminho da casa de Aaron quando Deanna surge do nada e nos chama para irmos até a sua casa. Lá elas oferece água e pergunta:

— Então Isabelly, o que você achou?

Respiro fundo olhando de Aaron pra ela e respondo:

-Vocês estão dando sopa pro azar.

Ela franze a sobrancelhas e pergunta o porque. Continuo a minha fala listando tudo que vi de errado:

— Primeiro: Vocês não possuem ninguém vigiando nenhum dos muros, e quem fica no portão fica bem desatento como se nada pudesse acontecer. Segundo: as pessoas andam desarmadas, não que tenhamos que dá armas a todos, mas talvez para os que considere mais preparados. Terceiro: vocês tem uma dispensa misturada com um arsenal? Isso é assim a coisa mais estupida. Se vocês forem invadidos as pessoas nem teram que fazer esforço algum para entrar todos as armas. Isso sem contar o “caderninho de controle” da Olivia.

Respirei fundo, falei tudo de uma vez tamanho era minha indignação com a situação.

— Você por um acaso tem algum treinamento militar pra vir falar qualquer porcaria dessa sua cabeça coma minha mãe?

Olhei pra traz e vi um cara com a maior pose de dono de tudo, o filho da mãe me olhou de cima a baixo e continuou a dizer:

— Eu tenho treinamento militar e ajudei minha mãe a organizar tudo isso aqui.

Não acredito muito sobre esse treinamento militar que ele diz ter mas como cheguei a um dia não vou ficar caçando confusão. Ainda mais com o filho da Deanna. Olhei pra ela e disse:

— Pelo tempo que tive de convivência com alguns militares do grupo que já passei, esse foi o ponto de vista que tive baseado em tudo que eles me ensinaram. Agora se vocês vão fazer as mudanças ou não é com vocês.

— Esse Isabelly é meu filho Aiden. Ainden essa é Isabelly, chegou ontem com Aaron de uma de suas buscas.

Disse Deanna me apresentando ao seu filho. Dei um aceno de cabeça e fui em direção a Aaron para irmos embora estava saindo quando ouvi aquela idiota falando com a mãe:

— Depois olho com o Spencer pra ver isso dai que a garota disse mas ainda sim não é nossa prioridade.

Respirei bem fundo e fiquei repetindo “continue andando” na minha mente como um mantra pra não voltar e socar a cara do idiota. Se esse lugar serve pros filhos dela brincarem de casinha, essas pessoas não vão demorar a cair.

Já na porta de casa sentimos o cheiro da janta. Só aí percebi que estava com fome. Meu estomago roncou tão alto, fazendo Aaron ri e eu ficar mais constrangida ainda. Depois desse dia, a convivência com Aaron e Eric se tornou leve, tranquila.

Reg, esposo da Deanna se mostrou uma pessoa maravilhosa de se conversar. Sempre me encontrava com ele no banco de madeira que tinha algumas flores ao redor das pilastras para conversarmos sobre como as coisas estavam lá fora. Ele sempre dizia tentar convencer os filhos a darem ouvido ao que eu havia dito, mas no fim acabei entendo que eles já não tinham mais controle sobre eles.

Uma pessoa que não suportava ali era o Pete, o médico da comunidade. Deanna acabou me pedindo para ficar na enfermaria com ele, mas acabei revezando. Ele ficava de dia e eu de noite. O jeito dele olhar para as pessoas principalmente para sua esposa, se não fosse causar problemas maiores daria uma bela surra nele. Era o típico machista, que não consegui ver mulheres como iguais.

Passaram mais ou menos umas três semanas e algumas pessoas já se sentiam muito mais a vontade comigo nas consultas do que com o doutor Pete. Vivia fazendo visitas domiciliares para aqueles que estavam mais debilitados, acho que com isso acabei conquistando as pessoas.

Sempre que tocava no assunto em sair em uma das buscas Aaron desconversava e mudava para assuntos diferentes. Acordei disposta a retrucar Aaron que iria de qualquer formar sair nas buscas, já tinha até meu discurso todo planejado. Iria falar que só eu sabia os medicamentos corretos para trazer para casa. Desci para tomar café e encontrei os dois arrumando as bolsas. Revirei os olhos e disse:

— Eu não posso sair nas buscas, mas vocês dois podem? Eu vivi lá fora por tempo suficiente, nada de mal iria me acontecer.

Aaron me olhou respirando fundo e disse:

— Ainda assim, não conseguiríamos nos perdoar se algo acontecesse com você. Você já é da família, uma irmã pra mim.

Esse filho da mãe gosta de apela para o lado sentimental das coisas. Disse abraçando os dois:

— Só me fazem um favor, voltem vivos.

Eles deram um riso fraco, porque os riscos lá foram eram muitos.

Disse antes que me esquecesse:

— Quase que esqueço, estou querendo olhar umas casaa pra me mudar. Já estou tirando a privacidades de vocês. E nem adianta vocês questionarem, pensei nisso a noite toda.

Mesmo inconformados com a notícia, nos três saímos juntos, eles foram pro carro e eu fui pra enfermaria. Precisava rever os medicamentos, materiais que tínhamos a disposição e o que ainda faltava. Denise ficava comigo sempre, e hoje não foi diferente. Nós duas tínhamos um caderno que ficava com ela, onde anotávamos o que tínhamos de medicamento e o que poderia ser encontrados em buscas. Diferente da Olivia, não deixávamos o caderno aqui de jeito nenhum. Nem Dr.Pete sabia da existência do mesmo.

De medicamentos básicos não tínhamos nada em falta. Uma coisa que não saia da minha cabeça era o que poderíamos ter se conseguisse ir até um hospital muito famoso que tinha por perto. Ele era famoso antes por realizar diversos tipos de cirurgias. Das mais simples a mais complexas. Disse pra Denise que estava estudando:

— Você já ouviu falar daquela clinica que fazia as mais diversas cirurgias? Cleveland Clinic?

Ela acenou com a cabeça e continuei dizendo pensativa:

— Estava pensando que talvez pudesse ir até lá e vê se ainda há medicamentos. Claro que Aaron e Eric surtariam mas se eu fosse antes deles voltarem acho que eles nem saberiam dessa saída.

Denise riu e disse:

— Você tem muita coragem. Acho que eu não conseguiria sair desses muros. Me defender sozinha.

Olhei pra ela e disse:

— Claro que conseguiria. Eu não era assim antes do mundo acabar. Me tornei essa pessoa. As pessoas com que tive contato no início me ajudaram, me treinaram. Todos podem mudar, se fortalecer. Basta a pessoa querer.

Ela disse:

— É pode ser que algum dia eu mude.

Ri fraco e fui terminando as coisas com a ajuda dela. Ajeitamos toda a enfermaria. Como Denise nunca ficava lá sem minha presença ela me acompanhou durante a escolha da casa. Disse para ela que queria uma mais próxima dos muros. Ela me levo até duas casas próximas a do Dr.Pete e disse que elas estavam disponíveis. Escolhi a mais afastada para evitar atritos com o idiota.

Ajeitei bem a casa durante o restante do dia. O que me rendeu uma canseira daquelas. Era tanta coisa inútil guardada em um só lugar. Mas uma coisa me chamou a atenção. Uma portinha na parte de cima de um quartinho. A casa tinha um sótão, o lugar perfeito para consegui armazenar as coisas.

Esse quartinho dava para despistar e colocar como um lugar de entulhos. Tudo o que tinha na casa que não iria usar coloquei ali. Ficou até interessante, a primeira coisa que se vê quando abre ele é a pilha de coisas da casa que estava pela casa. Uma das primeiras coisas que arrumei foi meu quarto para que quando acabace tudo isso pudesse ir direto dormir. E foi exatamente isso que fiz. Tomei aquele banho quente e relaxante e apaguei.

Notas finais
obrigada!