Storms of War - The Dance of Fury
7 Symon Hundred I
Notas iniciais
Porto Real,
Symon Hundred I
Estava deitado na cama de seus aposentos quando a porta bateu e Symon sentou-se na beirada da cama, suas juntas estavam duras. Deuses, no que foi que me tornei? Perguntou-se. Eu sou a vergonha dos Hundreds... A porta recebeu mais pancada:
–Entre! — ordenou Symon e seu amigo e mão do rei, Diogo Flores, entrou. Ele se reverenciou:
–Meu rei! Trago-lhe noticias.
–Pois diga!
–Sua presença é solicitada em Correio onde ocorrerá a Dança com Dragões, o evento...
–Eu sei que evento é esse Diogo. Não estou tão velho assim. — disse Symon em tom rígido e depois se arrependeu. Estar no meu sangue ser rígido desse jeito, o sangue dos Hundreds pensou.
–Desculpe-me se lhe ofendi meu rei. — falou ele ajoelhado e com a cabeça curvada. Eu não sou um rei pensou Symon não nasci para isso, quem realmente governa é Diogo. – Irá?
–Sim... Irei. Faz tempo que não vejo minha irmã Nymeria. — Perguntou-se se Nymeria ainda sentia algum rancor por ele ter lhe entregada para Rodrik. Quem realmente Nymeria amava era Tomas Icell, mas Symon jamais poderia oferecer sua irmã para o filho do usurpador.
–Irei enviar uma carta para Correio confirmado a sua ida. — disse Diogo, mas antes de sair o rei fez uma pergunta:
–Há algum problema no reino ultimamente?
–Meu senhor, não precisa se preocupar. Todos os problemas serão cuidados. — respondeu a mão do rei.
–Mas eu sou o rei. Eu tenho que resolver. — falou Symon.
–Senhor... — ele parecia meio em dúvida do que diria e Symon não precisou ouvir o resto para entender o que ele queria falar.
–Eu sei que sou um péssimo rei e que só sei atrapalhar. Mas ainda assim sou o rei. Não quero ser conhecido na historia como o pior dos reis. Eu tomei este trono! E eu terei que honrar o nome da minha família. Sabe Diogo? Estive muito tempo dormindo e brincando de ser rei. Agora esta na hora de acorda. Esta na hora de ser um verdadeiro rei. — falou Symon se levantando da cama e Diogo parecia um tanto incerto sobre aquelas palavras.
–Você nunca brincou de...
–O! Poupe-me de sua cortesia, estou grato por tudo que fez pelo reino. Agora me diga exatamente qual a situação do meu reino. — Rayanna estaria orgulhosa de mim neste momento pensou amargamente ele porem, ela se foi... E tudo que me deixou foi um garoto imaturo igual a mim...
–Vejamos... Segundo nossos informantes Porto Real esta planejando uma rebelião contra você no trono... — aquelas palavras doeram em Symon. O que eu poderia esperar? Eles estavam certos... Não mais...– Parece que um garoto desconhecido desferiu um golpe em um guarda...
–Um garoto?! Como assim um garoto seria capaz de machucar um soldado nosso? Quem esta ao nosso serviço que não seria capaz de se defender de um garoto?
–Então... Estão dizendo que ele tinha dois chifres na cabeça e ficou vermelho... Então... Ele invocou o Estranho e atiçou fogo no guarda. — Symon estava se vestindo e quando ouviu aquilo rio.
–Quanta imaginação! Depois quero interrogar este guarda. Oque mais?
–Bem... Existe suspeita que Tomas Icell, senhor de Winterfell, conspira contra o senhor. — Symon soltou um som que queria dizer que era algo insignificante — E Eddard Doran, senhor de Dorne, renunciou o seu cargo de mestre das moedas aqui e disse que pretender permanecer em Dorne, mas que sempre permanecerá fiel a você.
–Parece que não tenho muitos aliados como pensei. Algo mais? — essa sua última pergunta até deixou Symon com um nó na garganta. Talvez fosse melhor simplesmente deixar as coisas como estavam sendo. Sou do sangue dos guerreiros temidos por todos os reinos. Não voltarei atrás... Nunca!
–Então... As Ilhas de Ferro estão sedentas de vinganças contra o senhor após a morte de Paine Leya, sua esposa e seu filho. E quem lidera uma possível rebelião é a última dos Leyas, Rianna Leya. — Paine morto?
–Deuses. Como não avisou isso antes?
–Senhor... Essa informação chegou agora a pouco em meus ouvidos.
–Quem dos meus homens enviados matou-o? — indagou o rei que havia enviado treze homens para matar todos os Leyas pelos crimes cometidos.
–Meu rei... Todos os homens que você enviou foram mortos antes de chegar lá e somente seu amigo, Pig, conseguiu chegar até lá, mas... Foi morto... — Symon sentiu uma tristeza pairar em seu coração. Pig Hunter e Rodrik Farell foram seus grandes amigos e companheiros de batalhas na Era das Revoltas. Em compensação Rodrik tomou Correio dos Icells e se tornou senhor de lá e ganhou sua irmã. E Pig Hunter jamais quis nenhum premio ou nobreza, somente servi-lo. Eu deveria ter deixado ele aqui, em Porto Real, em segurança... Mas ele foi tolo de mais em querer se arriscar a esse ponto.
–Então quem matou eles?
–Eu não sei... Desculpe. — respondeu Diogo. Eles se retiraram daqueles aposentos e foram para o salão real onde estava o trono de ferro. Nas poltronas ao lado do trono sentavam-se a direita: Meistre Adam. Jon Berrys, o mestre dos segredos. Dagner Garedis, o mestre da moeda, Dagner era velho e doente, em breve a morte lhe viria e seu cargo ficaria vazio uma vez que Eddard Doran o renegou. A esquerda do trono: Ao lado do trono a poltrona vazia da mão do rei, Diogo. Trys Hill, o protetor fiel de Symon e Firencio Cognitan, o mestre de batalhas.
Logo quando chegou Diogo ocupou o seu lugar ao lado do Trono, e este foi ocupado pelo verdadeiro rei, Symon Hundred. No salão havia varias pessoas a espera de atendimento. Não irei desistir... Este lugar é meu por direito... Eu sou do sangue dos temidos guerreiros. Antes de Symon ordenar que começasse um homem abriu caminho por entre as pessoas e em frente ao rei ele apontou para Symon, Trys Hill se colocou de pé com a mão em volta do cabo de sua espada na cintura ainda guardada em sua bainha. O homem gritou:
–Este homem não é o verdadeiro rei! O verdadeiro rei não dormiria e comeria o dia inteiro, isto é uma farsa de rei! O verdadeiro rei esta vindo do leste: Khal Jaredy! Ele trará paz ao reino. Ele... — antes que ele continuasse a falar Trys lhe agarrou pelas costas algemando-o. Todas as pessoas naquele salão estavam impressionadas, mas ainda assim Symon conseguia ver nos olhos deles uma faísca de ressentimentos. Eu sou o rei.
–Sor Pentos, segure a cabeça dele. — Ordenou Symon a um dos guardas ali que obedeceu. Eu sou o rei. Symon se levantou do trono e desembainhou a sua espada, Triunfo. Sou do sangue dos temidos guerreiros. Caminhou até o homem que lhe chamou de falso rei, e suas botas faziam sons de passos brutos que ecoavam por todo o salão real. Eu sou o verdadeiro rei. O homem se ajoelhou olhando para o chão e Pentos segurava a sua cabeça abaixada. Do sangue dos temidos guerreiros. Ele ergueu o Triunfo que cortou o ar até atingir uma camada de pele, carne e osso. Sou um temido guerreiro. Sangue banhou aquele salão e tudo ficou tão silencioso. Eu sou o rei. Olhou para o lado e viu seu filho, Henrique Hundred, em pé e apoiado a um dos pilares. Ele parecia infeliz. Seus olhos se cruzaram com os deles. Então Henrique deixou aquele salão e seus olhos pareciam retratar nojo da decaptação que Symon efetuou naquele salão. Ele não quer o trono para ele pensou amargamente Symon. Ele não é meu verdadeiro filho. E infelizmente foi o único que Rayanna me deixou.
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