Storms of War - The Dance of Fury
2 Prologo - Brandon Patruel I
Notas iniciais
Muralha,
Prologo
Quando a trombeta cantou para a muralha e todas as terras para lá da dela, Brandon Patruel estremeceu. Que não seja inimigos novamente orou ele silenciosamente no topo da muralha de gelo que separava as terras frias do pico do norte e do resto de Westeros. Os ventos frios batiam em Brandon, abriu a boca e sentiu a neve em sua lingua semi-congelada. A trombeta não tocou novamente. Significava que não era inimigos, eram amigos. Um toque para amigos, dois para inimigos e três...
Ali, sobre a enorme parede de gelo que protegia o sul de Westeros, Brandon Patruel refletia em êxtase perante a paisagem coberta de neve que dava para se ver. Tudo isso é meu... Sobre sangue e frio o Lorde Patruel havia conquistado a Muraha. Tinha perdido muito amigos durante aquela vida. Mas nem uma perda lhe tinha sido mais cruel do que no dia que perdeu para o estupido Symon Hundred que hoje sentava no almejado e invejado Trono de Ferro.
Symon envés de mata-lo deixo-o viver, entretando condenou ele para a Muranha. Quando perdeu aquela luta havia perdido também sua esposa, seu filho, seu lar... Aquilo aconteceu a tanto tempo atrás, porém as memorias de Brandon sobre aquele dia ainda eram nitidas em sua mente como forma de uma eterna tortura.
–Comandante Brandon? Seu filho esta aqui! — avisou o seu entendente, Dopion Snow. Estevan, meu filho... Desceu as escada com o coração pulsando fortemente. Como aquilo poderia ser verdade? A última noticia que ele teve de seu filho foi que ele havia desaparecido de Bravos. Era de se imaginar a raiva que ele deveria ter de seu pai.
Brandon havia enviado seu filho para Bravos temendo que durante a Era das Revoltas Pedra do Dragão fosse atacada e todos os Patruels fossem mortos. Nada havia acontecido em Pedra do Dragão. Todavia quando a guerra acabou e o Lorde Patruel foi a Muralha, Pedra do Dragão foi atacada, sua filha Asha morreu e sua mulher se casou com outro homem contra a própria vontade.
Desceu as escadas e viu Estevan Patruel sentado na sala do refeitorio e Brandon se perguntou o que ele fazia tão longe? Quando ele lhe viu ficou em pé. Sentiu vontade de abraçar seu filho, lhe afagar e cuida-lo. Ele havia mudado tanto... Infelizmente nada disso Brandon poderia fazer uma vez que ele estivesse perante os seus homens. Alguma coisa ruim aconteceu, percebeu o comandante.
–O que faz tão longe de nosso lar, Pedra do Dragão, Estevan? — perguntou em tom rígido como era digno de um pai e um senhor comandante da muralha. Embora Brandon sabia que seu filho não lhe considerava exatamente um pai. Eu não culpo ele. É minha culpa. Tudo minha culpa...
–Comandante... O rei dos sete reinos, Symon Hundred, me fez uma proposta. — disse-lhe Estevan e Brandon segurou a sua fúria ao ouvir o nome de Symon. Porque ficar com raiva de Symon? se perguntou Brandon ele fez o dever dele. Eu que errei. Talvez no lugar dele eu faria o mesmo, ou pior... Se é que morrer é pior do que vim para este inferno.
–E qual seria tal proposta? — perguntou Brandon de modo curioso.
–Me tornar guarda costa dele. — respondeu Estevan sem desvaneios.
–Claro que não! — disse Brandon sem pensar duas vezes.
–Pai... Servi como guarda costa do rei é uma honra muito grande. Nossa familia passa por uma crise financeira muito grave. Trabalhar para o rei pode ajudar a acabar com tais dividas. Sei dos seus rancores do passado com o rei Symon. Mas tudo que ele fez foi o seu dever. — disse Estevan e respirou um pouco como se procurasse as palavras adequadas — Tudo que faço é para sustentar a minha familia. A unica pessoa errada aqui é você por estar condenado a passar a sua vida nessa muralha.
–A nossa familia. — corrigiu Brandon — Era vim para a muralha ou a morte. — Falou com um certo vazio em seu peito. Ele esta certo percebeu Brandon, poderia ser teimoso mas sabia quando estava errado. As batalhas são mais faceis do que os filhos... Do que a familia... Refletiu ele olhando para o teto. Antes de perguntar o que havia acontecido com ele todo esse tempo que esteve desaparecido a trombeta tocou... Quem será dessa vez? Tocou novamente.
– Droga! Estevan fuja da muralha agora!
–Por quê?
–Dois toques significa inimigos a caminho. — respondeu Brandon que não consiguia esconder o pavor. Todos os dias os selvagens tentavam de algum modo derrubar a muralha, todavia mais uma vez e eles poderiam não resistir. A trombeta tocou então o seu terceiro toque. Não pode ser verdade. Não! Tocaram errado. Só pode! Foi para fora correndo conferir. O terceiro toque não foi falso. Estevan de dentro da muralha perguntou:
–E o que quer dizer três toques? — Não se tocava três vezes a centenas de anos. Brandon se ajoelhou. O medo fazia ele tremer mais do que o intenso frio...
–... Outros. — naquele momento centenas de mortos andavam na direção da muralha vindo do extremo norte. Não... Pensou quando olhou melhor. São milhares!
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