Notas iniciais
POV de Estevan Patruel, filho de Liranda e Brandon Patruel, o Comandante da Muralha.

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Matadelobos,


Review

Estevan vai a uma visita na Muralha para falar com seu pai, onde acaba tendo um ataque de Outros e ele foge, durante a fuga ele é atacado por selvagens e por consequencia dos ferimentos ele perde a consciência.

Estevan Patruel II


O que diabos esses dois querem comigo? Perguntou-se Estevan enquanto caminhava em meio à floresta com suas mãos amarradas em uma corda que era puxada por um homem de capuz com uma roupa que cobria todo o seu braço e rosto. Este homem encapuzado era acompanhado de um velho senhor de uma longa barba que pelo colar Estevan viu que se tratava de um Meistre. Ambos não diziam muitas coisas e Estevan nem sabia qual o nome deles.

Tudo que sabia desde o ataque de selvagens é que havia sido salvo pelo tal homem de capuz e seus ferimentos foram cuidados pelo Meistre. Desde então ele virou prisioneiro deles e até a sua espada foi pega por eles.

–Onde estou indo? Eu ordeno saber! — disse Estevan, mas não obteve resposta.

Ele presumia estar em Matadelobo mais não tinha certeza, pois quando perguntava não obtinha resposta. Quando pedia água o Meistre lhe dava e quando o sol cedeu o céu para a lua Estevan foi amarrado em uma arvore e o Meistre ficou tentando fazer fogo com duas pedras enquanto o homem de capuz pegou seu arco e flechas e sumiu por entre as arvores, pouco depois de o Meistre conseguir fazer fogo esfregando as pedras o homem de capuz voltou com um cervo. Mas, logo voltou para dentro da escura floresta cercada por florestas e o Meistre começou a cortar a carne do cervo.

–Escute, eu não sei se sabe quem sou e isso não importa. — começou a dizer Estevan para o Meistre. — Só me diga quem são e o que pretendem com a minha pessoa. — perguntou e não esperava que recebesse uma resposta, se enganou.

–Sei quem é você. Eu sou Logan, Meistre Logan e aquele com capuz é Tom. Quanto a você, bem... Estará sendo levado para onde deve.

–E para onde eu deveria estar sendo levado?

–Para Winterfell onde pagará com a morte pelo seu crime de deserçao. — respondeu Logan e por um momento Estevan ficou atordoado até que compreendeu o engano que estava acontecendo.

–Vocês estão enganados, não sou um desertor e nunca fui da muralha. Sou... — ia falando seu nome quando decidiu que era melhor não valia a pena falar -... Um homem qualquer vagando pelo mundo.

–É o que todos dizem. Poupe a sua língua com mentiras.

–Mais é verdade. Não sou da Muralha. Podemos voltar para lá e provarei que nunca pertenci ao preto. — E quem sabe meterei minha espada na garganta de vocês.

–Não temos água e comida suficiente para isso. E mesmo que não seja um deserto pagará igualmente pelo seu crime de roubo.

–Roubo...? Esta querendo dizer sobre o incidente que ouve no bordel?

–Sim...

–Eu estava sem dinheiro e precisava caso contrario estaria morto. — disse Estevan.

–E por isso roubou? Achas que isso é motivo forte? Conheço pessoas que morreram de fome mais nunca roubaram em toda a vida. Essas foram pessoas bem melhores que você e que não mereceram o destino que tiveram.

–O mundo não é justo meu caro.

–Não é justo por causa de pessoas como você que aproveita da fraqueza dos outros para se dar bem.

Naquela noite Logan deu comida na boca de Estevan e ambos dormiram sem sinal de vida do homem encapuzado que se chamava Tom. Dormiu sobre o calor da fogueira e a luz da lua. Foi uma noite sem sonhos e quando acordou Logan estava guardando a carne que restou do cervo em um saco e Tom já havia aparecido com seu rosto ainda coberto pelo capuz. Estevan se perguntou por que aquele homem não tirava o capuz mais depois de um tempo resolveu não se importa com esse detalhe.

A caminhada foi longa sobre o sol escaldante de verão que muitas vezes era oculto pelas folhas das arvores que cobriam eles. Ainda que o sol fosse intenso e estivessem no verão ali de certo modo era frio. No norte é sempre frio. Perguntou-se se ele ainda viveria na chegada do outono que estava próxima, se ainda iria um dia ver seu pai caso estivesse vivo. Mortos-vivos... E quem sabe ainda veria a sua mãe... Sua mãe, Liranda Patruel, naquele momento deveria estar aquecendo a cama de Farem Storm para garantir sua comida e moradia.

Enquanto caminhava com seus punhos amarrados se lembrou de seus tempos em Bravos, de seu treinamento durante a Era das Revoltas... Como posso usar meu conhecimento para mudar meu destino? Um barulho de algo se movendo entre as folhas surgiu e os três pararam simultaneamente seus passos.

–Tom... — disse Logan. Tom pegou seu arco e puxou uma flecha de suas costas. Encaixou o arco na flecha e mirou em qualquer lugar e mudou a mira de acordo que surgia um novo som. O barulho de algo se movendo tornava-se cada vez mais próximo e freqüente. O passo de Tom mudando de posição deu uma breve impressão para Estevan de que ela era de Bravos. Ele se move de acordo com os ventos e as folhas... Como Sarayva... Uma flecha foi disparada pelo arco de Tom e um grito de um animal ecoou pela floresta. Como diabos ele conseguiu acertar algo?

Tom entrou por meio as arvores e quando retornou arrastava um cervo.

–Este será para Vila-Norte. — disse ele e Estevan ouviu pela primeira vez sua voz. Era rouca e amarga.

–Para Vila-Norte! — concordou Logan e amarrou a corda Estevan em uma arvore, logo depois começou a corta o cervo em pedaços pequenos.

–Então... Pretendem vender a carne do cervo em Vila-Norte? — perguntou Estevan para quebrar o silencio.

–Não vender... Dar. — respondeu Logan.

–Por quê? Podem faturar muito bem caso peçam ouro ou prata em troca dessa carne.

–Nem só de ouro o homem vive. Fazemos isso por amor. — respondeu Logan. — As pessoas que vivem nessas aldeias do norte não têm ouro, nem prata e nem bronze. Eles vivem e morrem nesse frio. Morrem de fome e algumas mães matam os próprios filhos para que não sofram enquanto o inverno se aproxima e o frio consome toda a vida. Algumas pessoas se matam e outras nem força para isso têm. Pessoas se rastejam pela neve e viram comida de animais. O norte sofre. Mais do que qualquer outro lugar. Enquanto os sulistas se aquecem em seus cômodos e bebem vinho sofre o calor da clareira, as pessoas do norte dormem no frio com medo de que jamais acordem e os que acordam no dia seguinte, acordam com menos amigos que antes. E assim um a um o norte vai morrendo.

–Então... São o que? Salvadores do norte? Vale mais a pena matar essas pessoas para que não sofram mais. O que querem ganhar com isso? Gloria? Fama?

–Não lutamos pela gloria, nem por ouro e nem por fama. Lutamos pela vida. — respondeu Tom que estava apoiado no tronco de uma arvore com a cabeça abaixada para não mostra seu rosto. Estevan, amarrado no tronco percebeu que a corda estava meio solto. Minha chance. No chão perto dele havia uma adaga. Logan estava de costa para ele e Tom estava olhando para outro lugar...

Esticou o seu pé e sem ninguém perceber, com o seu pé puxou a adaga para perto de si. A flecha de Tom estava no chão perto dele. Seria Tom capaz de pegar a flecha dele antes de Estevan conseguir fugir? Com um forte impulso para longe da arvore as cordas se soltaram e no mesmo instante Estevan pegou a adaga no chão e correu para Logan que ainda não havia percebido nada. Tom já havia percebido e já havia pegado o arco. Pegou uma flecha e encaixou no arco. Estevan se aproximou mais ainda de Logan com passos largos e a flecha de Tom mirou em seu peito. Mas, antes de Tom tira a vida de Estevan, este já havia colocado a adaga na garganta de Logan que ficou surpreso.

–Largue este arco ou ele morre. — ameaçou Estevan e Tom ficou meio receoso mais soltou o arco. Eu venci.– Tire agora o capuz. — ordenou novamente e Tom tirou o capuz revelando longos cabelos pretos e olhos violeta igual o de Estevan. Era uma mulher. Os olhos violeta por um momento lembrou... Asha, minha irmã?... Não... Asha morreu. Pensou tristemente Estevan. Logo depois ele amarrou a mulher que antes era Tom e amarrou Logan na arvore. Pegou sua espada de volta.

–O que pretende fazer? — perguntou a mulher.

–Matá-los... Quem sabe?

–Não sabe quem sou...

–E importa? Você pode ser um mago ou rei ou talvez um mendigo. Você pode ser um gigante ou o mais temido de todos os homens, não importa quem seja, uma espada cravada em seu coração irá matá-la igualmente. — respondeu Estevan e mirou sua espada na mulher. Mas em vez de perfurar o seu coração, tudo que fez foi cortar a roupa dela para deixá-la nua. E assim também fez com Logan. — Não matarei vocês. Mas isso é para aprenderem a nunca mais se meterem comigo. — Disse ele e saiu por entre os matos com a carne do cervo. Otarios.

Enquanto caminhava, dessa vez sozinho, subiu em uma arvore e deu para ver as muralhas de Winterfell. Estou perto concluiu. Não queria passar por perto de Winterfell. Por mais que os Icells fossem amigos dos Patruels como Estevan provaria que era um Patruel? Ouviu passos de cavalos se aproximando. Deve ser algum viajante estúpido que terá o cavalo roubado agora. Preparou-se para o roubo de um cavalo. Desembainhou a sua espada e percebeu que o som não era somente dos passos de um cavalo. E sim, muito mais cavalos vindos em sua direção e quando o percebeu estava cercado por seis homens sentados em seis cavalos com armaduras. Os homens apontaram suas lanças para Estevan e um deles disse:

–Agora estar capturado desertor. Será levado para Winterfell onde será pagará pelo seu crime de deserçao com a morte.


Notas finais
Estevan não tem muita sorte mesmo...
Mereço review???