Storm
18 Can't believe I still want you
Notas iniciais
já estava com o cap. pronto a uns dois dias... mas queria postar hoje porque.... é aniversário do rei do frô mais lindo do mundo *-* RAY FELIZ ANIVERSÁRIO SEU NINDO!
e tô postando tarde porque fui convidada pra festa dele ~a garota sonha~
mas falando serio agora... eu espero que vocês gostem do cap., é POV Andy... e... é isso. '-'
~le eu voltando pra festa do Ray~
xoxo.
POV ANDY~
— Andy? Tá tudo bem? – perguntou Valery.
Olhei para o papel em minhas mãos e contra a minha vontade deixei que mais uma lágrima caísse.
— Ei, o que houve? – ela falou em um tom doce.
Não disse nada, apenas entreguei o papel a ela para que ela lesse.
— Andy... Eu... Eu sinto muito. – ela falou me abraçando.
Eu não acredito que isso estava acontecendo de novo. Não, não podia ser verdade. Devia ser alguma brincadeira, e ele entraria por aquela porta em questão de minutos. Mas ele não entrou. Eu nem deveria estar chorando, já devia imaginar que isso iria acontecer, e mais uma vez ele me deixou. Por quê? Eu nem sei... Talvez porque eu não seja bom o suficiente, talvez porque ele não me ame e não queira mais ficar comigo. Covarde, nem pra dizer na minha cara. Ai fica fugindo inventando desculpas de que a mãe arranjou um emprego em outro lugar, de novo, e sempre quando estamos bem.
— Porque ele faz isso Val? – perguntei entre soluços.
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que ele me deixou, impossível esquecer, foi a melhor noite da minha vida e logo em seguida ele me deixou, sem dizer nada, dessa vez ele pelo menos teve a decência de deixar um bilhete. Mas ele disse que me ligaria, será que ele vai me ligar mesmo? Ah, não importa, agora eu que não quero mais falar com ele.
Me levantei decidido a esquecer Frank Iero, mas foi só olhar para a estante a minha frente e desabar no choro de novo, na estante da minha sala havia uma foto nossa, comemoração de um ano. Fui em direção a foto e a joguei dentro de uma gaveta da estante, chega de lembranças. Vamos seguir em frente agora Andy.
Enxuguei as lágrimas e olhei serio para a Valery.
— O que foi isso? – ela me olhou confusa.
— Estou decidido a esquecer Frank Iero! – falei, tentando demonstrar alguma força na minha decisão, mas acontece que eu não queria esquecer aquele baixinho.
— Andy...
— Não Valery, já é a segunda vez que ele me deixa, e você leu o que ele escreveu, ele não sabe se volta, então é melhor eu seguir em frente. – falei enxugando outra lágrima que insistia em escorrer por meu rosto.
— Andy, você não o esqueceu da primeira vez, e olha que ele nem deixou bilhete nem nada, e foi depois de... você sabe, acho meio difícil você esquece-lo.
— É Val, eu pensei que havia esquecido ele, mas quando o vi na rua naquela noite... Eu fiquei tão feliz que nem pensei no que ele havia feito, eu ainda o amava, e ainda o amo, ele mudou minha vida, mas não da mais... Eu tentei dar uma segunda chance, mas ele me deixou de novo. E pra mim já chega de Frank Iero.
— Eu te entendo. E olha, esquecê-lo você não vai, mas pode viver sem ele. E eu tô aqui com você, pro que precisar certo?
— Certo. – sorri triste. Era bom saber que eu tinha a Val comigo.
— Agora vai lavar esse rosto que nós vamos sair.
— Quê?
— O que? Tá pensando que vai viver de vento? Temos que comprar comida pra essa casa!
— Ah, é. – ri.
Durante todo o caminho até o supermercado fomos calados, Zacky ia tão quietinho que parecia que nem estava lá, e eu, bem minha cabeça estava longe. Val escutava musica e de repente começou a tocar uma música desconhecida, então resolvi prestar atenção e ver se era boa, pra quê...
{...}
E agora
Eu sinto saudade de tudo em você
Não acredito que eu ainda te quero
— Val, pode desligar, por favor? – falei.
— Cla-claro. – falou ela, e desligou.
...
Chegamos em casa e já era tarde, havíamos saído para nos distrair um pouco, ideia da Val.
- Andy, já guardei as compras no armário. Vou por o Zacky para dormir, e vou tentar dormir um pouco, você devia fazer isso também... Se precisar de alguma coisa, já sabe né?!
- Claro... Pode ir descansar, logo eu irei também.
Assim que ela entrou no quarto, desabei no sofá e fiquei lá lembrando os momentos que passamos juntos. Droga Frank, porque faz isso comigo? Você esqueceu tudo que tínhamos? Você me esqueceu? Você se arrependeu de ter estado ao meu lado? Limpei as lágrimas mais uma vez. É, agora só me resta esquecer de nós. Passei o resto noite tentando não chorar, mas foi difícil, porque por mais que eu tente esquecer eu só vou acabar me lembrando mais ainda, é impossível esquecer aquele baixinho, é impossível esquecer seu sorriso, sua voz, seus olhos de uma cor indecifrável, seu jeito, seu toque, tudo. Dormi ali mesmo, entre lembranças e lágrimas e pode até parecer loucura mais eu ainda podia sentir seu cheiro em uma das almofadas.
Acordei de manhã cedo com alguém batendo em minha porta, mas quem diabos perturba uma pessoa a essa hora da manhã?
— Quem é? – perguntei de mau humor.
— Serj. Eu sou amigo do Frank, poderia falar com você um minutinho?
Ele só pode tá de zoação com a minha face. Serio, só pode ser brincadeira. Abri a porta dando de cara com um garoto de mais ou menos uns 15 anos.
— Não conheço nenhum Frank! – falei simplesmente e já ia fechar a porta quando ele me impediu.
— Espera, eu sei que conhece o Frank, Frank Iero, claro que conhece.
— O que quer? – falei me rendendo.
— Saber se você sabe onde posso encontra-lo.
— Não, eu não sei.
— Não mesmo? Cara eu tava precisando muito falar com ele.
— Não, eu não sei onde ele está. Provavelmente muito longe.
— Como assim?
— Ele disse que ia embora, e bem... Não é a primeira vez... Acho que ele não esta mais na cidade.
— Droga! Tem muito contato com ele? – perguntou.
- Não, somos só conhecidos, sabe... Estudamos juntos.
- Ah... Bem... É só isso que sabe? – assenti. — Então era só isso mesmo, obrigado. – se despediu e foi embora.
Okay, isso foi estranho. Dei de ombros e fui tomar um banho e comer alguma coisa. Era mais ou menos 09:00 horas quando o Zacky acordou, consequentemente fazendo a Val acordar.
— BOM DIA! – gritou toda animada assim que chegou à cozinha.
— Bom dia. – murmurei.
— Nossa, desanimei agora. – falou seria.
Eu sou um grande admirador da Valery. É incrível como depois de tudo que passou e tudo que ainda passa ela ainda consegue ser feliz, e acordar animada todas as manhãs. Ela sim é uma pessoa forte. Admirável.
— Desculpa, fui tirado do meu sono profundo por um idiota que estava atrás do Frank, vê se eu mereço uma coisa dessas? – falei.
— Vish. – falou. – Quem era?
— Não sei, um tal de Serj, dizendo que era amigo dele, e perguntando onde podia encontra-lo.
— E você disse o que?
— Que não sabia, que ele havia dito que ia embora e que eu acho que ele não esta mais na cidade.
— Só isso? – perguntou e eu assenti. – Você já parou pra pensar que se esse cara fosse realmente amigo do Frank ele saberia onde ele está?
— O que quer dizer com isso?
— Eu não sei, só acho que o Frank esconde alguma coisa. Assim, não é certeza, é só algo que eu imaginei. – gesticulei para que ela continuasse. – Eu perguntei a história dele, e ele disse “ah nada demais, sou um garoto normal, nada demais nessa minha vida.”, mas não era o que eu via nos olhos dele. Ele esta constantemente se mudando pelo que me contou, e é sempre a mesma desculpa, sendo que é impossível alguém ser transferida tanto de emprego. Ele sempre desaparece sem dizer nada, se ele realmente estivesse apenas se mudando ele esperaria amanhecer e se despediria de você. E agora esse cara vem atrás dele, querendo saber onde ele tá... Sei não viu Andy... Já pensou que ele pode está fugindo de alguém?
— Fu-fugindo? – perguntei surpreso e ela assentiu. – Não. De quem ele estaria fugindo?
— Não sei. O que sabe sobre o passado dele?
— Quase nada, na verdade. – falei e ela ficou pensativa por um tempo.
— Quando esse cara esteve aqui... Você demonstrou ter muita proximidade com o Frank?
— Não, ele perguntou se eu tinha muito contato com ele, e eu disse que não que éramos apenas conhecidos, que havíamos estudado juntos.
— Ótimo, espero que ele não venha mais atrás de você, e Andy não esqueça que não se deve sair dando informações para qualquer um que bate na sua porta, é perigoso.
— Tá mãe. – falei e ela riu.
— Eu só me preocupo com você, e como não sabe quase nada sobre o passado do Frank...
— O que você tá querendo insinuar com isso Valery? Que o Frank tem um passado sujo?
— Não Andy, o Frank me parece uma ótima pessoa. Mas ele pode ter passado por problemas no passado... Ai, eu não sei, é só que... O jeito como ele me olhou quando eu falei de você sabe quem... Ah, esquece. – ela falou e saiu resmungando algo como “eu devia aprender a guardar meus pensamentos pra mim mesma.”
Fique pensando no que ela havia dito, e até que fazia um pouco de sentido. Não é impossível, o Frank não estaria fugindo de alguém, estaria? Se sim, de quem? E porque não me conta? “Talvez ele não confie em você Andy” disse uma vozinha irritante na minha cabeça. Ai, cala a boca! Droga, que lindo, estou discutindo com meu subconsciente.
— Vaaaaaaaaaal! – chamei.
— Oooooi. – Ela falou aparecendo na porta da cozinha com o Zacky que não parava de chorar.
— Eu num tô bem não! – Falei e ela me olhou com uma bela de uma poker face. – Eu estava discutindo com meu subconsciente, e me mandei calar a boca! – falei pra ela assustado e ela começou a rir da minha cara, oh linda amiga que eu possuo.
— Desculpa, mas eu tinha que rir. – Ela falou entre risos e eu comecei a rir de sua risada engraçada. – Você só tá confuso, eu também não deveria ter falado aquilo.
— Mas como não? Você pode tá certa.
— Mas isso não importa agora Andy, afinal... Não foi você que disse que ia esquecer o Frank?!
— É... – Falei e abaixei a cabeça. – Sabe por um tempo eu até esqueci que ele havia me deixado, de novo.
— Andy... – Ela falou, mas foi interrompida pelo som do meu celular tocando em algum canto da casa.
Sai procurando em tudo que é canto, até que eu vi um serzinho minúsculo chegar perto de mim e me estender o telefone.
— Obrigado, Zacky. – disse e depois observei ele correr até a mãe. Fofo.
Paralisei ao ver quem era.
Notas finais
até o próximo.
xoxo.
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