Stories Of Red And Blue

9 Capítulo 9 - AoKaga - Anna Nyan e anita ponte


Notas iniciais
Para já, desculpo-me com o facto que tive com bastantes problemas familiares e a ispiração para escrever um one-shot de uma par de idiotas falhou-me. Mas após meses de espera, em que espero que nem muita gente tenha abandonado a leitura de minha fic, trago-vos este capítulo. Peço já previamente desculpas por qualquer erro ortográfico que me tenha escapado! Espero que corresponda às vossas expectativas! Boa leitura!

Se alguém me perguntasse como foi possível acontecer, eu não tentaria responder. Se alguém me perguntasse quando começou, eu não saberia o que responder. Se alguém me perguntasse o porquê, talvez me risse e encolhesse os ombros; talvez olhasse para o chão e admitisse a minha humilhação e derrota para com o sentimento; ou talvez apenas não responderia— não porque não queria, mas sim porque era difícil demais responder.

Desde aquele dia, onde provei o áspero sabor amargo da derrota, aquele que não provava fazia muito tempo, que minha perspetiva do mundo mudou. Sabia que se alguma vez admitisse e pronunciasse isso, olhariam para mim confusos, alguns até assustados, a Satsuki, definitivamente, preocupada. Mas a verdade é que senti que uma vulnerabilidade ingénua cresceu dentro de mim. E uma esperança e paixão por aquele desporto pelo qual dei, dava, daria sempre corpo e alma ressuscitou em mim.

E essa nova perspetiva fez-me ver o quão importante tu tornaste-te para mim. Como os teus sorrisos genuínos que surgiam durante nossas partidas faziam o sangue acelerar pelas minhas veias e surtiam uma felicidade permanente. Como o teu olhar agitado e determinado causava uma partilha dos teus sentimentos para meu corpo que era inexplicável para mim. E como o meu nome a ser pronunciado pela tua boca, ressaltado nos teus lábios delicadamente esculpidos e intensificado pela tua voz melodiosa, faziam o, antes tão insólito, sorriso emergir em meu rosto.

Tu mudaste o meu mundo e eu estou te eternamente grato por isso. Finalmente saí da minha jaula de arrogância e soltei-me para puder voltar para os braços daqueles que apreciam a minha presença. Contudo, alguém me explique. Porque o agradecimento, o reconhecimento, a admiração, não podia ser apenas isso. Porque eu acabei o amando?

Porque é que eu te amo?

– Aomine-kun, estás me a ouvir?! — uma voz feminina e estridente acordou-o da sua melancolia e obrigou os seus olhos azuis pesados a ascenderem-se até à figura que gritou.

– É difícil não ouvir contigo a gritar, Satsuki... — largou um suspiro cansado. Porque sempre que tentava ter um momento de paz era constantemente interrompido? Ah. Talvez fosse assim que o seu ex-capitão se sentisse quando aparecia com olheiras na escola e ele e o Kise ficavam gritando um tempo inteiro. Bons velhos tempos.

– Então vens ou não?! — a rosada começava a bater o pé de impaciência.

– .....vou aonde?

– Vês que não estavas a ouvir?! Mou~~! — outro suspiro realçou a falta de paciência com o qual o Aomine estava a ficar — O Tetsu-kun convidou-nos para logo no fim das aulas irmos para a Seirin jogar uma partida e celebrarmos em conjunto a vitória deles na Copa de Inverno~. — a garota soltou um sorriso, não tentando nem esconder como suas bochechas coraram ao proferir o nome do seu amado.

– Nós não temos aulas....? — virou as costas para ela numa tentativa de ignorar a sua existência, o seu corpo deitado de lado sobre o chão branco do telhado onde relaxava e sempre tentava dormir.

– Desde quando é que te importas com aulas? — o tom de voz levemente irritado e certamente impaciente da garota fez um sorriso preguiçoso espalhar-se pelos lábios do moreno. — Vem lá~~ o Tetsu-kun quer muito que venhas~! E hoje é o último dia de aulas antes das férias de Natal, não temos aulas de tarde! — esperou uns momentos até ouvir um prolongado suspiro derrotado do azulado, que parecia tentar acumular forças para se levantar.

– Aquela gente não descansa...o torneio acabou antes de ontem e já se querem pôr a jogar partidas com o às de outras equipas... — levantou-se lentamente murmurando as suas lamúrias rançosamente.

– Falas tu, Aomine-kun, que no dia seguinte da partida contra a Seirin treinaste o dia inteiro e acho que só paraste para almoçar porque a tua mãe te fez um obentou! — Momoi riu-se um pouco da expressão de Aomine que se transformou num misto de vergonha e raiva. Era verdade que após aquela derrota ele quis isolar-se do mundo por um tempo e apenas fazer aquilo que sempre esvaziou sua mente quando necessário: jogar basquete. E por mais que o problema fosse relacionado com o desporto, a eficácia da sua tática não diminui, sendo que esse foi o primeiro dia em que se apercebeu do que começava a nutrir pelo ruivo. Ouviu o toque de entrada ressoar pela escola e respirou fundo, começando a descer as escadas para sair daquele local no telhado depois de se certificar que a amiga de infância estava firme no chão.

Seria um longo dia.

–X-

– VOCÊS ESTÃO ATRASADOS!! — um olhar fuzilante, semelhante ao de um demónio, assentava-se nos olhos de Riko, que libertava uma aura fumegante de raiva, com os braços cruzados e a bater o pé de impaciência. Os dois haviam chegado ao ginásio da escola Seirin, como anteriormente combinado, e viram que já lá estavam presentes os outros acompanhantes para além da equipa: Kise, que arrastava para conviver com os outros Kasamatsu, este que parecia estar à beira de matar o loiro a pontapés, e Midorima junto do Takao Kazunari da Shuutoku, que parecia muito feliz ao também ter sido convidado para a comemoração, e tentava fazer o esverdeado sorrir por estar ali presente. Coisa que obviamente não era fácil.

– Peço desculpa, Aida-senpai! — Momoi contorceu os lábios num bico e curvou-se dando enfâse ao seu pedido de desculpas. — A culpa é toda do Aomine-kun! Eu tive que ficar à espera dele depois das aulas, e eu estava encarregada da limpeza da sala! E mesmo assim fui mais rápida que ele, molengão, Aomine-kun! — cruzou os braços e deixou um olhar de demónio pousar no seu amigo de infância que libertava a sua aura de desinteresse pela situação. Apenas quando avistou aquela mancha vermelha, que sempre que cativava a atenção, é que demonstrou entusiasmo pela convivência.

– Já faz um tempo desde que nos vemos Bakagami! — sorriu de forma desafiadora para o outro, deixando que o outro se concentrasse apenas nele. Isso. Ele queria o olhar daquele garoto estivesse apenas nele. — Espero que não tenha parado de treinar só porque ganhou a Copa de Inverno—!

– AOMINE-KUN, ESTÁS A IGNORAR-ME?!

– Ah, Ahomine, como se eu me baixasse ao teu nível e fosse fazer isso! Eu disse que nunca ia parar de me tornar mais forte! — olhos rubis e safiras incendiaram-se causando faíscas de rivalidade e excitação espalharem-se pelo local e obstruírem a presença de todos.

– G-gente, então.... — todos suspiraram ao ver a situação no qual os dois já se haviam metido. Não havia volta a dar. Depois do final daquela partida miraculosa onde a Seirin derrotou a Touou e Aomine, após muito tempo, foi derrotado, a competição entre o ruivo e o moreno só havia crescido mais. E com ela também o respeito mútuo que se instalou entre eles. E para o lado do moreno ainda algo mais. — Bem, já que a escola vai fechar mais cedo devido ao início das férias, vamos para o campo de basquete junto ao Maji Burger! Assim sempre estamos perto se tivermos fome.. — Riko libertou o seu sorriso certificando-se que todos haviam se preparado para sair do ginásio.

– Yosh! Vamos então? — Hyuuga, que havia-se aproximado de Riko e discretamente posto um braços envolta de seus ombros para aproximá-la, dirigiu a sua voz e comandou-os a todos para avançarem depois de ouvir um grito de concordância. Ah, sabia bem entrar de férias. Especialmente porque teria todo o tempo do mundo para treinar sem limites, concentrar-se em expandir a sua coleção de figuras de guerreiros e chefes militares, e mais importante que tudo, finalmente poderia sair num encontro com a Riko.

Afinal, após ganharem contra a Rakuzan e celebrarem, ganhou coragem para pedir para falar com ela a sós e confessar-lhe o que sentia. E foi alegremente surpreso quando ouvi que a menor sentia o mesmo. Desde então havia sido o homem mais feliz da terra, contudo tentava esconder a sua tremenda felicidade pois não pretendia que o início de namoro entre ele e a treinador fosse espalhado com o resto da equipa.

– Kise, como está o teu joelho? Afinal, no fim da partida contra a Seirin... — Midorima recusou-se a continuar, sendo que as palavras que iria dizer já estavam subentendidas, e apenas desviou o rosto levemente levando uma mão enfaixada a contorcer seus óculos.

– M-M....Midorimacchi!! Você se importa afinal!! — o loiro saltou, literalmente, para cima do esverdeado esfregando seu rosto no ombro do maior e abraçando-o sem qualquer vergonha. E do canto do seu olho não escapou o olhar severo e bico de Takao, que abraçou com mais força o peluche de coelho que carregava, um item da sorte de um certo rapaz de óculos. — Bem, estou melhorando, lentamente, mas estou! Em breve, vou estar totalmente curado e vou derrotar o Aominecchi de certeza!

– Como se isso fosse acontecer, baaka.

– Hidoi!! Tem assim tão pouca confiança nas minhas habilidades, Aominecchi!! Isso é cruel demais! Cruel!! — afastou-se do maior e correu para o moreno que limitava-se a ignorá-lo como se tratasse apenas de uma mancha de pó.

– Kise, pode parar de chatear a sociedade !?!?! Está me a deixar irritado demais!! — Kasamatsu, que havia acabado de perder o total de paciência que lhe restava, deu um pontapé forte na bunda de Kise que quase colapsou para a frente e, em protesto, aumentou as suas lamúrias incansáveis que preencheram todo o caminho até à quadra.

– YOSH! Kagami, não seja cobarde, e venha logo! — um sorriso um tanto ingénuo se formou no rosto iluminado do moreno que pegou numa bola e correu para o meio da quadra, seguido por o ruivo que aceitou o seu desafio ansiosamente.

Quando foi possível conter os dois idiotas de destruírem a quadra com as enterradas antes do resto puder jogar, formaram-se 4 equipas: A primeira, a equipa azul, constituída por Furihata, Kuroko, Kagami e Mitobe; a verde por Midorima, Kasamatsu, Izuki e Kawahara; a amarela por Takao, Kise, Tsuchida e Hyuuga; e por fim a vermelha com Aomine, Kiyoshi, Fukuda e Koganei.

– Treinadora.. — o fantasma surpreendeu Riko ao pronunciar-se e pousar sua mão em seu ombro. — Penso que há um profundo desequilíbrio entre as equip—

– Se você está a reclamar então deve pensar que não consegue ganhar~~ — a aura florida da garota cobria o seu sorriso malicioso e sádico. — Vá-se divertir Kuroko-kun, mostre o que vale~~ — e com um empurrão, o azulado foi arrastado de novo para a quadra para começar a jogar.

As partidas eram rápidas e intensas, e o clima que se manteve durante elas era o de um jogo oficial de basquete profissional. A primeira partida desenrolou-se entre a equipa azul e amarela, vitória da primeira pois após uma defesa de Kise este acabou caindo no chão, tempo o suficiente para que um verme rasteja-se para a sua mão e provocasse um alvoroço com o modelo a correr para dentro e fora da quadra a agitar os braços e a gritar para que tirassem o bicho de cima de si. Riko acabou por desqualificar a equipa pelo quão ridículo foi a situação e pela irresponsabilidade por parte do Kise.

E o encontro entre as outras duas times chegou a fazer caminhantes, que por perto de ali passavam, a parar para observar o combate enérgico. Bolas voavam pelos ares e perfuravam suavemente o cesto numa perfeita técnica de efetuação, executada pelo atirador número 1 da Geração dos Milagres; passes certos e pormenorizadamente delineados eram distribuídos no campo por parte de Izuki; os comandos ágeis e perspicazes do capitão da Kaijou que harmonizavam o duelo;Â os rebotes e as jogadas poderosas de Kiyoshi lideravam a equipa vermelha que eram coordenadas com os afundanços e cestos consecutivos provocados pela aptidão estrondosa de Aomine. E após um conflito escandaloso, a equipa vermelha ganhou com uma liderança de poucos pontos.

E então, após a longa e ansiada espera pelos adolescentes, o encontro entre os dois idiotas iniciou-se, e todos os outros membros das times foram ofuscados pela brilhante performance deles. Os olhos flamejantes dos dois focavam-se em apenas na bola e no outro, os movimentos eram como uma bela dança melodiosa e a técnica elaborada presente era característica de puros prodígios.

Após um afundanço possante de Aomine, que quase foi impedido por um dos grandes saltos de Kagami que usou toda a sua força para interferir o contacto entre a mão do azulado e o aro do cesto, gotículas de água começaras a sair do céu e estas logo evoluíram para grandes pingas de água que inundaram a terra e impediram a prolongação do jogo em curso.

– Ah, porra, porque tinha que começar a chover logo agora?! Que merda! — o azulado deu um murro no poste que segurava o cesto. Quando finalmente estava a conseguir aproveitar um tempo passado com aquele que amava, tinha que acontecer isto. — Ahhh, eu não vou parar! E também não vais ser um cobarde e fugir agora ou vais Kagami? — o ruivo pareceu relutante pois sabia as consequências de jogar basquetbol à chuva, uma delas sendo o piso extremamente escorregadio. Contudo, após ver o sorriso desafiador e provocante de Aomine, o seu orgulho não resistiu a aceitar àquela aliciação. E o contentamento do azulado tentou não transbordar e ser demonstrado.

– Quem pensas que eu sou, Ahomine?! Como se fosse desistir de um desafio! — de novo, a tensão entre eles recomeçou e todos os outros puderam apenas libertar um suspiro de cansaço e irritação.

– Oi, vamo-nos embora, Kise. Está a começar a chover mais e eu não quero ficar ainda mais molhado. — Kasamatsu tentava cobrir-se da chuva com as mãos, como se ajudasse em alguma coisa, e olhou para o loiro, que lamuriava-se como o seu cabelo ia ficar tão áspero e arrumava os seus pertences.

– É melhor irmos todos. Se ficarmos esperando que estes idiotas venham então vamos todos apanhar uma constipação. — Riko suspirou e junto dos outros começou a sair de dentro do campo, deixando os dois sozinhos na quadra. — Não se esqueçam de, quando chegarem a casa, tomarem um banho quente para não ficarem doentes! — falava virada para a Seirin, esperando a concordância de todos.

– Ne, ne, Shin-chan, venha para minha casa! Meus pais foram convidados a um jantar de trabalho e então só está lá a minha irmã mais nova, mas ela sabe bem quando nos deixar em privacidade~. — o sorriso malicioso do moreno provocou o aparecimento de uma coloração no rosto do esverdeado, que ainda aumentou mais quando o menor se abraçou ao seu corpo em frente de todos.

– C-cale-se, T-Takao! N-Não posso fazer isso, minha família—

– Ohh por favor~~por favor por favor por favor~~ não quero ficar sozinho~~ — Takao colocou um rosto adorável e vulnerável que sempre conquistava o coração de Midorima e fazia-o ceder.

– .....tenho certeza que Okaa-san e o Otou-san me deixaram fazer isto por ser uma situação que não acontece muito..

– YAHOO!! YOSH! Vamos então, já não aguento estar mais à chuva, só quero estar nos teus braços, deitados na minha cama enquanto você me beija e pene—

– CALE-SE, TAKAO!!! — o esverdeado possuía um rosto vermelho semelhante aos cabelos de Kagami e deixava-se ser arrastado pelas ruas em direção à casa do moreno.

– Hehe, Kasamatsu-senpai, minhas irmãs também sabem dar privacidade por isso, minha casa— — quando desviou o olhar dos dois pombinhos que fugiam reparou como o mais velho já caminhava e ignorava-o e às suas palavras — SENPAI, NÃO VÁ SEM MIM!!! QUE CRUEL!! EU ESTAVA A FALAR COM VOCÊ SABIA?!!

Os gritos do loiro atraíram os olhares das pessoas da rua porém a concentração extrema em que Aomine e Kagami não foi perturbada por eles. Mesmo na chuva, que havia-se tornado intensa, os dois rapazes focavam-se em disputar pelo orgulho de uma vitória contra o outro. A bola, que se encontrava na mão de Kagami, foi driblada rapidamente até que o ruivo pegou-a e saltou para o cesto, mesmo a uma longitude considerável, mas a tentativa de cesto foi parada pelo azulado que viu a jogada e pulou a tempo de contê-la. Todavia, não previu que o mais velho, ao cair no chão, escorregasse e acabasse por embater com a cabeça diretamente no poste de ferro.

– Pode ter melhorado, mas a sua força ainda não é suficiente para me parar, Ba— O-oi, você está bem? — os lábios do azulado, que presenteavam um sorriso provocatório, estreitaram-se quando notou que o outro estava com dificuldades em se levantar.

– E-eu...estou bem... — o menor finalmente se virou, a sorrir fracamente mas orgulhosamente, mas o que assustou Aomine foi uma ferida de aparência grave, de onde escorria levemente sangue.

– Não, não estás, idiota! O que pensas que estás a fazer, a armares-te em herói?! — o braço de Kagami foi pegado um pouco brutamente a mais e apoiado na parte de trás do pescoço de Aomine, que segurou na sua cintura e apoiou o peso deste no seu corpo para facilitar a locomoção dele. — Existe uma clínica de emergências perto daqui, já tive que ir até lá várias vezes, por isso vamos até lá!

– E-e a bola? — o ruivo virou a cabeça com as poucas forças que tinha e olhou para a bola de basquete, deixada solitária na chuva pesada e barulhento.

– Deixe a merda da bola pra lá!! Concentre-se em tentar de perder sangue, se desmaiar eu deixo-o aqui, nem quero saber!! — óbvio que era mentira, se não se importasse nem o estaria ajudando agora. Ele nem fazia ideia o quão lhe doía no coração saber que o outro estava a sofrer de dor. Ele tinha que levá-lo para as urgências rapidamente.

–X-

O cheiro peculiar das urgências sempre perturbaram o de olhos safiras e o ambiente tenso e pesado faziam-no sentir-se preso e asfixiado. No entanto, naquele momento nem conseguia sentir descontentamento devido à desassossego que sentia. Caminhava de um lado para o outro, sem mantendo-se perto da porta da sala onde o outro se encontrava, tentando ouvir o que se passava lá dentro e para certificar-se que poderia ajudar o outro caso necessário, logo que este saísse do local.

– Aqui está, Kagami-kun. Parecia mais profundo e grave mas foi tudo efeito da quantidade de sangue que saiu.  Já está pronto para ir para casa, mas aconselho a não forçar-se a atos cansativos e a descansar bastante. — a enfermeira passou a receita de alguns medicamentos contra a dor, se esta tivesse presente durante a noite, e depois disso apenas curvou-se e despediu-se, tal como fez o ruivo.

– Oi, Kagami, como estás? Não foi nada de grave, certo? Não precisas de ser internado, pois não?....Tu sabes quem eu sou, certo?! — a voz do azulado cresceu para um tom mais preocupado no desenrolar da frase e o mais velho pode apenas rir-se um pouco, ainda a fraqueza presente no seu sorriso.

– Não te preocupes, Aomine, posso ir para casa, e se descansar um bocado fico logo bem e posso voltar a jogar. Mas porque é que de repente começaste a agir como uma miúda apaixonada? — um dos benefícios de ter pele moreno é a certa camuflagem que se fazia presente quando ele corava. Bem que queria ser namorado do ruivo mas não deixava de ser extremamente embaraçoso ouvi-lo mencionar aquelas palavras. — Ah merda, se a treinadora vir que eu me magoei vai matar-me...

– Eu vou-te acompanhar até casa... — virou a cara, ainda um pouco rubra, e coçou o pescoço em desconforto.

– Não sejas idiota, não te sintas obrigado a isso só porque estavas lá e—

– Não, a responsabilidade é minha, até fui eu que te provoquei a ficares lá, então eu levo-te. — Kagami arregalou bastante os olhos ao ouvir aquilo. Aomine? A falar de responsabilidade? Beliscou-se na mão a verificar se aquilo era verdade ou mentira e ao sentir a dor aguda, recebeu a sua confirmação, incrédulo. Sorriu honestamente e começou a andar, a acompanhar os passos do outro que, em vergonha, havia começado a andar sem esperar resposta do menor.

– Obrigado, Aomine.

O azulado pôde apenas acenar com a cabeça e tentar esconder como a ponta das suas orelhas ficaram escuras e encarnadas.

–X-

– WOOH! Tu realmente vives aqui sozinho? Com esta casa enorme só para ti? — Aomine nem esperou o convite do outro para entrar e instalar-se num dos sofás pretos e confortáveis presentes na sala de estar. Olhou pelo vidro da janela, a observar as luzes que iluminavam as ruas na noite escura e deixou-se relaxar. Até imaginou como seria viver naquele lugar junto do outro. Viveriam como um casal feliz, com o Kagami a desejar-lhe "Itterasshai" quando saísse de casa e "Okaeri" ao voltar. Tomariam todas as refeições, que eram feitas pelo ruivo, juntos, a partilhar histórias do dia e contos do passado. E dormiriam aconchegados um no outro, após uma dura e cansativa sessão de sex—

– Oi! Espera, espera! Muda de roupa primeiro, vais me molhar o sofá todo!! — ouvia como o outro parecia agitado mas apenas virou a cabeça para o encarar e sorriu malicioso.

– Oh? Queres que eu me dispa aqui à tua frente~?

– N-não, n-não d-digas c-coisas idiotas! P-porque eu quereria isso?! E-eu vou emprestar-te roupa e vou deixar na casa de banho para te trocares!! — Kagami logo saiu a correr para o quarto e provocou um riso nos lábios do moreno. Porém, logo que este entrou no quarto, suspirou e deixou que um rosto incomodado se instalasse. Não podia mentir, estava feliz, radiante até, de puder estar sozinho com o ruivo em sua casa, mas a insegurança irritante e perturbadora não se dissipava. A insegurança de sabor que o que sentia era muito errado mas tão inevitavelmente bom.

Após ouvir o outro apressadamente sair do quarto e entrar noutro, que suponha que fosse o banheiro, para depois correr de volta a onde estava, libertou um suspiro e levantou-se. Manter-se naquelas roupas ensopadas só lhe proporcionaria a ficar doente e isso era algo que ele não pretendia, não obrigado.

Sentiu os passos do outro ecoarem pela madeira e propagarem-se até à sala, no momento em que entrou na casa de banho. Soltou uma risada nasal e retirou as suas roupas rapidamente, tratando de as trocar pelas limpas que o outro lhe dispensara. E corou um pouco ao pensar como elas já estiveram coladas ao corpo do outro e como o seu cheiro agradável estava impregnado no tecido de algodão. Imaginar os músculos de Kagami a serem lentamente expostos quando este tirava as suas roupas deixavam-no trémulo e excitado, e teve que conter as suas fantasias para não acordar o seu amigo lá em baixo.

Observou que o mais velho estava sentado direito no sofá, como se estivesse esperando-o e quisesse dar impressão que era organizado. Arqueou uma sobrancelha e saltou por cima do sofá, acabando por se sentar do seu lado e assustando-o um pouco por aparecer tão subitamente.

– A-Ahomine! N-não apareças tão de repente...!

– Ehhh? Porque estás a agir como uma garota amedrontada? — sorriu sarcasticamente e tentou esconder o quão adorável achava o rosto do outro quando estava trémulo — Estiveste a ver algum filme de terror e agora tens medo? Descansa~, o Aomine-kun está aqui para proteger-te~. — passou um braço em redor dos ombros do menor e puxou-o para perto do seu peito. Conseguia sentir muito melhor o seu cheiro agora próximo a ele.

– Cala-te, não sejas estúpido! Como se tivesse medo de uma coisa dessas! — o ruivo empurrou o peito do outro e afastou-se, com o rosto claramente corado e os lábios num bico extremamente adorável. Sorriu com o comportamento do outro.

– Ah olhe, está algo se movendo ali perto da porta. — apontou para uma direção oposta para o qual o outro olhou de imediato.

– Eh? Não está nada, não me tentes enga— — no momento em que se virou meio irritado, foi surpreendido pelo outro saltar para cima dele e empurrá-lo, fazendo o se deitar no sofá e arregalar os olhos com a expressão séria que ele estava usando. — A-Aomine, o que está fazendo...?

– Porque estás tão nervoso? É irritante...tens medo de mim? — tentava debochar mas realmente sentia-se machucado só de pensar que o outro tinha medo. Era como se a distância que existia entre os dois se prolongasse ainda mais. E se tornasse uma infinidade de impossibilidades e improbabilidades.

– E-eh?? Estás a brincar, certo?!....P-porque eu haveria de ter medo de ti...? — desviou o olhar.

– Então se não estás porque é que estás a agir assim? Para onde foi o Kagami desafiador e selvagem de antes?

– ..... — o ruivo mordeu o lábio, desviou o olhar e suspirou pesadamente, como se fosse confessar o seu maior pecado. — Eu não...consigo evitar... estar ao pé de ti, sozinho, deixa-me nervoso...porque eu sou gay e... — o seu rosto estava ficando tão vermelho que competia a cor do seu cabelo mas este, para tentar acabar com o momento embaraçoso, decidiu mudar de assunto. — Vamos jantar? Eu faço-lhe, deve estar com fome então eu—

Foi calado ao sentir um par de lábios quentes pressionados contra os seus a impedirem a sua fala. Pela primeira vez em muito tempo estava a ser beijado e mal se esquecera como reagir à sensação agradável que se espalhou pelo seu corpo. Lentamente sentiu seus olhos se forçarem a fechar e uma língua atrevida lamber seus lábios, como se os marcasse só dele, e logo estes foram tomados pelos dentes do outro que puxaram a pele sensível para abrir a boca do mesmo e invadi-la. Sentiu um pânico percorrer-lhe quando se apercebeu que estava realmente a ser beijado pelo outro e que não conseguia fazer nada para o parar. Não que quisesse realmente parar. Mas aquilo simplesmente não era correto. Com um empurrão firme, quebrou o beijo e ficou ofegante e trémulo a olhar para o outro que se mantinha em cima de si.

– A-aomine....o-o que está fazendo....—?

– Então~~ me tinha perguntado se tinha fome~~ eu estou vendo meu jantar bem aqui~~ — sorriu luxuosamente e abaixou de novo o rosto, desta vez para preencher o pescoço do ruivo de beijos molhados e leves marcas dos seus dentes, que lentamente, preenchiam a pele de um avermelhado vivo.

– P-pare! I-isto....isto não está bem....! — as palmas das mãos do ruivo pressionavam-se contra o peito musculado do outro, em tentativa de empurrar este, contudo, as suas forças evaporavam-se de cada vez que sentia o pequeno choque de prazer que vagueava pelo seu corpo e ouvia o som obsceno de lábios contra pele.

– Desde quando se importa com o que está bem ou mal...? — Aomine afastou-se e olhou irritado para Kagami, por este estar a perturbar o seu momento. — Eu esperei por isto e você também quer....não há nada que nos impeça de o fazer.... — reparou com os olhos do ruivo se baixaram e só se voltaram a levantar quando um olhar decidido e mais seguro se encontrava presente. — Descanse~, serei gentil~. — E logo o rosto inflamou e o olhar recobriu-se de vergonha e raiva indefesa. Mas antes de se puder pronunciar foi de novo interrompido por um beijo luxuoso.

Sentiu seu corpo ser puxado para perto para aprofundar mais o contacto entre os corpos necessitados dos dois e as bocas abriam-se para tentar recuperar o ar necessário e para provocar contacto entre as línguas dos dois, que logo escolhiam uma das bocas onde contactar.

– Vamos para seu quarto.. — o azulado sussurou no beijo, contra os lábios de Kagami, e ajudou este a levantar-se, ainda com ele colado a seu corpo. E no momento em que ultrapassaram a porta do local, que foi fechada com um pontapé, saltaram para a cama e rebolaram nela, tentando obter liderança da situação.

Kagami, que já havia sido mais estimulado, tinha as energias mais drenadas e então nem conseguiu resistir muito às exigências do outro. Deitou-se na cama e fechou os olhos de vergonha. Olhar para Aomine naquela circunstância era como admitir derrota, que era mais fraco e não poderia competir com o mais novo. E isso era humilhante demais para ele. Contudo, reabriu os olhos e arregalou-os logo que sentiu um joelho atrevido pressionar provocatoriamente num local entre as suas pernas, que o fez soltar um gemido dolorido.

– Sempre que não olhar para mim vou fazê-lo sofrer...

Essas palavras foram penduradas no ar pois as ações foram preenchidas pelo contacto das mãos de Aomine que vagueavam nas coxas grossas e fortes do menor  e os lábios haviam baixado, deixando agora chupões negros no local da clavícula. Não havia qualquer piedade nas suas ações, apenas desejo e hormonas adolescentes.

Parou apenas com os sons de sucções quando se separou para recuperar o ar e olhar para a expressão corada e vulnerável de Kagami enquanto retirava a camisa deste. Logo teve direito a apreciar diretamente os músculos fortes e tonificados do ruivo, que se apertavam e contorciam de cada vez que era acariciados. A mão subiu e parou em cima de uma mamilo rosado que, em poucos movimentos provocadores do polear e dedo indicador, ficou eriçado e fez o ruivo soltar um gemido inofensivo. Soltou uma risada nasal a como o Taiga sempre parecia selvagem mas na cama, onde deveria mostrar a sua força, estava completamente submisso ao seu poder.

Decidiu parar de se conter e chupar diretamente o mamilo que ainda não havia sido tocado, deixando a sua língua deslizar pela superfície dos peitorais até contactar com botão, que foi lambido impetuosamente, chupado fortemente e levemente mordido, o suficiente para deixar leves marcas que ficariam durante alguns dias na pele do outro. Sorriu honestamente quando sentiu algo duro a pressionar-se contra o seu joelho, que fora mantido no lugar de antes.

– Já estás excitado, é, Tai-ga? — sussurrou rouco contra o ouvido do ruivo, que gemeu ao ouvir a voz do outro tão sedutora. — Hng~~, vou pensar se realmente te alivio ou não~.

Mordeu a zona abdominal do mais velho e deixou-lhe uma marca que indicava que ele pertencia a ele. O abdómen era a zona mais apreciada pelo azulado, e ser pioneiro a explorar a consistência daqueles músculos realmente o excitava e motivava a descer mais. Ao chegar com a boca até às virilhas do outro, lambeu mesmo por cima das roupas e arrancou um gemido engasgado do outro. Sorriu maliciosamente e apalpou o membro excitado, deliciando-se dos gemidos sensuais que provocava no ruivo, até morder a borda das calças e boxers e a partir daí puxar para baixo o suficiente para aliviar aquele órgão apertado.

Estimulou a cabeça do falo com pressionar e esfregar o polegar na pele sensível e, em poucos movimentos de vai-e-vem com as mãos, o ruivo já se deitava de olhos fechados, desesperado por satisfação. Mas para seu descontentamento, aquele prazer exorbitante acabara cedo demais.

– Ahaha~, não estavas olhando para mim então já não te toco~. — sorriu perversamente ao ver o aborrecimento surgido na face de Kagami. — Se quiseres ser aliviado então faz merecer por isso... — Aomine sentou-se e desabotoou-o as calças e o zip, retirando o seu membro já duro, e, com uma perna dobrada contra o peito e a outra esticada, estas afastadas garantiu total acesso ao seu pau.

O mais velho parecia meio atarantado com as ações do azulado mas logo se recompôs, e como se estivesse sujeito a uma hipnose frustrada, aproximou-se rapidamente do membro e desajeitadamente começou a lambe-lo. Passeava a sua língua do topo até à base, contornando o escroto que fazia o maior tremer, e depois retornava à cabeça. Decidiu então chupar a ponta, onde sucedeu a retirar um contorcido e baixo gemido, e lentamente, ir adicionando cada vez mais daquele pénis grande e grosso na sua boca. Sentia-se quase engasgar e quase tocava na sua gargante, contudo concentrou-se apenas em conceder prazer a Aomine. Sabia que a recompensa seria muito agradável.

O mais novo olhou para o teto e agarrou os cabelos curtos e ruivos para se controlar e não suceder à vontade de estocar naquela boca apertada e espalhar a sua semente até ao fundo da garganta deste. Mordeu o lábio e quando finalmente dirigiu o olhar para o menor observou como a sua face encontrava-se rosada da falta de ar, os seu olhos estavam fechados como se o ato requeresse total concentração, um fio de saliva descia dos lábios fechados e a mão que não agarrava a base do seu falo masturbava o próprio do ruivo. E aquela visão tentadora quase o fez acabar ali, naquele momento.

Puxou os fios, a indicar que não necessitava continuar, o que deixou Kagami estranhamente confuso porém este obedeceu sem questionar, também pela tão desejada lufada de ar que precisava.

– T-tem....c-certeza que...quer que eu...pare....? E-eu....eu aguento-me.....A-aomine..... — fixou os olhos rubis na figura morena que arregalou levemente os próprios e depois riu-se um pouco.

– Para de te tentares provar a mim, eu sei muito bem do que vales, Kagami...apenas pensei que podíamos passar a uma fase mais interessante... — antes que este pode-se reagir, Aomine empurrou-o para ele se deitar e afastou as suas pernas. Não o penetraria de uma só vez, ele se preocupava com ele e sabia que isso o magoaria muito, especialmente sendo ele virgem. Contudo, quando dirigia seus dedo ao orifício redondo e pequeno, reparou que o ruivo tremia constantemente. — ....estás bem....?

– ...U-un....estou....apenas nervoso..... — mordeu o lábio, desviando os seus olhos preenchidos de vergonha e irritação — Não pensei que acabaria nesta posição.....por isso sê gentil.....!

– Ah, pensavas que ias ficar em cima de mim?! Em sonhos! O único que me pode fuder sou eu. — cuspiu a resposta brutamente e só se apercebeu como o outro ficara incomodado quando este pareceu movimentar-se para se levantar e se afastar, coisa que impediu imediatamente. — Eu estava a brincar! Estava a brincar! Como é que é possível ou fazer isso de qualquer maneira?! É impossível eu— — apercebeu-se que o outro estava a rir levemente e logo uma irritação, que o fez corar, surgiu.

– És mesmo um idiota, não és, Ahomine...? — retornou a deitar-se da maneira que estava anteriormente e agora já não tremia ou parecia nervoso, e uma confiança acertada permanecia no seu olhar fixo. No momento em que o viu, Aomine olhou o brilho naquele olhar.

– .....então....eu vou entrar.... — cobriu os dedos de saliva rapidamente e de novo moveu-os para perto da entrada do menor, que apenas inspirou fundo e sorriu. Calmamente adentrou com apenas um de seus dedos grossos que fez um grunhido baixo de incomodação soltar-se. Uns movimentos leves foram executados para que Kagami se acomodasse com a sensação até que adicionou outro dedo velozmente, para provocar pouca dor, e desta vez foi ouvido um total gemido de desconforto. Esperou alguns segundos a observar a respiração descompassada a restaurar-se e então começou a realizar um movimento de tesoura com os dedos para alargar o local contraído. E apenas após conseguir ouvir vários gemidos a serem libertados e uma expressão de prazer no rosto do outro, retirou os dígitos de dentro dele.

– Isto pode.....vai doer um bocado....por isso prepare-se... — segurou o seu membro que tremia e pulsava por alívio em sua mão e colocou-o em posição para uma penetração eficaz. E com um só um olhar de confirmação lançado pelo outro, lentamente, iniciou o ato que tanto necessitava.

Gemeu de imediato sem se conter quando foi tão apertado pela cavidade, que parecia sugar seu membro e encher seu corpo de um prazer inexplicável. E quase ignorou os gemidos e grunhidos de dor do outro pois o seu desejo selvagem era quase impossível de ser controlado. Controlou a respiração e viu que o outro fazia o mesmo, numa tentativa de se abstrair da dor que parecia nunca querer acabar. Ele entendia que a única solução para começar a fazer o outro sentir prazer era primeiro sujeitá-lo a ainda mais dor e tal coisa era inadmissível. Todavia concedeu-se uma solução. Afinal, o fim justifica os meios.

Começou a estocar dentro do corpo e agarrou os ombros do tigre para que ele não se movimentasse demais com a dor. E com calma e precisão conquistou o controlo do corpo de Kagami, que ficou totalmente à mercê do azulado.

Em poucos segundos aumentou a intensidade das investidas, que se tornaram fortes e rápidas, dignas do mais ágil e habilidoso membro da geração dos milagres. Este, que se viu limitado em movimentos, baixou mais o corpo e subiu uma das pernas do menor para o seu ombro, tendo assim mais acesso ao orifício e começando a acertar diretamente na doce próstata do ruivo que gritou intensamente de prazer. Levou uma de suas mãos ao membro de Kagami e iniciou uma coordenada masturbação rítmica causando os dois a chegarem ao ápice extremo onde derramaram os líquidos brancos e viscosos, Aomine para dentro do corpo do outro e o menor para o seu próprio peito e cobertas da cama.

O azulado limitou-se a colapsar para cima do mais velho enquanto tentava desesperadamente respirar com calma. Conseguia sentir seu corpo subir e descer com a respiração do outro e usou isso como uma melodia para sossegar as descargas de adrenalina anteriores. Rebolou de cima de Kagami e encarou o teto exaustivamente mas um tanto orgulhoso e feliz. Finalmente havia conseguido o que tanto desejara.

– O que é que nós estamos a fazer..? A...fazer isto com esta idade.... — o sussurrou ficou a flutuar no ar à espera da resposta que os dois desejam. — Aomine, tu amas-me....? O que nós fizemos....foi amor...?

O azulado soltou uma risada nasal e virou o seu corpo para olhar de frente para o ruivo.

– Você me vê como alguém que faria sexo sem amar o outro...? Me sinto ofendido... — deu-lhe um peteleco na testa e riu-se ao ver como ele corou e esfregou a superfície. — Durma, idiota...precisa descansar...

Posso não saber o porquê de o amar, nem a razão que me levou a começar a fazê-lo. Mas tê-lo aqui de meu lado, a sorrir para mim com seus olhos brilhantes e lábios perfeitos, me relembra como ele conseguiu conquistar o meu coração. E

Eu te amo, Taiga.

FIM

Notas finais
Fim horrível, provavelmente o pior que alguma vez escrevi... E se chegaram ao fim e encontram-se satisfeitos então confesso que fico muito admirada! Depois de tanto tempo sem escrever um lemon sinto que as minhas habilidades estão puramente enferrujadas....mas espero que tenham gostado! Tenho que confessar que não sei quanto tempo vou demorar a postar o próximo capítulo. Até lá peço a todos os meus leitores que dêem uma olhada e leiam a minha longfic de Kuroko no Basket. Chama-se Under The Hell's Gaze e é um AU Medieval onde Kuroko e Kagami lutam num mundo de guerras para fugir à tirania do reinado de Akashi. Por favor leiam e comentem o que acham desta fic! Vou deixar o link no fim da descrição! Próximo capítulo - KiKuro - Mycro Agradeço a todos que lêem, acompanham, favoritam e comentam esta fic!! Nem preciso de falar de recomendações certo? ESSAS SIMPLESMENTE MATAM-ME DO CORAÇÃO DE FELICIDADE *qq* Não se esqueçam de deixar um comentário aqui em baixo sobre o que mais gostaram no capítulo e sobre os pares sobre os quais gostavam que eu escrevesse! Espero-vos no próximo capítulo! Bjss~~ E para que conste, o fim Não justifica os meios. Link da LongFic (leiam e comentem por favor ^u^): http://fanfiction.com.br/historia/442795/Under_The_Hells_Gaze/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.