Stories Of Red And Blue
7 Capítulo 7 - MuraHimu - AliceB
Notas iniciais
– Nee nee, então "Atsu-chan" não vai comer os doces que a sua mamã fez?! Hahhahah!
– Olhem para ele, é grande mas não é grande coisa!
– E parece uma garotinha fraquinha! Tch, que ridículo!! Hahhaha!
– A comer tantos doces assim vai acabar num gordo! E depois fica gordo e feio! Hahah!
O garotinho de cabelos arroxeado tentava esconder-se mais ao abraçar os joelhos juntos com a sua mala da escola e uma sacola de uns doces que a sua mãe tinha mandado de casa. Era nestes momentos que ele desejava poder passar por paredes, daquela maneira poderia fugir do tratamento que recebia dos outros todos os dias.
Um grupo de garotos estavam parados à volta do outro. Não eram muito altos, deviam ter por volta de uns 6 anos e usavam o uniforme da escola primária Senshikawa, a primária mais popular daquela zona. Mesmo tão novos as caras de maldade e as troças que mandavam perfuravam o coração do pequeno, o qual estava à beira de começar a chorar, coisa que ele não queria ou seria mais zoado.
Desde que se tinha mudado para aquele bairro a vida de Murasakibara Atsushi tinha-se tornado um autêntico pesadelo. Em sua casa os pais estavam a trabalhar muito arduamente para conseguir pagar todas as despesas que estavam a ter: agora que tinham de pagar a faculdade da sua irmã e dois irmãos mais velhos junto também com as rendas das casas de cada um, o IVA tinha aumentado e os livros para o seu terceiro irmão, que estava agora a entrar no fundamental, estavam ainda mais caros, e ter que pagar propinas de água, gás, eletricidade e outras coisas estava a ser mais que difícil. Foram então para uma casa mais barata e mesmo que o bairro fosse meio ruim tiveram que fazer o sacrifício para poderem manter tudo como estava.
Murasakibara Atsushi, um garotinho muito inocente de 5 anos de idade era baixinho, magrinho, tinha umas pérolas lilases como olhos e uns cabelos longos para rapaz que lhe davam pelos ombros e tapavam-lhe a cara que ele tentava sempre esconder por ser muito envergonhado. Infelizmente, aquele ser inofensivo era a presa perfeita para os mais velhos. Desde ser empurrado, humilhado, roubado, batido e zoado, Atsushi sofreu de tudo e ficava cada vez mais assustado; ele sabia que não podia fazer nada, tinha um corpo fraquinho e pequeno e os outros estavam em um grupo, por mais que tentasse reagir só acabaria por se magoar mais.
Então deixava-se ficar ali parado, à espera do momento em que os outros cansassem-se de troçá-lo e fossem embora como sempre faziam depois de verem que ele já não reagia às palavras deles, e logo a seguir correria até casa e ia por uma cara inocente e dizer que tudo tinha corrido bem na escola; ele sabia que só os meninos maus é que não diziam a verdade aos pais mas ele não queria atarefa-los com aquilo então preferia ser um "menino mau".
Porém, naquele dia não estavam a desistir. Parecia que queriam vê-lo chorar e implorar-lhes para pararem. Ele nem entendia porque tinham começado, ele nunca lhes tinha feito nada, ele nem nunca os tinha visto quando começaram a fazer-lhe mal e empurrá-lo de um lado para o outro; ele simplesmente não entendia porque é que o odiavam tanto.
Contudo, no meio de uma tentativa de tirarem o saco de doces que a mãe de Murasakibara tinha-se esforçado para arranjar e que ele estava a tentar proteger com todas as suas forças para evitar que fossem parar às mãos dos maiores, uma voz chamou-lhes à atenção.
– Deixe-a logo em paz, Shōtaro! — um garoto um pouco alto que parecia ser da idade deles fez com que o rapaz que estava a puxar o saco largasse-o, fazendo assim Murasakibara cair para trás, e avançasse até ao outro mesmo que estivesse um pouco hesitante.
– N-não se meta nisto Tatsuya! Não pense que só por ter-me ganho da última vez que tenho medo de você por isso vá-se embora antes que se arrependa! — a voz de Shōtaro estava nervosa e isso fez com que um sorriso se formasse na cara do outro. Os olhos ficaram malicioso e a criança que descobriu que o nome era Tatsuya inclinou um pouco a cabeça para o lado fazendo com que a franja que tapava-lhe o olho esquerdo se movesse com o movimento.
– Não há razão para ter medo Shō-ta-ro. — a voz mascarada de inocente dava arrepios até a Murasakibara — Mas então espero que não te importes que conte à sensei que foste tu e os teus amigos que provocaram aqueles desastres na aula de caligrafia; tenho a certeza que os vossos pais iam adorar saber do que andam a fazer na escola, ne? — o sorriso de Tatsuya fez com que os do grupo tremessem de raiva e medo. Murasakibara recebeu mais um olhar de desprezo até que o grupo correu para longe daquele lugar enquanto exclamavam "Isto não fica assim!" e "Tu vais pagar por isto!".
Tremeu quase imediatamente quando o outro dirigiu-se para o pé dele. Por mais que o tivesse acabado de defender não sabia se ele o ia machucar ou fazer outra coisa, só deus sabia o que aquela criança de cabelos pretos poderia estar a pensar.
– Está bem, garotinha? — os olhos prateados tornaram-se gentis quando agachou-se para estar à altura do outro que ainda estava encolhido no chão. Uma onda de alívio passou por Atsushi quando viu que o outro não parecia ter intenções de fazer-lhe mal mas ao ouvir "garotinha" sair dos lábios deste sentiu-se envergonhado.
– E-eu...n-não sou uma garota....- a voz saiu-lhe tímida e fraca mas suficientemente audível para o outro perceber.
– Eh? — Tatsuya voltou a estar de pé normalmente — N-não é..?
Foi respondido por um abanar de cabeça a indicar que não — Olhe... — o menor levantou-se e baixou as calças junto com as suas cuecas, justificando-se mas deixando o de cabelos pretos embaraçado com a situação.
– Haha estou a v-ver, volta-te a vestir por favor... — olhava em sua volta para ver se não passava ninguém enquanto Murasakibara voltava a vestir-se, pondo uma cara mais séria quando viu que o outro já estava vestido — Você devia ter dito algo quando eles o estavam a magoar! Você é um homem, não pode deixar que o humilhem daquela maneira! — a voz estava firme e confiante e a cara de Atsushi foi direcionada para baixo, vendo-se as bochechas avermelharem quando mencionou aquilo.
– D-desculpe......ainda por cima dei-lhe trabalho por me ter vindo salvar.....obrigado..... — a cara do outro ficou surpresa durante uns segundos mas depois ficou carinhosa, um sorriso gentil surgiu nos lábios do mesmo.
– Não foi nada, era a única coisa que podia fazer. — estendeu a mão a Murasakibara — O meu nome é Himuro Tatsuya. Como se chama?
– O...o meu nome é Murasakibara Atsushi — finalmente sorriu quando agarrou a mão do maior um pouco envergonhado. — E-e-eu sou novo aqui neste bairro...
– Ahh, eu deduzi, nunca o tinha visto por aqui. Teve mesmo azar de ter o Shōtaro a atazanar-lhe, mas descanse, duvido que ele o chateie mais agora — o sorriso de Murasakibara só cresceu mais quando aquelas palavras saíram da boca do outro. — Então, você anda na Senshikawa?
Murasakibara abanou a cabeça que não.
– Ainda ando no infantário~ tenho 5 anos~. — mostrava os seus 5 dedos da mão direita. Logo observou atentamente que o uniforme que o maior vestia era semelhante aos dos que o "atacaram" e nem precisou de perguntar se o maior andava naquela primária — também era das únicas nos arredores por isso não era como se tivesse grande escolha em andar lá ou não.
Sentou-se quietinho num banco quando o moreno avisou que ia comprar um picolé para os dois e quando viu o outro a voltar já com os usuais "Gorigori-kun" sorriu muito e pôs-se logo a comer o doce. Ficaram os dois sentados em silêncio, um silêncio incomum para crianças das suas idades mas agradável e confortante; perguntas e respostas eram transmitidas apenas por olhares curtos e risinhos que continuaram até que ergueram-se dos bancos e avançaram até ao fim da rua.
Murasakibara estava apenas a seguir Himuro enquanto andava, já que ainda não conhecia bem estas ruas e não tinha um grande sentido de orientação, contudo reconheceu facilmente o rangido dos balanços e o esfregar de tecido no plástico dos escorregas. Virou-se logo para Himuro, como se perguntasse se iam mesmo para aquela parque ou não e foi respondido por uma acenar de cabeça a indicar que sim.
– Então, o que acha do parque aqui Atsushi? — o moreno sentou o arroxeado no seu colo quando se sentou nos balanços, já que o outro balanço estava a ser ocupado por um garoto.
– É mesmo muito legal, Tat-chin! — o arroxeado sorridente ficou com uma curiosidade inocente na cara quando o outro ficou meio confuso com o nome mas logo pôs isso de lado ao rir-se um pouco.
– Você é muito pequeno sabia Atsushi? E magro também.......
– ........toda a gente me diz isso Tat-chin~, eu não gosto que digam.... — Murasakibara fez bico ao olhar para o chão.
– Ah, desculpe-me Atsushi, não fique zangado... Mas que tal fazer assim! Comece a comer mais coisas que goste e coma muito, isso vai fazer você crescer e engordar um pouco — sorriu de uma maneira gentil — e depois se isso não tiver resultando pensamos noutra coisa....
– .....Tat-chin, você é meu amigo, certo~? — por momentos o tom de voz do menor era triste e sério.
– Hm? Claro que sou Atsushi, porque não havia de ser....?
– Nunca ninguém quis ser meu amigo sabe....nunca ninguém me disse o que fazer sem ser os meus irmãos....nunca tive ninguém que me sentasse assim ao colo sem se importar.... — a cara do moreno aqueceu um pouco quando os braços do pequeno se envolveram envolta do seu corpo.
– Heh....bem, agora não precisa ficar mais sozinho porque eu estou aqui Atsushi e sou seu amigo.....vá...- a mão de Murasakibara pousou na cabeça do arroxeado, fazendo este levantar o olhar para a cara do outro que o olhava gentilmente — Vamos brincar, Atsushi.
–.....Un~!
–X-
Durante curtas e frias manhãs de Inverno e longas tardes de Verão, aquele parque foi preenchido pelas corridas e brincadeiras daquelas duas crianças e assim passaram-se 6 meses. Murasakibara estava quase fazendo os importantes 6 anos e agora mais alto e forte estava quase a entrar para o primeiro ano da escola Senshikawa enquanto Himuro, que estava sempre do lado do arroxeado como um anjo da guarda, encaminhava-se para o seu segundo ano.
Uma rotina de se encontrarem sempre no banco perpendicular à entrada do parquezinho durou durante todo o Verão e, como em todos os outros dias, lá estava Murasakibara sentado, às 15 horas da tarde, esperando o seu melhor amigo; porém agora já não era a criaturazinha tímida e fraca que era antes, atualmente ele conseguia sentar-se naquele banco sem tremer por cada olhar que lhe mandavam e agia de uma maneira mais confiante contudo ainda infantil e ingénua como sempre.
Tinha mudado muito depois de conhecer Himuro; o outro ensinou-o a como proteger-se dos maiores, que agora até tinham medo de estar ao pé dele, convenceu-o a comer mais coisas saudáveis, o que o ajudou a crescer mais forte e deixar de ser tão magro, e ainda fez com que ele ficasse uma pessoa mais aberta, mais sorridente e mais feliz; desde que o moreno chegou à sua vida ele nunca teve momentos deprimentes ou solitários.
Todavia, neste dia ele estava a sentir-se um pouco inseguro e triste quando viu que o outro estava-se a atrasar bastante, ele admirava-o por fazer tudo corretamente e isso incluía chegar a horas. Passaram-se 15 minutos, 20 minutos, meia-hora, 1 hora, e insegurança, passou para stress e depois desespero — o moreno nunca o deixava à espera e quando não podia vir avisava sempre, algo tinha de estar mal.
Andou rapidamente até onde se lembrava que era a casa do moreno, cortando por atalhos que reconhecia facilmente e ao chegar aonde era supostamente a casa do outros surpreendeu-se: brinquedos que costumavam preencher o jardim estavam ausentes deixando apenas uma relva verde solitária no local, um placar invulgar com as palavras " VENDE-SE" sendo a única coisa diferente de sempre e a casa que costumava expelir uma aura de conforto e gentileza estava agora fria e inabitada; após aperceber-se do que se passava o arroxeado arregalou os seus olhos lilases e tentou confirmar se era esta a casa correta — todas as direções apontavam que sim.
– T-Tat-chin...?!....T-Tat-chin! Está ai?! Tat-chin?! TAT-CHIN?!! — o tom de Murasakibara tornou-se desesperado quando não ouviu nenhuma resposta vinda do local.
– Atsushi-chan, é você? — uma senhora de cabelos brancos, nos seus 60 anos aproximou-se do arroxeado que a reconheceu facilmente como sendo a vizinha do Himuro. — Deve estar à procura do Tatsuya-chan, não é?
– S-sim estou! S-s-sabe onde ele está obaa-chan?!..
– Ele não lhe contou? A sua família mudou-se para outra cidade, foi à uns minutos que vi os camiões a levarem os móveis e eles a partirem--...
– Para que estação foram?!!
– P-para a estação de Keiyō--Atsushi-chan, onde vai? Não vai chegar a tempo! — Murasakibara nem olhou para trás partindo numa corrida incessante respondendo apenas um curto "Arigatou obaa-chan! Mata ne!". Cortando por atalhos que conhecia como a palma da mão, avistou rapidamente a estação de comboios e depois de entrar nela concentrou-se em correr o mais rápido que conseguia para tentar encontrar o seu amigo.
No momento em que já estava a pensar em parar e desistir, viu que um dos comboios começava a partir e ai cruzou olhares com o moreno de quem tanto gostava. A expressão do outro estava surpresa e assustada ao vê-lo ali e o olhar já não demonstrava a gentileza de sempre mas sim um desespero entristecedor mas o que mais magoou Murasakibara foi como o outro parecia incomodado por ele ter aparecido e não feliz ou aliviado como o arroxeado pensava que ele iria se sentir quando o visse e com isso o seu coração despedaçou-se; será que toda a amizade que eles tinham tido era só um incómodo para o outro e ele agora até estava feliz por se livrar de Murasakibara? Será que foi tudo uma mentira? Será que ele foi-se embora de propósito para fugir dele?
Correu e correu atrás do comboio até que não havia mais caminho por onde correr e só conseguiu perceber das palavras insonoras do outro que estava no comboio um hesitante "Gomen..".
Deixou-se cair de joelhos na borda do fim do caminho e ali apercebeu-se que pequenos traços de água salgada escorriam dos seus olhos; como é que não se tinha apercebido que estava a chorar? Estava mais concentrado na dor dilacerante no seu peito que parecia estar a ser sugado para um vácuo, no seu corpo dormente e a sua cabeça tão zonza. Não se devia ter importado, nunca devia ter arranjado um amigo, devia ter-se mantido escondido naquele canto encostado à parede, pois agora, ao andar por entre as pernas dos adultos atarefados sentia-se ser esmagado, sufocado, preso numa gaiola da qual nunca conseguiria sair.
–X-
Murasakibara acordou preguiçosamente com o som de copos a baterem uns nos outros. Tinha adormecido num café o que era raro para ele pois aquela era um dos locais que gostava mais, mas estava mais confuso com o sonho que acabara de ter — aquelas memórias de quando ainda era tão pequeno eram algo que não gostava de relembrar.
Decidiu ignorar e levantar a cabeça da sua mesa para se dirigir a uma praça onde se iria encontrar o seu amigo e colega de time, Himuro Tatsuya. Era uma pessoa muito interessante e das raras que conseguia aguentar todos os vícios e manias do de 2 metros mas o que mais gostava quando passava tempo com o moreno era a sensação de conforto que o outro transmitia e a pequena sensação de que já o tinha visto em algum lugar, de que havia mais para além da amizade que tinham atualmente.
Quando o arroxeado avistou Himuro os dois cumprimentaram-se e dirigiram-se à pequena casinha de doces que existia na rua em que Murasakibara viveu quando era pequeno — escolheram aquela loja pois encontrava-se perto dum campo de Basquete de rua e como tinham perdido na copa de Inverno juraram treinar mais juntos para melhorarem.
– Muro-chin~....as garotas estão todas a olhar para você~... — o de 2 metros mordia um umaibo enquanto fazia bico por estar incomodado com os olhares e risinhos de todas as garotas que passavam por eles e foi apenas respondido por um riso curto do menor — Ne, Muro-chin~, você tem namorada~? Nunca o vi interessado em estar com garotas...
– N-Não, não tenho Atsushi... — a cara de Himuro ficou um pouco rubra e este tentava não libertar o pequeno nervosismo que sentia, afinal, não poderia deixar da sua orientação sexual.
– Hmm~, ainda bem.. — o arroxeado continuou com a expressão aborrecida de sempre ao tirar outro umaibo da sacola que trazia, contudo o moreno estava a tentar acalmar o seu coração acelerado; o que o outro queria dizer com "ainda bem"? Será que era apenas uma maneira de afirmar que estava a ouvir? Ou estava a dizer que era bom ele não ter namorada? Será que respondia os seus sentimentos? A cabeça de Himuro ficou cheia de perguntas imprecisas mas ao ouvir o som familiar de uma bola de basquete a embater com o chão mudou a sua atenção para o campo de basquete ao qual tinham chegado. Lá encontrava-se uma figura alta de cabelos ruivos, ombros largos e braços musculados, a praticar afundanços e dribles.
– Ah, Taiga! — quando a sua mente processou quem se encontrava lá avançou até ao ruivo que ficou surpreso quando o viu. — How are you champion? Haven't seen you since the Winter Cup!
– Ah? — o ruivo olhou na direção de Himuro e depois sorriu — Oh Tatsuya! It's been a while!
– Life's been good after having the title of winner right bro'?
– You bet! My coach's been in a great mood lately too!
– Heh, I would be in a--
– Japonês por favor!!!! — a voz infantil do maior de entre os três ecoou no campo e o beicinho que fazia intensificou mais ao ver o moreno rir-se um pouco.
– Desculpe Atsushi, já é força do habito... — Himuro sorriu a tentar desculpar-se e quando viu o outro por outro doce na boca virou-se para Kagami — Que tal jogarmos uma partida?
– Eh?! Eu não vou jogar com este idiota! — os dois disseram ao mesmo tempo e depois olharam um para o outro — Hey!!
– Pronto, pronto, calma. — o moreno suspirou — Apenas estava a pensar que podiam usar isto como uma prova de quem é o melhor entre nós os três. — essas palavras despertaram a atenção dos dois que após uns segundos de pensamento sorriram um pouco e prepararam-se para jogar.
Mesmo sendo uma partida de rua, a tensão a ser emitida daquele lugar era óbvio e as pessoas até paravam para ver os movimentos ágeis e rápidos ocorridos lá, os saltos inacreditáveis de Kagami, a defesa impenetrável de Murasakibara que algumas vezes ia na ofensa e quase partia o cesto da quadra, e ainda os cestos perfeitos, suaves e bem calculados de Himuro. Embora no início o jogo tivesse começado como uma competição entre os três, os dois amigos de infância acabaram por ficar a conversar sobre assuntos que apenas eles entendiam e quando o maior tentava percebê-los ficava ainda mais confuso.
Não compreendia aquele sentimento de raiva que sentia dentro dele quando via o moreno tão chegado ao outro mas uma coisa clicou dentro do arroxeado depois de Kagami abraçar o moreno enquanto cantarolava algo sobre "Hamburgers" e "Tu és o melhor irmão de sempre Tatsuya".
– Muro-chin, acho que vou comprar mais doces.... — Murasakibara escondia o desgosto que tinha à situação com a sua expressão aborrecida.
– Ah, claro mas não se perca pelo caminho. — o moreno riu um pouco.
– Eu não sou uma criança, não vou me perder.... — as palavras saíram dos lábios um pouco mais amargas do que ele queria mas ignorou, concentrou-se apenas em afastar-se o mais rápido possível e acabou por caminhar até um local que já não ia há um tempo: aquele parque.
–X-
– E lembrasse daquela vez que nós perseguimos aquele ladrão na América?! Nós eramos muito legais Tatsuya!
– Que eu me lembre você fugiu a meio do caminho porque não queria passar por um sítio escuro com medo que aparecesse um "espírito do mal"...
– C-como ainda se lembra disso?!! — a cara do ruivo ficou bastante corada com aquela afirmação.
– Simplesmente lembrando.... — os olhos de Himuro estavam dirigidos para o céu e a cara expressava preocupação. Kagami franziu as sobrancelhas e pôs-se mais sério.
– Que se passa? Está emburrado ou assim?
– Claro que não, Taiga.. — suspirou.
– Estou a aborrecê-lo--
– Não é nada disso Taiga..! — Himuro ficou surpreso quando gritou com o amigo, este que estava um pouco chocado e até magoado por causa do tom de voz do outro — Desculpe....é que o Atsushi ainda não voltou e estou preocupado....já passou muito tempo....ele pode-se ter perdido ou arranjado problemas e eu--
– V-vá então..! — o outro arregalou os olhos e olhou para Kagami — Melhor ir procurá-lo então né.....?
– Tem razão....obrigado Taiga. Foi bom vê-lo de novo! Você melhorou muito, temos que combinar outro dia para nos encontrarmos. — Himuro correu para fora da quadra — Adeus!
– Ah, Tatsuya não se esqueça que-! — suspirou quando avistou o outro já longe — eu.....ainda....o amo... — sorriu tristemente e após pegar na bola de basquete, caminhou para longe dali rapidamente.
–X-
Com aflição escrita por toda a face, Himuro corria desalmadamente pelos arredores a tentar encontrar Murasakibara; já tinha ido às suas lojas de doces favoritas, já tinha ido aos seus pontos de encontros habituais, ao parque central e até à casa dele e não tinha nenhuma pista de onde este se poderia encontrar.
Limpou o suor que lhe caia da cara com a gola da t-shirt e deu por si numa rua vazia e abandonada, uma que ele conhecia demasiado bem. Em tentativas de tentar manter a cabeça erguida mesmo que a desistência estivesse a ganhar a batalha deixou-se levar pelos seus pés e acabou por parar em frente a um pequeno, fragilizado e antigo parque infantil que reconheceu como o local onde passara os seus dias de infância antes de ir para a América. Mas o que lhe faz arregalar os olhos e sorrir de canto foi a pessoa grande e de cabelos arroxeados que se encontrava sentados num dos bancos do balanço.
– Desculpe o atraso..... — o moreno foi-se sentar no banco ao lado do de Murasakibara. — Porque não voltou? — a única resposta que obteve foi um silêncio sepulcral e ao olhar de relance para o outro via que a cabeça pendurada fazia os cabelos roxos taparem a cara deste. Himuro suspirou. — De todos o sítios porque veio aqui? Eu entendo que é calmo e não tem gente aqui mas--...
– Foi aqui que.....eu fiz o meu primeiro amigo.....ele salvou-me de umas caras maus...não me consigo lembrar como se chamava nem como era mas....eu gostava muito dele....
– Entendo.....
– Mas....ele deu-me isto naquela altura....disse-me para andar sempre com ele e dessa maneira nunca nos íamos separar.... — as mãos do maior foram para os bolsos do casaco.
– ......eh?? — as mãos cuidadosas de Himuro pegaram no pequeno pendente que Murasakibara lhe entregara, preso num fio prateado a figura de um dragão azul e prata* brilhava. Aos olhos de uma pessoa normal nada refletiriam daquilo porém os olhos de Himuro arregalaram-se tanto e a boca abriu em espanto que Murasakibara até pensou que algo estaria errado.
Como é que se tinha esquecido, perguntava-se o moreno, como se tinha esquecido do seu melhor amigo de infância? Bem, houveram grandes mudanças incluindo a estrutura do corpo, a altura, a personalidade, praticamente tudo mudou, mas no fundo alguém tão amigo do arroxeado como ele teria reconhecido logo que este Murasakibara Atsushi que estava na sua frente foi aquele em quem ele confiou e dependeu durante muito tempo.
Ele lembrava-se de o quanto sofrera com a partida imprevisível, do quanto gritara e chorara por não puder tido nem se despedir do outro e mais que tudo do vazio no seu coração quando viu a cara pálida de Murasakibara quando viu que ele estava a partir para sempre naquele comboio grande e lotado. Respirou fundo, acalmou-se, e com a voz trémula afirmou:
– A-Atsushi....sou eu....o Tat-chin.... — comprovou ao mostrar o seu pendente com uma espada de guerreiro do período Sengoku*. Sentiu-se empalidecer quando viu a cara chocada do outro. — Desculpe...eu sei que nunca me vai perdoar pelo que eu lhe fi--
– Porquê.....?....
– A-Atsushi....
– Porque foi embora...?
– Atsushi, por favor--
– Porque se foi embora tão de repente!? Porque me deixou para trás..!? Podia pelo menos ter avisado.....e porque não disse nada até agora...!? Queria fingir que não se tinha passado nada ou queria só brincar com os meus sentimentos.!? Ah não, se calhar queria me esquecer de vez porque afinal a nossa amizade não era assim tão importante....!
– Atsushi, você tem que me deixar explicar, os meus pais não me avisaram, eles simplesmente me levaram sem mais conversar e eu não pude fazer nada...desculpe....eu nem o reconheci agora.... — riu-se secamente tentando aliviar o ar pesado que tinha preenchido aquele local. Por momentos viu uma mão a levantar-se e pensou logo que o outro lhe iria bater. Em vez disso foi retorquido por um quente abraço.
– Eu sempre o amei...Tat-chin....eu sempre o amei......ainda bem que está aqui....
A cara, a alma, o coração, tudo aqueceu no moreno. E ele gostava daquele calor do embaraço que sentia e mesmo quando Atsushi o libertou do abraço apertado sentiu-se mais reconfortado do que alguma vez se sentira antes.
– Eu também o amo Atsushi....- sentou-se de novo nos balanços e sorriu para o arroxeado.
– Ne, Mu--Tat-chin~, você nunca mais brincou comigo~... — este fez bico.
Mesmo que a frase transmitisse um pouco de tristeza, a felicidade que sentiam era muita sabendo que quem tinham ao seu lado não só era o melhor amigo actual e agora namorado como um amigo de infância que os marcou para a vida, por isso não era as partes tristes do passado que interfeririam nesta alegria . O de cabelos pretos levantou-se do balanço, deixando-o abanar levemente e fazendo o ranger do metal velho ecoar no silêncio; avançou uns passos, e pôs se em frente de Murasakibara, a reflecção do pôr do sol atingia-lhe o corpo dando-lhe um brilho natural e angelical.
– Então, Atsushi — estendia-lhe a mão inclinando levemente a cabeça para o lado esquerdo dando mais brilho à cara — vamos brincar?
A mão foi puxada. Os braços entrelaçaram-se nos corpos. Os olhares cruzaram-se. Os lábios uniram-se.
–X-
– Tadaima~~!
– D-desculpem a intrusão..!
Os dois jogadores de basquete tiraram os sapatos na entrada e foram até à cozinha.
– Atsushi-chan, okaeri~! — uma mulher de meia idade alta e magra, com cabelos curtos roxos que lhe davam pelos ombros andou ate Murasakibara e abraçou-o — Tinha tantas saudades suas! Está tão grande!
– Okaa-san~ — o maior abraçou levemente — Só passaram 3 meses....
– E acha isso pouco? Todos nós sentimos muito a sua falta! E quando não avisou nada até pensamos que não vinha cá passar o Natal....
– Ah gomen.... kaa-san, lembrasse do Tat-chin~?
– Hm....o seu amigo de infância?
– Sim~~ eu voltei a encontrá-lo~ — um sorriso sincero surgiu na cara deste quando puxou o outro para perto.
– D-domo, Murasakibara-san.. — o moreno curvou-se.
– .........Tatsuya-chan! Está tao grande! Olha para ti, ficaste tão alto e bonito! Como voltaram a encontrar-se?
– O Tat-chin é meu senpai no Clube de Basquete~
– Também joga basquete Tatsuya-chan? Que coincidência! Vou fazer um banquete para celebrarmos este reencontro maravilhoso! — a mãe de Murasakibara voltou a fazer o jantar animada, os seus movimentos rápidos e precisos ao cortar cenouras, fatiando a carne, e juntando vários ingredientes.
– Ande Tat-chin~ — pegou na mão de Himuro e levou-o até à sala de estar onde se sentaram e relaxaram, aproveitando que não se encontrava mais ninguém ali para se abraçarem.
– A-chan, é você?! — a voz interrompeu o momento de paz dos dois que se separaram abruptamente — A-chan! Já faz um tempo!
– Suke-chin, vá embora..
– Eu ainda vivo aqui sabe! — o rapaz que se encontrava na frente deles parecia ter por volta de uns 20 anos, com cabelos castanhos despenteados e uns olhos azulados radiantes de otimismo. As feições de cara eram mais redondas do que as do Murasakibara mas os dois eram parecidos o suficiente para serem designados de irmãos.
– Volte para o colégio~ você nem esta a estudar aqui em Tokyo~
– Nem você! — o outro levou uma mão aos seus cabelos despenteando-os enquanto suspirava mas a sua expressão facial ficou confusa quando reparou na pessoa do lado do seu irmão mais novo — Heh? Você.......espere, Ta-chan?!
– Shusuke-san, vejo que ainda se lembra de mim.. — Himuro sorriu educadamente e inconscientemente aproximou a sua mão da de Murasakibara.
– Claro que ainda me lembro! Você destroçou completamente o A-chan! — o comentário foi inocente mas quando Shusuke reparou na aura meio depressiva que se instalou ali arrependeu-se de ter dito aquilo — D-Desculpe, eu não queria dizer..!
– Não faz mal, nós já temos esse assunto tratado, não é Atsushi? — o moreno olhou para o maior que sorriu e acenou com a cabeça que sim.
– Bem, ainda bem q--
– O JANTAR JÁ ESTÁ NA MESA!! DESCAM TODOS!!
– Uh-oh.. — o rosto de Murasakibara e Shusuke empalideceram com a afirmação gritada — Rápido! A-chan e Ta-chan, vão já e peçam para levar o jantar para o quarto antes que aquilo aconteça!
– Aquilo? O qu-- — a pergunta de Himuro foi interrompida quando Murasakibara o puxou e arrastou até à cozinha com o seu irmão do seu lado. Infelizmente, os seus desejos e esforços foram em vão.
– Atsu-chan~~~~~!!!!!! — braços finos envolveram-se envolta do corpo largo de Murasakibara que suspirou ao ouvir aquela voz e virou-se. Lá se encontrava a sua irmã, Murasakibara Mai, mulher de 30 anos dos seus 1,80 e magra, com os seus cabelos pretos e longos soltos, olhos lilases como os seus a brilharem de felicidade e feições amigáveis. — Tinha tantas saudades suas, otouto~!! Como tem estado?! A escola como vai?! E o basquete?! Pensava que não queria passar o Natal connosco!! A sua adolscência é turbulenta demais sabe?! Especialmente nos doces! Tem noção de quanto nós gastamos--
– Desculpe, Atsushi, não consegui segurá-la.. — um homem de 30 anos, com feições idênticas às da irmã entrou na cozinha enquanto passava a mão pelos seus cabelos pretos que lhe davam um pouco acima dos ombros e os olhos lilases que demonstravam cansaço a arregalarem um pouco quando sentiu uma mão na sua cabeça. Olhou para trás e encarou o irmão mais velho de todos da família que era o mais alto a seguir a Murasakibara, o outro único que também tinha cabelos arroxeados, estes curtos a comparar com os de Murasakibara, contudo tinha uns olhos pretos sérios mas afáveis.
– Descanse Mika-chan, os seus esforços serão honrados — o mais velho sentou-se à mesa com a sua mãe enquanto sorria um pouco.
– Hm~ mesmo assim o Mika-chin continua a ser mais fraco que a Mai-chin~ — Murasakibara suspirou aliviado quando finalmente a irmã o largou e sentou-se.
– Oi! Atsushi, isso é cruel....
– Hm~ simplesmente acho que como vocês os dois são gêmeos pelo menos o homem deveria ser o mais forte~
– Vá, vá! Mikado-chan, Atsushi-chan, Tatsuya-chan, sentem-se para começarmos a comer. Takahiro-chan, faça a oração. — o mais velho acenou com a cabeça que sim e quando os dois irmãos mais um Himuro constrangido sentaram-se à mesa começou a rezar e agradecer pela refeição.
Para quem já estava habituado àquele ambiente dir-se-ia que o jantar correu muito bem mas aos olhos de Himuro foi uma experiência...engraçada. Tendo sido o alvo direto dos olhares de todos os que não tinham notado nele ao entrarem na cozinha, foi bombardeado de comentários, perguntas, afirmações e elogios durante aquele tempo, especialmente de uma certa fujoshi.
– Agora a sério, Tatsuya, eu não o vou julgar mas diga-me, você é emo? É que esse penteado... — o irmão mais velho, Takahiro, questionou pela centésima vez desde começaram a refeição.
– E-eu não sou...
– Ainda bem, o pai não ia gostar muito de ter um emo como amigo do Atsushi, ele é muito influenciável...mãe, onde é que está o pai?
– E em que posição jogas Ta-chan?!!
– Pare de falar de basquete Shusuke, acho que devíamos ficar felizes porque eles se reencontraram e não por--
– OHH~ joga como escolta?! Que legal! E também é um titular, cert-- — a cara de Shusuke foi empurrada pela mão da Mai.
– Pare com essa conversa lixo, Shu-chan! — os olhos dela tinham uma chama ardente que foi direcionada para Himuro — Você ficou tão bonitinho, Tat-chan~!! Já pensou em ser um casal com o Atsu-chan?! Seriam tão fofos! Depois tinham que me deixar tirar muitas fotos de vocês e filmar os vossos momentos íntimos! Hohoho Tat-chan ficaria tão bem em uns cosplays que ali tenho e numas poses com o Atsushi!! — um traço de sangue já começava a escorrer do nariz da Mai.
E a única coisa que Himuro podia fazer era rir nervosamente enquanto escondia o rubro na sua cara e o suor que lhe escorria pelo pescoço.
–X-
No fim, Takahiro teve que ir para o seu turno da noite no trabalho, a Mai arrastou a mãe com ela para umas compras de roupa que iam fazer numa loja nova que estava em desconto, tudo a sorrir malvadamente e a mandar olhares suspeitos aos dois, Shusuke foi sair com os amigos da faculdade que também estavam em Tokyo e Mikado apenas foi dar uma longa caminhada para relaxar, deixando assim dois adolescentes sozinhos em casa.
Murasakibara insistiu em levar Himuro até ao seu quarto para ele ver porém quando chegaram lá após um comentário positivo de Himuro sobre como o quarto era mais arrumado do que ele pensava que seria, o corpo deste foi abraçado por dois braços fortes que o mantiveram no lugar quando lábios atrevidos começaram a beijar a área do pescoço do moreno.
Himuro ficou calmo e apenas sorriu quando sentiu o seu pescoço ser coberto de beijos e leves insignificantes mordidas mas quando o lóbulo da sua orelha foi mordido e o seu corpo levantado repentinamente e deitado na cama, com um certo pivô por cima dele, sentiu-se a começar a ficar nervoso.
– A-Atsushi, o que vai-- — a sua fala foi interrompida quando um par de lábios foram pressionados contra os seus e até se esqueceu de tentar puxar para fora as mãos grandes do arroxeado que rastejavam pelo seu peito e abdómen.
– Shhhhh~, aceite isto como o seu castigo por me ter deixado, Tat-chin — um sussurro no seu ouvido com um tom de voz tão sedutor como aquele fez com que a sua mente começasse a perder a capacidade de pensar e apenas começava a sentir as suas partes privadas a encherem-se de sangue com os toques que estavam a ser distribuídos pelos seus músculos e mamilos.
O arroxeado começou por morder os lábios de Himuro, puxando os com os dentes e certificando-se que ficavam vermelhos e inchados e após ver um traço de sangue a escorrer da boca deste, que tratou de lamber rapidamente, levantou o corpo do menor e retirou-lhe a camiseta que usava.
Antes de se mover para a pele macia e tentadora do peito do moreno, chupou na superfície da clavícula de maneira forte fazendo o outro largar leves gemidos e quando o pescoço e ombros deste estavam cobertos por chupões então decidiu ir explorar mais abaixo.
A língua vagueou por todos os centímetros daquele peito, circundando provocatoriamente os mamilos eriçados que pediam atenção e traçando as linhas dos músculos do abdómen onde mordeu levemente e deixou marcas dos seus dentes como sinal que o menor já tinha dono.
Calças quase foram rasgadas quando foram arrancadas do corpo do moreno com tanta forca. Um sorriso surgiu na cara do maior quando viu o corpo de nu de Himuro meio suado, o membro exposto deste trémulo para ser tocado e a expressão e olhos hipnotizados do desejo e luxuria que aquele tinha enquanto largava pequenos suspiros de prazer.
Murasakibara baixou um pouco as calcas e boxers que usava o suficiente para o seu membro ereto sair de lá e sentir-se livre daquele sítio apertado. Abriu as pernas do outro justo para se encaixar no meio delas e começou a pressionar os dois membros criando uma friccao prazerosa para ambos e enquanto isso a boca do arroxeado voltou a encontrar-se com a pele de Himuro, direcionando-se para um dos mamilos que foi lambido e chupado carinhosamente e o outro estimulado pela mão.
O ambiente do quarto rapidamente tornou-se muito quente o que fez o arroxeado abandonar o seu tratamento temporariamente, tirar a sua camiseta e manda-la para um canto do quarto.
– Tat-chin, você é virgem certo? — o tom de voz sedutor estava a dar com o moreno em doido e este respondeu apenas com um aceno da cabeça a dizer que sim; estava demasiado ocupado em tentar puxar o outro, indicando-o para lhe dar mais prazer para tentar falar. — Ainda bem, nunca permitiria outra pessoa ficar com a sua primeira vez~....mas assim tenho que o preparar.. — suspirou.
– Chupe neles — pressionou três dedos nos lábios de Himuro e a ordem foi concebida rapidamente.
Quando achava que os dedos estavam encharcados de saliva o suficiente, Murasakibara tirou-os da boca do menor enquanto puxava as pernas separadas deste para trás, levou um dedo ao orifício excitado e penetrou-o com uma só estocada. Parou apenas depois de ouvir o gemido de dor do outro.
– T-t-tire f-fora hng~ a-ah~ ah~...
– Ehhh? Mas ainda só foi um dedo~ — o arroxeado sorriu de forma maliciosa e depois de mover-se um pouco no interior de Himuro adicionou outro dedo dentro dele, o que fez este gemer mais alto de dor e deitar uma lágrima. Murasakibara ficou surpreso com as lágrimas e sentiu-se culpado então beijou amorosamente a bochecha de Himuro e sussurrou lhe ao ouvido palavras de conforto ao começar com movimentos de tesoura dentro deste. — Aguente só mais um pouco, Tat-chin, deve estar por aqui~ — os dedos começaram a tocar em partes dentro de Himuro, fazendo-o sentir-se meio incomodado até que um certo sítio foi pressionado.
– A-aaah!! Ghnn hng~~ ahhh~~! N-n-nesse sítio~~! — o moreno contorceu-se com o prazer repentino que sentiu e o arroxeado sorriu.
– Então é aqui né~ — retirou os dedos lentamente e pegou no membro colocando-o posicionado na entrada alargada do moreno.
– Agora vai doer um pouco mas depois vai-se sentir muito bem Tat-chin~ — Murasakibara acariciou a cara de Himuro carinhosamente, a sorrir de forma amável e depois, lentamente, começou a penetra-lo. A cara de Himuro contorceu-se numa de dor e mais lagrimas escorreram dos seus olhos, contudo quando sentiu uma estocada num ponto especial libertou um grito de puro prazer.
– Hehe~ encontrei~ — um sorriso malicioso surgiu na cara do arroxeado que continuava a estocar naquele ponto de prazer do menor, este que se contorcia e gemia de prazer enquanto agarrava os ombros de Murasakibara para se tentar conter; o seu membro latejante que necessitava ser tocado por ser ignorado durante muito tempo foi aliviado ao ser masturbado rapidamente e combinado com as estocadas rápidas e precisas Himuro liberou-se por todo o peito e abdómen. O arroxeado já estava no seu limite e ao sentir o outro apertar depois de chegar ao climax desmanchou-se dentro dele e segurou-se para não colapsar, em vez disso usando as suas últimas forças para lamber o gozo que estava no peito do outro e retirar-se de dentro dele, deitando-se do seu lado.
– Você......é muito.....saboroso..... — os braços fortes de Murasakibara puxaram o corpo trémulo de Himuro para perto e abraçou-o sorrindo. — Ainda bem....que agora está aqui comigo...Tat-chin...
O outro sorriu e aconchegou-se para perto do peito musculado de Murasakibara.
– Eu também estou muito feliz por estar consigo....
–X-
– Atsushi-kun~ voltei~! — a voz da mãe de Murasakibara ecoava pelas paredes silenciosas da casa e em duvida se o seu filho e o amigo dele se encontravam na casa subiu ao quarto e deu de caras com uma visão que a fazer corar levemente e rir um pouco. — Sinceramente.... — foi ter perto dos dois e tapou-os, sorrindo ao ver a cara feliz do filho — Faz tempo que o via assim....tão feliz.....muito obrigada Tatsuya-chan...por voltar e trazer de volta um sorriso à cara do meu Atsushi....
FIM
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