Stories Of Red And Blue
9 Capítulo 9 - AoKaga - Anna Nyan e anita ponte
Notas iniciais
Se alguém me perguntasse como foi possível acontecer, eu não tentaria responder. Se alguém me perguntasse quando começou, eu não saberia o que responder. Se alguém me perguntasse o porquê, talvez me risse e encolhesse os ombros; talvez olhasse para o chão e admitisse a minha humilhação e derrota para com o sentimento; ou talvez apenas não responderia— não porque não queria, mas sim porque era difícil demais responder.
Desde aquele dia, onde provei o áspero sabor amargo da derrota, aquele que não provava fazia muito tempo, que minha perspetiva do mundo mudou. Sabia que se alguma vez admitisse e pronunciasse isso, olhariam para mim confusos, alguns até assustados, a Satsuki, definitivamente, preocupada. Mas a verdade é que senti que uma vulnerabilidade ingénua cresceu dentro de mim. E uma esperança e paixão por aquele desporto pelo qual dei, dava, daria sempre corpo e alma ressuscitou em mim.
E essa nova perspetiva fez-me ver o quão importante tu tornaste-te para mim. Como os teus sorrisos genuínos que surgiam durante nossas partidas faziam o sangue acelerar pelas minhas veias e surtiam uma felicidade permanente. Como o teu olhar agitado e determinado causava uma partilha dos teus sentimentos para meu corpo que era inexplicável para mim. E como o meu nome a ser pronunciado pela tua boca, ressaltado nos teus lábios delicadamente esculpidos e intensificado pela tua voz melodiosa, faziam o, antes tão insólito, sorriso emergir em meu rosto.
Tu mudaste o meu mundo e eu estou te eternamente grato por isso. Finalmente saí da minha jaula de arrogância e soltei-me para puder voltar para os braços daqueles que apreciam a minha presença. Contudo, alguém me explique. Porque o agradecimento, o reconhecimento, a admiração, não podia ser apenas isso. Porque eu acabei o amando?
Porque é que eu te amo?
– Aomine-kun, estás me a ouvir?! — uma voz feminina e estridente acordou-o da sua melancolia e obrigou os seus olhos azuis pesados a ascenderem-se até à figura que gritou.
– É difícil não ouvir contigo a gritar, Satsuki... — largou um suspiro cansado. Porque sempre que tentava ter um momento de paz era constantemente interrompido? Ah. Talvez fosse assim que o seu ex-capitão se sentisse quando aparecia com olheiras na escola e ele e o Kise ficavam gritando um tempo inteiro. Bons velhos tempos.
– Então vens ou não?! — a rosada começava a bater o pé de impaciência.
– .....vou aonde?
– Vês que não estavas a ouvir?! Mou~~! — outro suspiro realçou a falta de paciência com o qual o Aomine estava a ficar — O Tetsu-kun convidou-nos para logo no fim das aulas irmos para a Seirin jogar uma partida e celebrarmos em conjunto a vitória deles na Copa de Inverno~. — a garota soltou um sorriso, não tentando nem esconder como suas bochechas coraram ao proferir o nome do seu amado.
– Nós não temos aulas....? — virou as costas para ela numa tentativa de ignorar a sua existência, o seu corpo deitado de lado sobre o chão branco do telhado onde relaxava e sempre tentava dormir.
– Desde quando é que te importas com aulas? — o tom de voz levemente irritado e certamente impaciente da garota fez um sorriso preguiçoso espalhar-se pelos lábios do moreno. — Vem lá~~ o Tetsu-kun quer muito que venhas~! E hoje é o último dia de aulas antes das férias de Natal, não temos aulas de tarde! — esperou uns momentos até ouvir um prolongado suspiro derrotado do azulado, que parecia tentar acumular forças para se levantar.
– Aquela gente não descansa...o torneio acabou antes de ontem e já se querem pôr a jogar partidas com o às de outras equipas... — levantou-se lentamente murmurando as suas lamúrias rançosamente.
– Falas tu, Aomine-kun, que no dia seguinte da partida contra a Seirin treinaste o dia inteiro e acho que só paraste para almoçar porque a tua mãe te fez um obentou! — Momoi riu-se um pouco da expressão de Aomine que se transformou num misto de vergonha e raiva. Era verdade que após aquela derrota ele quis isolar-se do mundo por um tempo e apenas fazer aquilo que sempre esvaziou sua mente quando necessário: jogar basquete. E por mais que o problema fosse relacionado com o desporto, a eficácia da sua tática não diminui, sendo que esse foi o primeiro dia em que se apercebeu do que começava a nutrir pelo ruivo. Ouviu o toque de entrada ressoar pela escola e respirou fundo, começando a descer as escadas para sair daquele local no telhado depois de se certificar que a amiga de infância estava firme no chão.
Seria um longo dia.
–X-
– VOCÊS ESTÃO ATRASADOS!! — um olhar fuzilante, semelhante ao de um demónio, assentava-se nos olhos de Riko, que libertava uma aura fumegante de raiva, com os braços cruzados e a bater o pé de impaciência. Os dois haviam chegado ao ginásio da escola Seirin, como anteriormente combinado, e viram que já lá estavam presentes os outros acompanhantes para além da equipa: Kise, que arrastava para conviver com os outros Kasamatsu, este que parecia estar à beira de matar o loiro a pontapés, e Midorima junto do Takao Kazunari da Shuutoku, que parecia muito feliz ao também ter sido convidado para a comemoração, e tentava fazer o esverdeado sorrir por estar ali presente. Coisa que obviamente não era fácil.
– Peço desculpa, Aida-senpai! — Momoi contorceu os lábios num bico e curvou-se dando enfâse ao seu pedido de desculpas. — A culpa é toda do Aomine-kun! Eu tive que ficar à espera dele depois das aulas, e eu estava encarregada da limpeza da sala! E mesmo assim fui mais rápida que ele, molengão, Aomine-kun! — cruzou os braços e deixou um olhar de demónio pousar no seu amigo de infância que libertava a sua aura de desinteresse pela situação. Apenas quando avistou aquela mancha vermelha, que sempre que cativava a atenção, é que demonstrou entusiasmo pela convivência.
– Já faz um tempo desde que nos vemos Bakagami! — sorriu de forma desafiadora para o outro, deixando que o outro se concentrasse apenas nele. Isso. Ele queria o olhar daquele garoto estivesse apenas nele. — Espero que não tenha parado de treinar só porque ganhou a Copa de Inverno—!
– AOMINE-KUN, ESTÁS A IGNORAR-ME?!
– Ah, Ahomine, como se eu me baixasse ao teu nível e fosse fazer isso! Eu disse que nunca ia parar de me tornar mais forte! — olhos rubis e safiras incendiaram-se causando faíscas de rivalidade e excitação espalharem-se pelo local e obstruírem a presença de todos.
– G-gente, então.... — todos suspiraram ao ver a situação no qual os dois já se haviam metido. Não havia volta a dar. Depois do final daquela partida miraculosa onde a Seirin derrotou a Touou e Aomine, após muito tempo, foi derrotado, a competição entre o ruivo e o moreno só havia crescido mais. E com ela também o respeito mútuo que se instalou entre eles. E para o lado do moreno ainda algo mais. — Bem, já que a escola vai fechar mais cedo devido ao início das férias, vamos para o campo de basquete junto ao Maji Burger! Assim sempre estamos perto se tivermos fome.. — Riko libertou o seu sorriso certificando-se que todos haviam se preparado para sair do ginásio.
– Yosh! Vamos então? — Hyuuga, que havia-se aproximado de Riko e discretamente posto um braços envolta de seus ombros para aproximá-la, dirigiu a sua voz e comandou-os a todos para avançarem depois de ouvir um grito de concordância. Ah, sabia bem entrar de férias. Especialmente porque teria todo o tempo do mundo para treinar sem limites, concentrar-se em expandir a sua coleção de figuras de guerreiros e chefes militares, e mais importante que tudo, finalmente poderia sair num encontro com a Riko.
Afinal, após ganharem contra a Rakuzan e celebrarem, ganhou coragem para pedir para falar com ela a sós e confessar-lhe o que sentia. E foi alegremente surpreso quando ouvi que a menor sentia o mesmo. Desde então havia sido o homem mais feliz da terra, contudo tentava esconder a sua tremenda felicidade pois não pretendia que o início de namoro entre ele e a treinador fosse espalhado com o resto da equipa.
– Kise, como está o teu joelho? Afinal, no fim da partida contra a Seirin... — Midorima recusou-se a continuar, sendo que as palavras que iria dizer já estavam subentendidas, e apenas desviou o rosto levemente levando uma mão enfaixada a contorcer seus óculos.
– M-M....Midorimacchi!! Você se importa afinal!! — o loiro saltou, literalmente, para cima do esverdeado esfregando seu rosto no ombro do maior e abraçando-o sem qualquer vergonha. E do canto do seu olho não escapou o olhar severo e bico de Takao, que abraçou com mais força o peluche de coelho que carregava, um item da sorte de um certo rapaz de óculos. — Bem, estou melhorando, lentamente, mas estou! Em breve, vou estar totalmente curado e vou derrotar o Aominecchi de certeza!
– Como se isso fosse acontecer, baaka.
– Hidoi!! Tem assim tão pouca confiança nas minhas habilidades, Aominecchi!! Isso é cruel demais! Cruel!! — afastou-se do maior e correu para o moreno que limitava-se a ignorá-lo como se tratasse apenas de uma mancha de pó.
– Kise, pode parar de chatear a sociedade !?!?! Está me a deixar irritado demais!! — Kasamatsu, que havia acabado de perder o total de paciência que lhe restava, deu um pontapé forte na bunda de Kise que quase colapsou para a frente e, em protesto, aumentou as suas lamúrias incansáveis que preencheram todo o caminho até à quadra.
– YOSH! Kagami, não seja cobarde, e venha logo! — um sorriso um tanto ingénuo se formou no rosto iluminado do moreno que pegou numa bola e correu para o meio da quadra, seguido por o ruivo que aceitou o seu desafio ansiosamente.
Quando foi possível conter os dois idiotas de destruírem a quadra com as enterradas antes do resto puder jogar, formaram-se 4 equipas: A primeira, a equipa azul, constituída por Furihata, Kuroko, Kagami e Mitobe; a verde por Midorima, Kasamatsu, Izuki e Kawahara; a amarela por Takao, Kise, Tsuchida e Hyuuga; e por fim a vermelha com Aomine, Kiyoshi, Fukuda e Koganei.
– Treinadora.. — o fantasma surpreendeu Riko ao pronunciar-se e pousar sua mão em seu ombro. — Penso que há um profundo desequilíbrio entre as equip—
– Se você está a reclamar então deve pensar que não consegue ganhar~~ — a aura florida da garota cobria o seu sorriso malicioso e sádico. — Vá-se divertir Kuroko-kun, mostre o que vale~~ — e com um empurrão, o azulado foi arrastado de novo para a quadra para começar a jogar.
As partidas eram rápidas e intensas, e o clima que se manteve durante elas era o de um jogo oficial de basquete profissional. A primeira partida desenrolou-se entre a equipa azul e amarela, vitória da primeira pois após uma defesa de Kise este acabou caindo no chão, tempo o suficiente para que um verme rasteja-se para a sua mão e provocasse um alvoroço com o modelo a correr para dentro e fora da quadra a agitar os braços e a gritar para que tirassem o bicho de cima de si. Riko acabou por desqualificar a equipa pelo quão ridículo foi a situação e pela irresponsabilidade por parte do Kise.
E o encontro entre as outras duas times chegou a fazer caminhantes, que por perto de ali passavam, a parar para observar o combate enérgico. Bolas voavam pelos ares e perfuravam suavemente o cesto numa perfeita técnica de efetuação, executada pelo atirador número 1 da Geração dos Milagres; passes certos e pormenorizadamente delineados eram distribuídos no campo por parte de Izuki; os comandos ágeis e perspicazes do capitão da Kaijou que harmonizavam o duelo;Â os rebotes e as jogadas poderosas de Kiyoshi lideravam a equipa vermelha que eram coordenadas com os afundanços e cestos consecutivos provocados pela aptidão estrondosa de Aomine. E após um conflito escandaloso, a equipa vermelha ganhou com uma liderança de poucos pontos.
E então, após a longa e ansiada espera pelos adolescentes, o encontro entre os dois idiotas iniciou-se, e todos os outros membros das times foram ofuscados pela brilhante performance deles. Os olhos flamejantes dos dois focavam-se em apenas na bola e no outro, os movimentos eram como uma bela dança melodiosa e a técnica elaborada presente era característica de puros prodígios.
Após um afundanço possante de Aomine, que quase foi impedido por um dos grandes saltos de Kagami que usou toda a sua força para interferir o contacto entre a mão do azulado e o aro do cesto, gotículas de água começaras a sair do céu e estas logo evoluíram para grandes pingas de água que inundaram a terra e impediram a prolongação do jogo em curso.
– Ah, porra, porque tinha que começar a chover logo agora?! Que merda! — o azulado deu um murro no poste que segurava o cesto. Quando finalmente estava a conseguir aproveitar um tempo passado com aquele que amava, tinha que acontecer isto. — Ahhh, eu não vou parar! E também não vais ser um cobarde e fugir agora ou vais Kagami? — o ruivo pareceu relutante pois sabia as consequências de jogar basquetbol à chuva, uma delas sendo o piso extremamente escorregadio. Contudo, após ver o sorriso desafiador e provocante de Aomine, o seu orgulho não resistiu a aceitar àquela aliciação. E o contentamento do azulado tentou não transbordar e ser demonstrado.
– Quem pensas que eu sou, Ahomine?! Como se fosse desistir de um desafio! — de novo, a tensão entre eles recomeçou e todos os outros puderam apenas libertar um suspiro de cansaço e irritação.
– Oi, vamo-nos embora, Kise. Está a começar a chover mais e eu não quero ficar ainda mais molhado. — Kasamatsu tentava cobrir-se da chuva com as mãos, como se ajudasse em alguma coisa, e olhou para o loiro, que lamuriava-se como o seu cabelo ia ficar tão áspero e arrumava os seus pertences.
– É melhor irmos todos. Se ficarmos esperando que estes idiotas venham então vamos todos apanhar uma constipação. — Riko suspirou e junto dos outros começou a sair de dentro do campo, deixando os dois sozinhos na quadra. — Não se esqueçam de, quando chegarem a casa, tomarem um banho quente para não ficarem doentes! — falava virada para a Seirin, esperando a concordância de todos.
– Ne, ne, Shin-chan, venha para minha casa! Meus pais foram convidados a um jantar de trabalho e então só está lá a minha irmã mais nova, mas ela sabe bem quando nos deixar em privacidade~. — o sorriso malicioso do moreno provocou o aparecimento de uma coloração no rosto do esverdeado, que ainda aumentou mais quando o menor se abraçou ao seu corpo em frente de todos.
– C-cale-se, T-Takao! N-Não posso fazer isso, minha família—
– Ohh por favor~~por favor por favor por favor~~ não quero ficar sozinho~~ — Takao colocou um rosto adorável e vulnerável que sempre conquistava o coração de Midorima e fazia-o ceder.
– .....tenho certeza que Okaa-san e o Otou-san me deixaram fazer isto por ser uma situação que não acontece muito..
– YAHOO!! YOSH! Vamos então, já não aguento estar mais à chuva, só quero estar nos teus braços, deitados na minha cama enquanto você me beija e pene—
– CALE-SE, TAKAO!!! — o esverdeado possuía um rosto vermelho semelhante aos cabelos de Kagami e deixava-se ser arrastado pelas ruas em direção à casa do moreno.
– Hehe, Kasamatsu-senpai, minhas irmãs também sabem dar privacidade por isso, minha casa— — quando desviou o olhar dos dois pombinhos que fugiam reparou como o mais velho já caminhava e ignorava-o e às suas palavras — SENPAI, NÃO VÁ SEM MIM!!! QUE CRUEL!! EU ESTAVA A FALAR COM VOCÊ SABIA?!!
Os gritos do loiro atraíram os olhares das pessoas da rua porém a concentração extrema em que Aomine e Kagami não foi perturbada por eles. Mesmo na chuva, que havia-se tornado intensa, os dois rapazes focavam-se em disputar pelo orgulho de uma vitória contra o outro. A bola, que se encontrava na mão de Kagami, foi driblada rapidamente até que o ruivo pegou-a e saltou para o cesto, mesmo a uma longitude considerável, mas a tentativa de cesto foi parada pelo azulado que viu a jogada e pulou a tempo de contê-la. Todavia, não previu que o mais velho, ao cair no chão, escorregasse e acabasse por embater com a cabeça diretamente no poste de ferro.
– Pode ter melhorado, mas a sua força ainda não é suficiente para me parar, Ba— O-oi, você está bem? — os lábios do azulado, que presenteavam um sorriso provocatório, estreitaram-se quando notou que o outro estava com dificuldades em se levantar.
– E-eu...estou bem... — o menor finalmente se virou, a sorrir fracamente mas orgulhosamente, mas o que assustou Aomine foi uma ferida de aparência grave, de onde escorria levemente sangue.
– Não, não estás, idiota! O que pensas que estás a fazer, a armares-te em herói?! — o braço de Kagami foi pegado um pouco brutamente a mais e apoiado na parte de trás do pescoço de Aomine, que segurou na sua cintura e apoiou o peso deste no seu corpo para facilitar a locomoção dele. — Existe uma clínica de emergências perto daqui, já tive que ir até lá várias vezes, por isso vamos até lá!
– E-e a bola? — o ruivo virou a cabeça com as poucas forças que tinha e olhou para a bola de basquete, deixada solitária na chuva pesada e barulhento.
– Deixe a merda da bola pra lá!! Concentre-se em tentar de perder sangue, se desmaiar eu deixo-o aqui, nem quero saber!! — óbvio que era mentira, se não se importasse nem o estaria ajudando agora. Ele nem fazia ideia o quão lhe doía no coração saber que o outro estava a sofrer de dor. Ele tinha que levá-lo para as urgências rapidamente.
–X-
O cheiro peculiar das urgências sempre perturbaram o de olhos safiras e o ambiente tenso e pesado faziam-no sentir-se preso e asfixiado. No entanto, naquele momento nem conseguia sentir descontentamento devido à desassossego que sentia. Caminhava de um lado para o outro, sem mantendo-se perto da porta da sala onde o outro se encontrava, tentando ouvir o que se passava lá dentro e para certificar-se que poderia ajudar o outro caso necessário, logo que este saísse do local.
– Aqui está, Kagami-kun. Parecia mais profundo e grave mas foi tudo efeito da quantidade de sangue que saiu.  Já está pronto para ir para casa, mas aconselho a não forçar-se a atos cansativos e a descansar bastante. — a enfermeira passou a receita de alguns medicamentos contra a dor, se esta tivesse presente durante a noite, e depois disso apenas curvou-se e despediu-se, tal como fez o ruivo.
– Oi, Kagami, como estás? Não foi nada de grave, certo? Não precisas de ser internado, pois não?....Tu sabes quem eu sou, certo?! — a voz do azulado cresceu para um tom mais preocupado no desenrolar da frase e o mais velho pode apenas rir-se um pouco, ainda a fraqueza presente no seu sorriso.
– Não te preocupes, Aomine, posso ir para casa, e se descansar um bocado fico logo bem e posso voltar a jogar. Mas porque é que de repente começaste a agir como uma miúda apaixonada? — um dos benefícios de ter pele moreno é a certa camuflagem que se fazia presente quando ele corava. Bem que queria ser namorado do ruivo mas não deixava de ser extremamente embaraçoso ouvi-lo mencionar aquelas palavras. — Ah merda, se a treinadora vir que eu me magoei vai matar-me...
– Eu vou-te acompanhar até casa... — virou a cara, ainda um pouco rubra, e coçou o pescoço em desconforto.
– Não sejas idiota, não te sintas obrigado a isso só porque estavas lá e—
– Não, a responsabilidade é minha, até fui eu que te provoquei a ficares lá, então eu levo-te. — Kagami arregalou bastante os olhos ao ouvir aquilo. Aomine? A falar de responsabilidade? Beliscou-se na mão a verificar se aquilo era verdade ou mentira e ao sentir a dor aguda, recebeu a sua confirmação, incrédulo. Sorriu honestamente e começou a andar, a acompanhar os passos do outro que, em vergonha, havia começado a andar sem esperar resposta do menor.
– Obrigado, Aomine.
O azulado pôde apenas acenar com a cabeça e tentar esconder como a ponta das suas orelhas ficaram escuras e encarnadas.
–X-
– WOOH! Tu realmente vives aqui sozinho? Com esta casa enorme só para ti? — Aomine nem esperou o convite do outro para entrar e instalar-se num dos sofás pretos e confortáveis presentes na sala de estar. Olhou pelo vidro da janela, a observar as luzes que iluminavam as ruas na noite escura e deixou-se relaxar. Até imaginou como seria viver naquele lugar junto do outro. Viveriam como um casal feliz, com o Kagami a desejar-lhe "Itterasshai" quando saísse de casa e "Okaeri" ao voltar. Tomariam todas as refeições, que eram feitas pelo ruivo, juntos, a partilhar histórias do dia e contos do passado. E dormiriam aconchegados um no outro, após uma dura e cansativa sessão de sex—
– Oi! Espera, espera! Muda de roupa primeiro, vais me molhar o sofá todo!! — ouvia como o outro parecia agitado mas apenas virou a cabeça para o encarar e sorriu malicioso.
– Oh? Queres que eu me dispa aqui à tua frente~?
– N-não, n-não d-digas c-coisas idiotas! P-porque eu quereria isso?! E-eu vou emprestar-te roupa e vou deixar na casa de banho para te trocares!! — Kagami logo saiu a correr para o quarto e provocou um riso nos lábios do moreno. Porém, logo que este entrou no quarto, suspirou e deixou que um rosto incomodado se instalasse. Não podia mentir, estava feliz, radiante até, de puder estar sozinho com o ruivo em sua casa, mas a insegurança irritante e perturbadora não se dissipava. A insegurança de sabor que o que sentia era muito errado mas tão inevitavelmente bom.
Após ouvir o outro apressadamente sair do quarto e entrar noutro, que suponha que fosse o banheiro, para depois correr de volta a onde estava, libertou um suspiro e levantou-se. Manter-se naquelas roupas ensopadas só lhe proporcionaria a ficar doente e isso era algo que ele não pretendia, não obrigado.
Sentiu os passos do outro ecoarem pela madeira e propagarem-se até à sala, no momento em que entrou na casa de banho. Soltou uma risada nasal e retirou as suas roupas rapidamente, tratando de as trocar pelas limpas que o outro lhe dispensara. E corou um pouco ao pensar como elas já estiveram coladas ao corpo do outro e como o seu cheiro agradável estava impregnado no tecido de algodão. Imaginar os músculos de Kagami a serem lentamente expostos quando este tirava as suas roupas deixavam-no trémulo e excitado, e teve que conter as suas fantasias para não acordar o seu amigo lá em baixo.
Observou que o mais velho estava sentado direito no sofá, como se estivesse esperando-o e quisesse dar impressão que era organizado. Arqueou uma sobrancelha e saltou por cima do sofá, acabando por se sentar do seu lado e assustando-o um pouco por aparecer tão subitamente.
– A-Ahomine! N-não apareças tão de repente...!
– Ehhh? Porque estás a agir como uma garota amedrontada? — sorriu sarcasticamente e tentou esconder o quão adorável achava o rosto do outro quando estava trémulo — Estiveste a ver algum filme de terror e agora tens medo? Descansa~, o Aomine-kun está aqui para proteger-te~. — passou um braço em redor dos ombros do menor e puxou-o para perto do seu peito. Conseguia sentir muito melhor o seu cheiro agora próximo a ele.
– Cala-te, não sejas estúpido! Como se tivesse medo de uma coisa dessas! — o ruivo empurrou o peito do outro e afastou-se, com o rosto claramente corado e os lábios num bico extremamente adorável. Sorriu com o comportamento do outro.
– Ah olhe, está algo se movendo ali perto da porta. — apontou para uma direção oposta para o qual o outro olhou de imediato.
– Eh? Não está nada, não me tentes enga— — no momento em que se virou meio irritado, foi surpreendido pelo outro saltar para cima dele e empurrá-lo, fazendo o se deitar no sofá e arregalar os olhos com a expressão séria que ele estava usando. — A-Aomine, o que está fazendo...?
– Porque estás tão nervoso? É irritante...tens medo de mim? — tentava debochar mas realmente sentia-se machucado só de pensar que o outro tinha medo. Era como se a distância que existia entre os dois se prolongasse ainda mais. E se tornasse uma infinidade de impossibilidades e improbabilidades.
– E-eh?? Estás a brincar, certo?!....P-porque eu haveria de ter medo de ti...? — desviou o olhar.
– Então se não estás porque é que estás a agir assim? Para onde foi o Kagami desafiador e selvagem de antes?
– ..... — o ruivo mordeu o lábio, desviou o olhar e suspirou pesadamente, como se fosse confessar o seu maior pecado. — Eu não...consigo evitar... estar ao pé de ti, sozinho, deixa-me nervoso...porque eu sou gay e... — o seu rosto estava ficando tão vermelho que competia a cor do seu cabelo mas este, para tentar acabar com o momento embaraçoso, decidiu mudar de assunto. — Vamos jantar? Eu faço-lhe, deve estar com fome então eu—
Foi calado ao sentir um par de lábios quentes pressionados contra os seus a impedirem a sua fala. Pela primeira vez em muito tempo estava a ser beijado e mal se esquecera como reagir à sensação agradável que se espalhou pelo seu corpo. Lentamente sentiu seus olhos se forçarem a fechar e uma língua atrevida lamber seus lábios, como se os marcasse só dele, e logo estes foram tomados pelos dentes do outro que puxaram a pele sensível para abrir a boca do mesmo e invadi-la. Sentiu um pânico percorrer-lhe quando se apercebeu que estava realmente a ser beijado pelo outro e que não conseguia fazer nada para o parar. Não que quisesse realmente parar. Mas aquilo simplesmente não era correto. Com um empurrão firme, quebrou o beijo e ficou ofegante e trémulo a olhar para o outro que se mantinha em cima de si.
– A-aomine....o-o que está fazendo....—?
– Então~~ me tinha perguntado se tinha fome~~ eu estou vendo meu jantar bem aqui~~ — sorriu luxuosamente e abaixou de novo o rosto, desta vez para preencher o pescoço do ruivo de beijos molhados e leves marcas dos seus dentes, que lentamente, preenchiam a pele de um avermelhado vivo.
– P-pare! I-isto....isto não está bem....! — as palmas das mãos do ruivo pressionavam-se contra o peito musculado do outro, em tentativa de empurrar este, contudo, as suas forças evaporavam-se de cada vez que sentia o pequeno choque de prazer que vagueava pelo seu corpo e ouvia o som obsceno de lábios contra pele.
– Desde quando se importa com o que está bem ou mal...? — Aomine afastou-se e olhou irritado para Kagami, por este estar a perturbar o seu momento. — Eu esperei por isto e você também quer....não há nada que nos impeça de o fazer.... — reparou com os olhos do ruivo se baixaram e só se voltaram a levantar quando um olhar decidido e mais seguro se encontrava presente. — Descanse~, serei gentil~. — E logo o rosto inflamou e o olhar recobriu-se de vergonha e raiva indefesa. Mas antes de se puder pronunciar foi de novo interrompido por um beijo luxuoso.
Sentiu seu corpo ser puxado para perto para aprofundar mais o contacto entre os corpos necessitados dos dois e as bocas abriam-se para tentar recuperar o ar necessário e para provocar contacto entre as línguas dos dois, que logo escolhiam uma das bocas onde contactar.
– Vamos para seu quarto.. — o azulado sussurou no beijo, contra os lábios de Kagami, e ajudou este a levantar-se, ainda com ele colado a seu corpo. E no momento em que ultrapassaram a porta do local, que foi fechada com um pontapé, saltaram para a cama e rebolaram nela, tentando obter liderança da situação.
Kagami, que já havia sido mais estimulado, tinha as energias mais drenadas e então nem conseguiu resistir muito às exigências do outro. Deitou-se na cama e fechou os olhos de vergonha. Olhar para Aomine naquela circunstância era como admitir derrota, que era mais fraco e não poderia competir com o mais novo. E isso era humilhante demais para ele. Contudo, reabriu os olhos e arregalou-os logo que sentiu um joelho atrevido pressionar provocatoriamente num local entre as suas pernas, que o fez soltar um gemido dolorido.
– Sempre que não olhar para mim vou fazê-lo sofrer...
Essas palavras foram penduradas no ar pois as ações foram preenchidas pelo contacto das mãos de Aomine que vagueavam nas coxas grossas e fortes do menor  e os lábios haviam baixado, deixando agora chupões negros no local da clavícula. Não havia qualquer piedade nas suas ações, apenas desejo e hormonas adolescentes.
Parou apenas com os sons de sucções quando se separou para recuperar o ar e olhar para a expressão corada e vulnerável de Kagami enquanto retirava a camisa deste. Logo teve direito a apreciar diretamente os músculos fortes e tonificados do ruivo, que se apertavam e contorciam de cada vez que era acariciados. A mão subiu e parou em cima de uma mamilo rosado que, em poucos movimentos provocadores do polear e dedo indicador, ficou eriçado e fez o ruivo soltar um gemido inofensivo. Soltou uma risada nasal a como o Taiga sempre parecia selvagem mas na cama, onde deveria mostrar a sua força, estava completamente submisso ao seu poder.
Decidiu parar de se conter e chupar diretamente o mamilo que ainda não havia sido tocado, deixando a sua língua deslizar pela superfície dos peitorais até contactar com botão, que foi lambido impetuosamente, chupado fortemente e levemente mordido, o suficiente para deixar leves marcas que ficariam durante alguns dias na pele do outro. Sorriu honestamente quando sentiu algo duro a pressionar-se contra o seu joelho, que fora mantido no lugar de antes.
– Já estás excitado, é, Tai-ga? — sussurrou rouco contra o ouvido do ruivo, que gemeu ao ouvir a voz do outro tão sedutora. — Hng~~, vou pensar se realmente te alivio ou não~.
Mordeu a zona abdominal do mais velho e deixou-lhe uma marca que indicava que ele pertencia a ele. O abdómen era a zona mais apreciada pelo azulado, e ser pioneiro a explorar a consistência daqueles músculos realmente o excitava e motivava a descer mais. Ao chegar com a boca até às virilhas do outro, lambeu mesmo por cima das roupas e arrancou um gemido engasgado do outro. Sorriu maliciosamente e apalpou o membro excitado, deliciando-se dos gemidos sensuais que provocava no ruivo, até morder a borda das calças e boxers e a partir daí puxar para baixo o suficiente para aliviar aquele órgão apertado.
Estimulou a cabeça do falo com pressionar e esfregar o polegar na pele sensível e, em poucos movimentos de vai-e-vem com as mãos, o ruivo já se deitava de olhos fechados, desesperado por satisfação. Mas para seu descontentamento, aquele prazer exorbitante acabara cedo demais.
– Ahaha~, não estavas olhando para mim então já não te toco~. — sorriu perversamente ao ver o aborrecimento surgido na face de Kagami. — Se quiseres ser aliviado então faz merecer por isso... — Aomine sentou-se e desabotoou-o as calças e o zip, retirando o seu membro já duro, e, com uma perna dobrada contra o peito e a outra esticada, estas afastadas garantiu total acesso ao seu pau.
O mais velho parecia meio atarantado com as ações do azulado mas logo se recompôs, e como se estivesse sujeito a uma hipnose frustrada, aproximou-se rapidamente do membro e desajeitadamente começou a lambe-lo. Passeava a sua língua do topo até à base, contornando o escroto que fazia o maior tremer, e depois retornava à cabeça. Decidiu então chupar a ponta, onde sucedeu a retirar um contorcido e baixo gemido, e lentamente, ir adicionando cada vez mais daquele pénis grande e grosso na sua boca. Sentia-se quase engasgar e quase tocava na sua gargante, contudo concentrou-se apenas em conceder prazer a Aomine. Sabia que a recompensa seria muito agradável.
O mais novo olhou para o teto e agarrou os cabelos curtos e ruivos para se controlar e não suceder à vontade de estocar naquela boca apertada e espalhar a sua semente até ao fundo da garganta deste. Mordeu o lábio e quando finalmente dirigiu o olhar para o menor observou como a sua face encontrava-se rosada da falta de ar, os seu olhos estavam fechados como se o ato requeresse total concentração, um fio de saliva descia dos lábios fechados e a mão que não agarrava a base do seu falo masturbava o próprio do ruivo. E aquela visão tentadora quase o fez acabar ali, naquele momento.
Puxou os fios, a indicar que não necessitava continuar, o que deixou Kagami estranhamente confuso porém este obedeceu sem questionar, também pela tão desejada lufada de ar que precisava.
– T-tem....c-certeza que...quer que eu...pare....? E-eu....eu aguento-me.....A-aomine..... — fixou os olhos rubis na figura morena que arregalou levemente os próprios e depois riu-se um pouco.
– Para de te tentares provar a mim, eu sei muito bem do que vales, Kagami...apenas pensei que podíamos passar a uma fase mais interessante... — antes que este pode-se reagir, Aomine empurrou-o para ele se deitar e afastou as suas pernas. Não o penetraria de uma só vez, ele se preocupava com ele e sabia que isso o magoaria muito, especialmente sendo ele virgem. Contudo, quando dirigia seus dedo ao orifício redondo e pequeno, reparou que o ruivo tremia constantemente. — ....estás bem....?
– ...U-un....estou....apenas nervoso..... — mordeu o lábio, desviando os seus olhos preenchidos de vergonha e irritação — Não pensei que acabaria nesta posição.....por isso sê gentil.....!
– Ah, pensavas que ias ficar em cima de mim?! Em sonhos! O único que me pode fuder sou eu. — cuspiu a resposta brutamente e só se apercebeu como o outro ficara incomodado quando este pareceu movimentar-se para se levantar e se afastar, coisa que impediu imediatamente. — Eu estava a brincar! Estava a brincar! Como é que é possível ou fazer isso de qualquer maneira?! É impossível eu— — apercebeu-se que o outro estava a rir levemente e logo uma irritação, que o fez corar, surgiu.
– És mesmo um idiota, não és, Ahomine...? — retornou a deitar-se da maneira que estava anteriormente e agora já não tremia ou parecia nervoso, e uma confiança acertada permanecia no seu olhar fixo. No momento em que o viu, Aomine olhou o brilho naquele olhar.
– .....então....eu vou entrar.... — cobriu os dedos de saliva rapidamente e de novo moveu-os para perto da entrada do menor, que apenas inspirou fundo e sorriu. Calmamente adentrou com apenas um de seus dedos grossos que fez um grunhido baixo de incomodação soltar-se. Uns movimentos leves foram executados para que Kagami se acomodasse com a sensação até que adicionou outro dedo velozmente, para provocar pouca dor, e desta vez foi ouvido um total gemido de desconforto. Esperou alguns segundos a observar a respiração descompassada a restaurar-se e então começou a realizar um movimento de tesoura com os dedos para alargar o local contraído. E apenas após conseguir ouvir vários gemidos a serem libertados e uma expressão de prazer no rosto do outro, retirou os dígitos de dentro dele.
– Isto pode.....vai doer um bocado....por isso prepare-se... — segurou o seu membro que tremia e pulsava por alívio em sua mão e colocou-o em posição para uma penetração eficaz. E com um só um olhar de confirmação lançado pelo outro, lentamente, iniciou o ato que tanto necessitava.
Gemeu de imediato sem se conter quando foi tão apertado pela cavidade, que parecia sugar seu membro e encher seu corpo de um prazer inexplicável. E quase ignorou os gemidos e grunhidos de dor do outro pois o seu desejo selvagem era quase impossível de ser controlado. Controlou a respiração e viu que o outro fazia o mesmo, numa tentativa de se abstrair da dor que parecia nunca querer acabar. Ele entendia que a única solução para começar a fazer o outro sentir prazer era primeiro sujeitá-lo a ainda mais dor e tal coisa era inadmissível. Todavia concedeu-se uma solução. Afinal, o fim justifica os meios.
Começou a estocar dentro do corpo e agarrou os ombros do tigre para que ele não se movimentasse demais com a dor. E com calma e precisão conquistou o controlo do corpo de Kagami, que ficou totalmente à mercê do azulado.
Em poucos segundos aumentou a intensidade das investidas, que se tornaram fortes e rápidas, dignas do mais ágil e habilidoso membro da geração dos milagres. Este, que se viu limitado em movimentos, baixou mais o corpo e subiu uma das pernas do menor para o seu ombro, tendo assim mais acesso ao orifício e começando a acertar diretamente na doce próstata do ruivo que gritou intensamente de prazer. Levou uma de suas mãos ao membro de Kagami e iniciou uma coordenada masturbação rítmica causando os dois a chegarem ao ápice extremo onde derramaram os líquidos brancos e viscosos, Aomine para dentro do corpo do outro e o menor para o seu próprio peito e cobertas da cama.
O azulado limitou-se a colapsar para cima do mais velho enquanto tentava desesperadamente respirar com calma. Conseguia sentir seu corpo subir e descer com a respiração do outro e usou isso como uma melodia para sossegar as descargas de adrenalina anteriores. Rebolou de cima de Kagami e encarou o teto exaustivamente mas um tanto orgulhoso e feliz. Finalmente havia conseguido o que tanto desejara.
– O que é que nós estamos a fazer..? A...fazer isto com esta idade.... — o sussurrou ficou a flutuar no ar à espera da resposta que os dois desejam. — Aomine, tu amas-me....? O que nós fizemos....foi amor...?
O azulado soltou uma risada nasal e virou o seu corpo para olhar de frente para o ruivo.
– Você me vê como alguém que faria sexo sem amar o outro...? Me sinto ofendido... — deu-lhe um peteleco na testa e riu-se ao ver como ele corou e esfregou a superfície. — Durma, idiota...precisa descansar...
Posso não saber o porquê de o amar, nem a razão que me levou a começar a fazê-lo. Mas tê-lo aqui de meu lado, a sorrir para mim com seus olhos brilhantes e lábios perfeitos, me relembra como ele conseguiu conquistar o meu coração. E
Eu te amo, Taiga.
FIM
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