Notas iniciais
She is Love - Parachute
;*

Pov Demi.

- Shhhh. – repreendi quando Miley ameaçou falar algo, tapando sua boca com a mão.

Uma gargalhada muda irrompeu de mim, mas Miley não pareceu achar graça.

Forcei mais contra os lábios da outra enquanto a sirene policial passou feroz pelo beco sujo. Fazendo-me tapar minha própria boca na tentativa de parar o riso.

- Do que esta rindo? – sussurrou Miley cuspindo meus dedos, o susto tão evidente na voz que só vez meu riso aumentar. – Porque é sempre você nos metendo em problemas?

- Ok, sim, sou sempre eu. – concordei ironicamente. – Até porque fui eu que tive a idéia inicial.

- Não achei que ia realmente fazer! – a morena jogou as mãos para cima.

- Bem, não importa. Acho que perdemos Amy. – continuei com o sorriso sabendo estar irritando Miley.

- É, somos prosseguidas pela policia e agora nos separamos. – suspirou cansada.

- Fique tranqüila, Cyrus. – saquei o celular do bolso apertado dos jeans, digitando o atalho para a amiga. – Amy, você esta bem?

- Estou. – a voz estridente de riso explodiu do aparelho. – Esqueci de seguir vocês na correria.

- Aaah, você esta se divertindo? Que bom. – Miley pegou o telefone móvel de mim, aproximando as palavras do aparelho mesmo em viva voz. – Qual seu problema? Já pensou se eles nos encontram?

- Já vi tudo: a criança não gostou da brincadeira. – suspirou.

- Exatamente. – concordei, beijando a bochecha da morena com um estalo. – Ninguém mudou nossa Miley ainda.

- O dia que nos flagrarem pichando um muro e Miley sair rindo, pode crer que não é ela. – se ela estivesse aqui concerteza haveria começaria um toque de mão com.

- Hm, acho que já vou indo. – peguei o skate jogado no chão.

- Já? – perguntou Miley confusa. – Não são nem seis horas da tarde ainda.

- Eu sei. – sorri boba, sabendo estar bancando a palhaça. – Meu pai me quer em casa hoje.

- Sério? – sorriu Amy do outro lado da linha, junto com Miley.

- É. – concordei pegando novamente meu celular. – Agora, vou desligar. Ligue para Miley.

- Ok, boa sorte com seu pai. – desejou a outra antes de ouvirmos o mudo.

Despedi-me de Miley sem precisar esconder minha felicidade por passar um tempo com meu pai.

Subi na prancha com pressa. A policia me atrasou mais que deveria e não queria desperdiçar esse tempo.

Meu pai era muito ocupado cuidando de seu serviço trabalhoso e minha mãe também não ajudou pedindo pensão no divorcio então sempre ficava animada com nossos momentos clichês de sorvete e basquete.

Faz quadro anos desde o sufoco do divorcio de meus pais e que minha mãe mudou-se para Europa, numa oportunidade perfeita de emprego que nem mesmo eu era totalmente ciente. Tive a oportunidade de deixar o continente com ela, mas isso queria dizer abandonar minhas amigas e toda minha vida da Los Angeles, coisa que não estava disposta a fazer.

O fato de minha sexualidade ainda não ser cem por cento clara em hormônios de uma comum adolescente americana assustava um pouco meu pai e percebia as determinadas ocasiões, percebendo o quanto se esforçava para me deixar à-vontade e feliz.

O assunto era delicado quando se tratava disso, digo, tenho certeza que gosto de homens. Mas garotas me atraem mais que deveriam e já provei isso num relacionamento. Foi constrangedor levar minha primeira namorada para conhecer meu pai e irmã mais velha, mas me senti confortada quando vi o quão gentil minha família esta sendo.

Hayden, minha primeira paixão feminina e que acabou mais rápido que pensava. Pois, como disse: paixão; e isso não dura me fazendo perceber o quão estúpida estava sendo por continuar uma relação sem sentimentos. Terminei, mas não tive as reações compreensivas esperadas da sua parte.

E hoje sou perturbada todos os dias na escola pela garota que um dia gostei, percebendo que se continuasse forçando tanto, nossa amizade poderia virar inimizade em segundos. Mas expulsava esses pensamentos da cabeça, afinal, Hayden é uma boa garota. Uma vadia, mas boa de coração. Acho.

Não deixava sentimentos me confundirem, baseada em uma das conversas com meu pai: quando a pessoa certa chegar, vai ser mais fácil que parece.

Tomare que ele esteja certo.

(...)

- Pegue a bola, velho. – brinquei pulando ao marcar outra cesta.

- Você vai se arrepender dessa zombação no final. – ofegou ele, jogando a bola para minhas mãos abaixo da tabela.

- E porque faria? – ri, quicando a esfera redonda com facilidade para fora do garrafão. – Vou ganhar.

Enganei o homem com o mesmo movimento pela terceira vez seguida e arremessei pontuando outra de três pontos.

- Admita: não tem a menor chance. – suspirei começando novamente um novo movimento para mais pontos. – Esta 24 a 33. Já venci.

- Até você chegar nos quarenta tem muito tempo. – bateu a bola de minhas mãos enterrando com força demais para um homem de seus quarenta anos vividos.

- Ok, essa foi boa. – afirmei, jogando o objeto disputado em sua direção para um novo começo.

Girou em cento e oitenta graus quando ameacei atacar pela direita, passando com facilidade para fora da linha de até dois pontos.

Reclamei quando assisti a bola entrar com precisão marcando três pontos.

- E assim, o velho começa a recuperar. – levantou as mãos para cima.

- Só continue o jogo. Passe de peito. – avisei rindo quando mirei o tórax no homem.

- Aprenda a não me desafiar mais, filha. – começou.

- Desafiar? – fingi confusão, dando de ombros. – Não é desafio, só um aviso para não se assustar muito quando perder.

Notas finais
Voltei !
Fiquei com saudade do Nyah! e de postar meus capítulos semanalmente então, resolvi voltar razoavelmente rápido.
Desculpe pelo capitulo sem graça, mas não tinha um bom conheço e resolvi mostrar um pouco da família Lovato pra vocês. Capitulo que vem começa realmente a história.
Obrigada por tudo, até o próximo post.
Review ?