Stop Crying Your Heart Out
9 Capítulo 9
- Oi Ger. – Ele se virou para mim, abrindo um sorriso incrivelmente perfeito que, admito, me deixou completamente desarmado. As palavras sumiram, minhas mãos ficaram tão geladas que nem aquelas luvas não faziam efeito algum e meu coração, agora tão acelerado, mal me deixavam ouvir todo aquele barulho sem ser a voz vinda de Frank. — Ger, você ta bem? – Perguntou preocupado. Não consegui falar nada apenas acenei a cabeça em sentido positivo e logo Bob chegou por trás de mim e Frank entrou.
- Obrigado por abrir, Gee. – Disse Bob, jogando-se no sofá e logo fechei a porta.
- De nada. – Foi só o que consegui falar depois de fechar a porta.
- Oi Bob! Oi Mikey! – Cumprimentou ambos. Passou uma mão na outra, respirou fundo e continuou. – Não acho uma boa sairmos. Tem uma tempestade de neve vindo pra cá, e se sairmos agora com certeza vai ser ruim pra nós e vamos ficar ilhados na boate. — Riu, como se fosse algo engraçado. Ficar ilhado numa boate com Frank? Não era uma boa idéia.
- Hum. – Bob fez uma pausa, pensou, pensou, pensou. – Vamos ficar aqui então. Podemos sobreviver tem comida congelada, alguém aqui é contra lasanha congelada? – Disse ele rindo.
- Não. – Mikey disse no mesmo tom. – Gee, ama lasanha. Principalmente as congeladas. – Isso é meia verdade, depende muito da marca.
- Também não tenho nada contra. – Disse Frank já tirando a touca, o sobretudo, as luvas e o cachecol, deixando-os sobre seu colo. Quem é o palerma que está parado perto da porta e que ainda não conseguiu falar nada? Alguma dica? Alguém chuta? É sim. Sou eu.
- Bob... Você pode... Me acompanhar... Pra guardar o meu carro... Naquela vaga... Que você disse... – As palavras mal saiam da minha boca.
- Claro! Frank vem por seu carro também.
- Põe pra mim. — Disse Frank tirando as chaves do bolso da calça e jogando pra Bob, que pegou facilmente. Descemos até os carros. Entrei no meu e Bob no de Frank.
Colocamos os carros nas vagas indicadas.
- Como tem três vagas? – Desci do carro perguntando enquanto fechava a porta e alarmava meu carro.
- Na verdade eu tenho direito a duas, mas, como eu tenho apenas um carro, sempre deixo algum vizinho guardar o carro na minha vaga extra. E quanto à terceira, meu vizinho viajou deixando a vaga livre pra mim. Então... Três vagas. – Respondeu sorridente como sempre, alarmando Land Rover de Frank, que diga-se de passagem é um carro bem caro.
Fomos até o elevador, entramos, encostei na parede com as mãos no bolso.
- Você não me engana, Bob. – Provoquei, observando o sorriso que ele não conseguia esconder.
- Que? – Ele olhou pra mim erguendo uma das sobrancelha com aquela cara de “Eu não acredito que você sacou.”
- Você ta de olho no Mikey. – Ele engasgou e eu soltei um riso baixo.
- Não to de olho no Mikey! Quê isso Gee, somos apenas amigos... – Respondeu desviando o olhar e batendo o pé como se desesperadamente quisesse logo que chegássemos em seu andar.
- Não adianta esconder... – Mais alguns minutos de silêncio, e saímos do elevador, antes de entrarmos Bob segurou meu braço.
- Espera Gee... – Virei e o olhei sério, o que fez Bob soltar rapidamente meu braço.
- Você acha que... O Mikey ele... Poderia me dar mole? – Soltei outro riso baixo que deixou Bob corado.
- Sabia que estava de olho nele!
- Como?
- Você fica todo bobo quando o vê.
- E você parece uma estátua quando vê o Frank. – Engoli a seco e logo evitei o assunto.
- Bom, você tem chances com Mikey. Mas, se fizer mal ao meu irmãozinho eu mato você, certo? – Ele riu e logo ficou pensativo de novo.
- E você ta de olho no Frank. – Confesso que mais branco não dava pra eu ficar, e mais sem jeito também não. Mas, fui salvo pelo gongo, Mikey abriu a porta e nos mandou entrar.
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