Os dias foram passando assim como as semanas, fugia de Frank quanto mais eu podia, mas, aquilo estava ficando cada vez mais difícil. Não é tão fácil ignorarmos quem nós gostamos. É eu estou gostando dele, merda de base, merda de vida! Pra que eu fui me enfiar aqui? Estou com saudades de tudo, da minha casa, dos meus amigos, do Billie, do Dave, do Chuck, do Mike. Como será que estão todos? Ainda bem que estamos entrando de férias, e vamos finalmente sair desse inferno. Terminei de fazer as minhas malas, quando vi Mikey chegar com o resultado das provas na mão. — Peguei seus resultados. – disse ele sentando na cama. — Abriu? – sentei ao seu lado e peguei o envelope com meu nome. — Passei em tudo. – fez uma pausa, respirou fundo. – Mas, você... — O que tem eu? – olhei pro envelope na minha mão e notei que já estava aberto provavelmente Mikey o abriu. — Abre e veja você mesmo. – abri o envelope, olhei meus resultados, e... Passei! — Eu passei seu puto! Quer me matar do coração. – disse rindo e o empurrando. — Gosto de ver a sua cara de desesperado. – Mikey soltou uma risada também e logo puxando a sua mala e arrumando suas roupas. – Pronto pra voltar? — Mais do que nunca. Não agüento mais esse inferno! – respirei fundo e passei a mão pelos cabelos. — Inferno? Por quê? — Só um baixinho chamado Frank Iero. Esse cara ta me enlouquecendo, Mikey. Eu to fugindo dele há semanas, e não sei mais como fazer isso. — Gerard, ele tem namorada. – disse meu irmão calmamente enquanto fechava sua mala.

Que? – estava, estava, estava sem reação.
- É. Isso mesmo que você ouviu. – Mikey respirou fundo e me olhou. – Esquece esse cara, ele é sobrinho do brigadeiro, mesmo se vocês dois ficassem juntos, tem noção da encrenca que isso ia dar, não só na vida dele como na sua?
- Tá. Tá certo, Mikey. – levantei da cama. E peguei a minha mala.
- Vamos, vamos sair desse inferno como você diz q ir pra casa. – Mikey passou a mão pelo meu ombro e saímos juntos. – Chuck disse que Billie está louco pra te ver, sabia?
- Hey, não tem nada entre eu e o Billie. – disse saindo já da base e entrando num táxi junto com Mikey.
- Porque você não quer. Por que não dá uma chance a ele? Aproveita e esquece o Iero.

Entramos no táxi logo depois que botamos as malas no carro. E fomos direto para New York e de lá pegar um trem para New Jersey. Ah, a cidade que é a nossa base, é a cidade vizinha a New York. Chegamos a New York e o frio tinha aumentado as ruas movimentadas e enfeites natalinos nos prédios, restaurantes, empresas... Chegamos à estação exatamente dez e trinta da manhã. Compramos uma passagem pra New Jersey, tomamos um café numa daquelas inúmeras lanchonetes dentro daquela aconchegante estação de trem. Nosso trem partiu às onze e meia. Fui calado, enquanto Mikey prestava atenção nas músicas do meu ippod porque o dele estava sem bateria. Eu apenas observava a paisagem, com o pensamento longe, tão longe que às vezes não ouvia mais nada. Sobrava apenas o silêncio que ecoava dentro de mim junto às batidas calmas do meu coração. Onde será que está Frank? Será que está com a namorada? Ah Gerard, Gerard! Tira esse cara da sua cabeça. Que merda!