O homem de terno e gravata que estava na beira da escada averiguando as pessoas que subiam, deixou que o anfitrião passasse com facilidade, subimos as escadas, chegamos no segundo andar. Atravessamos o corredor de portas tão iguais que chegavam a me confundir em certos momentos. Entramos num deles e a porta foi trancada. Com as luzes apagadas o homem sussurrou em meu ouvido novamente.

- Você não vai me ver... Apenas me sentir. Deixe a luz apagada... – Assenti, fechando os olhos e logo o homem tirou delicadamente a máscara de meu rosto.
- Por que não posso ver você? – Indaguei intrigado.
- Porque sou um homem misterioso... – Continuou com os murmúrios, enquanto me prendia na parede ao lado da porta com seu corpo, arrancava a minha gravata e abria delicadamente botão por botão da minha camisa já molhada de suor.

Senti seus lábios escorregarem pelo meu peitoral enquanto ele completava o ato. E com isso meus pêlos de todo o meu corpo se arrepiaram novamente. Como esse homem me faz arrepiar, meu Deus. Ofeguei mais ao sentir seus lábios tocarem a minha barriga abaixo do meu umbigo e suas mãos deslizarem pelas minhas coxas, até encontrar meu cinto.

Sem delongas o homem abriu o fecho do cinto e da calça, encontrando meu membro completamente rígido e ereto. Gemi ao sentir sua boca deslizar pelo meu membro mesmo por cima da cueca. Minha calça escorregou pelas pernas então logo a tirei totalmente de meu corpo com os pés. Estremeci ao sentir suas mãos puxarem a minha cueca pra baixo, deixando meu membro agora pulsante à mostra. Tirei seu chapéu e o joguei para trás. Tentei desamarrar o nó que prendia sua máscara, mas ele não deixou. Senti novamente seus lábios correrem pelo meu corpo, agora indo diretamente ao meu ouvido.

- Não pode tirar a minha máscara... – Sussurrou em meu ouvido, dando um pequeno chupão no meu pescoço em seguida. Apenas assenti com a cabeça.

- Não posso tirar a sua máscara... Mas, quero tirar a sua roupa. – Sussurrei em resposta, deslizando apenas meu lábio inferior próximo a sua orelha e subindo pelo seu rosto conforme minhas mãos tiravam rapidamente sua gravata e abriam os botões da camisa branca também suada.

Joguei a camisa pra trás, corri as mãos por suas costas agora nua, apertei seu corpo no meu enquanto ele nos empurrava o mais rápido possível pra aquela cama que eu mal sabia onde estava, pois a escuridão daquele quarto só era quebrada com as luzes que iluminavam a parte de fora da casa.

Cai sentado na cama, e logo o senti sentar-se em meu colo, apoiando seus joelhos em cada lado de meu corpo me deixando entre suas pernas. Subi minhas mãos por suas coxas, as apertando conforme o ato. Cheguei em seu cinto segundos depois, o abri e em seguida, desabotoei e puxei o zíper do tecido grosso que ainda impedia nosso contato. Adentrei sua calça rapidamente com uma de minhas mãos e logo senti seu membro tão rígido quanto o meu, o apertei o que o fez soltar um breve gemido e o acariciei, fazendo-o ofegar contra meus lábios.

Com a mão livre, segurei o cós da sua calça e de sua cueca puxando-as para baixo com um tanto de pressa. O homem se levantou e terminou de tirar as peças que ocultavam sua nudez. Assim que voltou a se sentar em meu colo, senti novamente os pêlos do meu braço se arrepiarem com o contato, e logo estremecer novamente com a sua mão em meu membro, que passava um líquido com cuidado fazendo meu membro deslizar mais fácil por entre seus dedos. O homem se levantou novamente, agora encostando seu peitoral no meu e sentou encaixando meu membro em si mesmo.

- Me fode... – Sussurrou em meu ouvido assim que chegou a base colidindo suas coxas com as minhas e soltando um breve gemido que, imagino, ter diso abafado por uma mordida em seu próprio lábio.

Atendi seu pedido, comecei a me adequar com os movimentos sugestivos que ele fazia. Aumentava minhas estocadas, arrancando, ora breves e ora demorados, gemidos. Gemidos soltos juntos aos meus, não só de prazer, mas com aquele homem tinha algo a mais, e eu podia sentir isso. Eu sei que podia...

Senti uma de suas mãos deslizar em minhas costas, seguindo até meus cabelos e os puxando firmemente inclinando assim minha cabeça pra trás. Senti seu quadril se movimentar de outra maneira, e agora rebolar sobre meu membro, o que me fazia delirar e enlouquecer. Aproveitei que meu membro estava lambuzado de lubrificante, e comecei e acelerar e investir mais fortemente de acordo com nossos movimentos. Apoiando assim uma de minhas mãos na cama logo atrás das minhas costas, o que me dava mais impulso para atender os pedidos entre sussurros e gemidos que aquele homem carregado de desejo e luxúria implorava em meu ouvido. Deslizei a outra mão por seu corpo suado até encontrar seu membro com as pontas dos meus dedos e assim o masturbar no mesmo ritmo que exercíamos nossos movimentos.

Sem delongas atingi seu ponto sensível, fazendo-o arranhar meu peitoral e puxar mais meus cabelos, agora resisti e continuei com meus lábios em seu pescoço, seus ombros, e até uma parte livre de seu peitoral.

O ar estava cada vez menor no ambiente e nossos ofegos e gemidos pareciam o único som. A essa hora a música de fora e todas aquelas luzes não faziam diferença. Era como estar em êxtase. Mais um gemido alto, e uma estocada mais forte que todas as outras e atingimos o ápice do nosso prazer, ele deixando a minha mão completamente melada, e eu o preenchendo com aquele líquido que escorria entre suas coxas. O homem saiu de cima de mim depois de longos segundos ainda rebolando durante meu gozo, o que me fazia delirar ainda mais. Tentei o olhar, quando se deitou ao meu lado, mas estava escuro demais. Algumas partes de seu corpo conseguia ver devido iluminação externa. Fitei seu rosto por alguns minutos enquanto exausto e completamente ofegante, mas a máscara impedia a identificação.

- Por que não me deixa ver seu rosto? – Perguntei intrigado minutos depois com a respiração já estabelecida.

Notas finais
aaah revieews amoores *----* saudades enormes de vs