Stop Crying Your Heart Out
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Nos encaminhamos para a cozinha, comemos lasanha e tomamos coca cola e lá fora a tempestade de neve que Frank dissera, estava caindo. Nossa conversa estava boa e interessante, pena que eu ainda estava sem jeito pela presença de Frank, como isso pode acontecer comigo? Oh Deus! Por que as palavras fogem de mim quando eu mais preciso delas?
- Mikey, vamos até meu quarto? – Bob fez uma pausa, embora corado, firmemente continuou. – Quero te mostrar algo. – Levantou-se esticando a mão para que meu irmão a pudesse segurá-la.
- Vamos. – Mikey sorriu e olhou pra mim, assim que eles saíram da cozinha não agüentei e ri baixo, balançando a cabeça negativamente.
- Que foi? – Perguntou aquela coisa pequena e gostosa que estava sentado ao meu lado, que atendia por Frank. Ta eu já parei.
- Nada, Frank. – O olhei ainda com um sorriso nos lábios.
- É, acho que sobramos. — Olhou para a mesa.
- Concordo. Essa coisa de mostrar o quarto já é coisa antiga não acha? — Sorri.
- Com certeza. – Rimos juntos.
Frank me fez levantar e ir até a sala do apartamento. Pegou uma garrafa de vinho tinto que demorou mais de meia hora pra escolher. Ele acendeu a pequena lareira da sala e me fez sentar ao seu lado naquele carpete, encostamos na parte de baixo do sofá, nossas taças foram preenchidas por aquele vinho escolhido com cuidado por Frank.
- O que achou do vinho? – Dei um gole e logo notei que Frank tinha jeito com os vinhos.
- Fantástico. – Respondi sem hesitar.
- E ai? Conte-me de você. Por que foi parar na força aérea? – Frank deu mais um gole, apoiou seu cotovelo no sofá e virou-se de frente pra mim.
- Porque Mikey me obrigou. – Pausei, dando mais um gole. – Praticamente. Mas... E você?
- Meu pai foi piloto. – Notei seu olhar triste e distante, assim que seus olhos foram desviados dos meus para sua taça. – Assim como meu tio. – Suspirou e voltou a me olhar.
- E onde ele está agora? — Perguntei um pouco mais interessado em sua vida.
- Faleceu quando eu era criança. Era muito ligado ao meu pai, e ser piloto faz eu me sentir, de alguma maneira, mais próximo a ele. Entende? – Desviou os olhos marejados e fitou as chamas que desenhavam aquela lareira.
- Eu sinto muito, Frank... – Sussurrei com pesar, e um aperto no coração ao sentir Frank tão abalado daquele jeito. Queria tirar meu pequeno daquela saudade que ele carregava desde sua infância. Só queria abraçá-lo e aliviar dessa dor que tanto atingia seu coração.
- Tudo bem... – O tom baixo de sua voz, revelava as lágrimas que ele teimava em esconder. Pus meu braço em torno de seus ombros, o abraçando de lado. – Estranho isso...
- O que é estranho? – Perguntei temendo que tenha feito algo de errado.
- Conversar essas coisas com você. Mal te conheço, mas... Me sinto seguro ao seu lado. – Fitou meus olhos e me deixou apenas... Sem palavras. Esboçou um sorriso, que me fez ficar gelado. E sentir sua respiração embriagar-se com a minha é pedir pro meu coração sair pela boca. Ele acariciou levemente meu rosto, até que escutarmos um gemido, mais ou menos como um“Anw... Vai Mikey...”. Não agüentamos, nos olhamos e rimos alto juntos.
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