Still love you

25 Capitulo vinte e quatro


Notas iniciais
aaaaah já disse o quanto vocês são demais? *---* obrigada por todo o carinho

POV KATE

Eu olhei para minha barriga e acariciei, em poucas semanas teria nossa filha no colo.

– Te amo – falei sorrindo.

– Também te amo, babe – ele disse.

Um barulho chamou minha atenção e eu ergui meu olhar, e nesse momento vejo dois homens com o rosto coberto entrando no metro no ultimo momento, e assim que o metro começou a andar um deles dispara para o alto.

– Kate, o que foi isso? – Castle perguntou preocupado.

– Eu... eu... eu não sei – falei.

– Kate, onde você esta, desça na próxima estação, estou indo – ouvi ele dizer, e depois disso um som de explosão.

Com o impacto da explosão eu caio no chão e meu celular vai para longe.

– Castle – falei tateando a procura do celular, precisava dizer para ele onde estava.

Ouvi mais um som ensurdecedor, estava tudo escuro, provavelmente essa linha do metro estava inacessível agora. Tentei fazer o mapeamento do local onde eu estava, então fui um pouco mais para tras, até sentir o banco, ou o que sobrou dele. Eu me encolhi ali e minhas mãos foram para minha barriga.

– Socorro – ouvi alguém berrar a minha esquerda.

Nesse momento alguma coisa caiu, não sei dizer se o teto ou algum dos palanques, mas estremeceu o chão e o deixou mais instável do que já estava. Sinto uma pressão na minha perna esquerda e arfo, tento movimenta-la mas ela estava presa a alguma coisa.

Tentei ficar calma, pois ele iria nos achar, ele sempre fazia isso, mas não pude evitar as lágrimas que desciam pelo meu rosto. Apertei mais forte minhas mãos em minha barriga, como se pudesse defende-la de alguma forma.

– Meu anjo – sussurrei, me sentia fraca e impotente.

Pude ouvir mais alguns gritos e gemidos, e a escuridão total tornava tudo mais assustador, não costumo ter medo das coisas, mas dessa vez eu estava. Com medo de não ser forte o bastante por mim, por ela, com medo de que algo acontecesse e do que eu deixaria para trás.

Senti um liquido quente nas minhas pernas e me desesperei.

– Não – arfei – não, não, não – passei minha mão pela minha coxa, mas eu não conseguia ver se era sangue.

Meus braços fraquejaram e caíram ao lado de meu corpo antes que eu pudesse cheirar e tentar descobrir se era sangue.

“Me desculpe anjo, me desculpe, por não ter sido suficientemente forte” pensei, não conseguia mais proferir nenhuma palavra. Meus olhos se fechavam aos poucos, quase nem notei pois já estava escuro mesmo.

Vejo uma luz ao fundo e penso no quanto clichê isso é, uma luz forte num túnel a chamando para a morte. “Oh meu Deus, Isa, eu não pude nem ao menos me despedir do meu bebe, e nem dele... ah Castle, como eu te amo”.

Minhas forças estavam esgotadas e eu já não lutava mais, eu não podia mais...

– Tem alguém ai? – ouço berrarem, achei que me chamariam pelo nome nesse momento.

A luz foi se aproximando juntamente com a voz. Pensei estar alucinando, mas com muita força abri os olhos. Minha visão estava embaçada por conta das lagrimas e da fraqueza, mas eu vi duas silhuetas andando de um lado para o outro.

“Será que... não, não é possível, como conseguiram entrar aqui?” pensei ao mesmo tempo que gritei “aqui” mas meu grito saiu mais como um gemido fraco.

– Acho que ouvi alguma coisa David.

Eu continuava falando “aqui, aqui” mas parecia que eles não chegavam nunca. Minhas forças, que já não eram tanta, se esvaeceram do meu corpo e eu apaguei.

TERCEIRA PESSOA

Apartamento da Alexis....

– Richard o que aconteceu? – Martha perguntou, ela estava na casa de Alexis também.

– Papai, o que tem a mamãe – Isa dizia já com lagrimas nos olhos.

– Por favor, fiquem aqui – ele disse – eu preciso ir – falou mexendo no celular.

– Mas papai.

– Meu anjo, preciso que fique aqui – ele disse pegando a menina no colo.

– O que aconteceu com a mamãe – ela já não segurava as lagrimas.

– É o que vou ver. Fique aqui, sim? Eu ligo para você assim que souber de noticias.

Isa não respondeu, apenas abraçou forte o pai molhando sua camiseta. Alexis foi até lá e pegou Isa do colo do pai, ele sussurrou um “obrigado” para a filha e saiu.

Estação de metro...

– Mulher grávida, sua bolsa estourou, deve estar de oito meses, um hematoma bastante grande na perna, havia um bloco de cimento em cima dessa perna e não encontrei documentos – um dos paramédicos dizia enquanto imobilizavam o corpo dela e a colocavam em uma maca.

– Emergencia, mulher grávida, dêem espaço – o outro foi berrando até chegarem na ambulância e irem em direção ao hospital.

– Será que são eles? – Ryan perguntava olhando os escombros do metro.

– Não sei bro, vamos ter que fazer exames de DNA no que sobrou, se é que sobrou alguma coisa – Espo falou.

Ryan fazia uma careta.

– Como conseguem fazer isso com outras pessoas? – falou.

– O que vocês estão fazendo aqui? – ouvem uma voz conhecida falar.

– Castle? – Espo se espanta – eu que pergunto, isso é uma possível cena de crime do nosso caso. O que você esta fazendo aqui?

– O caso dos terroristas? – Castle pergutou passando as mãos nos cabelos desesperadamente.

– Sim – Ryan disse – o que você faz aqui?

– Kate – ele fala simplesmente.

– O que tem a Kate – os dois detetives chegam mais perto dele preocupados.

– Ela estava nesse metro, usei um aplicativo para rastrear nossa ligação.... estávamos falando da nossa filha e... – ele não conseguiu se controlar.

Castle olhava para os escombros desesperado, as lagrimas caiam silenciosas por seu rosto. Ele se escorou em uma das paredes ali e respirava com dificuldade.

– A Kate estava ai? – Espo não estava acreditando.

O silencio de Castle respondeu a pergunta. Um paramédico passou por ali e Ryan o para.

– Você pode nos ajudar? Nossa amiga estava nesse metro, tem algum sobrevivente?

– Alguns, bastante feridos, não sei se conseguiria identificar sua amiga – o paramédico disse com pesar na voz.

– Ela estava grávida – Castle falou – morena...

– Levamos uma grávida ao hospital agora. Alta, morena, deveria estar com uns oito meses a... – ele respondeu.

– Para que hospital? – Castle o cortou.

O paramédico passou o endereço e Castle correu para lá. Espo e Ryan não poderiam deixar a cena de crime, nunca rezaram tanto para alguém do FBI aparecer.

Castle pisou no acelerador e não respeitou os sinais vermelhos, ignorou as 5 chamadas que tinha em seu celular de Alexis, ele não podia deixa-la agora. Estacionou feito um doido e entrou no hospital.

– Trouxeram uma paciente para cá, vitima de um acidente no metro, ela esta grávida, eu sou o marido dela, onde ela esta? – ele jogou tudo em cima da recepcista.

– Senhor, preciso que se acalme.

– ME ACALMAR? – ele riu nervosamente.

– Sim, uma paciente deu entrada aqui com essas características – a moça disse tentando parecer tranqüila, sabia o quanto era difícil esse momento para as famílias – sinto muito em não poder informar muita coisa, só o que sei é que ela esta na cirurgia, pedirei para virem avisar o senhor quando acabarem.

Ele foi até uma cadeira e desabou ali, seu rosto inchado pelo choro, pegou seu celular e ligou para Martha.

POV KATE

Eu estava confusa, os barulhos de maquinas hospitalares faziam uma tremenda bagunça na minha cabeça, me deixando com dor. Ouvia passos e pessoas falando algo que eu não conseguia entender, até ouvir uma voz conhecida.

– Leve ela para a sala de cirurgia agora. Tati, marque a consulta para mais tarde.

– Elizabeth? – falei baixinho, senti uma mão tocar a minha.

– Vai ficar tudo bem Kate.

– Só a tire com vida, é tudo o que eu te peço.

– Ela vai ficar bem e você também, vocês vão – Elizabeth disse, senti que estava andando pelo hospital, eu apenas assenti, os passos e os barulhos ficando longe novamente. – nunca perdi ninguém, não vai ser hoje que eu vou perder, é uma promessa.

Notas finais
spoiler "- Lanie, não foi culpa sua - Espo disse abraçando a mulher" bom, vou ali correr para as colinas, um beijo, e não esqueçam de comentar, beijos