Still love you
3 Capitulo dois
Notas iniciais
– Não quero acordar mamãe – a menina choramingou – deixa eu ficar aqui na caaaama.
– Nada disso – Kate disse tirando a coberta – hora de levantar.
– Mas hoje é sabaaaado, você não trabalha, deixa eu aquiii – ela tentou pegar a coberta de novo.
– Eu tenho um surpresa para você, mas você tem de levantar agora – ela disse para a filha recebendo atenção da mesma.
– Surpresa? – perguntou e Kate assentiu – ta bom – a menina se espreguiçou e foi para o banheiro.
Kate ajudou a menina a se trocar e então desceram para a cozinha para comer.
– Qual é a surpresa? – Isa perguntava curiosa.
– Calma – Kate riu – você me lembra seu pai sabia, ele também não gostava de surpresas – ela sorriu fraco.
– Eu queria ter conhecido ele – a menina ficou triste – me conta a historia da roupinha? – ela pediu.
Kate sorriu e começou.
“Era uma tarde quente em NY, Kate e Castle estava andando até um café que ambos gostavam, mesmo Kate não podendo tomar café por conta da gravidez, eles continuavam a ir ali, pois adoravam o lugar.
– Você viu aquela roupinha? – Castle falou fazendo com que Kate parasse também.
– Rick, é rosa e nem sabemos o sexo ainda – falou Kate sendo arrastada para dentro da loja.
– Tenho certeza que é uma menina, e ela vai usar essa roupinha quando sair do hospital.
Era um vestidinho rosa maravilhoso, cheio de babadinhos.
– Você é impossível – Kate riu quando eles saíram da loja.
– Você gostou, não gostou? – falou com a mãao na barriga da Kate – papai ama você.”
Ao terminar de contar para a menina, sentiu uma lágrima derramar.
– Ele acertou viu – ela sorriu fraco.
– Ele já me amava e nem me conhecia – a menina tinha lagrima nos olhos.
– Sim, te amava muito – ela foi até a filha e deu um beijinho nos seus cabelos.
Elas ficaram assim por um tempinho até que Kate disse que teriam de ir, se ela queria a surpresa. E então as duas foram pelas ruas de NY, andando de mãos dadas até o local onde Kate disse que estava a surpresa, ao virar a esquina e ver Isa parou e colocou as mãozinhas na boca.
– Mamaaaae – ela falou.
– Vem Isa – Kate riu.
A menina correu e passou Kate, entrando na loja de animais a frente, Kate seguiu a filha e assim que entrou viu ela conversando com os cachorrinhos.
– Eu quero todos – a menina disse e Kate riu.
Mas um em especial encantou a menina, ele ficava pulando no colo dela e lambia sua perna chamando a atenção.
– O que achou desse? – Kate perguntou pegando o cachorrinho no colo.
– Ameeeei – a menina fez carinho nele.
Elas então foram até a vendedora, compraram os potinhos a comida e uma caminha.
– É um labrador, a caminha logo vai deixar de servir, ele cresce bastante – a moça falou.
– Ai a gente compra outra né mamãe? – a menina estava com o cachorrinho no colo.
– Claro que sim.
Então as duas saíram da loja, Kate levando as coisas da cachorrinha e Isa a segurando.
– Então, qual será o nome?
– Huuum — a menina pensou um pouco – Hanna, ela tem cara de Hanna – ela disse.
– Hanna então. Que tal deixarmos isso em casa e irmos até o central Park?
– Você é a melhor mãe do muuundo. – falou fazendo Kate rir.
E assim elas fizeram, levaram as coisas de Hanna para casa e então foram ao central park, lá encontraram Alexis com o noivo e ficaram os quatro juntos.
– Haaanna, volta aqui – Isa dizia rindo e correndo atrás da cachorrinha.
– Vou ajuda-la – Kate riu.
As duas corriam atrás da cachorrinha que parou quando tropeçou em um homem.
– Desculpe moço – falou – ela é nova não pude ensinar ela ainda – Isa falou pegando a cachorrinha.
– Sem problemas – o homem sorriu para a menina.
Isa ficou paralisada quando viu o homem que já ia se afastando.
– Espera, moço – ela falou indo atrás dele enquanto Kate a chamava para voltar.
– Isa – Kate a segurou quando chegou nela – o que você estava fazendo?
– Eu vi o papai – a menina disse, os olhos cheios de lágrimas.
– Isa..
– Não mamãe, eu vi mesmo ele. Eu lembro dele das fotos que tem em casa, era ele mamãe, você tem que confiar em mim – a menina agora chorava.
– Querida, sei que você sente falta dele, mas ele não vai voltar anjo – Kate a pegou no colo – você o confundiu.
– Me leva até aquele moço, por favor mamãe – ela pediu – ele foi por ali.
Mesmo relutante Kate foi, a menina chorava em seu colo e isso partia o coração, estava com vontade de meter uma bala no coração do homem, só por ser parecido com Castle e ter deixado sua filha mal.
– Ali esta ele – ela falou fungando.
Kate então botou a menina no chão, pegou na mão dela e foi em direção ao homem, antes que Kate pudesse fazer qualquer coisa Isa fala.
– Papai?
E o homem vira por impulso para olhar. Kate para na mesma hora o encarando. O homem estava com um boné, o cabelo um pouco mais comprido e com barba, mas aqueles olhos azuis eram inconfundíveis.
– Castle? – ela engoliu em seco.
– Desculpe, acho que você me confundiu. – falou saindo, mas Kate foi mais rápida e segurou o braço dele.
– Eu não acredito – ela falou.
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Te-la tocando meu braço não estava ajudando, eu tinha que ir embora dali.
BURRO. Como fui deixar que se aproximassem tanto?
– Eu não acredito – ela sussurrou.
– Não sei quem é Castle – tentei soltar meu braço, mas ela estava segurando forte demais, e poderia machuca-la.
Ficamos por mais um tempo nos encarando, eu sabia que não tinha mais escapatória, uma vez que ela desconfiasse que eu estava vivo ela iria atrás de mim, seria questão de horas, ou dias, para me achar. Foram cinco anos, cinco anos esperando por um contato, uma solução, mas nada aconteceu. Eu não controlava mais meu corpo e então a abracei, a abracei tão forte quanto pude.
– Kate – sussurrei nos ouvidos dela.
Por um momento ficamos assim, mas então ela se separou de mim, me empurrando.
– Você esta vivo! – ela falou com lágrimas nos olhos, não era uma pergunta.
– Kate eu...
Mas ela não me deixou terminar, pegou Isa no colo e começou a partir.
– Mas mamãe.
– Mas nada, vamos sair daqui.
– Mas...
– Isabella Johanna Beckett, vamos sair daqui – Kate disse.
E então eu fiquei parado ali, olhando elas partirem.
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O dia acabou ali para Kate, ela não conseguiu segurar Isabella e a menina anunciou para todos que as duas viram o pai. Alexis e Martha tentavam fazer Kate falar, mas ela não conseguia, a única coisa que falava era que sim, era ele e ela tinha certeza mas ninguém estava acreditando muito.
Já em casa Isa estava no quarto dormindo, ou assim Kate achava, e Kate estava na sala olhando para o nada.
– Mamãe – a menina chamou descendo as escadas – porque ninguém acredita na gente?
– Isa venha aqui – Kate chamou a filha e bateu no sofá para ela sentar – lembra quando eu disse que o papai havia ido para um lugar bom, mas que nunca voltaria?
– Sim, você disse que ele morreu, mas eu não entendia direito, ai você me disse que morrer é dormir para sempre.
– Isso – Kate sorriu fraco – quando as pessoas “dormem para sempre” elas não voltam, e todos pensam que seu pai se foi, fica difícil de acreditar, entendeu?
– Sim... Mas o papai voltou – ela franziu o cenho – quer dizer que o papai não dormiu pra sempre?
– Eu não sei o que aconteceu – Kate pegou a mão da filha e fez carinho – mas ao que parece não, ele não dormiu para sempre.
– Hum... quer dizer que ele vai voltar para a gente?
– Não sei querida.
A menina fez biquinho e se deitou no colo da mãe que acariciou os cabelos da filha.
– Se ele aparecer de novo será que ele vai querer falar comigo? Porque eu queria conversar com ele.
– É claro que se ele voltar ele vai querer ver você – Kate sorriu.
Isa sorriu também e fechou os olhos, em pouco tempo estava dormindo. Kate a observou dormir por um momento, os cabelos castanhos e ondulados iguais ao da mãe, mas os olhos, o gênio e o sorriso dele, aquele sorriso que o deixa com os olhos pequenininhos. Kate suspirou, estava confusa, o que isso tudo significava?
Ficou mais um tempo ali com a filha e depois a colocou na cama, pegando o celular para ligar para Lanie.
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