Notas iniciais
Olá de novo, meus queridos!Bom, eu quero avisar que essa introdução é um bônus, narrado pela Wanda Maximoff. É uma espécie de revisão de Tears, além de podermos ver o ponto de vista resumido de Wanda sobre tudo o que estava acontecendo e o que vai acontecer. Desculpem-me por não estar muito grande, mas prometo que os próximos capítulos estarão maiores!Esse capítulo é dedicado a uma leitora que se tornou uma grande e especial amiga minha! Tauane, essa introdução é dedicada a você!Vamos ler?Boa Leitura! =D

Introdução

P.o.V. Wanda Maximoff

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"Algumas pessoas nasceram para amar, outras para serem amadas, e isso só renovava minha certeza de que eu havia nascido para amar somente as pessoas que iriam me deixar."

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Minha pior lembrança era aquela cena.

"O corpo baleado e ensanguentado de Pietro Maximoff caiu no chão seco e áspero. O choque de Barton era tremendo, mas quem realmente estava paralisada era Wanda Maximoff. O grito agoniante que escapara de seus lábios quando ela caiu de joelhos cortava qualquer um que observasse a cena."

Eu estava desabando. Por dentro e por fora.

Quando ele caiu morto no chão e sua doce alma fora para um lugar melhor, Pietro Maximoff levou tudo de bom que havia em mim com ele, deixando um coração estilhaçado e um corpo fraco como meus restos mórbidos para esse mundo cruel e insano.

"— Wanda, se você ficar aqui, vai morrer. — a voz robótica e falhada de Ultron ecoou.

— Eu já estou."

Eu havia morrido com ele, mas meu corpo e agonia ainda permaneciam nessa Terra de Caos.

"Com o coração do robô em mãos, olhou-o com repulsa e nojo enquanto ele sentia dor.

— É assim que eu me senti."

Porém a esperança não havia abandonado o meu espírito. Por diversas vezes, eu tentei, eu juro que tentei, trazê-lo de volta, mas o Universo, infelizmente, nunca conspirou ao meu favor. Magia, ciência, magia e ciência unidas... Nada que resultasse no retorno de Pietro. Mas eu continuava insistindo nesse ciclo vicioso e amargo de esperança, que só serviu para arrancar de uma vez por todas a minha ficha, mostrando que Pietro Maximoff estava realmente morto. E não havia nada para ser feito.

Foi então que a insanidade tomou conta de minha alma.

As pessoas falavam de mim pelos cotovelos; "Wanda Maximoff enlouqueceu", "Wanda Maximoff está agindo como louca", e isso só alimentava mais a minha vontade de sumir desse mundo. Pietro Maximoff era meu irmão e a única coisa que ainda me pertencia, mas ele havia ido, e as pessoas não conseguiam entender como isso era aterrorizador. Mas era fácil falar vendo a situação do lado de fora. E isso tudo me fazia enlouquecer, realmente. E minha loucura era pior do que os outros pensavam.

Eu me sentia egoísta, fraca e idiota. Egoísta, por querer que Clint Barton tivesse morrido no lugar de Pietro Maximoff, por querer que aquela criança sequer tivesse sido salva. Fraca, por ter perdido aquele que me sustentou durante todos os anos de minha vida, por ter perdido meu irmão: minha única família, meu único amigo e a única pessoa que eu tinha. E eu me sentia idiota, completamente idiota. Algumas pessoas nasceram para amar, outras para serem amadas, e isso só renovava minha certeza de que eu havia nascido para amar somente as pessoas que iriam me deixar.

Mas ele continuava sendo tudo para mim, ainda que dentro de um caixão, sem vida e sem sua luz. Seu sorriso ainda encantava minha mente e sua personalidade ainda me cativava. Eu realmente não daria uma boa irmã mais velha como ele era. Ser 12 minutos mais velho contava, sim.

E a voz de Pietro Maximoff ecoava em minha mente todos os dias como um delírio insano:

"Não me viu chegando?"

Eu possuía o dom de mostrar para as pessoas seus maiores medos, e eu havia feito isso. E eu odiava tudo em mim, pelo simples fato de quê, entre todos os medos, o único concreto era o meu. Pietro havia se sacrificado, como um irmão mais velho sempre faria. Porém, ele só tinha se esquecido que, ao salvar a vida do Gavião Arqueiro e daquela criança, ele tinha destruído a minha. E eu não o odiava por isso, mas me odiava. Se eu não o tivesse convencido a aceitar a proposta de Ultron, tudo seria diferente. "Você é estúpida, Wanda. Estúpida" era o que eu pensava todos os dias em que eu não queria mais pertencer ao mundo que me deu todas essas más coisas.

Mas o Universo nunca meu deixara partir e deixar de sofrer, o que me fazia odiá-lo cada dia mais e com todas as minhas forças. E eu adorava isso ao mesmo tempo.

Visão era quem me salvava todas as vezes em que minha dor estava prestes a acabar, e eu cheguei a odiá-lo por isso. Mas, desde a última vez em que ele me apoiara, eu senti que, por mais que a perda ainda doesse, eu precisava viver. Porém, eu não sabia de quê maneira fazer isso. Mas, talvez, ele me mostrasse como. Era um golpe arriscado confiar no Universo, no destino, novamente. Das duas últimas vezes, eu havia perdido meus pais e havia perdido meu irmão. Mas, dessa vez, poderia dar certo.

Eu jurei a mim mesma que essa seria a última vez que eu confiaria em alguém, que eu me apoiaria em alguém. Jurei que, se desse errado, seria a minha vez de morrer de uma vez por todas. Jurei que seria a única vez que eu seguiria meu coração. O Universo precisava, pelo menos uma única vez, ficar do meu lado.

E eu estava torcendo para que essa ideia estúpida de seguir o coração desse certo.

Precisava dar certo.

Ainda que todos tivessem desistido de mim, Visão não tinha. E, enquanto alguém estivesse ali por mim, eu iria tentar. Visão era o único que ainda se importava comigo o suficiente para estar ao meu lado. Ele era minha única chance e minha única esperança. E eu tentaria.

Enquanto ele estivesse ali, eu tentaria.

O dia de amanhã continuava sendo um mistério, de um jeito ou de outro.

Notas finais
Bom, foi isso, gente!Beijitos sabor Vick e até o próximo capítulo! Aguardo reviews!"E que a purpurina sempre esteja ao seu favor".