Still Miss You

3 Capítulo 2 — Hard Night In Hell


Notas iniciais
PESSOAS, NÃO ME MATEM PLEASE! Sim, eu sei que eu demorei, mas nossa! Minha vida tá tão complicada que vocês não tem ideia! Tô cheia de trabalhos, provas, etc. e etc., tá complicado. Sem contar que eu estava escrevendo esse capítulo pelo Word e perdi-o INTEIRO. Mas, vamos ver o lado bom da história? Mudei grande parte do enredo. Não os acontecimentos principais que já iriam acontecer, mas o que leva a esses acontecimentos. Enfim, vocês vão descobrir nesse capítulo, haha! Recomendo que o leiam escutando essa música: http://listenonrepeat.com/watch/?v=67vw8orel6s#The_Originals_-_Jelousy_Promo_Song_-_Robin_Loxley_%26_Jay_Hawke_-_Hard_Night que inspirou o capítulo! E MUITO OBRIGADA POR TODO O FEEDBACK, LINDOS ♥ Esse capítulo vai para a linda da Luíza, que recomendou SMY ♥ OBRIGADA! E obrigada também a todos os outros que comentaram, favoritaram e não desistiram ♥ E Queen Of Hell, o próximo capítulo será dedicado para você! Enfim, boa leitura!

Capítulo 2 Hard Night In Hell

Sangue escorria do corte em sua bochecha, o qual ardia como se fosse ácido. Suas mãos já estavam marcadas com as cordas, ainda mais com o tamanho esforço que ela fez para soltá-las da cadeira. A pele de Wanda Maximoff suava e seu uniforme vermelho já estava molhado, enquanto a capa que dava um detalhe a mais ao uniforme estava no chão. A cadeira deixava suas costas desconfortáveis, e a fúria passava como cargas elétricas por seu corpo.

— Você não vai arrancar nada de mim, sua imunda. — a Maximoff rosnou para sua oponente, que a encarava com um sorriso carregado de ironia.

— E quem disse que quero algo de você? — Wanda encarou a mulher confusa. — Mas uma pessoa ficará muito feliz em saber que pelo menos um de seus filhos gêmeos permanece nesse mundo. Porém, enquanto ele não chega... Você pode apodrecer.

A mulher de cabelos na altura da cintura caminhou para fora da sala e, usando magia, fechou a porta de metal atrás de si. O cheiro de sangue que vinha de suas feridas incomodava Wanda, mas ela não poderia fazer nada senão resistir firme. Eles irão sentir minha falta, virão atrás de mim... Certo? Wanda pensou consigo. Respirou fundo, e a única coisa que fez foi soltar um grito agudo, que ecoou pelas paredes cinzentas do local.

**

UM DIA ANTES

"Ele morreu, Wanda Maximoff, por sua causa!!!!" era o que as vozes gritavam.

A feiticeira corria por um extenso corredor, cheio de portas abertas. A cada porta pela qual passava, Wanda via algum dos pecados que cometera ou pessoas que amou, agora lhe julgando. O lugar parecia um labirinto sem saída, e quanto mais corria, mais sentia-se a beira de desabar. Entrou por uma porta e se encontrou com seu próprio reflexo, segurando o bebê Barton nos braços, enquanto mostrava suas piores lembranças para a criança em forma de magia. Nathaniel chorava, e por mais que a Maximoff gritasse para que seu reflexo parasse de assustar a pobre criança, ela se sentia invisível. Caiu de joelhos e socou o chão repetidas vezes, murmurando xingamentos contra si mesma. Inevitavelmente, olhou para seu reflexo novamente, porém não o viu mais ali; viu Visão, estendendo sua mão para ela. Antes que a Maximoff pudesse agarrá-la, seus olhos se arregalaram ao assistir o androide ser golpeado por trás, e sua cabeça mecânica sair rolando pelo local.

A feiticeira acordou arfando e sentou-se em um pulo, assustada e horrorizada com o pesadelo que acabara de ter. Levantou-se da cama e o primeiro nome que veio em sua mente foi Visão. Não se encarando no espelho e ignorando o fato de estar de camisola, Wanda abriu a porta violentamente e correu pelos corredores da sede dos Novos Vingadores enquanto procurava apenas por uma pessoa. Ou melhor, um androide. Passou por mais algumas portas e nem se deu conta de que já estava no pátio principal, e antes que pudesse ir para o próximo corredor de quartos, escutou vozes familiares vindas da sala de reuniões. Era a voz de Steve Rogers e, em seguida, escutou o tom robótico de Visão.

Diminuindo o ritmo de seus passos, Wanda caminhou sutilmente até a sala de reuniões e encostou-se na parede branca e gelada ao lado da porta, de forma sorrateira, enquanto escutava a conversa dos heróis.

— ... Só estou dizendo que é arriscado, Visão. Ela está instável, como quer que eu a mande para uma missão arriscada? — Rogers tinha um tom sério e um pouco grosso demais para um patriota.

— Wanda é capaz disso, Capitão! Só acho que, se vocês querem que ela realmente melhore, deviam acreditar mais nela. E acreditem, não contar a ela sobre missões importantes é um péssimo passo para a melhora dela.

Houve silêncio dentro da sala e Wanda deixou escapar um suspiro fraco, enquanto seu punho se fechou em um ato de raiva. Então, é dessa forma que os outros vingadores se importam comigo.

— Visão está certo, Capitão. — uma voz masculina que Wanda não conhecia muito bem surgiu na sala de reuniões, mas a Maximoff presumiu que fosse Scott Lang, o Homem-Formiga, o qual ela mal via desde seu alistamento. O que é isso, Wanda, você não vê simplesmente ninguém desde que se tornou uma Vingadora, ela caçoou de si mesma. — Isso não contribuirá de forma alguma para um progresso no estado de Wanda. Abra uma exceção, pelo menos para ela.

O silêncio tomou conta novamente da sala e, em um ato involuntário, Wanda cruzou os dedos em forma de torcida e aguardou a resposta de Rogers. Ele precisa concordar, eu... Eu preciso de uma chance.

— Eu sinto muito, mas não posso colocar a segurança de minha equipe em risco, rapazes. Em uma próxima missão não tão arriscada, talvez... Mas não nessa, não agora. Não posso colocar vocês em risco, e fim de discussão. — o tom de Steve havia sido suave, mas não era aquela a resposta a qual Wanda Maximoff queria.

Furiosa, retirou-se dali com os punhos cerrados, disposta a fazer o que fosse preciso para provar a Rogers que ele estava errado.

**

Seus ferimentos estavam começando a se curar, graças ao seu pequeno fator de cura. Parou de se concentrar em sua dor e desviou seus pensamentos para algo qualquer que pudesse acentuar seus pensamentos e fazê-la pensar em algum plano. Navegando por suas memórias, lembrou-se dos versos de uma música que marcara-lhe a vida, principalmente por Pietro sempre dizer que definia muito tudo pelo qual eles já passaram.

It's such a hard time

É um momento tão difícil

But I don't need no ones help

Mas eu não preciso da ajuda de ninguém

It's such a hard night in hell

É uma noite tão difícil no inferno

Focou seus pensamentos nas três linhas da melodia e cantarolou-a baixinho para si mesma, encontrando forças para reunir sua magia e soltar-se das cordas que prendiam suas mãos a cadeira. Eu posso fazer isso.

**

NAQUELA TARDE

Depois de apertar algumas teclas no closet automático projetado por Stark, o traje preparado para ela apareceu. A roupa era vermelha, acompanhada da meia-calça e das botas da mesma cor, além da capa com o feixe dourado em formato de A, representando os Avengers. Após vestir-se, se virou para encarar as pastas de arquivos que ela havia furtado da sala de reuniões, as quais estavam jogadas e espalhadas pela cama.

Depois de passar de forma sorrateira e esquiva por todos da torre, chegou na pista de pouso, a qual estava silenciosa. Apenas o salto de suas botas era audível enquanto ela andava, e Wanda Maximoff logo mirou em seu alvo: alto, negro, grandes músculos e usando o uniforme da S.H.I.E.L.D, o homem fazia a manutenção interna de um dos jatinhos e nem notou a presença da mesma até o momento em que ela tocou seu ombro. O forte homem virou-se e encontrou uma feiticeira, que cruzou os braços e fez sua expressão mais séria.

— Pilote.

— E se eu não quiser fazer isso, milady? — questionou o moreno, recheado de ironia.

Wanda girou uma de suas mãos e movimentou os dedos, fazendo com que o homem começasse a ficar sem ar, enquanto uma aura vermelha envolvia o pescoço do mesmo.

— Eu só vou falar mais uma vez. — ela parou o feitiço e ele arfou, apoiando em uma das paredes do jatinho. — Pilote.

O mesmo a olhou assustado, porém foi em direção ao banco do piloto e se sentou, logo ligando a aeronave. Com as pastas embaixo do braços, Wanda se sentou e pegou uma delas; precisaria lê-las várias vezes para encontrar pontos fracos.

A missão consistia em um pequeno grupo de mafiosos que estavam contrabandeando equipamento Chitauri para fora do país. Os integrantes estavam em Washington D.C. e, naquela madrugada, transportariam mais uma carga para o Canadá. Contendo cerca de quatro integrantes, a Maximoff ainda não entendia o motivo de uma missão tão simples ter sido passada para os Vingadores. Afinal, eles eram os maiores heróis da Terra, mas existiam outros heróis e agentes da S.H.I.E.L.D, a única precaução que deveriam tomar era a de não encostar em nada Chitauri.

De repente, algumas sirenes começaram a soar altas na pista de pouso no mesmo momento em que eles levantaram voo. Wanda apenas conseguia ouvir a mesma exclamação que acompanhava as sirenes: "Voo não autorizado! Repetindo: voo não autorizado!".

— Para onde iremos, senhorita Maximoff? — o piloto perguntou com a voz rouca e baixa. Sabia que, se voltasse para a pista de pouso, "a louca feiticeira Maximoff poderia matá-lo". E ele tinha muito amor a sua vida.

— Para Washington, D.C.

NAQUELA NOITE


As ruas de Washington estavam praticamente vazias, e apenas se via o movimento de alguns carros pela estrada naquela parte da cidade. Não havia muitos postes de luz acesos, e alguns piscavam enquanto os saltos da mulher faziam eco pelo beco. Wanda Maximoff pedira para o piloto deixá-la um pouco longe do ponto de encontro para não ocorrer o risco de rastrearem a aeronave. Ao chegar no ponto em que precisava, encarou-o e sorriu. Bem no fim daquele beco se encontrava uma porta de metal muito similar ao vibranium, a qual era engolida pelas sombras para que ninguém a notasse. Ao lado da porta, ainda mais escondido pela escuridão, encontrava-se um painel numérico. A Maximoff logo digitou o código que tivera que memorizar, e a porta foi aberta. Preparou-se para atacar, mas não encontrou ninguém.

Entrou no local cuidadosamente, usando um feitiço para que seus saltos não fizessem barulho, parando bem no centro do salão. O lugar tinha algumas outras entradas sem porta, que levavam para outros lugares, enquanto as paredes eram cinzentas e o teto estava parcialmente coberto por uma grossa camada de mofo. Naquela sala, Wanda viu barras de metal espalhadas e diversos equipamentos Chitauri; alguns em caixas e alguns desempacotados, e logo se deu conta de que realmente havia muito equipamento ali. Capacetes, armas, pedaços de armadura e até mesmo alguns destroços das naves Chitauri, inclusive a grande cabeça de uma das naves-mãe dos alienígenas.

A porta atrás de si fechou-se de repente e a Maximoff se virou, pronta para atacar. Mas, novamente, não viu ninguém. Ao olhar para a frente de novo, encontrou sua oponente.

Cabelos longos e verdes na altura da cintura, olhos da mesma cor e a pele branca, porém corada. Usava uma calça preta justa, levando consigo um coldre carregado de armas e balas. O top verde combinava com os saltos, que eram da mesma cor. A mesma tinha um olhar carregado de confiança.

— Ora, ora... — a mulher falou com desdém. — E eu pensei que a armadilha atrairia vários ratos. Mas vejam só, a única presa que me interessa está aqui.

— Presa? — Wanda questionou confusa e, de repente, viu a mulher levantar uma barra de metal com as mãos e lançar em sua direção. Quase não teve tempo para ativar um escudo, mas conseguiu e, envolvendo o metal com sua magia, jogou-o de volta, porém a garota de cabelos verdes desviou facilmente.

— Você realmente achou que isso era uma missão contra contrabando Chitauri? — ela riu com ironia — Bobinha. — dito isso, lançou contra Wanda duas barras de metal com força. A Maximoff desviou de uma, porém a outra lhe acertou em cheio, a prensando contra a parede.

Já contando vitória, a mulher não teve tempo de pensar em nada quando a feiticeira se soltou e lançou raios de sua magia contra ela, a fazendo bater de costas contra a parede da sala seguinte, caindo em cima de várias caixas cheias de isopor.

A Feiticeira Escarlate adentrou a sala logo em seguida, pronta para combate.

— Quem é você? — Wanda tinha suas mãos em posição de ataque, enquanto seu tom se mantinha sério.

— Eu? — soltou um riso de desdém. — Achei que soubesse, irmãzinha.

Aproveitando o momento de confusão da Maximoff, a mulher correu para cima da feiticeira e tentou lhe atacar com as unhas, porém Wanda a jogou novamente para a sala inicial. Era o que eu precisava, pensou a vilã, logo pegando uma barra de metal com as mãos e acertando em cheio o rosto da feiticeira, que caiu com o rosto no chão.

Antes que pudesse se recompor, a feiticeira olhou para cima e viu o rosto de sua oponente, que abaixou-se na altura da feiticeira para encarar o pavor em seus olhos.

— Eu sou Lorna Dane, filha de um mutante poderoso e... Bom, irmã de uma feiticeira patética e de um pobre rapaz morto. — ela sorriu satisfeita quando os olhos de Wanda se apavoraram ainda mais. — É só o que precisa saber de mim.

Ao terminar a frase, desferiu um soco contra o rosto da Maximoff, e ela apagou.


**


Levantando-se da cadeira, caminhou até a porta e, com dificuldade, a abriu com magia, jogando o material de vibranium contra uma parede. Antes de colocar os pés para fora da sala, escutou vários tiros vindos de não muito longe. Saiu e apertou seus passos, indo rápido em direção a sala inicial. Ao chegar, sentiu a adrenalina subir por suas veias. Visão, Steve Rogers, Scott Lang e Samuel Wilson, todos juntos lutando contra vários atiradores, lutadores e, claro, sua líder Lorna Dane.

— Não queremos guerra! — gritou Samuel Wilson, enquanto se defendia de mais um atirador.

— Não, nós queremos! — a Maximoff gritou e seu olhar se cruzou com o de sua oponente, que cerrou os dentes.

Ao perceber que os Vingadores estavam em desvantagem e em área de risco, já que havia o risco de ter contato com equipamento Chitauri, Wanda correu até eles e abriu um campo de força em volta do equipamento Chitauri, para prevenir futuro contato. Todos olharam para ela pelo canto dos olhos, porém Visão não conseguiu continuar lutando quando a viu ferida, sem sua capa e com os olhos cansados. O homem sintético caminhou com passos lentos em sua direção, ignorando o campo de batalha a sua volta, e quando estava perto o suficiente dela, parou. Wanda o encarou e arfou, sentindo-se cansada ao estar usando tanta energia. Antes que Visão pudesse fazer algo, Lorna investiu e jogou um recipiente de metal na Maximoff, que soltou um grito fraco ao ser atingida na cabeça e caiu no chão desfazendo o campo de força, e antes que qualquer um pudesse fazer algo, um dos lutadores da Dane pegou Visão de surpresa e lançou contra o equipamento Chitauri.

Wanda não conseguiu reunir forças para gritar, apenas abriu sua boca e arregalou seus olhos, enquanto encarava o androide. Visão reunia forças para se levantar, porém seus pensamentos estavam confusos e ele não conseguia controlar seus movimentos ou pensar em controlá-los. Steve, vendo a situação, se chocou.

— Cancelar a missão! Repetindo: Vingadores, cancelar a missão! — o Capitão gritou enquanto corria na direção de Visão. Empurrou o material Chitauri com seu escudo e pegou o corpo robótico do androide, colocando-o sob seu ombro. Os outros já saíam e Scott Lang ajudava Wanda Maximoff a se levantar. Assim que o Homem-Formiga apoiou a feiticeira em seus braços, saiu pela porta seguido de Steve.

Correram pelo beco e logo entraram no quinjet dos Vingadores, que era pilotado por Natasha Romanoff. Enquanto levantavam voo, Wanda conseguiu escutar a voz de Lorna Dane lhe atormentando.

— Até breve, irmãzinha!

Notas finais
Não vou falar nada mwahahahahaha Espero que tenham gostado, e nos vemos nos comentários! Beijinhos! "E que a purpurina sempre esteja ao seu favor"
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.