Notas iniciais
Pronto, escrevi, e, espero que gostem do que vão ler. Eu realmente dei o meu máximo, mas, não sei se ficou bom. Então.. Vamos lá!! ((:

P.O.V Rachel

É, começo de mais um dia. Eu estava super apaixonada por aquele garoto, eu sei que é estranho demais isso. Faz duas semanas que eu o conheci, mas ele mexe comigo. Ele parece ser a pessoa que pertencia a mim. Eu só queria estar perto dele, sempre. Eu sentia falta dele, sempre quero estar com ele. Nunca me senti assim antes, nem com Jesse e nem com nenhum outro, talvez, namorado ou ficante. Eu apenas... Apenas queria ficar com Blaine.

Comecei a me arrumar. Só de ouvir a voz do moreno no telefone, me deixou nas nuvens. Eu estava empolgada, queria chegar na casa dele logo, e tocar seus lábios o quanto antes. Em “um piscar de olhos”, já estava arrumada. Vestido verde, talvez meio curto, e uma sandália branca. A empolgação só aumentava, e eu decidi colocar o anel que estava dentro da caixinha que Blaine me dera no encontro interior. Era um anel lindo: Dourado e com detalhes prateados. Se eu colocasse, ele entenderia que eu havia aceitado seu pedido de namoro, já que desde nosso último contato, eu não o respondi. Mas, era evidente que minha resposta é sim. Eu... Eu amo Blaine. Independente de isso ser estranho ou ridículo.

Pedi para um dos meus pais me levarem para a casa de Blaine, já que era um pouco longe e eu estava com bastante preguiça de andar até lá. Assim o mesmo fez, me deixou em frente à casa de Blaine e iniciou uma breve conversa antes de me deixar sair do carro.

- Que lindo esse seu anel, filha! – ele falou, em um tom meio brincalhão, como se estivesse lido algo em meu sorriso, que era bobo desde que eu entrei no carro. – Não parece ser um anel comum, só um acessório... – continuou, como se quisesse uma resposta.

- Pai... É que... – eu queria dizer, mas ainda não tinha certeza total. Blaine estava estranho na última vez que nos vimos, e, eu não quero dar falsas informações pros meus pais. – Olha, depois eu explico, ta bem? – sorri e assim, terminamos a conversa, com uma troca de beijos na bochecha.

Desci do carro e acenei pra ele. Voltei-me para a casa do moreno que, provavelmente, me aguardava lá dentro. Andei devagar e um tanto empolgado, queria encontrá-lo logo. Eu parecia estar tão longe, mas só em alguns passos, eu o tocaria. De repente, ouvi um som vindo do quintal, talvez ele estivesse lá. É, a voz era dele, mas... Tinha outra menina lá. Será a mãe dele? Não, não pode ser.

Eu não queria ter feito isso, mas, comecei a andar lentamente e sem fazer barulho para perto de onde vinha o barulho. Abri uma portinha que tinha no lado do jardim, que dava pra área da piscina, ao qual eu já via daqui. Dei mais alguns passos e pude ver. Blaine e uma garota de cabelo castanhos conversando, muito próximos por sinal. Ele... Ele parecia sentir algo pro ela. Será que ela era a... A ex-namorada dele? Não. Não pode ser. Me senti triste, mas me recompus, comecei a andar em direção dos mesmo, mas, fui surpreendida pelo beijo dos dois. Eu não estava acreditando, mas Blaine estava beijando-a. Como? Como ele pode estar fazendo isso comigo?

Respirei fundo para não começar a chorar, apenas tirei o anel do meu dedo e joguei longe, reparei que o mesmo caiu dentro da piscina, mas e então, corri para fora dali. Lágrimas brotaram dos meus olhos, e eu não me agüentava. Meu mundo estava caindo, e eu me sentia tonta e com bastante dor de cabeça. Como ele pode ter feito isso comigo? Ele me disse coisas tão lindas no piquenique. Ele parecia gostar de mim, mas, talvez. Isso tinha sido apenas uma paixão rápida, à qual ele só me usou enquanto a ex-namorada dele não voltava. Tentei parar de pensar nisso, mas era impossível.

[...]

Cheguei em casa o mais rápido do que imaginava e meu rosto estava quente demais. Minha garganta doía e meu coração estava acelerado. Meus pais não estavam em casa, e isso era ótimo, já que eu não queria que eles me vissem assim. Fui ao banheiro e me limpei, me recompus, mas nada adiantou, pois logo eu estava no meu quarto, chorando feito uma tola. Não sei quem era pior, Jesse que teve um relacionamento, meio longo, comigo mas me chutou de uma hora pra outra, ou Blaine que, nem começou à namorar-me e já me traíra. Merda! Só acontecem coisas ruins comigo. Eu não mereço isso.

Resolvi dormir, mesmo que isso tenha demorado pra acontecer. Meus pais passaram em frente a porta e perguntavam se eu estava bem, e eu apenas respondia que sim e que estava muito cansada para sair, já que havia nadado muito na piscina de Blaine. Eles insistiam em entrar, mas eu logo os convenci de que estava bem, e que não agüentaria levantar da cama tão cedo. Minha voz era convincente e eu agradeci muito por isso.

[...]

Logo era dia. Eu me arrumei pra ir à escola, como de rotina. A única diferença era que eu estava destruída. Não deixei isso me atrapalhar em relação à minha rotina matinal. Fiz tudo como sempre e segui para a escola. Minha aparência estaria boa, se não fosse pelas minhas olheiras péssimas. Eu acordei várias vezes durante à noite e Blaine ocupava todos os meus sonhos.

O caminho foi torturante, eu apenas queria chegar na escola. Meu celular estava desligado, desde que eu havia saído da casa de Blaine. Eu não queria nunca mais falar com ele, não queria nenhuma ligação ou SMS, então apenas o deixei assim. O carregava no bolso e esperava momento certo para ligá-lo.

Adentrei a escola e logo me encontrei com Tina. Fomos ao banheiro e eu desabafei para ela. Contei o que havia acontecido no dia anterior. Contei com o feriado tinha sido péssimo e que eu apenas queria ficar o resto da minha vida trancada no quarto. Como minha melhor amiga, ela me encorajou e eu saí um pouco melhor dali. Eu liguei os pontos e percebi que hoje eu não teria aulas com Blaine, e isso era bom, talvez a gente não se visse, mas, tinha aula do coral hoje e, o nosso encontro era inevitável.

[...]

O dia passou rapidamente, mas do que eu esperava. Já era hora de ir à sala do coral e assim o fiz. Tinha estava de braços dado comigo, ela passou o dia inteiro comigo. Até assistindo aulas ao qual não eram de seu tempo e dia. Ela estava sendo uma amiga ótima e eu à avisei que ia cantar uma música. Tina concordou e me encorajou mais ainda. Eu me senti ótima e já havia me planejado.

Ao chegar na porta do clube do coral, Blaine me esperava lá, e eu congelei. Tina me puxou e eu fui junto a ela, com a cabeça abaixada.

- Não adianta, Blaine. Apenas nos deixe em paz! – ela disse autoritária. Eu não tinha coragem de olhá-lo. Lógico que eu choraria. Ele me tocou rapidamente e Tina logo o afastou com um empurrão leve. – Deixe-a em paz, Blaine Anderson!

- Rachel... – ele disse baixo, parecia triste, pois eu o tratava com frieza, sequer levantei o rosto. – Vamos conver..

- Cala boca, seu ridículo! – gritou Tina e entrou comigo na sala do coral.

Sentamo-nos lá atrás, minha tristeza era aparente e todos haviam me olhado estranho. Will parecia bem preocupado, mas nada disse.

- Ok. Vamos começar com a atividade, tudo bem? – ele olhou para todos e eu serrei os lábios.

- Mr. Schue! – Tina falou em um tom de voz alto e todos olharam para ela – e para mim. – Rachel gostaria de cantar uma música, ok? – ela disse para ele, e também olhando para mim.

Eu assenti com a cabeça e me levantei com um pouco de dificuldade. Sentei em um banquinho no centro da sala, e me preparei. Tentei ao máximo não olhar para Blaine, mas eu sentia que ele me olhava, focado e preocupado. Logo que comecei, eu olhei pro moreno e senti algo dentro do meu peito doer.

“There's a fire starting in my heart, reaching a fever pitch, it's bringing me out the dark... Finally I can see you crystal clear, go ahead and sell me out and I'll lay your ship bare...”

‘Adele – Rolling In The Deep’. Nada melhor que Adele pra me ajudar à expressar o sentimentos que eu estava sentindo no momento. Eu estava cantando a música com ternura, e minha voz saía mais fraca do que o normal. Eu tentava não falhar, mas, ao chegar um pouco depois da metade da música. Lágrimas caíram do meu rosto e minha voz falou totalmente. Eu senti um impulso pra frente, mas me equilibrei. Comecei a chorar novamente e parei de olhar para Blaine. Corri dali, e fui direto ao banheiro feminino mais próximo, que por sinal, estava vazio.

End’s P.O.V Rachel.

-x-

Todos os integrantes do clube do coral ficaram chocados, e todos olhavam para Blaine. Tina se precipitou e levantou-se, Blaine fez o mesmo e passou na frente da garota.

- Agora é minha vez, Tina! – ele disse meio sério, estava disposto à conversar com sua, talvez, namorada.

- Não, Blaine, você não pode! – disse ela, correndo atrás dele, para perto do banheiro. Mas, logo o garoto entrou lá dentro e se trancou.

[...]

- Rachel... – disse Blaine, com uma dor no peito. – Por favor, vamos conversar!

- Saia daqui, Blaine. Por favor, e-eu... – ela estava chorando muito e virada para a parede.

- Não, por favor. Eu que peço. Eu só quero saber o que houve. Porque... Porque você está me tratando assim? – ele perguntou sincero. Rachel não acreditou no que o mesmo disse e se virou, com a boca aberta, pois estava chocada.

- Blaine! Você.. VOCÊ É UM RIDÍCULO! VOCÊ BEIJA OUTRA GAROTA E VEM COM ESSA CARA DURA DIZER QUE NÃO SABE DE NADA? – ela gritou, como nunca gritou antes, a cada segundo saía uma lágrima de seus olhos.

- Rachel? – ele não acreditara que a morena o viu beijando Claire, e apenas arregalou os olhos. – Não, não foi isso, meu amor! – ele falou rápido, talvez até demais. Se aproximou da mesma e colocou a mão em seu braço. – Me escute! – olhou para ela, a mesma o empurrou.

- Me deixa em paz, você... Eu te odeio! – ela falou da boca pra fora e saiu do banheiro. Blaine a seguiu. Percebeu algumas pessoas olhando pros dois. Rachel se sentia ofendida, pois todos olhavam para ela, e seu rosto estava muito molhado.

Ela foi até a rua e pegou um táxi, Blaine chegou junto a ela, mas a garota fechou a porta em sua cara e mandou o táxi seguir. Blaine ficou ali, bem triste, a ponto de chorar. Mas, mesmo assim, não o fez, apenas foi para o estacionamento e pegou seu carro.

[...]

P.O.V Rachel

Nossa, eu sou uma idiota. Como pude ferrar uma performance assim? Eu estava indo bem. Não, mentira. Eu estava péssima mesmo e paguei um super papelão na escola. Aquilo tudo foi muito constrangedor, e ela agradeceu por ter saído de lá logo. Mesmo que isso vá durar por dias, eu me sentia mais aliviada.

Pedi pro taxista me deixar em um parque que havia ali perto. Paguei a corrida e desci do carro. Sentei-me em um banco dali. O local estava completamente vazio e eu me sentia melhor assim. Chorei mais um pouco, mas logo me limpei com alguns lenços que tinha na bolsa que carregava. Não ia deixar isso me abalar. Não ia deixar Blaine me abalar. Não sabia o que fazer, apenas fiquei olhando pro céu e uma música me veio a cabeça. Eu nem sabia se era certo cantar ali, de repente, mas resolvi tentar, e então, apenas deixei a voz me guiar.

“Can you feel me, when I think about you? With every breath I take... Every minute, don't matter what I do. My world is an empty place...”

Selena Gomez, uma das minhas inspirações. Cantei “A Year Without Rain” inteira, sem nenhum erro, e com bastante emoção. Sentia-me mais leve à cada palavra e também menos triste. No fim da música inteira, senti gostas de chuva pingar em mim. Olhei para cima e percebi as nuvens escuras. A chuva começou a apertar e eu não sabia o que fazer. Fiquei meio desesperada, e então, apenas comecei a andar. Ia tentar chegar em casa logo, e tentar esquecer isso tudo que me aconteceu, mesmo que seja meio impossível.

Notas finais
Jeeeeeeeesus! Ficou uma bosta, eu sei. É sério. Eu... Estou me sentindo... Arg. Espero que gostem, fiz com muito carinho e espero que tenham lido assim. Enfim... Espero postar o quanto antes, mas minha pouca criatividade tem que ajudar! ;P
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.