Still In My Life
3 Capítulo 3
Encontro. Será que aquilo era um? Blaine ficou pensativo enquanto dirigia seu carro. Rachel estava ao seu lado, super sorridente, e ele se sentia feliz pela mesma. Não entendia porque, mas ver a garota feliz lhe deixava feliz. Ele pensava em quais fatores levariam aquele a ser um encontro, será que Rachel não acharia estranho ele chamá-la para um encontro assim, de uma hora pra outra?
– Ei, Blaine, tá tudo bem? – perguntou Rachel, olhando um pouco preocupada para o garoto.
– Claro! – sorriu e se sentiu um pouco envergonhado – Porque a pergunta? – disse se fingindo de desentendido.
– Nada não. – retrocedeu e olhou pro fora do carro – Já está chegando?
– É aqui! – disse baixo estacionando o carro na esquina da cafeteria e saindo do carro, juntamente à garota.
Eles desceram e Blaine se sentiu um tanto nervoso. Será que era um encontro? E porque ele estava tão nervoso e inseguro? Ele não gostava de Rachel. Não daquele jeito. Eles adentraram quietos e Rachel fez o seu pedido, logo ele pediu em seguida, os dois foram pagar e o moreno se adiantou:
– Deixa comigo, Rachel.
– Não precisa...
– Para disso. – ele sorriu bobo pra mesma.
Ele pagou a bebida dos dois e os dois se sentaram, ele estava um pouco tímido, mas durante a conversa se soltou um pouco. – Você sempre morou aqui em Ohio e estudou no McKinley?
– É, sou de Ohio mesmo e comecei meu ensino médio no McKinley ano passado. E você, de onde veio, Sr. Anderson? – brincou.
– Eu vim de Los Angeles. Estou morando aqui a dois meses e a mesma coisa no McKinley, comecei assim que se mudei. – tomou um gole do seu café depois de informar a garota.
– É, sério? Você é do 2º ano e nunca tivemos aulas juntos? – disse com a sobrancelha arqueada.
– Não... – disse logo – Tivemos sim. Eu sempre tenho aula de Química e Sociologia com você.
– É... – ela disse se sentindo mal – Claro. Blaine Anderson... – ela disse tentando arranjar uma desculpa por não ter notado o garoto antes. Ela ia continuar a dizer, logo o garoto disse mais alto.
– Você nunca me notou né? – disse meio decepcionado, mas não demonstrou à garota – Olha, tudo bem. É normal. E... Você sempre fala do seu namorado, deve ser muito feliz com ele, não é? – sorriu encorajador ao perguntar.
– É... Bem... Eu não tenho mais namorado... – disse triste e abaixando a cabeça, tomou o último gole do seu café e sorriu, mesmo que falsamente.
– Hey, Rachel! – disse rápido, colocando a sua mão sobre a da garota, que estava na mesa. – Não fica assim, tudo bem. Estou aqui.
– Oh, Blaine... – ela disse olhando pros olhos do garoto, sorriu meio boba, a vontade de beijar ele ali e agora aumentou de repente. Não poderia beijá-lo ali, então disse rápido – Acho que devemos ir! – comentou se levantando. – Venha. – puxou o pela mão e os dois saíram de mãos dadas e apressadamente. Jogando seus copos vazios na lixeira.
Os dois estavam no carro, e Rachel sorriu boba para Blaine. Os dois já estavam em frente à casa de Rachel. O moreno não havia desligado o carro e eles se olhavam. O garoto tinha muita vontade de beijar a garota, ele tocou a sua mão, era suave e confortante, percebeu a garota ficar corada e sorriu. Passou a mão em seu rosto, suavemente e em sua bochecha, fazendo carinho na diva. Ele se aproximou, ia beijar a garota, sentiu o nariz da morena no seu e recuou a cabeça – Desculpa... – disse em um quase sussurro – Eu... Não posso! – comentou baixo, percebeu a garota ficar sem graça e preferiu ficar calado.
– Tá... bem, então. – disse Rachel abrindo a porta do carro, Blaine segurou seu pulso e disse:
– Eu quero te ligar, depois. Por favor... – ele comentou meio pidão, esperando a garota lhe passar seu número.
Ela anotou em um papel que havia no porta-malas do moreno e saiu do carro, andou até a porta de sua casa. O céu estava meio alaranjado e a noite logo cairia, ela virou para trás e percebeu Blaine ainda lá, olhando pra ela. Mordiscou o lábio e acenou tímida, entrando em casa em seguida.
Blaine ligou o carro e avançou com ele, andando devagar, bateu no volante meio bravo. Porque tinha que ser tão idiota? Deixou uma lágrima rolar pelo seu rosto. Blaine estava chorando. Mas, como? Ele virou a esquina e acelerou o carro, chegando em casa um pouco depois.
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