Still Got Tonight
1 We still got Tonight
Notas iniciais
Bom, não tem happy ending, mas é uma fofura (pelo menos eu acho).
Ouçam a música ok?
http://www.youtube.com/watch?v=0IKxpAvOfh4
Era difícil respirar com aquela mascara, mas ela já estava acostumada, afinal, vivia com uma constante mascara encobrindo seu verdadeiro eu.
_ Quinn, está pronta meu amor? – perguntou o rapaz a porta. Liam Porter era perfeito. Alto, cabelos castanhos e olhos verdes. Ele era um sonho, mas não o sonho dela.
_ Estou. – disse se levantando e ajeitando o vestido rosado. O grande anel de noivado em sua mão direita enroscou no tecido, como era de costume. Afinal, para que um anel tão grande? Ah sim, para a sociedade de Lima ver.
Liam era filho de um dos mais ricos empresários da pequena Lima e quando se interessou por Quinn, seus pais agarraram a oportunidade e logo o casamento estava marcado. E ela?
“A perfeita bonequinha de porcelana Quinn, lembre-se.”
Mas do que reclamava? Liam era carinhoso, simpático, bonito, bem afeiçoado e ainda tinha trazido Beth, agora com seis anos, de Nova York, apenas para vê-la. Ele não ligava que ela tivesse uma filha e nem a julgava por tê-la entregue, ao contrário daquele outro...
_ Recebam os futuros Sr. e Sra. Liam Porter. – disse uma voz ao longe e as portas brancas do grande salão se abriram, dando passagem ao casal. Ela tinha os braços enganchados com o noivo, que sorria e acenava. Ela abriu seu melhor sorriso e cumprimentou a todos.
Sentaram-se a mesa com seus pais e seus futuros sogros, sua irmã, cunhado e sobrinha, Beth e o irmão caçula de Liam, James.
Seu pai, aquele hipócrita nojento, fez um discurso “emocionado” arrancando palmas de todos e um pouco mais de status para si. Quinn sorriu educadamente, mas assim que o jantar foi servido, absteve-se em conversar com a filha, a irmã e a sobrinha, uma bonequinha de três anos.
Não muito depois, ela e Liam saíram cumprimentar aos convidados, Beth no colo de seu noivo, parecendo à vontade. Mas aquilo incomodava Quinn e ela a tirou dos braços de Liam depois de duas mesas.
Quando chegou a mesa onde seus antigos colegas de escola sentavam, sentiu-se um pouco melhor. Liam abraçou as meninas e apertou a mão dos meninos, sempre simpático e atencioso. Quinn abraçou aos amigos e deixou Beth com Rachel, que felizmente não fez perguntas.
Uma hora depois, já havia valsado, cumprimentado a todos e sufocado em meio a tanta hipocrisia quando pegou Beth e saiu para os jardins da propriedade. A menina saiu correndo e ela sentou-se na murada da fonte, apertando as têmporas com os dedos e tirando a mascara.
Inspirou o ar frio da noite profundamente, deixando que ele preenchesse seus pulmões e limpasse sua cabeça.
_ Esse lugar está ocupado? – choque daquela voz a fez levantar-se apressadamente e quase cair na fonte, mas os braços fortes a envolveram.
_ Para uma ex-cherrio seu equilíbrio não é nada bom hein Fabray? – disse ele, rindo.
_ O que faz aqui Puck?
_ Seu noivo me convidou, para que eu pudesse cuidar da Beth, o que pelo visto não é necessário, já que você não desgruda dela.
_ Fale sério Noah, por favor.
_ Não aqui, não agora. – disse ele, pegando-a pela mão – Venha.
Ela tentou protestar, mas o protesto morreu em sua garganta ao ver Rachel e Finn pegarem Beth e sumirem. Malditos.
Puck entrou com ela por outra porta, que levava a um salão adjacente. Antes que ela pudesse perguntar algo, ele a beijou. Ela tentou resistir, mas a única coisa que pode fazer foi puxar a mascara no rosto dele e jogá-la aos seus pés, junto a sua.
_ Puck, eu não posso... Liam...
_ Santana já cuidou disso. – disse ele, os lábios em seu pescoço – Elas estão indo embora ‘com você’ para sua noite de beleza antes do casamento.
_ Puck, por favor...
Ele se afastou e tomou seu rosto entre as mãos.
_ Por apenas uma noite, deixe cair as mascaras e se ver a realidade. Deixe o verde e o castanho se abraçarem uma última vez. Pois amanhã, quando você subir ao altar, será tarde demais...
Ela o beijou e o pegou pela mão. Subiram as escadas correndo, dando em um pequeno quarto. Em poucos instantes, venceram a distância entre si, tornando-se um novamente, como a tanto tempo atrás.
_ Fica comigo Quinn.
_ Não posso Noah.
_ Claro que pode e...
_ Xii... Não estrague o momento, por favor.
Amaram-se, abraçaram-se, beijaram-se inúmeras vezes ao longo daquela noite, até que adormeceram juntos.
Na manhã seguinte, ele abriu os olhos e procurou o corpo quente da menina, mas ele não estava mais ali. No lugar, apenas uma mascara.
Vestiu-se as pressas e entrou no carro. Saiu cantando pneus e chegou ao seu prédio. Deixou o carro com o porteiro e correu as poucas quadras até a igreja, no centro da cidade. Entrou pelos fundos, onde ele sabia que as noivas ficavam antes de entrar.
Ali estava ela. O vestido armado, a cauda longa, o véu esvoaçando com o ventilador. Os cabelos loiros caídos nos ombros, as bochechas coradas, as lágrimas marcando o rosto.
_ Quinn...
Ela virou-se e correu para ele, enterrando a cabeça em seu pescoço. Ele a abraçou e se permitiu chorar. Não havia jeito.
_ Eu te amo Quinn, lembre-se disso.
_ Eu também te amo Noah, muito. E não importa o que aconteça, ainda teremos essa noite que passamos.
Ela ajeitou a gravata dele e ele secou seus olhos, beijando sua testa.
_ Apenas seja feliz Quinn. – disse ele, recolocando a mascara no rosto dela.
Ele saiu bem quando o pai dela entrou. Ele sentou-se na primeira fileira, ao lado dos amigos. Ela entrou, sorrindo, os braços dados com o pai. Chegando ao altar, entregou o buque para Beth, que foi sentar no colo do pai.
_ Papai, porque a mamãe escondeu uma mascara no sutiã?
Ele sorriu e a olhou. Ela o olhou de relance e sorriu verdadeiramente. O destino os tinha separado, mas eles sempre teriam um ao outro, teriam Beth e teriam aquela noite, mesmo que não todas as seguintes.St
Notas finais
Bejinhos
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