Still Alive [Hiatus]
2 Survivor
Notas iniciais
Aposto que assustei vocês com esse cap. u_u
Gente, não morram do coração, e não me abandonem!
Eu estou repostando a fic...
Ela precisava de uma reformulada, e não dava mais para adiar... Só corrigir cap por cap aqui não daria certo, então vou reescrever todos eles e repostar. Não vou mudar nada de muito significativo, apenas vou melhorar, então, quem já leu, não precisa ler de novo se não quiser. Novos leitores são bem vindos! Se houver bastante comentários, posto o próximo em seguida *-*
( Viram que eu fiz capa nova? ç.ç )
Boa Leitura!
– POV DARYL –
Eu já estava de saco cheio dessa palhaçada. Primeiro esse idiota do Rick ressurge do inferno, e apenas porque Merle reagiu, bem, como Merle: Socando alguém e atirando para todos os lados, o maldito acha que tem o direito de algemá-lo no terraço!
Segundo: o desgraçado deixa a chave das algemas com outro idiota que consegue perdê-la! Ótimo! Minha vida não poderia ficar melhor! Estou convivendo com um bando de incompetentes, e a única família que eu tinha foi deixada para morrer.
Como se isso tudo não bastasse, depois de conseguir me conformar que não havia mais chances para Merle, eles me dizem com toda naturalidade, que passaram um cadeado na porta, como se essa boa ação fosse amenizar as merdas que fizeram. Como policial bonzinho e novo chefe da matilha, o inútil do Rick se oferece para ir comigo buscar meu irmão, junto com o idiota da cara que perdeu as chaves — que estava se sentindo culpado, o que pouco me importava — e também com Glenn, já que o japonês — ou coreano, chinês, tanto faz — era rápido e conhecia a cidade.
No fim de tudo, a única coisa que encontro no maldito terraço é a mão de Merle. Ele é duro na queda, sei que deve estar vivo. Com certeza se vira muito melhor com uma mão só do que a maioria daquele grupo inútil.
Além de a viagem ter sido à toa, Rick entregou metade das armas que recuperamos para uns caras que cuidavam de velhinhas. O mundo lá fora se acabando e ele ainda acha que estamos em condições de fazer boas ações?! Patético.
Acordo de meus devaneios com o idiota em questão chamando-me.
— O que você quer? — pergunto sem sequer encará-lo.
— Vamos até a cidade buscar suprimentos, e quero que vá conosco. — Rick disse, mantendo certa distância. Provavelmente ele deveria estar pensando que a qualquer momento eu poderia socá-lo. Ele não estava tão enganado assim.
— Quem mais? — animei-me com a possibilidade de matar alguns walkers, apenas para descontar um terço da raiva que estava sentindo.
— Somente eu, você e Carl — ele disse tão sério que cheguei a questionar sua sanidade.
— Carl? Vamos aonde, até a creche? Você está louco? A cidade já é perigosa para nós e você ainda quer levar uma criança para nos atrasar?! — levanto-me enquanto o encaro, incrédulo. Realmente ele estava louco.
— Foi ideia de Shane, ele acha que Carl precisa aprender a se defender na prática, e eu concordo com isso. Lori não acha certo.
Achei melhor não comentar com ele, mas provavelmente Shane queria tirar Rick e seu filho do acampamento apenas para comer sua mulher.
— Quando saímos? — dei de ombros enquanto pegava minha besta, me dando por vencido. Não estava com a mínima paciência para discutir, mas de uma coisa eu tinha certeza: Não seria babá de criança nenhuma! O filho é dele, então que se vire.
— Logo ao amanhecer. — ele disse com convicção e logo saiu, deixando-me com meus pensamentos.
***
Assim que o dia amanheceu — como combinado — fomos até a cidade. Carl levava uma faca consigo, o que era de certa forma inteligente. Não queria que ele ficasse atirando até nas folhas que caiam das árvores, atraindo assim a atenção dos walkers.
Quando chegamos à cidade, havia pouquíssimos zumbis,o que era de se estranhar, considerando a nossa última visita.
Fomos direto à uma loja de conveniência, e em silêncio cada um tratou de encher suas mochilas com qualquer coisa útil que encontrasse pelo caminho.
Assim que colocamos os pés para fora da loja, avistei bem ao longe, uma horda gigantesca de zumbis. Dessa distância pareciam pequenas formigas, mas logo chegariam, e nós não éramos páreo para eles.
— Merda — falei para mim mesmo, pensando em um jeito de sair dessa.
O primeiro pensamento que tive foi achar um lugar para nos escondermos. Corri para a casa mais próxima e arrebentei a porta com um chute enquanto Carl e Rick me seguiam.
— Fiquem quietos! — eu exigi. Se nos achassem seria o nosso fim.
— É uma horda muito grande, se nos virem estaremos ferrados! Daryl, leve Carl para cima! Ficarei aqui embaixo.
— Vou subir primeiro Rick, verificar se está tudo limpo — falei impaciente. Não estava ali para cuidar de criança. Não era para o garoto aprender a se virar? Subi mesmo assim, não tinha tempo para discutir.
Chego ao segundo andar chutando a porta, com raiva. Eles estavam longe, não iriam escutar. Revisto o quarto com cuidado, e quando menos espero escuto um espirro.
Espirro? Como assim?! Por reflexo me abaixo para espiar e sou acertado em cheio no nariz. Rapidamente levo a mão ao rosto e vejo que está sangrando. Quando olho para frente, vejo uma garota pequena como uma boneca, segurando um machado, saindo debaixo da cama como se quisesse fugir. Ela parecia muito assustada, tremia e estava branca como um morto. A garota segurava o machado à sua frente, pronta para se defender se fosse preciso.
— Sua vadia idiota! Por que me acertou?! — sibilei, completamente em fúria, controlando-me para não gritar e acabar chamando a atenção dos walkers que deveriam estar por perto.
— M-me desculpe — ela gaguejou. A garota é retardada ou o que? Primeiro quase quebra meu nariz, e agora me pede desculpas?
Segurei seu braço e arranquei seu machado a jogando na cama.
— Não saia daqui sua idiota, não me faça voltar aqui e te matar! Agora fique quieta e não me cause mais problemas! — assim que terminei de falar ela se encolheu como um gatinho assustado, fazendo cara de choro. Saí bufando. — Ótimo, mais um peso para carregar! — suspirei cansado, voltando ao primeiro andar, indo ao encontro de Rick.
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