Still Alive [Hiatus]
31 Peace
Notas iniciais
Ah, só pra avisar, estou repostando minha fic com a minha personagem mais fofuxa http://fanfiction.com.br/historia/332939/Holding_On/ *--*
E a fic onde minha mente mirabolante trabalhou para que eu imaginasse como seriam as coisas se a Amy tivesse sobrevivido.
http://fanfiction.com.br/historia/390681/Second_Chance/ Vocês sabiam que a Amy é minha personagem favorita,né?
Ah, me sigam no twitter @zoombiejessie ♥
— POV SARAH —
Quando chegamos ao nosso bloco, Hershel já havia acordado, e segundo Carl, ele teve uma parada respiratória, contudo, Lori o reanimou.
Apesar da marca que Hershel levaria para sempre consigo, ele estava vivo, e era isso que importava, afinal de contas.
Estava torcendo para que tivéssemos um pouco de sossego, considerando que os prisioneiros encrenqueiros tinham sido mortos, e os que sobraram pareciam um pouco mais pacíficos, ao menos.
Enquanto eles permanecessem no seu canto, não teríamos mais problemas.
Hershel estava bem, então o clima dentro do nosso bloco era de pura esperança, por assim dizer.
Vendo que tudo estava certo — ao menos por hora —, fui até minha mochila para pegar uma muda de roupa e uma toalha. Quando estávamos limpando o bloco eu havia passado por um vestiário, então aquele seria meu destino. Sinceramente eu esperava que os chuveiros funcionassem.
Ninguém — exceto Carl que abriu o portão pra mim —, percebeu que eu havia saído. Daryl estava conversando com Rick em outra cela.
Eu precisava de um tempo sozinha, para por a cabeça no lugar e pensar sobre tudo o que acontecera nesses últimos tempos.
Cheguei ao vestiário e ele estava aparentemente limpo. Entrei sem me importar em fechar a porta e segui para um dos chuveiros, cruzando os dedos para que eles funcionassem.
Abri o registro devagar e para minha surpresa eles realmente funcionavam. Deixei que a água escorresse um pouco, visto que ela devia estar a muito tempo parada nos canos.
Comecei a me despir e entrei de uma vez debaixo do chuveiro. A água estava congelante, e eu tinha medo de desistir se enrolasse muito.
Deixei que ela atingisse em cheio meu corpo, fazendo com que ele se arrepiasse e todos os músculos travassem, reagindo à água fria. Respirei fundo e encostei minha cabeça na parede, trazendo tudo a tona.
A morte dos prisioneiros, a perna de Hershel amputada brutalmente... Todas essas coisas estavam mexendo comigo, contudo, eu me mantive forte, dentro de uma armadura.
Apesar de ter aprendido a não demonstrar as emoções que deveria, e tentar parecer sempre indiferente, eu ainda as tinha presas dentro de mim. O que eu estava me tornando agora era muito diferente da garota que um dia eu fui...
Eu estava me tornando uma pessoa ruim ou apenas me adaptando ao mundo? Eu não sei... Não parecia estar apenas me acostumando com as coisas, estava perdendo a humanidade, tornando-me uma pessoa fria...
Por mais sujos que aqueles prisioneiros fossem, eles ainda eram pessoas. As coisas não faziam mais sentido...
O instinto de sobrevivência gritava mais alto que qualquer racionalidade. Pensar muito poderia prejudicar a todos nós. Agora eu podia entender perfeitamente como Rick via as coisas, todavia, os vestígios da antiga Sarah ainda moravam dentro de mim, e me diziam que era errado. Matar os sobreviventes era errado, ignorar os sentimentos era errado... Então, qual seria a outra saída?
Suspirei cansada tirando uma mecha molhada de cabelo da frente de meu rosto. Ouvi passos, mas não me virei. Eu tinha certeza sobre quem era.
— Eu fiquei preocupado, você sumiu sem avisar... — Daryl disse enquanto se aproximava.
Virei apenas o rosto, que a essa altura do campeonato já deveria estar completamente vermelho pelas lágrimas que eu sequer sabia que havia derramado.
— Ah, Sarah... — murmurou em um suspiro angustiado, puxando-me para seus braços.
Passei meus braços entorno de seu corpo e mantive minha cabeça em seu peito, deixando que todas aquelas sensações ruins irem embora.
Eu estava tão preocupada com a minha situação que mal parei para pensar que isso tudo também poderia afetar Daryl... Ele não era de palavras, e nem de demonstrar o que sentia, entretanto, eu sabia que lá no fundo isso também estava o confundindo, tanto quanto confundia a mim.
Permanecemos em silêncio, enquanto a água corria sobre nós, molhando também sua roupa.
— Quando foi que ficamos assim tão indiferentes? — questionei a mim mesma.
— Todos vão passar por isso um dia. Todos vão ter que deixar para trás o que um dia foram, ou aquilo em que acreditavam — comentou, acariciando minhas costas. — Eu não demorei muito para aprender a viver dessa forma. Sempre fui um cara sozinho, entende? Meu pai vivia enchendo a cara no bar, se agarrando com as amantes; Minha mãe vivia bêbada e drogada, e bem, tinha Merle... mas ele passava mais tempo preso do que em casa. Então, quando as coisas começaram a enlouquecer eu já sabia como era seguir sem depender de ninguém, sem me apegar. Pra você deve ter sido muito diferente. Você tinha pessoas que se importavam com a forma que você se sentia.
— Está sendo muito difícil pra mim Daryl... — suspirei derrotada. — Hoje vi pessoas sendo mortas de forma brutal, e elas estavam vivas! Isso está sendo horrível... Não consigo me encaixar nas coisas, não consigo ter as reações certas... Sei que por fora eu mudei muito, e todos aqui podem ver, mas eu sei que continuo a mesma, presa aqui dentro, em algum lugar. Ainda sou aquela garotinha assustada que precisa ser protegida, porém, ninguém vê isso. Eu estou me perdendo, estou indo em direção a um caminho que não sei se tem volta. Estou me perdendo em mim mesma e... céus! Como isso é confuso... Hoje mesmo, quando Thomas tentou tocar em mim, eu tive vontade de cortar a garganta dele, mas quando Rick o fez eu fiquei tão assustada...
— No começo é difícil, mas com o tempo você vai se adaptar. Você está indo bem. É normal ter essa sensação, somos humanos. Com o tempo, como eu disse, você vai saber quem realmente é e mesmo assim não vai deixar de ser forte por isso.
— Nossa, estou conversando com um psicólogo do apocalipse zumbi? — ergui meu rosto e encarei-o sorrindo, tentando aliviar a tensão.
— Sabe... Eu já estou molhado mesmo... — comentou sugestivo, avaliando meu corpo e descendo a mão por minhas costas.
— Então por que não tira essa roupa? Pode acabar ficando doente, sabe... — respondi-lhe no mesmo tom.
— Acho uma boa ideia... — ele sorri maliciosamente.
Ergui sua camisa e ele levantou os braços, ajudando-me a terminar de tirá-la.
Daryl tinha um corpo incrível, e era meu. Todo meu...
Subitamente me empurrou contra a parede segurando minhas pernas, fazendo com que as enlaçasse em seu quadril, beijando-me vorazmente.
Ele segurou-me apenas com uma mão, e com a outra, abriu seu zíper, abaixando sua calça juntamente com a cueca, urgentemente.
Sem cerimônias, penetrou-me de uma vez. Eu sabia que ele estava sentindo tanta falta quanto eu.
— Oh... Daryl... — um gemido escapou de meus lábios sem permissão, enquanto minhas mãos rumaram para seus cabelos, castigando-os.
Ele segurou firme em minha cintura, aumentando o ritmo de seus movimentos. Aquilo estava acabando comigo...
Abandonou meus lábios e desceu seus beijos até meu pescoço, mordiscando-o e sugando-o com luxúria. Sua barba por fazer causava-me arrepios e deixava-me ainda mais rendida.
Eu gemia descontroladamente, e podia quase apostar que a prisão inteira estava escutando nosso show.
Deslizei minhas mãos por suas costas, sentindo algumas falhas em sua pele. Talvez fossem cicatrizes, porém não conseguia pensar com clareza naquele comento.
Mordi seu ombro quando ele aumentou ainda mais a velocidade e a força de seus movimentos dentro de mim. Daryl deixou escapar alguns gemidos roucos quando comecei a dar leves mordidas em seu pescoço.
— Mais Daryl... — sussurrei em seu ouvido, juntamente com outras palavras desconhecidas, e ele prontamente atendeu meu pedido.
Aquilo estava maravilhoso, e a saudade apenas fazia com que as sensações se acentuassem.
Senti uma sensação incrível tomar conta de meu corpo, causando-me leves espasmos e relaxando todos os músculos. Em questão de segundos ele também se derrama dentro de mim, encostando sua testa na minha, exausto.
— É isso que acontece toda vez que você me vê triste? Tenho que chorar mais vezes... — disse enquanto sorria, ainda sem abrir os olhos.
— Da próxima vez é só pedir — murmurou, mordendo de leve meu lábio inferior.
— É melhor voltarmos, os outros devem estar preocupados... — comentei, sem a menor vontade de sair dali.
— Não é que quero te assustar, mas eu acho que todos sabem que estamos juntos — abri meus olhos minimamente e percebi que ele sorria malicioso.
— Como assim? — inquiri.
— Nós fizemos um barulho e tanto... — deu de ombros, ainda sorrindo.
Minhas bochechas passaram por uns cinco tons de vermelho. Abaixei meu rosto, deixando que meu cabelo molhado caísse sobre ele.
— Vamos lá — retirou o cabelo de meu rosto e afastou-se, colocando-me no chão novamente.
Peguei minha toalha e comecei a me secar, vestindo-me em seguida.
Não sei por que, mas achei muito engraçado ver Daryl torcendo sua camisa antes de colocá-la de volta. Ele estava irresistível com os cabelos molhados e bagunçados e com aquela camiseta colando em seu corpo perfeitamente definido.
Eu devia estar o engolindo com os olhos naquele momento, pois ele olhou para mim e sorriu. Por um momento me senti tentada a continuar ali pelo resto do dia.
Recolhi minhas roupas sujas e minha toalha e voltamos para nosso bloco.
Meu cabelo estava um caos. Não havia uma escova para penteá-los e não consegui ajeita-los com os dedos, pois sem um condicionador isso era impossível.
Quando chegamos ao nosso abrigo, Carl abriu o portão e todos que estavam no bloco deixaram seus afazeres de lado para nos encarar de forma sugestiva, principalmente ao ver a roupa de Daryl completamente molhada e meu cabelo desengrenhado.
— O que vocês estavam fazendo tanto tempo lá fora? — questionou Rick sem controlar o riso, fazendo com que os demais abrissem sorrisos ainda maiores.
Apenas sorri amarelo, sentindo minhas bochechas arderem enquanto subíamos para nosso “quarto”.
Agora sim eu podia dizer que as coisas estavam entrando nos eixos. Finalmente parecia que teríamos um tempo de paz.
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