Still Alive [Hiatus]

35 Don't Leave Me


Notas iniciais
Olá pessoas *u* Desculpem a demora... Serviço me tirou o couro ontem... Acordei as 5h da manhã e trabalhei das 7h até as 19h, direto, sem intervalo nenhum. Cheguei em casa só querendo dormir. Além do mais, vou trabalhar o fim de semana todo, e se não tiver movimento, vou escrever a partir do capítulo que eu tinha parado no meu caderno *u*
Bjks amoras mias ♥

— POV SARAH —

Alguém já se perguntou qual o real sentido da dor? Eu sempre pensei que soubesse o que aquela pequena palavra significava...

Quando criança: Um joelho ralado; Quando adolescente: Um coração partido, contudo, nada disso faz jus a dor que sentimos ao ver uma pessoa que amamos sofrendo.

O desespero que senti ao ver Daryl sendo espancado por Merle, fazia os cortes em meus braços parecerem suaves carícias. Eu queria arrancá-lo de lá. Daria minha vida para não vê-lo passar por isso de novo...

O pior de tudo é que eu estava impotente, de mãos atadas. A única pessoa que amei em minha vida inteira estava ali, no meio daquele tumulto, sentenciada à morte, e a única coisa que eu podia fazer era assistir.

Rick me segurava fortemente, e por mais que eu me debatesse, sabia que ele não me soltaria.

Quanto tempo mais meu coração aguentaria?

— Rick, por favor... Faça alguma coisa! — implorei enquanto minhas lágrimas rolavam descontroladamente.

— Merle está ajudando o Daryl! — Maggie disse surpresa, roubando minha atenção.

Quando virei-me novamente para o tumulto, Daryl estava em pé, junto a Merle. Os dois estavam dando uma bela surra nos walkers que jogavam sobre eles.

Uma fagulha de esperança se acendeu em mim, e torci com todas as forças para que eles enfim escapassem.

— Agora! — gritou Rick, jogando uma granada no meio do tumulto, cobrindo tudo com fumaça branca.

Maggie atirou nos refletores e então corremos para mais perto do aglomerado de pessoas, a fim de tirar Daryl de lá.

Assim que o avistei seguindo em nossa direção, um pouco perdido em meio a fumaça, meu coração falhou uma batida.

Nunca mais permitiria que ele se afastasse um minuto sequer. Nunca mais...

Naquele momento tive certeza de que minha vida jamais faria sentido se ele não estivesse ao meu lado. Senti na pele o medo de perdê-lo e com certeza não foi uma sensação agradável.

Quando enfim ele chegou até nós, corremos para os portões e ele segurou minha mão firmemente.

Logo que chegamos à rua, Rick começou a gritar descontrolado.

— Você não vai com a gente Merle!

— Tem certeza que quer discutir isso agora? — Daryl comentou. — Vamos, não temos tempo para isso.

Caminhamos horas a fio dentro da floresta. Minhas pernas doíam e eu estava me sentindo esgotada, mas mantive-me quieta durante todo o percurso. Assim que os primeiros raios de sol apareceram, chegamos ao ponto de encontro que Rick combinou com Glenn.

— Glenn? — Rick chamou, ainda dentro da floresta.

— Rick? — respondeu Glenn prontamente. ­— Rick! Graças a Deus! — sua expressão parecia aliviada assim que chegou a nosso campo de visão.

Obviamente fiquei para trás e apenas observei a cena ao longe. Assim que eles chegaram perto o suficiente, vi que Glenn ergueu sua arma e a mulher negra tirou sua espada da bainha, ambos apontando para Merle.

Rick rapidamente apontou a sua arma em direção a ela.

— Ow, ow, abaixa isso agora! — Rick pediu nervoso.

— Ele tentou me matar! — a mulher acusava Merle sem sequer abaixar a espada.

— Você não vai com a gente! — Glenn bradou, se dirigindo a Merle também.

Pelo que pude perceber Merle não era muito querido entre as pessoas. Aliás, até mesmo eu sentia medo dele depois de nosso primeiro encontro.

Marchei a passos cambaleantes em direção a Daryl, parando ao seu lado.

— Como você pode ajudar aquele cara?! — questionou Daryl, encarando seu irmão.

— Ele é encantador, pode apostar... — respondeu sarcástico. — A propósito, ele está traçando a sua namoradinha Andrea... hmhmm... — concluiu encarando a moça negra.

— Você conhece Andrea? — indagou Rick surpreso. Ela continuou calada.

Podia ser apenas impressão minha, entretanto, acreditava que ela não era de muitas palavras.

— Pode apostar que conhece. Ela e a loirinha passaram o inverno inteiro dando altos chamegos... — por que Merle tinha de ser tão irritante?

— Andrea está com o governador? — perguntou Glenn, tão confuso quanto o resto de nós.

— Ah, está sim! Encontramos ela e essa daí na floresta. Ela tinha dois mordedores como bichinhos de estimação. Sem braços, sem mandíbulas, acorrentados junto com ela. As pegamos com dois passarinhos — respondeu rindo sem nenhum motivo aparente.

Eu já havia desistido de entender o rumo da conversa, então simplesmente deixei de prestar atenção.

Glenn reclamava que Merle o havia espancado; Merle não parava de dizer babaquices sem sentido algum.

Só voltei a atentar para as coisas novamente, quando Merle disse algo sobre sermos covardes e Rick o apagou com uma pancada na cabeça.

Encaminhamo-nos para estrada a fim de conversar melhor. Passei alguns minutos encarando Merle desmaiado no chão, até que por fim Daryl arrastou-me até os outros.

— Não podemos levar Merle conosco, Daryl — Rick foi direto.

— Ele estava com o governador! Me espancou! O maldito do Governador machucou a Sarah, e seu irmão não fez nada! Nada! — bradou Glenn, apontando em minha direção.

De repente meu nome surgiu na conversa... Recuei um passo. Não queria me meter naquela discussão, então apenas encolhi-me atrás de Daryl.

— Ele machucou você? — rosnou Daryl, virando-se para me encarar.

— Não foi nada... — respondi encarando o asfalto. Não queria piorar as coisas ainda mais e virar o centro da discussão. Havia coisas mais importantes a serem discutidas.

— Nada, Sarah?! Você vai ter que levar pontos nesses cortes! — Maggie caminhou a passos lentos em minha direção, usando um tom de voz mais alto do que era realmente necessário. — Ele acabou com seus braços... Ficarão cicatrizes enormes — concluiu olhando-me de forma preocupada.

Escondi meus braços, cruzando-os em minhas costas. Ao perceber que eu não estava disposta a cooperar com a situação, Daryl puxou meus braços e remangou minha blusa apressadamente, arrancando as faixas improvisadas de um e depois de outro.

Após ver com os próprios olhos do que Maggie estava falando, encarou-me com uma expressão torturada, deixando transparecer toda a dor em seu olhar.

No fundo ele sabia que seu irmão tinha culpa nisso, todavia, era sangue de seu sangue, e com certeza falaria mais alto.

— Daryl, nossa decisão está tomada. Merle não vai conosco — comentou Rick, voltando à discussão para seu foco principal.

— Você não vai querer que ele durma no mesmo local que Beth, Carol, Sarah...não é? — Glenn pegou pesado, principalmente ao ressaltar meu nome.

— Ele não é um estuprador! — Daryl intercedeu.

— Ele é violento! Vai jogar todos lá dentro um contra o outro! — rebateu Glenn rapidamente.

— Vocês não podem levar Merle, mas vão levar a última samurai ali? — disse Daryl sarcástico, apontando para a mulher que apenas nos observava de longe.

— Nós não confiamos nela. Vamos curá-la e mandá-la embora — respondeu Rick.

— Ele é sangue do meu sangue, é da família.

— Não Daryl, ele é da sua família. A minha família está aqui. Está lá na prisão nos esperando de volta... — Rick insistiu.

Eu estava totalmente perdida. Daryl lutava para levar Merle para a prisão, e por Deus, eu sabia que deveria estar ao seu lado, porém eu tinha que concordar com os outros... Merle me dava medo. Ele havia machucado Glenn e por culpa dele o Governador sabia onde estávamos.

— Você faz parte dessa família também Daryl...

— Sem ele, sem mim — apontou Daryl, decidido.

O que ele estava querendo dizer com aquilo?! Eu queria falar, dizer que toda essa discussão estava tomando um rumo péssimo, mas era como se eu estivesse fora de órbita e as palavras recusassem-se a se formar.

— Não é isso que queremos dizer, Daryl. Não precisa ser assim... — disse Rick enquanto Daryl nos dá as costas, caminhando para a floresta.

Eu fiquei presa ao lugar. As coisas giravam em torno de mim e era como se eu já não tivesse mais controle do meu corpo.

— Sarah! — Maggie gritou, segurando-me, contudo, sua voz parecia tão distante...

Não sei como aconteceu, entretanto, Daryl apareceu prontamente ao meu lado.

— Eu estou bem... Foi só uma tontura... — tranquilizei-os. — Posso falar com você a sós? — pedi enquanto Maggie aos poucos se distanciava.

— Tudo bem... — respondeu ele simplesmente, virando as costas e caminhando em direção à floresta. — O que foi? — inquiriu assim que paramos.

— Você vai mesmo embora? — questionei sentindo meus olhos arderem.

— Ele é meu irmão, Sarah... Não me peça para deixá-lo, eu já fiz isso uma vez — comentou com a voz arrastada.

— Não precisa ser assim, Daryl... — minha voz parecia tremida e as palavras tinham uma dificuldade enorme para serem formadas. — Você não pode me deixar... — afirmei enquanto olhava para o céu, tentando fazer com que magicamente as lágrimas retornassem para meus olhos.

— Ele é minha família, Sarah. Eu preciso ir.

— Então eu vou com você! — falei desesperadamente, deixando que enfim as lágrimas quentes escorressem por meu rosto.

Subitamente ele abraçou-me, acariciando meus cabelos.

— Não, Sarah, você não pode. O seu lugar é com eles, segura — sussurrou enquanto encostava seu rosto no topo de minha cabeça.

— Você está errado... O meu lugar é com você, onde você for! — praticamente gritei, desesperando-me.

— Shh... — tentou acalmar-me, afagando minha bochecha e tentando inutilmente secar minhas lágrimas que não paravam de brotar. — Não precisa ser assim, Sarah. Você é forte, vai superar tudo isso. Você sabe que lá fora é o inferno, lá dentro você pode ter uma vida normal.

— O inferno é você fazer eu te amar desse jeito e depois dizer quer vai partir! — berrei empurrando-o. — Você não tem o direito de me fazer a pessoa mais feliz do mundo pra depois me deixar em pedaços — soquei seu peito com toda a força que eu tinha, o que não era grande coisa. — Você não pode!

— Sarah, nada vai mudar minha opinião. Eu vou com ele e você vai ficar, vai ser melhor assim.

— Não! Você não vai me deixar, Daryl! Você não pode! — repeti debilmente. Suspirei profundamente, deixando que as reflexões desses dois meses venham à minha mente, trazendo a verdade evidente à tona. — Eu estou grávida.


Notas finais
E então? Pedradas, elogios?
CARA, PQ NINGUÉM MAIS RECOMENDA? T_____T ~chorando no cantinho~