Still Alive [Hiatus]
23 Back to Reality
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo e comentem bastante! Bjks ♥
— POV SARAH —
Gostaria de dizer que acordei feliz como nunca naquela manhã, contudo, isso era impossível.
Não fui acordada com beijos de bom dia, ou com Daryl comentando coisas banais enquanto brincava com uma mecha de meu cabelo.
Naquela manhã fui acordada por gritos de puro terror e tiros ecoando por toda a fazenda.
Pulei da cama sentindo uma tontura insuportável em função do movimento repentino, além de pelo menos metade dos meus pontos terem aberto.
Corri em direção à janela. Daryl também estava lá, observando a cena mais aterrorizante que já presenciei.
No pátio, à frente do celeiro, as coisas estavam um caos. As pessoas do nosso grupo derrubavam um a um os zumbis que saiam lá de dentro.
Como isso tudo foi acontecer? De que forma todos aqueles walkers foram parar lá dentro?
Eu não sabia, mas era uma cena horrível de se ver.
Depois de minutos sem fim os tiros cessam, e minha atenção é desviada para uma cena um tanto quanto incomum: Beth caminhou em direção a um walker caído no chão, e o abraçou, visivelmente afetada.
Subitamente, o walker começa a levantar-se e meu desespero aumenta. Fico paralisada, sem nada poder fazer.
Graças a Deus, um dos nossos — provavelmente Shane — lhe derruba com um tiro na cabeça. Beth cai de joelhos no chão, sendo aparada por Maggie.
Eu queria poder ajudar, fazer alguma coisa, mas me vejo presa dentro desse maldito quarto!
Aquela cena foi demais pra mim... O que perdi em todo esse tempo que eu praticamente fui isolada de tudo e todos na casa de Hershel?
Vejo Maggie conduzindo Beth, saindo do meio do tumulto e trazendo-a em direção a casa.
Instintivamente viro-me para a porta, todavia, sou impedida quando Daryl segura fortemente meu braço.
— Nem pensar! — ele rosna. — Você não está em condições de sair correndo por aí. Será que você ainda não percebeu que sua perna já está sangrando de novo? — ralhou, sacudindo-me pelos ombros. — Você não entende que não posso mais suportar te ver desse jeito? — conclui, mantendo seus olhos fixos nos meus.
— Mas Daryl, é a Beth! Eu preciso saber o que aconteceu! — imploro a ele, nervosa.
Ele suspira profundamente.
— Tudo bem... — sem esperar que ele termine viro-me para sair, porém, sou impedida novamente. — Mas você não vai descer essa escada sozinha.
Encaro-lhe confusa, e sem aviso prévio ele me pega no colo, abrindo a porta e descendo as escadas.
Ao chegarmos até a sala, ele me larga gentilmente no chão, porém ainda mantem seus braços em torno de minha cintura, como apoio.
Beth estava deitada no sofá enquanto Maggie segurava sua mão. Ela chorava copiosamente.
Nunca havia visto-a assim e aquilo era extremamente angustiante. Soltei-me de Daryl gentilmente e fiquei de joelhos ao lado do sofá, sem me importar com a dor que eu estava sentindo. Vê-la daquela forma partiu meu coração.
Acariciei levemente seus cabelos e Maggie se afastou um pouco, dando-me espaço.
— Era minha mãe, Sarah! Minha mãe! Papai disse que tinha cura! Ele mentiu! Não era verdade! — disse entre soluços.
— Tudo bem Beth... Shhhh... — tentei secar algumas de suas lágrimas, mas elas corriam freneticamente. — Eu sei como você está se sentindo. Eu vi minha mãe morrer na minha frente para me proteger — engoli o nó que se formava em minha garganta. Não era hora de chorar. — Não vou dizer que essa dor vai passar, porque não vai. Você vai apenas se acostumar com ela... Agora olhe pra mim — pedi e ela ergueu minimamente a cabeça, encarando-me com seus olhos vermelhos e inchados — Eu sei o quanto é difícil, mas você tem que continuar. Era isso que ela iria querer pra você. Eu tenho certeza — ela apenas nega fracamente.
— Mas não é o que eu quero pra mim! Eu não quero me tornar um deles! Não quero ser devorada por aquelas coisas! Papai disse que tinha cura, mas não tem! Não é isso que eu quero pra mim! Não foi isso que eu escolhi! Não foi! — desatou a falar, desesperada.
— Não, Beth — sussurrei. — Não diga isso. Nós vamos estar aqui ao seu lado. Nós te daremos um motivo para continuar. Só... só fique bem, Ok? — dei-lhe um beijo na bochecha, saindo em seguida para deixa-la sozinha com Maggie.
Direciono-me à escada. Antes que eu pudesse subir, Daryl me pega no colo novamente, sem pedir permissão.
Olho para trás e Maggie sorri fracamente pra mim, em forma de agradecimento.
Eu não queria voltar para aquele maldito quarto. Queria ir até lá fora, saber o que estava acontecendo, mas sabia que se dissesse isso a Daryl, ele me amarraria na cama.
— Eu vou chamar o Hershel. Você precisa dar um jeito nesses pontos antes que eles infeccionem — disse, virando-se para sair. — E nem pense em sair dessa cama de novo, Sarah — ameaçou-me, antes de fechar a porta do quarto deixando-me sozinha.
Logo que Daryl saiu, sentei-me na cama.
Eu estava morrendo de preocupação. Algo muito ruim estava acontecendo naquela fazenda e eu não sabia de nada...
Cerca de trinta minutos se passaram, então Daryl retorna com uma cara péssima.
— O doutor sumiu — esbravejou, socando a parede. — Beth está em choque, você precisa de pontos novos e o desgraçado saiu pra encher a cara! — fala completamente alterado.
— Como assim? — questiono completamente perdida.
— Bem, vou te contar o que eu sei: O doutor tinha walkers presos no celeiro. Diversos deles. Parentes, amigos, vizinhos, etc. O maluco pensava que eles achariam uma cura. Quando o grupo descobriu, ficaram apavorados, não era mais seguro ficar aqui. Então Shane surtou e distribuiu armas entre eles. Derrubou a porta do celeiro, matando todos que estavam lá dentro. Hershel não aguentou ver todos os que ele conhecia serem mortos, ou sei lá o que. Ele simplesmente sumiu! Rick e Glenn encontraram um cantil de bebida no quarto dele. Maggie acha que ele foi beber em um antigo bar da cidade, então os dois foram atrás dele para trazê-lo de volta e cuidar de Beth — fala praticamente em um fôlego só. Sabia que Daryl odiava ter que ficar explicando as coisas, então não exigi mais detalhes.
— Nossa... — é o máximo que consigo dizer, frente a tudo que acabei de escutar.
— Hey... Fica calma, tá bom? O único perigo que tinha aqui foi eliminado. Vai ficar tudo certo agora... — tenta tranquilizar-me, sentando-se ao meu lado.
Apenas acenei com a cabeça.
Ele ajeitou-se ao meu lado, puxando-me para si. Passou alguns minutos acariciando meus cabelos, e não sei a qual altura de tudo isso acabei por adormecer.
Quando me acordei já era fim de tarde. O céu estava começando a escurecer.
Sento-me na cama inquieta. Daryl não estava ao meu lado, e eu sentia sua falta. Depois de passar tanto tempo longe dele, agora era como se cada segundo em sua ausência fosse uma tortura.
Logo Maggie entra trazendo uma bandeja com algumas frutas e suco para mim.
— Com licença — ela pede, largando a bandeja no criado-mudo e sentando-se na cadeira ao lado da cama.
— Obrigada — agradeço-a sinceramente. — Mas na verdade, não estou com fome...
— Você precisa comer alguma coisa. Quanto tempo faz que não se alimenta? — indaga encarando-me. Ela tinha razão, eu não comia nada desde ontem à tarde.
Pego uma maçã e dou algumas mordiscadas.
— Como Beth está? — pergunto preocupada.
— Em choque... — responde fitando o chão. — Não fala nada, só fica olhando para o teto. Está ardendo em febre — confessa angustiada.
— Não há nada que eu possa fazer? — murmuro, sentindo meu coração apertar-se.
— Infelizmente não. Só o papai poderá ajuda-la. Estamos todos de mãos atadas.
— Eles ainda não retornaram?
— Não... — sua voz estava um pouco trêmula. Por mais que tentasse esconder, eu sabia que ela estava desesperada.
— Eles o trarão de volta — tento soar o mais confiante possível.
— Eu espero que sim... — diz ela levantando-se. — Vou cuidar de Beth, com licença.
Dou mais algumas mordidas na maçã e largo-a na bandeja.
Tento ajeitar-me na cama, mas parecia impossível aquietar-me sem Daryl por perto.
Como se lesse meus pensamentos, Daryl entra no quarto, praticamente arrancando a porta.
— O que foi? — questiono enquanto ele senta-se ao meu lado.
— A Lori veio me pedir pra ir atrás deles! — comenta visivelmente irritado.
— E o que tem de mais nisso? — indago sem entender.
— Eu disse a ela que não vou. Estou cansado de ficar procurando pessoas por aí. Eles já são grandinhos o suficiente pra se defender sozinhos. Além do mais, eu não lhe deixaria sozinha.
Sobre a última parte eu não ousaria questionar. Realmente não queria que ele me deixasse sozinha.
— Tudo bem então. Você vai passar a noite aqui? — pergunto receosa.
— Vou — responde simplesmente, ajeitando-se ao meu lado, e aninhando-me em seu peito. — Agora durma , está bem? Você já se agitou o suficiente por hoje — diz ele dando um beijo no topo de minha cabeça.
Notas finais
Ah, acho não preciso dizer né... odeio ficar descrevendo tim tim por tim tim do que acontece na série, acho que acaba ficando chato.
Então eu apenas dou uma passada por cima, como no capítulo de hoje - sobre o celeiro -, e como foi no CCD - com todos os blá blá blás do Dr Jenner -... Bem, vocês me conhecem, né? Eu mudo tudo o que está à meu alcance! kkkkk
Bjks ♥
Fale com o autor