Stay, by me?

8 8. Foi como na primeira vez.


Notas iniciais
LIVIA MINHA LINDA, OBG POR INDICAR

Tremi. Suei. Não queria olhar para trás. Segui com a próxima parte da música sem hesitar, até terminar.

— Bravo, bravíssimo! — Comentou Ernesto. — Agora eu quero que cantem os dois, de novo, só que olhando nos olhos, um do outro.

Pensei em fingir um desmaio ou correr para o banheiro, mas antes que eu pudesse fazer algo, Ernesto puxou-me pelo braço e me colocou frente á frente com ele. Eduardo sorria. Tentei fazer á melhor expressão de raiva, nervoso, nojo, possível. Olhei para nossa volta e estava todo mundo nos olhando.

— Precisa ser a mesma música, Ernestino?

— Não precisa não, Duda. Pode ser da escolha de vocês.

— Certo.

Fiquei olhando para o Eduardo e ele para mim, esperando ele mover algum músculo para começar á cantoria que não deveria nem ter começado. Após alguns segundos que para mim pode aparecer ser mil minutos, ele começou indagar uma canção que logo reconheci.

"Algum tempo atrás, tudo mudou pra nós, eu sei, mas hoje sinto que o destino nos deu a chance de reescrever..."

Olhei para baixo e fechei os olhos.

— Vai lá, gata! Arregaça!

Olhei pro lado e vi que era a Milena. Logo sorri pela expressão que ela fazia e pelo jeito que me encoraja para prosseguir.

"Uma nova página, pra nós dois, dessa vez seu olhar diz que vai ser diferente..."

Senti á mão de Eduardo tocando meu rosto e meus lábios. Segurei sua mão. E levemente o senti me girando. Abri os olhos e fiz sinal que poderíamos continuar á letra da música. Respirei fundo. O ar parecia limpo e com um gosto doce. Quando me dei conta, os outros já estavam cantando o verão conosco, como um coral. Fechei os olhos e senti o clima da música. O sinal tocou e abri os olhos e percebi que meu rosto estava perto do de Eduardo e o empurrei levemente e fui em direção á minha mochila e percebi o Eduardo vindo em minha direção.

— O que foi isso, Marian?

— Isso o que?

— Esse lance, sei lá, esse clima.

— Clima? Só cantamos uma música, baby. — Falei saindo andando sentido á porta.

— Música? Então essa é a minha música!

Senti o Eduardo me puxando e me virando pelo braço. E sem hesitar senti o gosto dos seus lábios no meu em um beijo meio apavorado, forte e selvagem. Tentei evitar e me esquivar, mas me entreguei. Coloquei meus braços em volta dos seus e consegui sentir seus músculos fortes pelo trabalho na rua. Após menos de um minuto ele me soltou e deu aquele sorriso que me acabo, mas pena que logo acabou depois do tapa que levou das minhas queridas mãos.

[...]

— Marian, eu posso saber o que foi isso queridona?

— Isso o que, Vivi?

— O Beijo lá na escola, fofa. Ou você acha que eu não vi? Estamos só nós aqui no quarto, fala logo, você gosta ou não dele?

Estávamos nós Vivi e eu no quarto. Vivi se maquiava, como de costume e eu estava tentando fazer um novo penteado.

— Acabei de conhecer ele, Vivi.

— Á queridinha, você não acha que eu vi vocês quase se comendo!

— Quem viu foi eu naquele quarto de limpeza, peço perdão para os meus olhos!

— Ah, mas fala sério...

— Vivi, para você saber foi...

— Foi o que?

— Ah, sabe.

— Sei o que?

— Foi o meu... primeiro beijo!

— NÃO ACREDITO!

— Fala baixo maluca!

— Pelo menos foi com o gostoso do Duda, né miga?

— Falando nisso, como foi seu primeiro beijo?

— Foi com o Mosquilete, mesmo.

— Me conta...

~ FLASHBACK ON — VIVIANNE ~

Não conseguia dormir, estava um calor de perturbar cérebros. Nessa época, eu já gostava do Mosca e havia uns dois meses que ele chegara no orfanato. Fui tomar um ar, no pátio do orfanato e para a minha surpresa ele também estava lá.

— E aí, Vivi. — Indagou Mosca.

— Ah, oi, você também tá sofrendo de calor?

— To sim. Se incomoda se eu tirar á camiseta?

— De forma alguma, vá firme.

Assim que ele tirou á camiseta eu fui aos céus. Fechei os olhos e levei mais uma vez o copo de água á boca.

— Orra, dá um pouco d'guá?

— Claro, pega aqui.

Mosca foi pegar o copo d'guá e em um movimento brusco os dois ao mesmo tempo, deixamos á aguá cair em seu corpo.

— Desculpa! — Tentei usar sua camiseta para limpar seu peitoral que havia sido molhado.

— Vivi?!

— Eu?

Olhei para cima e sem pensar ele me deu um beijo, mas não um beijo qualquer, um beijo que me levou ao inferno e me fez voltar. Juntou todo o calor do ambiente com o calor que aquele beijo nos dava. Foi como na primeira vez tivesse acendido uma chama...

~ FLASHBACK OFF — VIVIANNE ~

Caraca!

Pois é e agora estamos namorando, lindo, maravilhosos e transando.

— O QUE?

— Estou brincando, doida

Começamos á rir uma dá outra e ás outras meninas chegaram...

[...]

Descia rápido ás escadas, para variar, estava atrasada. Não prestei atenção pelo que tinha pelo caminho e sem perceber, pisei na bola de futebol dos meninos. Entrei em choque, meu rosto ardeu, eu estava prestes á cair de cabeça do chão, e sabe lá o que aconteceria...

Notas finais
SEI QUE O CAPITULO FOI CURTO MAS FOI SÓ PARA DAR UMA APARECIDA DIGAM O QUE ACHOU DO CAPÍTULO E DO TRAILER DA FIC: https://www.youtube.com/watch?v=lA2quTfHEi8
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.