Stay, by me?

5 6. Clichê de cinema.


Notas iniciais
GENTEEEEEEEEEEEE! POSTEI O MAIS RÁPIDO QUE PUDE, SÉRIO. AFINAL, POSTEI COM UMA SEMANA COMPLETA, NÉ? NÃO FOI NADA DE UM MÊS, HAHAJLASDHFLSAD. MAS ENFIM. UM DOS CAPS MEUS PREFERIDOS. ESPERO QUE GOSTEM. COMENTEM POR FAVOR, SENÃO NÃO TEM COMO EU CONTINUAR NÉ? COMO VOU SABER SE ESTÃO GOSTANDO PS: TEM AVISO NAS NOTAS FINAIS....

— Marian!

Estava indo sentido á porta da sala de limpeza, onde eu havia ouvido o barulho. Estava com medo. Admite á mim mesma. Á um tempo atrás eu mesma já havia presenciado outros barulhos parecidos vindo do local, mas nenhum das vezes foram vozes, ainda mais dizendo um “ai”. Era sempre á noite. Eu nunca nem cheguei perto para averiguar, mas hoje tomei coragem. Coloquei á mão na maçaneta e alguém exclamou meu nome...

— Que susto, Vivianne. — Quase gritei quando vi que era á Anne. — Fica andando pela casa parecendo um zumbi com esse lençol envolta do corpo.

— Você quis dizer fantasma, né? — Ela riu. — Mas enfim. Lembrei que hoje é a primeira vez do Duda no orfanato como membro, sabe? E todas ás vezes que chega gente nova aqui nós dormimos na sala para comemorar com filme e pipoca, lembra? Então! Os colchões e os cobertores já estão lá. Só me ajuda levar esses outros lençóis, você sabe, já peguei muito peso hoje.

Ela não me deixava responder. Eu achava graça disso. Concordei pegando os lençóis que estava com ela, ficando somente o que á mesma estava enrolada. Desisti de entrar no quarto da limpeza e assim fomos seguindo por aqueles corredores até chegar á sala, onde todo mundo já estavam deitados. Foram rápidos.

— Passa esse DVD aqui, Beatriz. — Gritava o Binho. — Nós vamos ver comédia.

— Seu projetinho de gente grande, qual á parte que vamos ver um filme de terror que você não entendeu? — Respondeu á Triz.

— Ah, não. Terror não. — Questionou á Tati. — Prefiro ver um romance.

— Eu apoio. — Respondeu á Bel e á Teca em harmonia.

— Gente já chega. — Gritou o Mosca entrando na frente deles. — Se vocês continuarem brigando nós iremos assistir é filme... Deixa quieto.

O Duda e o Rafael riram.

— Não entendi. — Indagou Tati. — Por que eles riram?

— Deixa pra lá, Tati. — Respondi á ela. — E já que estamos hoje comemorando á volta e á moradia do Eduardo, por que não deixamos escolher?

— Como quiser linda. — Respondeu o Eduardo. Senti raiva. Felicidade. Ou sei lá o que.

Umas das menores soltaram um risinho com o elogio. Senti minhas bochechas corando.

— Vamos assisti este. — Disse ele tirando um DVD da caixa, logo vi que era Divergente. Abri um sorriso.

— Só por que é o preferido da Marian. — Questionou Binho. — Isto não é justo.

— É mais do que justo. — Respondi, ainda com o sorriso no rosto. — Vamos logo nos aprontar para começarmos assisti ao filme.

Todo mundo se preparou para começar assisti o filme e o Mosca deu o play. Adoro coisas emocionantes, que nos faz sentir corajosos e nervosos. Acho que é por isso que Divergente se tornou o filme. Comecei prestar atenção no que se passava na TV. Já estava na parte do teste de aptidão. Acho que se eu me colocasse no lugar dela, escolheria o queijo. Não teria coragem de escolher á faca, então por isso acho que seria da Amizade, mas também sou muito indecisa, ia me ficar perguntando “pra quê” até que o pior ia acontecer.

Ela estava indo pra Audácia. Com certeza, eu ia ser á última á pular de todas ás formas, seja do trem, do telhado, mesmo que me falassem que tivesse algo lá embaixo. Sou muito medrosa referindo-se á isso.

Parei de prestar atenção no filme assim que percebi que minha pipoca havia acabado. Perguntei se ninguém queria, avisando que ia buscar mais para mim. O Eduardo, a Tati, o Binho, a Teca e a Anne quis. Ia pedir para a Anne me acompanhar, porém percebi que ela tava muito bem acomodada com o Mosca para sair dali. O Eduardo lendo meus pensamentos: se ofereceu á ir comigo, dizendo que precisaria de um homem para ajudar-me, para não ficar nada muito pesado para mim.

— Cuidado pra não cair nada lá. — Falou á Triz. Logo me toquei do que ela se tratava e lancei um olhar de “você me paga” para ela, que riu.

Chegando ao cômodo do lado, já fui pegando mais milho de pipoca no armário, pois percebi que teria que preparar mais alguma porção. Liguei o fogão que ficava em cima do gabinete da pia. Só agora que vim preparar os detalhes dele. Á dona Carol o havia trocado á alguns dias e tinha escolhido o colar embutido na pia, pois seria menos perigoso de algum de nós se machuca. Isso só aconteceu uma vez, quando o Binho havia derrubado á panela quente de feijoada sobre á perna.

— Marian, cuidado. — Gritou o Eduardo. Percebi que meus pensamentos me levou á tão longe, quando á pipoca começou estourar, sem tampa, quase voando em cima de mim. Tampei depressa.

— Obrigado, Eduardo. — Agradeci pelo aviso. — Ei. Você não ta fazendo nada? Vá preparar suco que nessas horas já deve ter acabado também.

Ele fez um gesto como se diz: “á suas ordens” e saiu, fazendo me rir, silenciosamente. Este garoto tinha algo que os outros não tinha. Na verdade nunca conheci outro garoto que me deixou assim, aflita.

Ouvi o grito da Tati de lá da sala, dizendo para eu ir mais rápido, pois já estava na minha parte preferida, á da luta. Adoro ver pessoas lutando, embora saiba que nunca conseguiria lutar assim, do jeito profissional.

Respondi um “já to indo” e retirei á panela de pipocas do fogo. Passei ás pipocas para as três bacias. E fui levando até á mesa. O Duda, já estava colocando os copos na bandeja. Acho que por contas das bacias tapando minha visão, não avistei um tênis que estava pelo meio da casa e tropecei. Conseguindo equilibrar some duas, das três bacias.

Por um momento imaginei que iria acontecer aquele clichê de cinema, onde o mocinho ajuda á mocinha feia em seu primeiro dia de aula á pegar seu material escolar que acaba de derrubará. Mas não. Foi só um deslize. Levantei o olhar e vi o Eduardo se retirando do local e seguindo á sala. Levantei-me, pegando ás pipocas que haviam caído. Levantei á cabeça e segui para á sala.

Chegando lá, o Eduardo já estava deitado, com á cabeça no colo da Bel. Sentei-me se cobrindo ao lado de Tati. Já estava na cena em que a Tris é seqüestrada. Uma das minhas cenas preferidas.

— Marian, essa menina parece com você. — Indagou á Tati. — Digo á aparência.

— Não acho Tati. — Respondi, rindo.

— Talvez, se você se arrumasse mais. — Anne entrou na conversa. — Aliás, nunca vi você colocando uma simples maquiagem.

— É que nunca nem liguei pra isso, sabe Anne? — Respondi com ar de indireta. — Mas acho que já ta na hora de eu me valorizar, sabe? Claro. Para quem merece.

Notas finais
Gente, é o seguinte. Tem uma quantidade bem boa de visualização, mas não to sabendo se vocês estão gostando ou não, entende? Então peço para que sempre comentem, senão não vai dar, né? Beijos, até o próximo. PS: odiei o Duda nesse capítulo e você?