Stay Strong
20 Sempre ao seu lado.
Notas iniciais
Pov´s Violetta
Estou aqui na minha cama, rodeadas por pessoas que eu não conheço, inclusive o meu estuprador. Como deixaram esse cara entrar aqui? Como ele ainda está vivo? Existe um ser me abraçando dizendo que vou ficar bem, não sei quem é, tem cabelos loiros, é magra e alta, ela me chama de filha, então ela é minha, mãe? Bom, não importa, só sei que seu perfume é muito bom. Tem também uma mulher com um bebe no colo, e um homem acariciou minha barriga, oque foi muito estranho porque sinceramente, eu não estou nem um pouco feliz com essa criança. Veio de um estuprador, meu Deus, essas pessoas não entendem que eu odeio essa criança? Ela só vai me incomodar, e ainda vou ficar uma baleia na gravidez. Ainda bem que eu vou doar para o médico, que é uma pessoa bem legal, e humilde. Ele entra na sala com uma prancheta na mão, e começa a passar os dias de visitas. Quem vai vir me visitar? Ele também fala que meu tratamento vai durar 1 mês, e que no máximo uns 7 meses para eu me recuperar. Eu estou doente? Eu to super bem, somente esse bebe me incomoda mesmo.
O recém-nascido que estava no colo de uma moça pálida, com cabelos negros, e com profundas olheiras, começa chorar, parece que eu conheço esse choro, abre a boca que nem uma corneta, e tem a pele levemente bronzeada, olhos negros, cabeludinho, e com a pele mais macia do mundo. Uma lembrança me vem a mente, eu e a moça estávamos discutindo sobre decoração de quarto e a mesma criança em seu colo começa a chorar, e ela fala para ele se acalmar e coloca a culpa em mim. E ao meu redor está o estuprador e um cara, quase dormindo com o celular na mão, que de vez em quando olha em redor, o estuprador olha para mim, profundamente, e eu vou rumo ao seu lado, enquanto a moça chacoalha a criança, e diz "para Matheus, para, tudo culpa sua Violetta!". Matheus? É o nome do menino. Estou nos braços do estuprador e ele me fita várias vezes, nossos olhares se cruzam. Até que nos beijamos. León.
–León- digo e o suposto homem que me abraçava vem em minha direção. Na hora, recuo, pois para mim, ele abusou da minha inocência. Enquanto fico pensando, todos ao meu redor estão com os olhos cravados em mim. -Matheus- o menino sessa o choro e corre os olhos pela sala. A mãe dele olha para mim, e várias imagens de nós duas brincando de boneca, e conversando no colégio vem em minha mente. Até que o mesmo homem que está com olheiras vem em direção a nós e dá um beijo estalado em seu rosto e diz que quer lhe contar um segredo. Franchesca e Marco. Sempre com seus segredinhos. Logo, vejo a mulher que me chamou de filha me chamando para sair da piscina para ir almoçar, e um homem, o mesmo homem que alisou minha barriga, pula para me ajudar a sair, eu estava me afogando! Eu chamo ele de papai. Pai e mãe.
–Pai, mãe, Franchesca, Marco...-todos ao meu redor pulam de alegria, e eu começo a chorar, não de tristeza, mas sim de emoção. Agora eu sei quem realmente são, eles só querem meu bem. Eles estão tentando me ajudar, como sempre!
–Vocês me amam?- pergunto, em dúvida. pergunta besta, de todas as imagens que me vieram a cabeça, claro que eles me amam.
–Mas é claro meu amor, nós te amamos muito muito muitoo.-diz minha mãe, mamãe. Um sorriso brota em meu rosto com a palavra. Outra imagem me vem a mente. Eu entrando em uma casa com uma mesa bem cheia de guloseimas e coisas maravilhosas. Subimos ao segundo andar e ele me mostra uma sala, um quarto para se dizer a verdade, com várias coisa de costura e lápis de cores. Enquanto isso ele lhe mostro sapatinhos de bebes e ele começa a passar mal. Boto a mão em minha barriga. Minha pequena.
–Vocês prometem que nunca vão me deixar?-pergunto, meia boba pela situação.
–Mas é claro que não Vilu, nós te amamos muito para te largar em qualquer lugar. -diz Franchesca, Fran. Pelo menos é assim que a chamei na minha lembrança.
–E eu amo vocês-digo e todos vem ao meu redor para me dar um abraço, e ganho um beijo bem demorado de León, meu marido, e ex estuprador.
Agora está tudo esclarecido, o médico estava mentindo para mim. Aquele canalha. Mas nem morta que vou dar meu filho para ele.
Never!
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