Stay Strong
33 Crise de ciúmes e mãe!
Notas iniciais
Pov´s Violetta
Franchesca não gostou muito da Iara, mas de quem ela gosta? Eu sei que estou sendo ingrata falando isso, mas é verdade, ela não faz amizade com quase ninguém. Por exemplo, ela sempre fala que teve uma mal impressão da pessoa, e logo depois ela descobre uma coisinha que a pessoa fez, ela já não considera uma pessoa boa. Sabe, isso as vezes me irrita, o fato de ela ter só nós do grupinho de amigas, ela deveria de desapegar um pouco, conhecer gente nova. Mas não. Violetta isso, Violetta aquilo. Vamos no cinema? Vamos ao shopping? Acampar? Jantar? Dormir? Fazer compras? Parque? Cara, como isso cansa!
Enquanto ela foi ao banheiro, Iara pediu para pegar o Matheus no colo. Cami nem recusou, pegou o bebe e praticamente jogou no colo dela. Ele fazia cada careta, e ria um monte. Iara seria uma ótima mãe, é tão complicado, isso de você não conseguir alcançar os planos, o futuro que você planejou. É tudo tão complicado.
Passou-se 5 minutos Fran voltou com cara de poucos amigos. Iara tinha escondido Matheus, não escondido, mas deitado ele no seu colo, para ver a reação da Fran. E posso dizer que não foi uma das melhores...
Pov´s Fran
Ao voltar do banheiro, vi que tinha algo diferente na mesa. Estava todo mundo no lugar, não tinham pedido mais comida, mas tinha algo diferente. Quando cheguei mais perto, olhei para o carrinho e me desesperei: MATHEUS TINHA SUMIDO! Como aquilo pode acontecer? Será que essas irresponsáveis não viram ninguém chegar perto? Como?
–Violetta! CADÊ O MATHEUS?- Já estava com os olhos cheios de lágrimas.
–Calma Fran. Ele...
–COMO EU POSSO TER CALMA? É MEU FILHO!-Vi que Camila começou a rir, só que eu não estava achando graça naquilo. Cadê?! Escutei uma risadinha gostosa, logo soube que era ele, mãe sempre sabe das coisas. Os olhinhos dele apareceram por trás da mesa. Me senti tão aliviada. PENA QUE: estava no colo da IARA!
–Quem deixou você pegar o MEU filho no colo, sua lacraia?
–Calma Fran, ela só queria segurar um pouquinho, nada demais.-Disse Cami, sempre na vibe da paz dela. Ela que enfia isso na boca do leão branco.
–Calma? Como posso ter calma Camila, se meu filho está no colo da mulher que roubou minha melhor amiga? Você acha oque? VAI SE CATAR!
–Olha Franchesca, é isso, né? Minha intensão não foi causar uma briga, vi que o clima estava pesado e pensei em descontrair um pouquinho.- Disse Iara na maior simplicidade. Falsa.
–É Franchesca Reis! E outra, para de ser uma Jararaca que você é, de pegar MEU filho emprestado para ajudar? Ele é uma criança, sua imbecil!
–Fran, eu não admito que você trate a Iara dessa maneira! Para de ser infantil com esse seu ciúme e cresce um pouco. Poxa vida, vai ser sempre assim?
–Vai Violetta, vai. Sabe por que? Porque Deus me fez assim, e não tem como eu me desapegar dos ciúmes, eu sempre fui assim, e não vou deixar de ser porque você não me entende. Para de ser essa menina que sempre quer defender todo mundo e não tem argumentos!
–Para você de sempre ficar criando confusão por mínimas coisinhas. Vai arranjar novos amigos e parar de me encher a paciência, porque é só isso que você sabe fazer, encher todo mundo com suas tralhas e bagunças, e baboseiras.
–Então é isso que você pensa de mim?- Uma lágrima escorre pela minha bochecha.
–É, é isso. Saí daqui e vai esfriar a cabeça!
–Eu vou, mas pode ter certeza: Tão cedo eu não volto!- Peguei Matheus no colo e saí correndo daquele lugar. Todos os olhos estavam virados para mim, mas claro, a trouxa que faz tudo oque os outros querem.
–Quer que eu vá junto, Fran?-perguntou Cami.
–Não! Pode ficar aí, não preciso de amigas para ser feliz, principalmente se forem falsas.- Entrei no carro e meti o pé no acelerador. Não quero mais saber, faço tudo oque os outros querem para receber essas palavras? Não, não quero mais. Se for para ser assim, nem quero mais amigas. Precisava da minha mãe, ela me entendia melhor do que ninguém. Parei no acostamento, e liguei para ela. Comecei a chorar e contei tudo oque aconteceu. Ela como sempre, me apoiou e me convidou para ir em sua casa. Nem pensei duas vezes, disparei. Parecia uma adolescente, mas eu precisava lembrar um pouco do passado e de como é bom não ter responsabilidades.
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