Stay Strong

34 Pequena Aposta.


Notas iniciais
Não sei se demorei, mas postei mais rápido que pude, então espero que não me julguem. Tomara que seja do gosto de vocês, queridos leitores, este capítulo e sinceramente aguardo pelos comentários. Com carinho, Mandy.

Forcei-me a abrir os olhos e observei com desprezo meus antigos “companheiros”, o nojo de vê-los subia-me a garganta, amargo. Minha expressão transformou-se em ódio puro quando o Dragon Slayer do Fogo proferiu meu nome, com a voz embargada de espanto e felicidade. Contudo, minha face aliviou-se vendo os poucos rostos que me trouxeram saudades nestes últimos quatros anos. Levy-chan, Wendy, Mira e Lisanna pareciam prender a respiração, enquanto lágrimas inundavam seus olhos.

Coloquei minhas mãos no quadril, olhando-me, pois irritava-me o modo “estranho” como encaravam-me – eles fitavam-me como se eu fosse uma aparição, um fantasma que veio assombrar a guilda. Pô eu tenho mais o que fazer do que assombrar uma guilda e seus magos, não é? Cara, agora eu sou uma princesa (uma princesa má educada e mau humorada), mas, convenhamos, eu realmente tenho mais o que fazer. Vestia-me semelhante uma maltrapilha – faz parte do plano – com as calças jeans com inúmeros rasgos e suja de poeira, assim como a regata branca e o sobretudo preto. Eles deveria julgar-me como pobre coitada, porém eu não tinha a menor intenção de fazer este papel ridículo.

Pus uma mexa dourada atrás da orelha e dei um passo à frente, o salto da minha bota ficou-se na madeira do chão. Vi o Dragneel andar na minha direção e sorrir igual a um idiota – se bem de quatro anos até aqui, eu só consigo enxergá-lo como um idiota. E quando ele está próximo de mim, soquei-o. Não um simples soco, fora um soco onde despejei toda minha raiva. Com tal força acumulada em apenas um golpe, Natsu foi contra uma das pilastras, quebrando-a no meio. Sinceramente, eu senti o prazer correr por meus vasos sanguíneos, bombeando o sangue loucamente. A melhor sensação de vingança que já tive, a melhor de todas.

– Por que fez isso? – alguém não importante perguntou-me, num timbre espantado.

Pouco liguei, meu problema momentâneo não era com este indivíduo e sim, com o agora atordoado e maldito Dragneel. Ele ergue-se, passando a mão no cabelo rosa retirando algumas lascas de madeira, os olhos fechados, acho que estava incrédulo sobre meu ato. Contudo quando olhou-me, franziu o cenho e farejou o ar, parecia ter detectado algo. Droga! Droga! Droga! Ele tinha farejado os cheiros das garotas e se ele as vê-se, bem, adeus oportunidade de adquirir a chave negra. Um plano, eu precisava de um plano rapidamente. Vamos lá Lucy, você pode... Eu já ia, provavelmente, fazer merda, então, comecemos logo.

– Dragneel, ouse tocar-me ou tentar tocar-me e o desmembrarei sem piedade. – anunciei, apontando-lhe o dedo e cerrando os olhos.

Ninguém acreditou nas minhas “doces” e “amáveis” palavras, no entanto, foi o suficiente para direcionar a atenção do Dragneel até mim e ignorar os cheiros característicos das minhas autodenominadas “amigas”.

– O que te aconteceu, Lucy? – ele questionou-me aparentemente sem compreender minha hostilidade. Sério, ele, o principal culpado da minha agressividade está perguntando-me qual é o motivo dela? Não sei se ele é muito cara de pau ou simplesmente é um idiota de memória fraca, o que devo acrescentar, que na minha opinião é a primeira opção.

– Realmente, você fez essa pergunta? – debochei. – Bom, enumeremos! Primeiro, fui jogada contra uma pilastra. Reconhece essa cena, “meu bem”. – rosnei. – Segundo, você tirou a marca da guilda de mim a força, queimando-me viva. – uma gargalhada assumiu-me. – Enfim, você me espancou e me humilhou como se eu fosse um animal sarnento!

Neste ponto não consegui segurar-me, meu mais novo poder como Dragon Slayer descontrolou-se e emanava numa aura roxa luminosa a minha volta. A multidão de magos recém formada ao nosso redor se surpreendera e ostentava um pavor real nas faces. Isso também me extasiou, observá-los assim é tão agradável e emocionante. Estavam sem via das dúvidas, morrendo de medo de mim. Maravilhoso!

– Sobre isso, Lucy... – Erza meteu-se no meio da discussão, tentando de alguma forma auxiliar Natsu ou explicar-me o desnecessário, pois o que aconteceu no passado não mudará e não será uma desculpa fajuta que fará isso.

– Não intrometa-se Titânia, eu não necessito de seus esclarecimentos mentirosos! – rugi olhando-a friamente. Está desprezível guilda é um ninho de serpentes caras de paus!

Por mais incrível que pareça, eu, Lucy Heartfilia, fiz Erza Scarlet encolher-se intimidada. Eu comemoraria se pudesse. Mas no meu estado atual, expelindo meu poder magico descontroladamente não é algo seguro.

Redirecionei-me ao Dragneel, meu olhar afiado como uma faca buscava uma forma de fazê-lo sofrer, tortura-lo lentamente e vê-lo pagar por tudo que me fez. Sim, eu tenho um espírito vingativo. E não, não me arrependo de nenhum dos meus pensamentos maldosos, afirmo, que chegam a serem prazerosos.

– Natsu Dragneel, eu o desafio.

Esse não é um desafio qualquer, no mundo dos dragões estes desafios valem muito. Valem títulos, riqueza, poder – não magico – e vida. É algo que se deve levar a sério. E como Dragon Slayers temos o direito de desafiar, claro, apenas outros Dragon Slayers.

O rosto do fogo ambulante demostrava um semblante confuso, talvez não tivesse entendido por que havia o desafiado. Ou não soubesse o significado do desafio. Só espero que Igneel tenha ensinando-o o que é o desafio, pois não estou com a mínima paciência para tal coisa.

– Desafio? – ele sussurrou, entretanto, a minha audição não falha deste quesito. Natsu estava reconsiderando? Deus, ele não tinha nada para reconsiderar, era aceitar ou aceitar, sem outras opções. – Desculpe, mas não aceitarei, afinal não posso entrar num desafio a não ser que seja com outro Dragon Slayer.

Fiquei aliviada por saber que ele possui consciência do que é um desafio e feliz que Igneel tenha feito seu trabalho corretamente ensinando-o o básico do básico. Porém, irritou-me ele ter recusando e ainda não ter percebido que eu não sou a mesma de quatro anos atrás. Nem ter reconhecido minha novíssima magia.

– Ora, não me diga...

– Lucy pare com o teatro, nós já encontramos e abrimos o portal. – a voz de Katie despertou-me do meu momento raivoso com meus ex companheiro.

Retornando a realidade, lembrei-me dos motivos de estar aqui e acalmei-me estabilizando meu poder magico. Não estava lá apenas para descontar minha raiva, eu tinha uma missão e que deveria ser cumprida de imediato. Procurei as meninas, localizando-as no segundo andar e o portal aberto logo atrás delas. Não era somente eu que as observava, os magos viam-nas e perguntavam-se como elas haviam adentrado na guilda. Bem este foi o objetivo desde o início, eu sou a distração, enquanto o papel das garotas era só buscar e abrir o portal.

– Bem, deixemos nosso confronto para mais tarde, Dragneel. – saltei até o segundo o andar e entrei na dimensão vazia sendo seguida por minhas novas companheiras.

***

Havia derrotado o monstro guardião da chave facilmente, ele não era tão diferente quanto o primeiro que enfrentei e tão feio quanto. Forte e sem cérebro, no entanto, dispunha de um poder de fazer copias menores de si mesmo. Esses deram trabalho, mas as garotas acabaram com as copias rápidas e eficazes.

– Angelice poderia reabrir o portal fora da Fairy Tail. – pedi sendo educada. Eu poderia abrir o portal, admito, contudo gostaria de economizar minha magia se houvesse um confronto com Natsu ou qualquer um.

– Sim, sim.

A prateada fez um rasgo na dimensão e assim saímos. Vi-me no terraço de um prédio em frente a enorme edificação que é a Fairy Tail. Eu consegui ouvir o alvoroço que causei com minha chegada na guilda e gostei de ser o centro das atenções, de fazê-los discutir por minha causa. Sei é muito egocentrismo da minha parte, mas realmente, não estou ligando.

– Você não fara isso, né? – Serena pareceu implorar-me por um “não”, entretanto, eu, ela e todas sabemos que eu vou sim fazer “isso”.

Levantei o braço e uma esfera roxa formou-se na palma da minha mão, jogando-a no ar fazendo-a explodir em fogos de artificio brilhantes.

– Pessoal da Fairy Tail! – chamei-os com um grito potente.

Imediatamente, quase que no mesmo segundo todos estavam no lado de fora da guilda. Os três Dragon Slayer – Natsu, Gajeel e Wendy – estavam a frente igual a soldados.

– Como sabemos nosso encontro de hoje foi emocionante, concorda? Lógico que sim, sem a necessidade de tal pergunta. – cínica rodei minha nova chave no dedo indicador. – Para não perdermos a emoção estou disposta a fazer uma aposta com vocês.

Não sei se perceberam, mas eu amo apostas. São tão divertidas e sempre fazem a adrenalina serpentear por minha corrente sanguínea.

– Que tipo de aposta? – Wendy perguntou nervosa ou simplesmente com medo de mim.

Vendo-a deste jeito senti-me mal, não era minha intenção assustá-la, afinal ela fora uma das únicas pessoas que ficaram ao meu lado. De modo algum gostaria de deixa-la temerosa sobre mim.

– Uma aposta referente a vocês três. – apontei para os dragon slayer. – Eu sei a localização atual de Igneel, Metalicana e Grandine.

Eles paralisaram no lugar meu anuncio revelador, claro, eles tinham todo direito de estarem desta forma. Bem, a quanto tempo estavam atrás dos dragões? Não faço a mínima ideia, todavia, parecia tempo demais para ainda persistir, não acha?

– Nos diga então. – Dragneel gritou.

Assoviei em negação e disse: — Não é assim que as coisas funcionam, Dragneel. Lembre-se a aposta.

– Fale logo! – Natsu particularmente não parecia enraivecido comigo, talvez magoado, não enraivecido.

– Ok, ok. – afirmei. – A aposta é a seguinte: como sabemos os Grandes Jogos estão se aproximando e certamente vocês enviaram uma ou duas equipes, portanto, faremos desta forma, se uma de suas equipes conseguirem vencer a minha e ganhar o Jogos, bem, parabéns terão a localização de seus queridos dragões. – pausei.

– E se perdermos? – Gajeel quis saber.

– Eu farei o que bem entender com todos vocês. – esclareci. – Aceitam?

Eu realmente aguardava uma demora significativa da parte deles, porém, como sabemos Natsu sempre se colocava a frente e dizia a resposta num tom ativo notável. E isto não foi diferente neste instante.

– Aceitamos.

– Bom, muito bom. – murmurei. – Até breve!

Nos afastamos velozmente e dirigimos a estação de trem de Magnolia, assim retornamos a Sacred Phoenix com os Grandes Jogos em mente. Quatro meses até a minha vingança se realizar.

Notas finais
Gostaram, Yes or No?