Stay Strong

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Leitores que para mim são tão queridos, venho os informar que minhas provas iniciam-se semana que vem, na segunda-feira, por isto haverá um período de tempo que não poderei postar e dependendo das minhas notas tentarei postar assim que as provas terminarem. Assim informando-os dos recentes acontecimento, deixo-os com este novíssimo capítulo. Com carinho, Mandy.

Capítulo 32: Nova Chave II

Narrado por Lucy.

Não era um monstro que me atacava como da última vez e disso tinha certeza, porém as habilidades da jovem de cabelo prateado são monstruosas. Ela desvia-se de qualquer ataque feito por mim, escondendo-se na neblina semelhante a um rato. Enquanto, eu tentava criar uma estratégia eficiente, mas como posso fazer isso com lazer brancos e brilhantes sendo mandados na minha direção?

– Merda. – resmunguei desviando-me de outro lazer.

Eu poderia localizá-la por seu cheiro incomum, contudo o aromo que por ela é exalado está espalhando-se rapidamente pelo local, tornando está possibilidade impossível. Eu não tinha muitas escolhas senão invocar um dos espíritos, entretanto, qual deles seria mais apropriado? Mordi os lábios, pensando em algo útil.

– Que foi? Já desistiu? – a jovem questionou-me. O tom de deboche na sua voz é quase palpável.

Suspirei. Não permitiria ser tirada do sério, principalmente por uma maga normal. Contudo normal não é a palavra apropriada para classificar a inimiga, pois de certo modo sinto uma energia diferente e um tanto sobrenatural emanar dela. Isso significa que não posso abaixar minha guarda em momento algum. Ela é perigo e eu não sou derrotada por perigo nenhum.

Analisei seus ataques como Lilian e Acnologia ensinaram-me, contando o tempo de resposta entre cada um. Cada lazer é disparado de quinze em quinze segundos, suficiente para houver contra-ataque de minha parte. Também percebi pelo seu modo de ataque que ela não é boa em lutas corpo a corpo, por isto se tiver uma oportunidade me aproximarei dela e iniciarei um combate físico. Com isto minha estratégia estaria completa, no entanto, necessitava de uma distração e é neste instante que eu precisava escolher os espíritos corretos. Eu deveria escolhê-los pensando em qual seria melhor em uma batalha a longa distância. Logo nomes cintilaram na minha mente fazendo-me sorrir convencida.

Selecionei as chaves e segurei-as firmemente nas mãos, retornando a desviar dos lazeres. Tinha de ser paciente e esperar a oportunidade certa. Por um triz não fui atingida e finalmente encontrei o momento certo.

– Abra-te portal para o Leão! Loki! – invoquei-o e sorri quando uma luz dourado brilhou na escuridão desta dimensão. – Abra-te portal para o Escorpião! Scorpio!

Então das duas luzes douradas que se formaram apareceram Loki, trajando seu costumeiro terno fazendo parecer um segurança ou um rapaz playboy e Scorpio aparentando certa tristeza, talvez tenha brigado com Aquarius.

– Lucy! – Loki começaria seu discurso que mais me parecia uma cantada chata, assim trateei de interrompê-lo, não foi por mau. Eu amo todos meus espíritos mais as vezes as cantadas de Loki irritam, particularmente quando são ditas nas situações erradas, como essa.

– Preciso da ajuda de vocês. – pronunciei e um lazer foi mandado na nossa direção. Nós três nos desviamos facilmente e os dois espíritos entenderam por que eu pedi ajuda. – Conto com vocês.

E sumi na neblina igual a inimiga. O modo que me aproximaria já havia pensado e por isto, percebendo que estava longe o bastante, puxei outra chave da cintura e convoquei Virgo e pedi que ela escavasse um túnel por onde eu poderia chegar perto da jovem sem ser percebida. Agora como poderia encontrá-la na imensidão desta dimensão é o problema. Não a encontraria pelo cheiro de jeito algum me sobrando uma última apelação a audição sensível dos Dragon Slayer. Eu reconhecia os passos de Loki e Scorpio, tornando fácil localizar a inimiga.

Instrui Virgo para que seguisse para direita e a poucos metros de distância da prateada, ela fez uma fenda para que passasse, e retornou ao mundo dos espíritos celestiais. Voltei a superfície sem fazer barulho que me denunciasse. Quando ela estava prestes a lançar outro lazer, chutei-a na costela com força. A jovem caiu e cuspiu sangue pela boca.

A neblina dissipou-se levando consigo Loki e Scorpio. A jovem ergue-se do chão e cautelosamente deu o espaço de dez passos entre nós duas, sorrindo nenhum pouco abalada.

– Agora a luta é entre nós duas. – afirmei pretensiosa. – E não a lugar para se esconder.

Ela levou a mão enluvada a boca e limpou o filete de sangue que ainda escorria, sorrindo inabalável e tão pretensiosa quanto eu. Uma aura branca rodeou-a, asas surgiram nas suas costas e finalmente abriu olhos, na realidade abriu apenas o direito. Para minha supressa tanto a íris quando a pupila não dispunham de pigmentação, sendo totalmente brancas.

– A propósito meu nome é Angelice Heaven. – ela apresentou-se.

– Não estou interessada em saber os nomes dos meus inimigos. – cortei-a olhando-a ferozmente tal a um animal.

E Angelice gargalhou e respondeu afiada: – Imaginei que quisesse saber que sua inimiga é uma Angel Slayers.

Ela avançou. E eu também.

Não sei quanto tempo ficamos nos atacando sem qualquer sucesso, contudo podia sentir o cansaço tomar conta do meu ser. Angelice aparentemente também está cansada, ofegante e com o cabelo escapando do rabo de cavalo, ainda mantinha somente o olho direito aberto. Seu vestido preto está surrado, sujo com a terra do local e rasgado nas laterais deixando as pernas pálidas a vista. Seu rosto permanecia sem emoção, porém tendo poucos arranhados. Já eu, ofegante limpava o filete de sangue que escorregava do meu nariz dolorido pelo gancho de esquerda dado pela prateada. Minha roupa, estava em um estado tão deplorável quanto da jovem, a camiseta tornou-se um top branco e a saia jeans tinha um rasgo na lateral direita. Meu cabelo dourado está desgrenhado e sujo, minha pele acumulava suor.

Ela levantou o punho e uma energia esbranquiçada o rodeou, Angelice seguiu em minha direção pulando no ar e gritando: – Punho Sagrado do Anjo de Luz!

Me desviei, saltando no último minuto. Observei a cratera que se formou com a força do golpe e surpreendi-me. Jamais pensei que encontraria alguém com o mesmo nível de poder igual ao meu. Percebi que não teria escolha senão entrar no modo Dragon Force e odiei Angelice por força-me a tal ato.

Suspirei, assim deixando o poder transbordar meu corpo. Lilian havia me dito para não usar este modo, por que seria de fácil localização atraindo os dragões do caos, contudo eu estava em outra dimensão, então presumo que eles não me achariam. Pelo menos é o que espero. Preparei-me para atacá-la, e a a esperei correr em minha direção. Atacaria com o rugido e terminaria de vez com está palhaçada.

– Mugen ryū no hōkō! (google tradutor: rugido do dragão infinito)

Entretanto ela contra-atacou, com uma espécie de rugido semelhante ao meu apenas de uma cor branca e reluzente. Meu rugido estava ultrapassando o seu e eu já possuía a certeza de vitória, então ela também percebendo minha vitória, abriu o olho esquerdo e eu visualizei a coloração tão escura e sem fundo dele. Recordava-me os olhos de Char, escuros como um demônio. E assim seu rugido foi reforçado e se equivaleu ao meu.

Após isto a única que notei foi nós duas sendo empurradas pela força de nossos ataques. Nossos gritos de dor e surpresas eram audíveis. E quando meu corpo se impactou com o chão, senti uma dor nas costas e cuspi o sangue instantaneamente. Levantei-me imediatamente e encontrei Angelice estirada no chão, de braços e pernas abertas. Primeiramente pensei que estivesse morta, no entanto, seu peito subia e descia freneticamente, buscando o ar com toda a sua vida.

Caminhei, obrigando minhas pernas doloridas a darem os passos e apertando meu braço esquerdo. Aproximava-me dela, a franja caia nos meus olhos chocolates. Chegando nela, chutei ombro aplicando o mínimo de força que poderia.

– A chave. Me dê – ordenei.

Ela suspirou derrotada e exclamou sorrindo debochada: – Vai a merda!

– Eu é que vou te jogar na merda senão me dar a chave! Anda tô com pressa! – rosnei e ela gargalhou como se achasse minha frase a piada do ano.

Angelice jogou a chave branca nas minhas mãos e fechou os olhos. Fitei os detalhes amarelos presentes na chave branca. Tão bonita na mesma intensidade da chave de Ai. Virei-me, estava pronta para ir embora. Mas, Angelice soltou um suspiro e ergueu a mão dramaticamente. Ela obviamente queria minha ajuda para se levantar, todavia, eu não estou disposta em ampará-la.

– Eu conheço a localização das outras chaves. – ela cantarolou.

Paralisei no lugar e retornei a olhá-la duramente. Eu poderia encontrar o restante das chaves por mim mesma, no entanto, demoraria mais tempo que o necessário e se ela pudesse me auxiliar ficaria muito grata. Caminhei novamente para onde ela estava e agachei-me, e ordenei em alto e bom som:

– Diga-me onde elas estão?

Ela negou com a cabeça e fez um barulho com a língua que irritou meus ouvidos hipersensíveis. Semelhante a um chocalho de cascavel e eu odiava cobras.

– Não direi nada até que me ajude.

Bufei estressada e a socorri. Pus seu braço nos meus ombros e segurei-a pela cintura, carregando-a até o portal por onde vim. Regressamos ao mundo humano, em frente a grandiosa árvore. O vento batia graciosamente em suas folhas verdes e levava algumas consigo.

– Agora. – anunciei. – Onde estão as chaves?

– A mais próxima é uma chave preta. – Angelice comentou indiferente. – E está em Magnolia.

Notas finais
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