Stay Alive
3 CIDADE GRANDE – THE BIG CITY
Notas iniciais

...
—Corram rápido, pra casa!- falei já puxando Alice.
Corremos para dentro do abrigo e travei a porta com uma pedra.
—O que aconteceu Tyler?- Amy perguntou.
—Escutei um barulho, passos e grunhidos, devem ser alguns zumbis.
—Estou com medo- Alice começou a chorar.
—Vou olhar pela janela para ver se vejo algo, fiquem quietas.- Eu disse me arrastando até a janela do forte.
Olhei pela janela e vi uma movimentação na floresta, quando percebi os zumbis estavam se aproximando do forte.
Corri em direção à fogueira, peguei as carnes que estavam assando e apaguei a fogueira. Voltei para o forte já ia entrando quando ouvi Amy gritando.
—Atrás de você!
Me virei e dei de cara com um zumbi, o empurrei para ganhar tempo, puxei o canivete que estava no meu bolso e enfiei com toda força no olho da besta ambulante.
Entrei no forte e bloqueei a porta. E então perguntei a Amy.
—Você conseguiu ver quantos são?
—Contei seis, mas vamos ficar calados, devem estar de passagem- Amy me respondeu.
Escutamos esse barulho por meia hora, mas enfim eles pararam.
—Vou sair e ver se todos já foram embora- Eu disse a Alice.
Eu estava quase terminando de dar uma volta em torno do forte quando senti mãos me puxarem. Me virei rapidamente e vi que eram dois zumbis.
Me afastei e empurrei um deles, com o canivete matei o que estava mais próximo de mim, e quando estava pronto para matar o segundo zumbi Amy enfiou sua faca na nuca do zumbi.
Fiquei surpreso com a ajuda de Amy e disse a ela.
—Eu conseguia sozinho, não precisava ter me ajudado.
—Deixa de ser mal agradecido! E afinal, por que não usou sua pistola?- Respondeu Amy com a expressão nervosa em seu rosto.
—Usar a pistola? Você quer que mais zumbis venham para cá?- Disse a ela com ironia.
—Você está certo, mas não podemos continuar assim, precisamos nos fortificar. Somos presas fáceis apenas com facas e uma pistola que aliás está quase sem munição.- Amy completou.
—Eu vou a cidade, para ver se consigo armas e suprimentos.- Eu disse.
—Eu vou com você, a cidade está tomada, é muito perigoso!- Amy falou convicta.
—Não, não vai. Quem vai cuidar da Alice?- Tentei convence-la a ficar.
—Vou sim, se essa ida a cidade não for bem sucedida nenhum de nós poderá cuidar da Alice. Precisamos dessas coisas para sobreviver, então vou te ajudar a buscar os itens.
Bufei, mas concordei, eu não conseguiria sozinho.
—Vamos dormir, sairemos ao amanhecer. Eu fico na primeira vigília- Eu disse já me dirigindo a janela.
Depois de um tempo trocamos de turno, e eu dormi um pouco. Quando o sol estava nascendo Amy me chamou para irmos.
—Acorde a Alice, vamos dizer a ela os cuidados que deve tomar.- Amy me disse.
—Alice, Alice, Alice, Acorda, nós já estamos saindo.- Eu a chamei.
—Nós vamos sair e você vai ficar sozinha, se escutar qualquer barulho fique quieta, não abra a porta se alguém bater, nós não bateremos na porta, e sim vamos entrar direto. Deixarei um rádio com você, para que se houver emergência você nos chamar.- Amy recomendou.
Antes de sair entreguei o canivete para Alice, uma garota não deve ficar desprotegida.
Andamos até chegar bem perto da cidade, então comecei a analisar qual seria o melhor ponto para entrarmos. As rodovias estaduais estavam cheias de carros abandonados e havia alguns zumbis se debatendo com os veículos. Pela mata que se localiza perto da rodovia estava completamente lotada de zumbis, não havia como passar.
—Vamos pela rodovia estadual, pegue a faca, abaixe-se e fique perto de mim- falei entregando a faca para Amy.
—Vamos nos escondendo atrás dos carros, e mate os zumbis apenas com a faca- Completou Amy.
Desviei dos carros e dos zumbis, estávamos indo bem até que eu encostei em um carro e o alarme despertou.
—Seu idiota! Agora todos os zumbis da cidade escutaram. Você tocou o sino do jantar.- disse Amy com muita raiva.
—Calma Amy, vamos para baixo do carro assim eles vão passar reto e não vão nos ver.
Fui para baixo de um dos carros e Amy foi para outro, nos separamos para que o nosso cheiro de carne fresca não se concentrasse em um só lugar. Os zumbis ficaram rondando o carro, mas depois desistiram e começaram a se espalhar. Essa era a nossa chance de sair daquela situação.
Fiz sinal para Amy para sairmos debaixo do carro e continuarmos o trajeto. Saí do carro e fomos desviando de alguns carros até avistarmos uma casa. Quando vi a casa sussurrei para Amy que devíamos ir para lá, e ela concordou.
Depois de dez minutos na rodovia conseguimos chegar até a casa sem matar nenhum zumbi.
Empurramos a porta da casa, mas havia algo impedindo, olhei pela janela e consegui ver o que havia dentro da casa, tinham pessoas, mas especificamente uma garota morena e um rapaz ruivo.
Bati na janela e pedi para entrar, eles com medo apenas disseram para irmos embora. Eu e Amy nos jogamos contra a porta e conseguimos abrir.
—Oi, tudo bem? Desculpa arrebentar a sua porta mas nós precisávamos de um abrigo, vamos embora daqui a pouco, precisamos pegar alguns suprimentos- Eu disse para o casal.
—Tudo bem, nós estamos sozinhos, vocês tem um grupo?- disse a morena me cumprimentando.
—Somos eu, meu irmão e minha irmã caçula- Disse Amy cumprimentando a garota morena.
—Se vocês quiserem ir com a gente, nos ajude a buscar armas e comida- eu disse para o rapaz que me parecia abatido.
Amy me puxou em um canto da casa em sussurrou no meu ouvido.
—Tyler você está louco? Nós nem conhecemos essas pessoas e você já vai chamando elas para ser do nosso grupo?
—O que posso fazer? A garota é bonita!- Eu disse a Amy e sai e me afastei com um sorriso no rosto.
Ajudei o rapaz a levantar e perguntei o nome deles, Aurora e Ed. Começamos a fazer um plano para chegar até a loja de conveniências e depois até a loja de armas.
Nos dividimos e duplas, eu e Aurora, Amy e Ed. Amy e Ed iria até a loja de conveniências buscar suprimentos e eu e Aurora iríamos até a loja de armas.
Corremos até a esquina da loja de armas, Amy pegou seu isqueiro e colocou fogo em alguns papeis que ela achou no chão e jogou na rua, para que assim os zumbis que estavam bloqueando a porta saíssem dali. Funcionou, eu e Aurora estávamos entrando na loja de armas quando nos assustamos. Eu não estava acreditando no que via.
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