Notas iniciais
Hey, gente! Como estão todos? Este aqui é o capítulo 24 com mais tensão ainda, estejam preparadas. Reta final cheia de emoções! E antes de iniciarem, eu só quero deixar explicado a minha mudança de nome aqui no Nyah! Troquei o nome como autora sim, mas continuo a mesma pessoa, ok? A história também não muda, então podem relaxar. ;) Mais algumas coisas ao fim, boa leitura!

Com as mãos apoiadas na soleira da janela, Emma apertava seus dedos repreendendo o nó na garganta que a assolava desde o momento em que pôs os pés no apartamento da família. Pensava em Regina, agora, pouca coisa aliviada da raiva que sentiu do Capitão Gancho ao lembrar-se da armadilha preparada por ele. Na cabeça de Emma tudo estava mais do que esclarecido, ele era o culpado, e envolveu Regina na armação fazendo com que ela acreditasse no errado. A Salvadora, amargava o ódio repentino sentido da Rainha, mas entendia perfeitamente nesse momento.

— Eu não acredito no que está nos contando, Emma. Killian não faria isso. — Mary Margaret disse sentada ao sofá, com Neal no colo.

Henry e David estavam de pé atrás dela. Os três pareceram muito surpresos com os fatos contados por Swan.

— Você tem certeza de que foi ele que fez isso? — perguntou o pai.

— Sim, eu vi o gancho na hora que ele me dopou. Era ele sim... ele tirou a minha roupa, me colocou na cama e fez a Regina acreditar que eu estive ali. E isso ele vai ter de admitir! — Emma ainda de costas quase explodia com as palavras. — Ele vai ter de admitir de qualquer maneira, ele vai me falar, ah se vai!

— Então você e a Regina estavam juntas? Juntas... daquele jeito? — David fez a pergunta num tom curioso e surpreso ao mesmo tempo.

— Sim, pai. Eu e ela estávamos juntas sim. Eu sei que é estranho mas, a gente se entendeu finalmente.

— Bem até demais, pelo visto. — ele completou, ainda surpreso. Sentou-se ao lado da mulher e tentava encaixar a ideia da filha e Regina na cabeça. Não disse mais nada depois disso.

Henry em seu canto fitava a mãe com preocupação. Talvez pela primeira vez, sentiu receio de dizer algo. Estava chateado por vê-la tão abatida e por ter presenciado parte da discussão no Granny’s, no fundo ele teve uma certeza, agora precisava que Regina confirmasse. Por essa mesma razão não quis julgar Emma mal.

— Eu não sei porque eu não fui atrás daquele canalha ainda... eu vou matar aquele desgraçado!

— Emma, acalme-se. — disse Mary Margaret. — Não faça nada de cabeça quente e agora com certeza ele deve ter se escondido. Do jeito que as notícias andam nessa cidade, a sua briga com Regina hoje já deve ter ido parar nele.

— Acredito que não, ele é muito convencido. Eu não posso ficar aqui parada enquanto a Regina não acreditar em mim. Eu devia ter quebrado aquela porta e entrado na casa dela, ela precisava me ouvir. Eu sabia que tinha alguma coisa errada. — nesse momento Emma coçou a nuca e fez uma meia careta de aflição. — Por que que eu fui tão frouxa?

— Ela com certeza acreditou na cena que ela viu, é tão cabeça dura quanto você, não vai dar o braço a torcer.

— Mas eu jamais trairia a confiança dela, mãe. Se ela pensasse um pouco saberia que não tem cabimento me ver deitada com o Hook numa cama, se ela acreditasse em mim ela saberia que aquilo era armado. Eu não consigo me conformar.

Emma fechou os olhos com força, as mãos estavam na cintura e um dos pés batia com frequência no solo, de nervosismo.

— Agora que você se lembrou de tudo, irá conversar com ela quando essa confusão passar. Ela irá entender. Se ela gosta de você de verdade, ela vai. — Mary ajeitou o filho pequeno nos braços de David. Levantou-se para ir até Emma e tocar o rosto da filha com as duas mãos. — Vai ficar tudo bem. — tentou confortá-la, sorriu afetuosa.

Emma fez que sim, abriu os olhos, eles lacrimejavam, mas ela se controlou. Os lábios tremeram antes de falar novamente:

— Eu só queria que ela tivesse acreditado em mim. Nós estávamos tão bem. Por que tinha de ser desse jeito?

— Vocês vão se acertar, não se desespere. Venha cá... — Mary a abraçou, recolhendo a cabeça da filha em seu ombro para afagar-lhe os cabelos. Henry escondeu a emoção com o que viu, recolheu as mãos nos bolsos da calça e ficou a pensar.

Na manhã seguinte, a notícia da discussão entre Emma e Regina no Granny’s, chegou aos ouvidos do Capitão Gancho. Supondo que Swan não aliviaria quando o encontrasse, o pirata decidiu esconder-se até procura-la novamente para uma nova investida. Mal sabia ele que aquele plano não iria durar o tempo que gastou furtando utensílios dos barcos atracados na marina.

Ainda possuída pela ideia de procurar Hook para um acerto de contas, Emma foi ao porto, escondida do pai. Tinha a arma na cintura e caminhava tomando precaução de não fazer barulho com suas botas pela madeira envelhecida do cais.

Distante, Emma viu com o canto dos olhos uma movimentação. Gancho saiu de dentro de um barco, jogando para as costas uma sacola grande e pesada. Naquele instante, Swan não perdeu tempo, disparou o caminho inteiro de volta como um furacão, com uma disposição que não soube de onde tirou. O som da corrida pesada sobre a madeira ecoou e o Capitão a viu se aproximando, ele correu na direção contrária, largando o que tinha nas costas no chão. Pelo trajeto, deixou o casaco igualmente pesado que sempre vestia, para conseguir avançar na frente de Emma, o que não conseguiu quando tropeçou numa corda de embarcação atravessada no píer, levando um tombo digno de câmera lenta. Swan o alcançou e tratou logo de agarrá-lo pela roupa, erguendo-o, o que fez ele ficar de pé e quase enforcar com a gola da própria camisa.

— Agora você foge, não é, seu traste?! — disse ela esbaforida da corrida, encaixando-lhe um mata-leão.

Hook arregalava os olhos com o desespero da perda de ar, precisava pensar rápido no que fazer. Usou de toda sua força para agarrar o antebraço de Emma com o gancho e sua mão, e num impulso urrou um “Rahh!!” derrubando-a para frente ao agachar.

Swan caiu com as costas na madeira, ficando desorientada.

Arrgg! — Quando deu-se conta de pegar sua arma e se virar no chão, Hook já segurava a dele. Uma pistola enferrujada que conseguiu em uma das embarcações, e não fora apenas aquilo que roubou. — Onde conseguiu isso? — perguntou Emma, ainda tonta, apontando seu revolver na direção do homem.

— Adivinha! Você é sempre tão esperta, Swan... dê um palpite.

Emma procurava ar pelos lábios, estava vidrada de tensão.

— Você não tinha uma dessa no seu navio. Tinha?

— Barba Negra levou tudo... sabe que eu até me arrependo de ter trocado aquele navio por você? Essa arma foi um belo achado, não sabia que os moradores dessa cidade guardavam brinquedos como esses, eles nunca souberam como manejar sequer um arco e flecha. — ironizou o Capitão.

— Eu não pedi para que trocasse o seu navio, nem para você ficar nessa cidade... — por um momento Emma interpretou a fala seguinte do capitão, logo deduziu: — Você! É você que vem roubando as lojas! — ela mirou a sacola jogada longe dali. Apontou. — E estava roubando mais... — ergueu-se num pulo, o pirata assustou-se, chegando pouca coisa para trás.

— Opa, opa! Nem mais um passo ou eu atiro!

— Eu duvido que você faça isso, e logo contra mim... seu verme! — Emma disse entre os dentes.

— Ah é?! Duvida mesmo? — ele arqueou uma sobrancelha em provocação. — Vai duvidar depois do que eu fiz com você na semana passada? Olha que você nem reclamou, colaborou direitinho, eu arrisco até a dizer que você gostou de deitar comigo naquela cama!

— Seu lixo! — gritou Swan — Você me dopou, eu sabia que tinha alguma coisa errada, eu não tinha sonhado aquilo tudo!

— Pois é, Emma. Você devia me agradecer. A Regina te odeia! — ele disse a última frase com um tom imprestável na voz.

— Seu verme imundo! — Emma não se conteve e avançou para cima dele. Hook foi mais esperto e chutou em sua mão armada, despachando o revolver dela direto para a água.

Swan estava encrencada.

— Repete agora, princesa. Vamos lá! Repete o que você disse...

A loira ergueu as mãos para o alto, rendendo-se.

— Really? — sussurrou para ela mesma.

— Ah, meu amor... Não é mais fácil assim? Não seria nada agradável atirar em mim, depois de tudo o que eu fiz, e ainda por cima você nem me agradece por tirar a bruxa infeliz da sua vida! Vamos lá, Swan, pode admitir, foi a melhor coisa que eu fiz.

— Você não se conforma de ter me perdido pra ela, não é? — Emma estava com a voz carregada de emoção, não se intimidou. — Pois saiba muito bem, que eu não me arrependo de ter trocado você por ela, nem um pouco! Você nunca vai chegar aos pés dela, nem nos pés, se quer saber! Sabe o que você é? Você é uma pilha de merda de rato, peixe podre, eu quero que você morra!!

— Cala a boca!! — ele disse irritado, ficando corado. Foi quando tentou agarrá-la por um de seus braços abruptamente, mas uma rajada de impulso o alcançou subitamente, jogando-o longe para trás. Ele só teve tempo de urrar.

Swan estava boquiaberta e trêmula quando Regina surgiu ao seu lado, muito preocupada.

— Emma? Você está bem?

— Regina?! — ela disse confusa ao olhar para a morena.

— Ele não te fez nada, fez? — a Rainha perguntou, apalpando os braços da Salvadora. Emma pareceu não acreditar no que acabara de acontecer.

— Não, nada...

— Vamos, venha, ele pode acordar a qualquer momento...

Regina a pegou numa mão e já puxava com pressa quando Emma a interrompeu.

— Não Regina, eu não posso deixá-lo escapar, é ele que vêm roubando as lojas.

— O quê?

O pirata teve forças para alcançar a pistola caída centímetros de seu corpo. Ergueu o tronco com toda a força que conseguiu recolher de si e esticou o braço na direção das duas mulheres.

Ambas viraram o rosto ao mesmo tempo e o viram.

— Eu disse que vocês iam me pagar! — ele também precisou de mais que esforço para atirar.

Emma percebeu e colocou-se na frente de Regina num ímpeto, para receber a bala vinda mais depressa do que qualquer magia.

De repente a visão da Salvadora ficou em câmera lenta. A pele de seu ombro queimou, abrindo um vão na manga da camisa branca, e a vermelhidão escura de sangue alastrou-se para os lados encharcando a roupa.

Regina a viu tombando em seus braços e gritou seu nome em desespero:

— Emma!

A Rainha segurou Swan com o máximo de esmero possível enquanto Hook levantava-se ao fundo. Antes que o pirata pudesse ficar completamente de pé, Regina não pensou duas vezes ao atirar nele uma bola de fogo descomunal.

Maldita!! — esbravejou ele quando suas vestes negras incendiaram e precisou correr desenfreadamente para se atirar na água ao final do píer.

David apareceu igualmente em disparada, vendo a filha caída nos braços de Regina. A cena o deixou apavorado.

— O que foi isso?? Emma?!

— Precisamos levá-la ao hospital, segure ela, eu não tenho forças... — Regina ainda a segurava como podia quando o pai de Emma a embalou nos braços. Estava completamente desacordada.

Agora de pé, os dois e a inconsciente Emma sumiram na nuvem de fumaça roxa da Rainha. Mais uma corrida contra o tempo.

Notas finais
Uau! E agora, pessoal? Será que a Emma vai ficar bem? Que encontro esse com o Hook, não? Deixem o comentário de vocês, vamos conversar sobre isso, eu sei que ficou bem embaraçoso essas aparições, principalmente a da Regina. Mas nada que o próximo capítulo não resolva ^^ Algumas pessoas me perguntaram sobre a nova fanfic, eu pretendo postá-la na mesma semana em que finalizo essa aqui, ok? Terá um universo alternativo entre as protagonistas, Regina e Emma e irei aproveitar vários personagens da série, dando um toque diferente neles por se tratar de uma outra cidade e outras profissões delas, acho que vocês vão aprovar! ;) Em breve! O meu mais que especial agradecimento a todos os comentários do último capítulo, e um super beijo aos novos acompanhantes. Brigadão gente! Bem, até o próximo, fiquem bem! ;*