Notas iniciais
Sei que demorou, pessoal, mas tá aí ele. Boa leitura!

Os braços ao redor do corpo da Rainha acolhiam com calor. Regina deitou sua cabeça no seio esquerdo de Emma enquanto o resto do corpo repousava pela metade por cima da mesma, um braço era alisado por outro da Salvadora, estavam adormecidas há horas.

Swan foi a primeira a despertar encontrando a mulher que amava em sua posse e os lençóis embaraçados por cima dos corpos desnudos. A princípio assustou-se ao dar-se conta do que haviam feito, de pouco se lembrou da noite anterior, mas sabia que haviam feito aquilo, muito devia-se ao efeito do feitiço de efeitos tardios da Rainha Má que lhe rondava desde a noite no bosque.

Emma tomou fôlego, observou o contorno da morena sobre si constatando uma beleza que inspirou-lhe um aperto no peito, sem saber decifrar se aquilo era felicidade ou receio. Mais do que qualquer coisa, a forma como sentiu Regina repousada em seu seio libertara a loira de toda a debilidade de horas anteriores. “Ela foi minha”, pensou a salvadora.

Na mescla de pensamentos, no colo de Swan, Regina gemeu e mexeu-se, sua mão subiu até um dos ombros de Emma, foi quando despertou bruscamente.

Regina encontrou os olhos de Swan sobre os seus e sentou-se na cama subindo o lençol até os seios.

— Emma!? — disse com o susto.

— Regina! — Emma encolheu-se pouca coisa entre os lençóis, com olhos de um cão que aprontara e não sabia por que apanhava.

Nada falaram por dois minutos.

Regina Mills olhou para Emma Swan com espanto, tal como um pássaro engaiolado, e depois correu com os olhos para a cama e quarto onde estavam, todos os fatos da noite anterior vieram a mente naquele instante. Ela tinha a boca entreaberta.

— Me diz que isso não aconteceu... — ela virou a face para Emma novamente.

— Sim, aconteceu... — respondeu Emma.

Regina balançou a cabeça negativamente. A loira sentou-se na cama ao lado da Rainha Má, procurando seus olhos escuros nas sombras que a cortina produzia contra a luz da alvorada.

— Emma, não devíamos.

— Calma.

Regina a olhou de imediato uma segunda vez.

— Pela minha mãe morta, Emma... você está mesmo louca, e ainda por cima me levou junto.

— Hey! Eu não estou louca, você me rogou um feitiço e agora eu é que sou a maluca!?

— Você foi longe demais naquela noite, eu precisei me defender.

— Se eu fui longe demais com um beijo por que então não se defendeu ontem a noite? E olha que foi muito mais que um simples beijo, olhe para você.

Emma subia e descia os olhos pela face da prefeita que em meio aos escuros cabelos desgrenhados pareceu desconcertada.

— Isso deve ser um pesadelo... — ela levou a mão até a testa. — ... isso nunca me ocorreu antes, me sinto estranha.

Ela tentou levantar-se da cama levando consigo os lençóis, Emma ao se sentir um frio pelo corpo desnudo puxou algum pedaço de pano com força fazendo a prefeita tombar novamente no macio.

— Regina, não negue que temos alguma coisa agora. — a loira mudou da água para o vinho, como na noite anterior, puxou Regina com propriedade encurralando-a em seus braços.

— Alguma coisa? O que você chama de alguma coisa? — disse a morena com certa indignação.

Emma pesando seu corpo por cima dela, bufou.

— Eu me lembro de ter dito coisas bem convincentes ontem, não me diga que não se lembra.

— Eu jamais seria capaz de fazer algo desse tipo... quero dizer... aceitar, droga isso é confuso! — Regina olhava para ela por baixo.

— E o que nós fizemos a noite inteira? Você só pode estar brincando! — Swan, procurava ar, começava a sentir-se mal com a confusão que Regina fazia sentir.

— Eu... eu... devia estar fora de mim, não sei, você me pegou a força, eu não tive escolha.

— Se você não quisesse isso, teria me jogado longe de novo. Eu te conheço a tempo suficiente para entender o que se passa na sua cabeça, Regina. Se está com medo apenas admita.

— Swan, pare de me apertar!

A loira quase não percebia que seus braços faziam pressão sobre os dela.

— Por que precisa tornar tudo tão complicado, Regina?

A boca quente de Emma desceu para encontrar a de Regina, quase pedinte de um beijo. Dessa vez não se apressaram em algo guloso, Emma conduziu o carinho vagarosamente nos lábios da morena, primeiro o superior, depois o inferior. Suas peles combinaram um arrepio mutuo, o calor enaltecido brotou de ambas novamente, mas Regina obrigou-se a parar.

Os lábios se desgrudaram abruptamente.

— Não adianta, você não entende, não fui feita para isso...

— Então por que você aceita os meus beijos? Você quer me deixar louca de verdade? — Emma questionou aflita, sem libertá-la dali.

— Não sou como você pensa, Emma... me larga. Não me obrigue a fazer algo que eu não queira. — a morena a empurrava pelos ombros.

— Diz isso olhando nos meus olhos, Regina.

Uma luta entre elas estava prestes a começar debaixo dos lençóis.

— Não... não vou fazer isso, me larga, ou eu faço algo do qual irá se arrepender...

Ofegavam, misturadas no embate de braços.

— Vai fazer o quê? Me jogar contra o teto?

— A minha vontade é de explodir o seu coração se eu pudesse, só assim você iria parar de me atormentar! — Mills gritou.

Emma naquele momento parou de segurá-la, ficou tão surpresa que até de cima saiu, voltou a sentar-se na cama.

— Me desculpe.

— Desculpe... é só isso que você sabe falar. — Regina finalmente saiu da cama para vestir as roupas que se misturavam as de Swan no chão, fazia aquilo com raiva de si mesma. — Eu não sou obrigada a fazer nada por você, a partir de agora eu jamais vou cair na sua conversa fiada, saia da minha casa.

A loira levantou-se, fazendo o pano fino branco desabar ao chão, revelando o corpo esguio que tinha, estava como veio ao mundo, completamente nua.

Caminhou até ela, encarando de igual para igual até quando decidiu confrontar suas palavras, ergueu pouca coisa do queixo para intimidar Regina.

— Eu vou embora, mas nada do que houve aqui fica em vão. Você pode me chamar de louca, me fazer de trouxa, mas eu já sei que você deseja isso tanto quanto eu, Regina. Você não me engana.

A prefeita cerrou os punhos que quase se acenderam na direção muito próxima de Emma. Ela fechou os olhos, respirou fundo duas vezes para então esconder os olhos e caminhar na direção da porta.

A salvadora observou aquilo de onde estava, pegou suas roupas e vestiu brevemente, saindo dali, onde Regina segurava a porta branca de um quarto qualquer da casa, antes que ela passasse. Fingiu indiferença, deixando que Emma fosse embora e que as palavras de repudia ao que haviam feito ficassem no ar.

Regina escondia-se num receio de amar, não por Daniel, ou por Robin, era o receio de se permitir felicidade. Por algum tempo ficou parada no portal do quarto, Emma já havia deixado o lugar minutos atrás. Tremia, pensava, estava muito crente de que era errado conceber a sua suspeita, assim pensou: “Não, eu não posso estar amando, Emma.“ Suas costas escorregaram pela parede fria do quarto com pouca luz, ela estava quase sentada. “Não pode ser que eu tenha caído no meu próprio feitiço.”

Notas finais
Humm... Regina é muito cabeça dura, parece eu KKKK mas sim pessoal, vocês vão querer me bater, eu sei, de qualquer maneira a nossa teimosa já entendeu que gosta da Emma, ela só não entende como isso aconteceu, hum? Veremos nos próximos se a insistente salvadora irá atacar novamente, e como será que o Henry vai reagir quando souber que a mãe loira dele ama a mãe morena? Aguardem. No mais, o meu imenso obrigada a todos(as) vocês que estão acompanhando e me favoritaram, eu tô muito feliz com esse retorno, e convido vocês a continuarem comentando, eu adoro e fico muito feliz mesmo quando falam o que acharam, essa fanfic tem me dado muita satisfação em escrever, obrigada pessoal! Até o próximo! ;*