Notas iniciais
Olá, minhas anjas e anjos! Muito obrigada pelo retorno do último capítulo, foi maravilhoso saber que ficou à altura das boas cenas hots que vocês acompanham em outras fics, eu fiquei feliz em saber, de verdade. Quero indicar uma nova fic de uma talentosa moça, Seis Lágrimas escrita por Tsubasa, essa querida que está sempre acompanhando aqui e por quem eu tenho um carinho enorme. Eu já li, super recomendo, está no começo, mas vai valer muito a pena vocês darem uma olhada pessoal, ela é muito criativa, história que prende e é bem escrita, com certeza vai te encantar, confiram: http://fanfiction.com.br/historia/545977/Seis_Lagrimas/ Um beijo super especial para a Paula Luize que eu tive a oportunidade de conversar pelo facebook, foi um prazer, linda! ;) Agora, curtam meus amores, boa leitura!

— Meu dia hoje foi você, fiquei com tanta vontade de te ver, te encontrar. Eu não consigo ficar mais um minuto sem pensar em você, eu já sinto a sua falta. — disse Emma, baixinho ao celular.

Estava escondida em um canto do apartamento para não ser percebida, antes do horário do jantar. Falava com Regina e a conversa já havia se estendido mais do que o imaginado pelas duas.

A prefeita do outro lado da linha fez um som com o sorriso que deu, mas não custou a responder:

— Não posso negar que me ocorreu muitas vezes esse mesmo pensamento. Eu gostaria de ver você novamente.

— Na delegacia eu tinha de organizar aqueles arquivos, mas aí eu sentei para trabalhar e meu pensamento ainda estava aí, inteiro, longe daqui.

— Eu senti a mesma coisa. — falou Regina entre risos. — Emma, eu acho que... acho não, tenho certeza, está acontecendo algo muito bom conosco.

— Sabe o que é isso? Amor, é amor Regina. — Emma por estar escondida não deixou de suspirar aliviada, sua mão esquerda suava ao segurar o aparelho no ouvido. Toda vez que Regina falava ela corava anormalmente, e foi o que ocorreu quando disse-lhe mais algumas coisas: — Tá, eu sei que a gente está no telefone há duas horas, é que eu não quero desligar. Eu sei que amanhã você tem que trabalhar, eu também... tá bom vai. A gente se fala amanhã, um beijo. — nesse momento Swan fechou os olhos sofridamente, de maneira típica dos apaixonados ao se despedirem.

Elas desligaram. Swan passou ainda algum tempo a fitar o aparelho celular na mão, observando o registro da chamada que acabara de fazer. No tempo em que ficou escondida naquele canto do loft, Mary Margaret terminava de preparar a janta com a ajuda de David, enquanto Henry entretido nos deveres de casa, equilibrava a cadeira de madeira tirando dois dos pés do chão para que os seus se esticassem quase em cima da mesa.

— Tira o pé de cima da mesa, Henry! — alertou a avó do garoto que trazia os talheres, logo arrumados sobre a mesa. Henry puxou as pernas para si como quem acabara de receber um susto.

Alguém bateu na porta, fazendo soar alto pelo lugar. Emma saiu de onde estava, apressando os passos.

— Deve ser o Gancho, deixa que eu abro. — falou ela, fazendo exatamente o que disse. Hook sorriu com aquele ar de sempre quando a viu, e muito convidativo como era, entrou fechando ele mesmo a porta do loft.

— Ora, ora, já faz algum tempo, Swan, não vai mais me apontar armas?

— Pois é, — ela deu-lhe um sorriso amarelo, enfiou as mãos nos bolsos de trás da calça jeans e balançou a cabeça positivamente. — nem vou dizer para entrar e ficar à vontade, você já fez isso, não é? — brincou.

— Hook já é de casa. — lembrou David que trazia nas mãos com luvas uma travessa repleta de frango cozido temperado. Todos salivaram ao mesmo tempo, dava para arriscar que seus estômagos roncaram igualmente.

— Isso tudo é fome, amigão? — perguntou o capitão para o rapaz, aproximando-se. — Sempre te vejo tão alegre, tá com uma cara.

O garoto não respondeu. Em vez disso largou o caderno e a caneta de lado e então ajeitou-se na cadeira, esperando ser servido.

— Ele deve ter lembrado da sua cabana, de como aquilo lá é apertado pra ele. — Swan brincou novamente, os Charmings riram.

— Fala da minha cabana, mas até agora não se mudaram daqui.

— Faremos logo, eu já estou de olho numa casa a dois quarteirões daqui, parece ótima e com certeza terá mais espaço que esse apartamento.

Emma empurrou uma cadeira para si, sentou-se bruta, fazendo bastante barulho, o que rendeu-lhe um olhar de reprovação da mãe.

— Vamos poder ter até um cachorro. — David entrou de novo na conversa, na tentativa de chamar a atenção de Henry, mas o neto pouco ligou.

Com o jantar colocado a mesa, Mary sugeriu:

— Bem, acho que todos estamos com fome, sirvam-se.

Gancho comeu muito. Sentiu falta da cerveja, mas estando onde estava conformava-se em ficar sóbrio, e por incrível que parecesse não bebia demais já a algum tempo, desde os tempos de Zelena. Ao seu lado, Emma terminava a refeição com garfadas generosas. Não era a melhor visão de Swan, mas como o eterno apaixonado da Salvadora, Hook se deslumbrava com qualquer atitude, fazendo com que logo a considerasse a mais bela mulher que ele vira no mundo.

Conversavam sobre a nova casa e os planos para o pequeno Neal que em seu berço de príncipe, ressonava. Emma frequentemente olhava para o filho na cabeceira da mesa, que nada disse o jantar inteiro. Quando terminaram, continuaram a conversar, e agora saboreavam a sobremesa.

— Então, não se acostume a vir jantar aqui todos os dias. — alfinetou Emma, para Hook.

— Mas eu só venho quando sou convidado. — explicou ele com mais sotaque que o normal.

— Deixe ele, é bom ter alguém para conversarmos às vezes. — replicou Mary Margaret. — Emma não tem jantado em casa com frequência, Regina a colocou para fazer ronda.

O capitão e Henry olharam para a loira com estranheza.

— Regina mandou você fazer ronda? A noite? — perguntou Gancho indignado.

— Ah, sim... eu na verdade me ofereci, alguns dias na semana eu venho trabalhando a noite, Regina acha que a cidade precisa de mais segurança, nunca se sabe quando um próximo vilão aparecerá. — ela riu nervosa após falar.

— Mas por que você? Poderia colocar o seu pai para fazer isso.

— Eu fui xerife antes dele, talvez ela confie mais em mim.

Henry de repente disse em tom mal humorado:

— É claro que ela não sai daqui para fazer ronda. Vocês não percebem? — Todos olharam para o garoto ao mesmo tempo. — Essa cidade não precisa de ronda, não acontece nada nesse lugar.

— Henry, do que está falando? — a mãe do garoto indagou assustada.

Ele a fitou muito irritado e despejou as palavras:

— Você sabe muito bem o que está acontecendo, pode parar de enganar todo mundo. Você e a Regina!

O garoto saiu da mesa, pesando seus passos pela escada no meio do apartamento. David e Mary Margaret observaram a cena sem compreender, jamais viram Henry tão aborrecido, Emma muito menos.

— Emma, do que é que ele estava falando?

David perguntou para a filha que em seu lugar estava pálida demais. Snow White pensou o mesmo que a loira e também empalideceu.

— Ahmm... eu acho que ele ainda não conversou com você sobre o que me disse na cabana. — comentou o capitão Gancho, olhando para a loira ao seu lado.

— O que ele disse a você, Hook? — a voz dela quase falhou.

— Que viu você e Regina conversarem no Town Hall.

Emma direcionou a mirada avantajada para ele.

— Ele não te contou mais nada, contou?

— Não, mas pelo o que eu entendi, ele acha que vocês estão escondendo alguma coisa.

Emma levantou-se da mesa sem saber o que fazer, parecia tonta.

— Calma, Emma. Venha comigo. — a mãe tentou consolar e mudar de assunto, mas sabia exatamente o que Emma temia. Ela então levantou-se e saiu com a Salvadora do apartamento.

Afastaram-se um pouco da porta do loft, parando no corredor para cochicharem. Emma parecia tão perturbada que Mary Margaret pensou que a filha explodiria ali mesmo.

— Não pode ser mãe, ele não pode estar sabendo. Como foi que ele viu?

— Emma, e se ele apenas viu vocês duas conversando? Não quer dizer que ele tenha assistido a cena.

— Aquele dia no Town Hall eu beijei a Regina, agora dá para entender, ele viu aquilo, é por isso que está tão irritado e tem agido estranho. Vocês estiveram lá, ele pode muito bem ter voltado.

— Ele voltou, disse que precisava falar com a Regina, eu estava na entrada conversando com Archie, não sabia que você estava lá dentro também.

A loira esfregou as mãos pelo rosto, suspirou longamente e mexeu a cabeça fazendo que não.

— Eu preciso ir até a Regina. Ela tinha medo de como ele iria reagir, preciso contar pra ela.

— Certo, vá. Mas tente voltar ainda hoje. Ele já deve ter deduzido que você tem dormido na casa dela.

— Sim, sim. A história da ronda não convenceu. Diga ao Hook que eu precisei ir checar uma coisa lá na mansão, só assim ele não irá me procurar e vigie o Henry, eu agora estou com medo do que ele pode fazer.

— Sim eu digo. Vá, vá logo... — Mary alisou os ombros da filha e a viu descer as escadas como um furacão.

Regina ficou surpresa ao receber Emma em sua casa àquela altura da noite, elas haviam se falado poucas horas antes, de qualquer forma a surpresa na entrada da mansão durou pouco. Se abraçaram, muito forte. A morena sentiu a tensão tomar conta do corpo de Emma e afastou-se do abraço sem soltar-se demais dela.

— O que houve? — perguntou franzindo pouca coisa as sobrancelhas.

Emma pestanejou.

— Acho melhor a gente se sentar.

Quando a loira tentou levar Regina dali foi impedida por um puxão.

— Não. Emma, me diz o que houve.

A Salvadora parecia dividida em dizer ou não aquilo.

— É que... bem... é sobre o Henry.

— O que tem o Henry?

— Ele nos viu. No dia da reunião no Town Hall.

— O quê? — Regina soltou-se dela, parecia ter levado um golpe de lança no estômago.

— Eu acho que ele nos viu, ele disse algo no jantar hoje e minha mãe me contou que ele tinha ido atrás de você no momento em que eu entrei no salão, ele pode ter nos visto. É por isso que tem agido estranho.

Regina pôs uma das mãos nos lábios.

— Não pode ser. — disse ela, abafada pelos dedos.

— Sim, é possível. Eu não sei o que fazer.

— Emma, você vai precisar conversar com ele e eu também. Meu Deus, eu sabia que daria nisso.

— Eu sei, é que ele devia ter nos procurado.

A morena abraçou seus próprios braços, alisando a pele nua deles e caminhou para mais perto de Swan.

— O que será que está se passando na cabeça dele?

Swan encostou no corpo dela, levando uma de suas mãos ao rosto maquiado da Rainha.

— Seja lá o que for, nós vamos mudar isso.

Os olhos de penumbra de Regina subiram até os de Emma.

— Você sempre foi assim? Otimista? — perguntou depois de levar algum tempo em silêncio a fita-la, querendo realmente saber se a Salvadora tinha aquele habito.

— Não. Pelo contrário. Eu só passei a acreditar de verdade em tudo graças a ele, o nosso filho.

Regina fechou os olhos, permitindo-se ser acariciada na face, mexeu a cabeça guiando a mão de Emma onde desejava ser tocada.

— Ele é o nosso filho. — Regina confirmou. — E se ele não aceitar?

— Ele vai! Eu sei que ele vai, nós vamos fazer ele aceitar. — disse Emma, convicta.

Abraçaram-se novamente. Regina não admitia para sua amada, mas estava sentindo uma necessidade incomum de senti-la consigo. Passou suas mãos pelos cabelos louros encaracolados antes que pudesse alcançar sua boca e beijar sem pressa.

Notas finais
E então, já que finalmente elas duas se entenderam, resolvi dar uma prioridade ao problema que surgiu com o Henry. Teremos logo uma conclusão disso, me digam o que acham que vai acontecer, gosto dessa opinião de vocês. Se sentiram falta de um love nesse não fiquem frustrados, no próximo terá algo reservado só para elas duas novamente. Quero agradecer mais uma vez o carinho e os acompanhamentos, os comentários e recomendações que andam fazendo nas redes, brigada mesmo pessoal, é isso que me prende com essa fic, vocês! Um beijo enorme e até o próximo. ;)