Notas iniciais
Ok, galera! Eu tenho aqui dois capítulos em sequência, já adianto que estes são complementares, ok? Os fatos fazem parte da história, e sem eles acho que não faria sentido o que escrevi nos anteriores e o fato colocar elas duas frente a frente para o que vai ocorrer no capítulo 17. Quando terminarem esse sigam para o próximo, ok? Boa leitura!

Uma ligação no início da manhã fez com que Regina saltasse da cama mais cedo como se acabasse de acordar de um pesadelo. Ao telefone ouviu a voz de Emma Swan, mas não era a ligação que a prefeita esperava da Xerife. Do outro lado da linha a mãe loira de Henry questionou do paradeiro do garoto que jurava estar na mansão de Regina Mills, mas a prefeita confirmou o contrário; Henry não dormira em casa.

Poucos minutos depois a morena encontrou-se com Emma no seu lugar favorito, não havia sinal algum dele ali. Emma estava de pé de frente para o lago.

— O que aconteceu? — chegou a morena em passos apressados por trás de Swan, questionando aflita.

— Eu não sei, meu pai está atrás dele pela cidade, eu vim aqui é um dos nossos cantos favoritos. Ele não pode ter simplesmente sumido.

Emma virou-se para encarar Regina, naquele momento seu lado esquerdo do peito sentiu uma pontada dolorida, a loira quase projetou os lábios para frente e entortou as sobrancelhas como quem pedia colo.

Regina a olhou com pena, era óbvio que estava sentindo frio no estômago perto da loira, mas precisou ser cética diante da situação.

— E se alguém o raptou? — questionou Regina

— Não, não é possível.

— Henry é cheio de surpresas, ele pode estar em algum lugar por acidente como foi na vez em que ele ficou preso na mina.

— Eu me lembro disso, mas ele não iria até lá novamente, onde então?

— Vamos precisar ir em cada lugar, Emma. — Regina observou a loira aflita.

— Eu pensei que você fosse procurá-lo pela cidade, não esperava que viesse até aqui. — disse Emma um pouco tímida.

— Você o conhece muito bem, sabe dos lugares favoritos dele, eu acreditei que pudéssemos encontra-lo juntas. Não acho que ele esteja longe, pode ser um mal entendido como quando ele foi procurar você.

— Como quando ele me trouxe pra cá e eu conheci você, meus pais, a vida que eu não sabia que eu tinha.

Regina e ela sorriram da mesma forma, sem jeito e preocupadas. O celular da xerife tocou, era David.

— É o meu pai, pode ser alguma notícia do Henry... — ela atendeu depressa ouvindo o pai dizer onde Henry havia passado a noite; ele estava na cabana com Hook.

Na praia o garoto jogava pedras no mar enquanto David e o pirata, de uma distância significativa, tinham uma conversa que esclarecia o que havia acontecido na noite anterior.

— Pode ter certeza de que elas duas não vão gostar nem um pouco de saber que ele mentiu. — disse David, com as mãos na cintura.

— É amigo, ele está apenas aborrecido. — Hook disse olhando na direção do garoto que via distante.

— E ele te disse por quê?

— Disse, mas não pergunte nada agora, vai demorar ainda para ele entender.

— Do que está falando? — o Charming olhou o pirata com uma cara esquisita.

O capitão Gancho pigarreou.

— Nada, eu só quis dizer que ele está naquela fase em que deixamos de ser bonitinhos e nem todos querem nos paparicar. No caso as mães dele estão paparicando outra coisa.

— Emma e Regina? É delas que ele falou para você? — David agora cruzou os braços.

— Pois é, amigo. Tá aí uma relação que até eu gostaria de entender, a da sua filha com a Regina. — Gancho falou em tom bem humorado. O pirata bateu nas costas do amigo antes de se retirar. — Eu vou para a loja de pesca já que arranjei o que fazer por lá agora, o garoto está bem, se ele quiser passar mais algum tempo na cabana, tem espaço.

David viu o amigo partir. Henry chutava a areia sem compromisso com a cara aparentemente amarrada e nem mesmo quando o avô chegou perto suas feições mudaram.

— Então, como foi passar a noite na cabana?

— Divertido. — respondeu o garoto no mesmo instante.

O avô observou o neto com as mãos enfiadas nos bolsos da calça, estava sem saber o que dizer. Não restou-lhe outra alternativa a não ser leva-lo para a casa de Regina como combinou com Emma no telefone, e as duas mulheres esperavam pelo garoto exatamente do lado de fora. Quando a viatura da polícia se aproximou elas duas tocaram as mãos discretamente numa atitude de parceria.

— Onde diabos esteve garoto?! Você me deu um susto! — Emma perguntou logo que o carro estacionou e viu Henry no banco de trás com o vidro aberto.

— Eu estou bem, não houve nada. — ele ainda não estava amistoso.

— Henry por que mentiu para nós? Disse que viria para cá ontem.

— O Gancho cuidou bem dele, foi ele mesmo que me ligou logo depois de você ter saído da delegacia, Emma. — David respondeu na tentativa de ajudar o neto, saiu da viatura rodeando o veículo.

A loira olhava o pai sem entender, logo seus olhos se direcionaram ao filho que não reagia no banco do carro, foi a vez de Regina tentar.

— Henry você parece aborrecido. Quer me contar o que aconteceu? — Ele encarou bem a mãe morena e deu de ombros. Acabou saindo do carro e bateu a porta rudemente para se enfurnar no meio das duas mulheres abrindo passagem na direção da casa. Os três acompanharam a cena incrédulos. Henry rompeu pela porta da casa que também bateu com força, do lado de fora um minuto depois os adultos viram a sombra do garoto fechar a janela de seu quarto e as cortinas. — O que aconteceu com o meu filho, David? — Regina soou precipitada.

— Eu acho que vocês duas vão precisar conversar com ele. — ele respondeu.

— O que aquele pirata fez com o meu filho?

— Tenha calma Regina. — pediu Emma. — Duvido que o Gancho tenha feito alguma coisa. Eu vou falar com ele.

Emma deu um passo mas foi segurada pelo pai.

— Emma, não agora. Deixe ele sozinho um pouco, acho que é o que ele quer.

Mais tarde, David voltou para a delegacia. Emma e Regina entraram na mansão e torceram para o garoto decidir descer, coisa que ele não fez o restante do dia.

— Eu não entendo, o que foi que fizemos pra ele ter ficado desse jeito? — indagou Emma, sentando no último degrau da escada.

— Não me pergunte me olhando desse jeito. A única vez que Henry fez dessas foi quando eu mandei prendê-la.

— Eu estou tonta, não consigo entender nada. — a loira esfregou os olhos.

Regina deu um suspiro.

— Eu vou atrás do pirata, ele deve ter dito alguma coisa.

Emma alisou os próprios braços por cima da jaqueta, levantou-se, quando Regina quis passar por ela foi segurada.

— Espera Regina, vamos fazer o que o meu pai disse, ele pode estar apenas mal humorado.

— Emma, ele mentiu para ir até a cabana do Hook, se ele se aborreceu por que procurou o pirata em vez de mim?

— Não se esqueça que eu também sou mãe dele.

— Ele poderia ter procurado você também.

— Tem alguma coisa estranha, mas não deve ser nada demais. Vamos deixar para lá...

A Xerife observava a inquietude de Regina com algum receio, logo o dorso de sua mão direita subiu pela bochecha maquiada da prefeita, fazendo ela suspirar uma segunda vez.

— Emma, não comece. — a morena abaixou o olhar. — Se Henry descer e ver isso, eu não sei como ele agiria.

— Você sabe como eu tenho me sentido? — a loira dizia muito perto de Regina. — Uma adolescente.

— Não brinca com isso, não fala assim.

— Não é brincadeira, Regina.

A prefeita engoliu seco, fechou os olhos e respondeu ponderada:

— Emma você e eu... não pode ser algo bom. A gente se deixou levar, você não me deixou forças para resistir.

— A um sentimento!

— Um impulso! — Regina retrucou.

A loira bufou meneando a cabeça.

— Do que você tem medo? Gosh! Você fala como se estivesse com vergonha do que fizemos. O que deu em você de ontem pra hoje?

Regina virou as costas para ela, afastou os cabelos do próprio rosto e seguiu pelo hall da grande casa de um lado para o outro por várias vezes.

— Não sou eu, é isso tudo com o Henry, não sei o que te dizer.

— Regina, não precisa esconder, não é um pecado mortal, pelo menos não é tão horroroso quanto tirar o coração das pessoas e guarda-los em caixas.

— Me poupe desse tipo de comentário, por sua causa eu precisei tirar o meu de dentro de mim e guarda-lo novamente.

— Não acredito que fez isso.

— Sim eu fiz, e não vou devolvê-lo tão cedo.

Emma fez uma pausa para pensar antes de voltar a falar.

— Não precisa. Apesar disso você consegue sentir alguma coisa, agora eu entendi.

A morena virou-se para Emma e refletiu.

— Não é um assunto que deveríamos discutir nesse momento. Vá para casa, me deixa sozinha, eu preciso falar com o meu filho.

— Se é isso que você quer eu vou. Cuide do Henry pra mim. — Emma disse sem esconder a frustração.

Regina abriu a porta para a loira. Emma passou pela morena muito rente de seu rosto, parou alguns segundos a fita-la, partindo em seguida, deixando Regina sozinha mais uma vez atrás da porta com sua cabeça confusa por fazê-la sair de sua casa daquela maneira.

Notas finais
Henry não reagiu bem ao que viu, ele aparentemente fez a mãe morena andar para trás na questão dela com a Emma, só que alguém dará uma mãozinha para as duas, veremos quem a seguir...