Starting to find the lasting love.
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Uma ligação no início da manhã fez com que Regina saltasse da cama mais cedo como se acabasse de acordar de um pesadelo. Ao telefone ouviu a voz de Emma Swan, mas não era a ligação que a prefeita esperava da Xerife. Do outro lado da linha a mãe loira de Henry questionou do paradeiro do garoto que jurava estar na mansão de Regina Mills, mas a prefeita confirmou o contrário; Henry não dormira em casa.
Poucos minutos depois a morena encontrou-se com Emma no seu lugar favorito, não havia sinal algum dele ali. Emma estava de pé de frente para o lago.
— O que aconteceu? — chegou a morena em passos apressados por trás de Swan, questionando aflita.
— Eu não sei, meu pai está atrás dele pela cidade, eu vim aqui é um dos nossos cantos favoritos. Ele não pode ter simplesmente sumido.
Emma virou-se para encarar Regina, naquele momento seu lado esquerdo do peito sentiu uma pontada dolorida, a loira quase projetou os lábios para frente e entortou as sobrancelhas como quem pedia colo.
Regina a olhou com pena, era óbvio que estava sentindo frio no estômago perto da loira, mas precisou ser cética diante da situação.
— E se alguém o raptou? — questionou Regina
— Não, não é possível.
— Henry é cheio de surpresas, ele pode estar em algum lugar por acidente como foi na vez em que ele ficou preso na mina.
— Eu me lembro disso, mas ele não iria até lá novamente, onde então?
— Vamos precisar ir em cada lugar, Emma. — Regina observou a loira aflita.
— Eu pensei que você fosse procurá-lo pela cidade, não esperava que viesse até aqui. — disse Emma um pouco tímida.
— Você o conhece muito bem, sabe dos lugares favoritos dele, eu acreditei que pudéssemos encontra-lo juntas. Não acho que ele esteja longe, pode ser um mal entendido como quando ele foi procurar você.
— Como quando ele me trouxe pra cá e eu conheci você, meus pais, a vida que eu não sabia que eu tinha.
Regina e ela sorriram da mesma forma, sem jeito e preocupadas. O celular da xerife tocou, era David.
— É o meu pai, pode ser alguma notícia do Henry... — ela atendeu depressa ouvindo o pai dizer onde Henry havia passado a noite; ele estava na cabana com Hook.
Na praia o garoto jogava pedras no mar enquanto David e o pirata, de uma distância significativa, tinham uma conversa que esclarecia o que havia acontecido na noite anterior.
— Pode ter certeza de que elas duas não vão gostar nem um pouco de saber que ele mentiu. — disse David, com as mãos na cintura.
— É amigo, ele está apenas aborrecido. — Hook disse olhando na direção do garoto que via distante.
— E ele te disse por quê?
— Disse, mas não pergunte nada agora, vai demorar ainda para ele entender.
— Do que está falando? — o Charming olhou o pirata com uma cara esquisita.
O capitão Gancho pigarreou.
— Nada, eu só quis dizer que ele está naquela fase em que deixamos de ser bonitinhos e nem todos querem nos paparicar. No caso as mães dele estão paparicando outra coisa.
— Emma e Regina? É delas que ele falou para você? — David agora cruzou os braços.
— Pois é, amigo. Tá aí uma relação que até eu gostaria de entender, a da sua filha com a Regina. — Gancho falou em tom bem humorado. O pirata bateu nas costas do amigo antes de se retirar. — Eu vou para a loja de pesca já que arranjei o que fazer por lá agora, o garoto está bem, se ele quiser passar mais algum tempo na cabana, tem espaço.
David viu o amigo partir. Henry chutava a areia sem compromisso com a cara aparentemente amarrada e nem mesmo quando o avô chegou perto suas feições mudaram.
— Então, como foi passar a noite na cabana?
— Divertido. — respondeu o garoto no mesmo instante.
O avô observou o neto com as mãos enfiadas nos bolsos da calça, estava sem saber o que dizer. Não restou-lhe outra alternativa a não ser leva-lo para a casa de Regina como combinou com Emma no telefone, e as duas mulheres esperavam pelo garoto exatamente do lado de fora. Quando a viatura da polícia se aproximou elas duas tocaram as mãos discretamente numa atitude de parceria.
— Onde diabos esteve garoto?! Você me deu um susto! — Emma perguntou logo que o carro estacionou e viu Henry no banco de trás com o vidro aberto.
— Eu estou bem, não houve nada. — ele ainda não estava amistoso.
— Henry por que mentiu para nós? Disse que viria para cá ontem.
— O Gancho cuidou bem dele, foi ele mesmo que me ligou logo depois de você ter saído da delegacia, Emma. — David respondeu na tentativa de ajudar o neto, saiu da viatura rodeando o veículo.
A loira olhava o pai sem entender, logo seus olhos se direcionaram ao filho que não reagia no banco do carro, foi a vez de Regina tentar.
— Henry você parece aborrecido. Quer me contar o que aconteceu? — Ele encarou bem a mãe morena e deu de ombros. Acabou saindo do carro e bateu a porta rudemente para se enfurnar no meio das duas mulheres abrindo passagem na direção da casa. Os três acompanharam a cena incrédulos. Henry rompeu pela porta da casa que também bateu com força, do lado de fora um minuto depois os adultos viram a sombra do garoto fechar a janela de seu quarto e as cortinas. — O que aconteceu com o meu filho, David? — Regina soou precipitada.
— Eu acho que vocês duas vão precisar conversar com ele. — ele respondeu.
— O que aquele pirata fez com o meu filho?
— Tenha calma Regina. — pediu Emma. — Duvido que o Gancho tenha feito alguma coisa. Eu vou falar com ele.
Emma deu um passo mas foi segurada pelo pai.
— Emma, não agora. Deixe ele sozinho um pouco, acho que é o que ele quer.
Mais tarde, David voltou para a delegacia. Emma e Regina entraram na mansão e torceram para o garoto decidir descer, coisa que ele não fez o restante do dia.
— Eu não entendo, o que foi que fizemos pra ele ter ficado desse jeito? — indagou Emma, sentando no último degrau da escada.
— Não me pergunte me olhando desse jeito. A única vez que Henry fez dessas foi quando eu mandei prendê-la.
— Eu estou tonta, não consigo entender nada. — a loira esfregou os olhos.
Regina deu um suspiro.
— Eu vou atrás do pirata, ele deve ter dito alguma coisa.
Emma alisou os próprios braços por cima da jaqueta, levantou-se, quando Regina quis passar por ela foi segurada.
— Espera Regina, vamos fazer o que o meu pai disse, ele pode estar apenas mal humorado.
— Emma, ele mentiu para ir até a cabana do Hook, se ele se aborreceu por que procurou o pirata em vez de mim?
— Não se esqueça que eu também sou mãe dele.
— Ele poderia ter procurado você também.
— Tem alguma coisa estranha, mas não deve ser nada demais. Vamos deixar para lá...
A Xerife observava a inquietude de Regina com algum receio, logo o dorso de sua mão direita subiu pela bochecha maquiada da prefeita, fazendo ela suspirar uma segunda vez.
— Emma, não comece. — a morena abaixou o olhar. — Se Henry descer e ver isso, eu não sei como ele agiria.
— Você sabe como eu tenho me sentido? — a loira dizia muito perto de Regina. — Uma adolescente.
— Não brinca com isso, não fala assim.
— Não é brincadeira, Regina.
A prefeita engoliu seco, fechou os olhos e respondeu ponderada:
— Emma você e eu... não pode ser algo bom. A gente se deixou levar, você não me deixou forças para resistir.
— A um sentimento!
— Um impulso! — Regina retrucou.
A loira bufou meneando a cabeça.
— Do que você tem medo? Gosh! Você fala como se estivesse com vergonha do que fizemos. O que deu em você de ontem pra hoje?
Regina virou as costas para ela, afastou os cabelos do próprio rosto e seguiu pelo hall da grande casa de um lado para o outro por várias vezes.
— Não sou eu, é isso tudo com o Henry, não sei o que te dizer.
— Regina, não precisa esconder, não é um pecado mortal, pelo menos não é tão horroroso quanto tirar o coração das pessoas e guarda-los em caixas.
— Me poupe desse tipo de comentário, por sua causa eu precisei tirar o meu de dentro de mim e guarda-lo novamente.
— Não acredito que fez isso.
— Sim eu fiz, e não vou devolvê-lo tão cedo.
Emma fez uma pausa para pensar antes de voltar a falar.
— Não precisa. Apesar disso você consegue sentir alguma coisa, agora eu entendi.
A morena virou-se para Emma e refletiu.
— Não é um assunto que deveríamos discutir nesse momento. Vá para casa, me deixa sozinha, eu preciso falar com o meu filho.
— Se é isso que você quer eu vou. Cuide do Henry pra mim. — Emma disse sem esconder a frustração.
Regina abriu a porta para a loira. Emma passou pela morena muito rente de seu rosto, parou alguns segundos a fita-la, partindo em seguida, deixando Regina sozinha mais uma vez atrás da porta com sua cabeça confusa por fazê-la sair de sua casa daquela maneira.
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