Notas iniciais
Olá amores! Voltei é verdade, hoje é dia de atualizar as fics. Verdade é demorada a atualização, mas não esquecida. Como já disse em Herança, estou tendo um bloqueio criativo e espero que a longo prazo isso não se torne um problema, mas quanto a Start não se preocupem, a história já está completa, só está em fase de revisão de erros e detalhes. Dai que hoje tem novo capítulo. Ansiosos? boa leitura,

Chegando na frente do edificio onde trabalhei e dou comigo a observar a editora em transe. Sawyer ainda vem até mim só para verificar se estaria realmente tudo bem comigo, mas tem um fato que desde aquele fatidico dia que não voltara nesse lugar e tudo continuava estranho. Ou então a estranha no momento seria eu.

— Tudo bem, srta. Steele? — questiona ele apreensivo com as mãos aposto para praticamente agir.

Pois Sawyer estava a par do que havia acontecido naquele final de tarde horrível. Clareio a garganta e assinto com um movimento de cabeça para ele dando passadas largas até ao interior e encontrar Violet de olhar esbogalhado por me ver de volta em praticamente tanto tempo depois de todo o sucedido.

— Amiga! — ela corre para me abraçar como uma criança que não vê um amigo tem semanas.

— Violet que saudades! — sorrio boba quando sinto os seus braços quase me esmagarem.

— Ai desculpe, é verdade o bebé! — murmura ela com aquela voz baixa e quase que não evitando o riso e afasta para me encarar. — Você está linda, viu? Gravidez está te fazendo bem, Aninha!

— Está brincando? — começo a rir das suas palavras.

— Não, falo sério mesmo! — pisca um olho divertida me puxando para sairmos da editora.

— Como estão as coisas por aqui? — questiono apesar de estar desligada da SIP tem algum tempo. — Alguém novo no lugar do Jack?

Violet revira os olhos e para de andar para se colocar na minha frente. A sua expressão se mostra azeda e isso me dá logo a impressão que falta para perceber que o clima na SIP está mais chato do que nunca.

— Está tão ruim assim? — estreito o olhar de mãos no quadril. Mal podia acreditar.

— Que tal a gente falar mais de você, hein? Aposto que sua vida com o sexy do seu noivo é bem mais interessante, não? — abro a boca num "O" sabendo muito bem por que caminhos ela estaria querendo entrar.

Entramos na lanchonete e indo para a mesa, Violet pede dois English Breakfast e umas torradas. O seu semblante estava meio que sinistro e ao mesmo tempo percebi que ela falava mais da minha vida do que da sua e aposto que tinha novidades para me contar. De certeza que os encontros com José andavam surtindo efeito, pois Kate vivia ligando a contar as novidades. Óbvio Kate é a maior fofoqueira de Seattle e disso não existem quaisqueres dúvidas.

— E José como anda? — pergunto na maior força da minha curiosidade insana.

— hum, quem? — ela se faz de boba na minha frente e percebo que até as bochechas do seu rosto a denunciam ficando rubras como tomate maduro. — Há ele está legal...

— Sim, sei... — sorrio sabendo muito bem o quanto ela está ficando embaraçada com o embarque desse assunto. — Vai me falar que o que Kate disse é mentira, hein?

— E eu lá sei o que Kate fofoqueira foi inventar dessa vez?

— Há então você sabe! — faço gestos com as mãos de quem pega alguém no flagra.

— Tudo bem... — Violet encolhe os ombros com que derrotada. — José e eu estamos nos conhecendo e até cogitando em viver junto, pronto falei!

Abro a boca num espanto impossivel de controlar e levo as mãos igualmente para esconder o rosto. No fundo é tudo alegria, pois além de ter um carinho muito especial por Violet e José, desejo do fundo do coração que ambos sejam felizes.

— Que bom, eu disse que você ia arrumar um cara que pudesse te amar do jeito louco que você é! — digo emotiva já limpando uma lágrima rasa no canto do olho. — Oh droga, tenho que ir no banheiro, me espera! — ela sorri desgustando da sua torrada no lugar.

Vou caminhando distraida para o banheiro ainda limpando as lágrimas teimosas que rolam da minha face. Pois apesar de estar feliz por minha amiga não consigo controlar essa coisa das emoções, tudo por conta da gravidez que deixa os hormonios instáveis ou mais sensíveis. As emoções ficam todas mais ampliadas.

— Amiga volto já!

A caminho do banheiro acabo esbarrando com alguém na entrada e quando ergo o olhar para me desculpar congelo no mesmo lugar. Travando inclusive a respiração momentanea, o olhar estático e o coração a perder batida do seu compasso musical.

— Olá docinho, sentiu minha falta? — Jack me olha com pura raiva e dou uns passos para trás pronta a gritar por auxilio e sair dali a correr. — Não faz isso, olha que não tenho nada a perder, estou lascado mesmo. — desço os olhos para baixo e vejo que tem uma arma branca escondida junto ao quadril e prendo mais ainda a respiração.

Oh pesadelo, isso não pode estar acontecer comigo.

— O que você quer? — questiono tentando fazer frente, apesar de me sentir a tremer interiormente e não devia fazê-lo é imprudente da minha parte, mas não posso ser covarde.

Não agora que preciso enfrentar meus medos e jogá-los no fundo do poço.

— Que você morra dessa vez! — engulo em seco a insinuação. — Olhe só no inferno que você me deixou? Aquilo foi um lugar merda! — aproxima de mim a sua cara nojenta e desvio o rosto por sentir tanto nojo dele, nojo do seu toque asqueroso. — Anastacia.... eu te mato! Não perde pela demora, eu mato a você, ao seu Grey de merda! — o empurro ganhando espaço para escapar a correr.

Um lado de mim implorava por fuga, máxima fuga, o outro pedia para que eu fosse agressiva e o gritasse palavras desagradáveis na sua cara, mas estou grávida e não posso arriscar a vida do meu filho descontando raiva nesse imbecil que não merece o misero o ar que respira.

— Ana o que foi? — Violet mal me vê correndo que nem um louca me socorre segurando os braços afim de me travar. — Está com cara de quem viu assombração!

— O Jack! O Jack está aqui, vamos embora, por favor! — imploro e a minha amiga assente me arrastando para fora desse lugar. — Ele me ameaçou! — digo para ela que fica horrorizada já puxando o celular para chamar a policia ao qual nego entrando em pânico.

— Como não, Ana? Ele te ameaça e você não quer chamar polícia? Anastacia você bateu a cabeça algum lugar? — começo a tremer por todos os lados, parece que tudo à minha volta está ganhando pernas para entrar em movimento. — Ana? — a minha amiga sacode os meus ombros. — Ana?

— Algum problema senhoritas? — Sawyer nos aborda e o olho de relance sendo que a minha cabeça está estranha e confusa, uma súbita dor abaixo do umbigo soa mais forte.

— Está, está, está... — repito algumas vezes fechando muito os olhos e me contorcer ligeiramente para recuperar a súbita consciência.

— Como assim está tudo bem? — Violet protesta de novo. — Sawyer segura ela, ela não parece nada legal! Melhor levar para o hospital! — ordena ela sendo dona de tudo. — Você nem tente reclamar, está indo para o hospital, sim!

— E-u... e-s-t-o-u... b-e-m... — articulo as palavras de forma lenta meio com uma zonzeira absurda onde tudo começa rodando, rodando tão rápido.

— Ela está sangrando, srta... — uma voz masculina fala bem lá no fundo e tudo fica escuro para mim, pois entro num escuro profundo.

~*~

Pov. Narrador

Jack se via xingando ao recuperar a postura ali dentro do banheiro feminino e passar a língua sobre os lábios como se tivesse gostado do daquele gosto amargo em confrontar a Anastacia e sua fragilidade.

— Aquela maldita da Anastacia é pior peste que existe na terra, como ela pode sobreviver à droga do acidente? Como pode ela estar tão bem, quando estou a um passo de ir parar a cadeia depois de ter aberto a minha boca para ela ao ameaçá-la? Merda, só merda que a minha boca fala. Merda mesmo porque vou ser preso e dessa vez arrasto aquela velha comigo, pois Elena não vai ficar cantando de galo enquanto mofo dentro da prisão. Há não vai mesmo ou não me chamo Jack Hyde!

Disfarçado sai pelos fundos usado a janela pequena dos vestibulos dos funcionários. Jack meio que havia seduzido uma das garotas que servem nessa lanchonete para conseguir passe livre sem ser visto.

E assim que se vê longe do local pega o aparelho descartável do interior do bolso e disca para Elena que não atende de primeira, então continua a insistindo até que a voz daquela loira desfalcada se faz escutar.

— Espero que seja importante estou no meio de uma sessão de massagem asiática! — ruge ela do outro lado da linha com um modo muito rude e tão próprio dela.

— Preciso de grana alta, Elena! — afirma Jack ao entrar dentro do carro pronto a rodar chave e sair do parque a todo o gas. — Você tem que ajudar, pois estou ferrado! Elena estou ferrado até o último fio de cabelo!

Ela começa gargalhando como se estivesse achando piada às palavras desesperadas do loiro. É isso mesmo, Jack havia virado piada para Elena num passe de magia.

— E o que tenho haver com isso? Por acaso não está achando que vou limpar a sua barra de novo, não é? Porque não vou, Jack! — ela responde toda crua. — Aquela era a sua última chance e problema seu que desperdiçou para entrar em vingança particular!

— Como é que é? Está roendo a corda de novo, sua mocreia? — ele fica irritado por ver que dessa vez era o fim mesmo para as suas fugas.

— É como acabei de falar e se começar me infernizando demais eu acabo com a sua raça!

— E o que é que não garante que termine com a sua primeiro? — pergunta ele quase que gritando no aparelho.

— Não tente nem entrar por ai, ambos sabemos que você não tem a minima chance! É um zé ninguém! — e gargalha de novo bem divertida por sinal. — Então se fez buraco, entre e fique caladinho, ou eu juro que o inferno da prisão não será nem um terço do que está planeado para você!

— Está tentando insinuar alguma coisa, é?

— Meu amor eu não faço insinuação, eu aviso antes que tenha surpresas desagradáveis! — informa com maior desdém. — Agora se vira!

Ao ver que a loira desligou a ligação na cara, Jack fica muito irritado e joga o aparelho para o outro banco xingando, pois dessa vez ele só poderia contar com a sorte mesmo.

— VOCÊ ME PAGA SUA VELHA NOJENTA! EU JURO QUE ACABO COM A SUA VIDA PRIMEIRO!

~*~

Pov. Christian

Estava numa reunião de conferência com uns novos investidores, quando Andrea entra interrompendo me deixando tenso e irritado ao mesmo tempo, odeio quando alguém atrapalha as minhas reuniões, ainda mais aquelas bem importantes.

— O que é Andrea? Estou realmente ocupado e odeio que venha interromper minhas reuniões! — digo em tom sério e gelido para que entenda o quanto sua presença é um obstáculo impiedoso.

— Sr. Grey peço imensas desculpas por estar interrompendo, mas é que o seu motorista ligou... — a interrompo.

— Avise o Taylor que quando precisar dele que mando chamar! — e aponto a porta para que ela saia.

Só que Andrea não arreda pé, como se estivesse colada ao chão. E respiro fundo para controlar a pressão que é deixar alguém esperando no lado de lá nessa reunião bem importante para os negócios da empresa.

— Andrea o que foi? — levanto da cadeira rapidamente e ajeito o palitó nervoso.

— Sr. Grey a sua noiva foi para o hospital... — diz e rapidamente arregalo os olhos saindo a correr. — Mas senhor a reunião??? — ela grita e faço um gesto com a mão para que na melhor das hipoteses chamasse Ross para resolver a pendência.

Havia sido um idiota ao falar assim com a minha secretária, pior eu devia ter escutado o recado até ao fim, mas o meu lado CEO às vezes ofusca o meu pensamento coerente e agora vou aqui correndo que nem louco para ir ver como Anastacia está. Mas porque estou com a sensação de que ela já me havia escondido alguma coisa essa manhã?

— Taylor! — chamo o meu motorista que é pego de surpresa ao me ver saindo da porta giratória. — Vamos para o hospital! — ordeno. — RÁPIDO!

— Com certeza senhor! — assente me abrindo a porta traseira para mim.

~*~

Ao romper pela porta de visitas encontro a minha mãe me esperando de mãos nos bolsos do jaleco e a sua expressão é tão impassivel que bate um receio profundo cá dentro.

— Mãe como ela está? — vou direto a ela sem delongar muito, não tinha como desligar definitivamente do meu medo. — Me diga que está tudo bem com Anastacia... — a minha voz sai desesperada.

Uma parte de mim estava apavorada com a possibilidade de algo de ruim acontecer com ela e o meu filho.

— Calma filho! — Grace passando as mãos nos meus ombros e subi-las ao rosto tomando por nervosismo instantaneo. — A sua noiva está estável, foi só um susto! — informa ela calma e isso me abranda o meu ritmo cardiaco acelerado.

— Ela teve um crise de pânico e isso acelerou a um quase aborto espontâneo, mas não se... — a interrompo não deixando nem que termine.

— Aborto? Ela quase perdeu meu filho? — os meus olhos ficam marejados sem que dê conta. — Pânico? Mas o que houve?

Os meus olhos disparam na direção das duas outras pessoas. Violet estava de pé, braços cruzados e nervosa. Sawyer com a sua expressão impassivel de militar. Liberto as mãos da minha mãe de mim e vou até o segurança com uma expressão séria como quem exige satisfações imediatamente.

— O que aconteceu? — questiono frio e cauteloso, pronto a dar uma bronca se a culpa de tudo fosse dele.

— Sr. Grey estava no lado de fora a lanchonete, eu realmente só sei o que a senhorita Violet me contou! — informa ele muito meticuloso com as palavras.
Os meus olhos vão para Violet que não sei se é impressão minha ou ela está engulindo em seco mesmo. Talvez esteja, pois estou furioso.

— O Jack Hyde estava lá! Não me pergunte como entrou ou como saiu, não vi! Aliás ninguém viu. — suspira pesado ao baixar o olhar submissa. — A Anastacia falou que queria ir no banheiro e fiquei na mesa a esperando, nunca podia calcular que aquele maluco estivesse lá dentro a fazer uma espera a minha amiga.

— Ela lhe contou mais alguma coisa? — tento saber sem alterar o tom de voz.

— Filho talvez seja melhor perguntar para a sua noiva depois, está deixando a moça nervosa... — a minha mãe interpela puxando meu braço.

— Não, não quero estressar a minha noiva! — nego sequer pensar em ainda deixar Anastacia ainda mais instável. — Violet! — ela sobe o olhar a mim, mas não o prende muito tempo, o baixando rapidamente. — Ela contou mais alguma coisa?

— Ela só disse que ele ameaçou! — esclarece ela. — Ai eu disse para chamar a policia e começou e negou piamente até começar passando mal.
Respiro fundo afastando deles passando assim as mãos sobre os cabelos acobreados, os desalinhando de um jeito grave.

— Sr. Grey posso começar averiguar onde encontrar esse homem e dar uma lição! — aborda Sawyer.

— Não precisa sujar as suas mãos nesse inútil! — returco andando de um lado para o outro. — Sem eu saber o que ele falou para Anastacia não faremos nada, mas assim que souber que ele tem algum tipo de ligação ao que aconteceu naquele acidente, eu juro que acabo com a raça desse cretino.

— Christian você não vai matar ninguém! — minha mãe implora vindo de semblante carregado.

— Esse homem já causou estragos demais na minha vida! E por Anastacia eu seria capaz de ir até ao inferno para devolver a sua paz! — digo olhando nos olhos doces dela. — Por causa dele quase perdi a minha Ana, não vou arriscar a perdê-la de novo!

— Mas matar??? — ela estreita o olhar. — Não seja um monstro que não é, por favor! Pense nela, no seu filho! Acha que será bom para a sua futura esposa viver longe do homem que ama? — fecho os olhos respirando fundo. — Deixe a justiça cuidar de tudo sozinha, deixe que o seu pai arrume o melhor jeito de manter esse homem preso! Prometa para mim que não fará nenhuma loucura, meu filho! Ouça, sua mãe! — Grace praticamente implora.

— Prometo! — confirmo sem mostrar um sorriso.

Notas finais
Gostaram? Deixem vossos comentários, pois estou curiosa! COMENTEM ♥ FAVORITEM ♥ ♥ RECOMENDEM ♥ ♥ ♥ Os que se sentirem corajosos, claro. Até ao próximo capítulo, Lucy.