Start again a new chance for Love
44 Capítulo 44
Notas iniciais
Pov. Anastacia
Christian estava terminado de se trocar quando vesti o meu vestido simples e cintadinho já que iria aproveitar a sua ausência para dar uma visita para Grace, já que ficar aqui nesse apartamento sozinha não tem graça e deteto ficar esperando homem sentada no sofá igual patricinha. Definitivamente não fui criada para ficar fazendo sala.
— Vai mesmo tomar um chá com dona Grace? — questiona ele apertando os punhos da camisa lilás que lhe cai na perfeição e realça muito o seu tom de pele.
— Sim, eu adoro sua mãe e pelo menos ocupo meu tempo não ficando aqui olhando paredes! — afirmo calçando uma sabrina azul sentada na beira da cama de frente para o espelho que me oferece um visão gloriosa desse homem de lado se arrumando para sair. — Você demora lá? — tento saber, apesar de conhecer bem demais essa coisa de homem de negócios, do quanto eles são ocupados e nunca tem tempo de fato.
— Não sei, mas logo que fique despachado eu te envio uma mensagem! — diz pegando a gravata e alça-la na volta do pescoço.
Só que é ai que decido dar um ajuda, fazer o nó da gravata que tornara algo muito simples de fazer para mim, já que minha mãe sempre me ensinara para poder ajudar meu pai às vezes. Agora me vendo na frente de Christian, tiro suas mãos da gravata que eu mesma me proponho a formar o nó e sorrio assim que dou o aperto final. O meu olhar sobe para encontrar o dele. Chris estava me olhando tão atento, tão quieto que me pareceu até estranho, já que ele gosta de estar com alguma travessura.
— Pronto, agora está liberado! — digo ajeitando o palitó dele.
— Obrigado, amor! — agradece me deixando um selinho. — Precisa de Taylor? Se quiser eu pego o Audi e vou... — o interrompo.
— Não! Eu pego um táxi ai, até porque depois a gente acaba se encontrando. — ele assente em concordância e sai me deixando um aceno breve não abrindo caminho para discussão possivel.
Assim que fiquei sozinha fui dar um salto na cozinha para pegar alguma coisa do que mordiscar. A sra. Jones estava preparando algo com um cheiro divinal e me deixei deliciar tentando adivinhar o aroma da refeição e ao que podia simplesmente corresponder.
— Oh srta. Steele! — ela fica surpresa ao me ver na cozinha. — Está com fome? Deseja alguma coisa? — pergunta prestável ao qual nego com um aceno de cabeça. — Veja lá não gosto de imaginar que esteja praticando dieta, olhe que o senhor não gosta dessa coisa das dietas malucas! — avisa me fazendo um olhar maternal que adorei.
— Não, quanto isso não tem com que preocupar! — tranquilizo pegando uma maçã vermelha tão brilhante da fruteira e fico super admirando ela por uns segundos. — Sempre comi muito bem e nem sou dada a preocupar tanto com a linha, não! Minha mãe sempre me ensinou a tomar cuidado sim, mas comendo diretinho e saudável.
— Oh sua mãe deve ser um prodigio de mulher! — comenta abrindo a porta do forno o que fez fechar os olhos para sentir a docura do aroma quente e convidativo em misto ao fumegar agradável e aromático. — Então vai ter que comer uma fatia desse bolo que terminei de fazer! — pega com auxilio de umas luvas de cozinha o bolo ainda dentro da forma para fora.
— É bolo do quê? — questiono debruçando sobre o balcão com olhos curiosos.
Sra. Jones bate ligeiramente a forma para libertar melhor o bolo no seu interior e ao virá-lo para o prato sai numa forma tão deliciosa e totalmente perfeito. Um cheiro muito agradável, mas que ainda não havia decifrado qual o aroma real, já que sinto uma mistura de sabores, algo que combina na perfeição, de entre ácido e doce.
— Bolo de lima com chocolate! Sr. Grey sempre me pede porque diz que é divinal!
— Pelo cheiro não posso negar isso! — concordo sorrindo.
Estava para começar a degustar da minha maçã, mas confesso que precisei adiar só mais um pouco, aquele bolo me chamou tanta atenção que precisei pedir uma fatia generosa e me deliciei lindamente.
~*~
Pov. Christian
Já dentro do carro, mais precisamente no banco traseiro do Audi R8, Taylor dirige para o tal endereço que meu funcionário havia arrumado com tamanha descrição e rapidez, já que me vejo ansioso para resolver esse assunto de uma vez por todas, de forma a que não me deixe mais tenso, porque sabe deus o quanto me sinto mal por estar ocultando isso de Ana. Agora só espero que no momento em que souber, ela me entenda e não fique brava por cuidar da sua segurança. Que não intreprete mal a minha decisão de correr atrás dessa pessoa anónima que no final de contas é o merdas do seu chefe, aquele filho da puta. Aquele merdas que já fodeu a vida de muitas das suas assistentes. Aquele fodido de um homem que mete nojo e só de imaginá-lo tentar alguma coisa com Anastacia fico logo louco o querendo espancar.
Não conseguia controlar a raiva que sintia no meu peito, estava inquieto e a todo o momento me vinha ao pensamento a imagem daquele canalha tentando se fazer à minha Anastacia. Simplesmente não suporto a ideia de que alguém a possa tocar de um jeito repugnante, não quero que ela se machuque, principalmente nas mãos de um homem de nível baixo como Jack, que já tem histórico e fama de pegador de baixa linha. Ele usa os termos da chantagem para conseguir o que quer, usa o anonimato para deixar suas assistentes com medo, vulneráveis e se deixarem pegar por ele. Só que no que depender de mim, isso jamais irá acontecer, não vou permitir que nada de errado aconteça com Ana. Não quero isso para ela, nem para outra mulher alguma sofra nas mãos desse canalha.
— Senhor Grey, chegamos! — avisa Taylor me tirando do transe de pensamentos. Só sei que nesse instante meus punhos cerram junto ao tecido da calça. — Precisa de mim? — questiona assim que abro a porta e olho por cima do ombro.
— Para já, não! — respondo saindo.
Encaro a rua ao trilhar para um estreito caminho até uma casa pequena germinada. Havia luz no interior e deduzi que esse embecil estivesse em casa. Então toquei na campainha me controlando horrores para não cair no murro, porque é o que tenciono fazer alguma hora se ele insistir em perturbar minha mulher, continuando com sua marcação cerrada para cima dela. A porta se abre e revela uma mulher seminua, somente de calcinha e uma camisa de homem tapando mal os seus seios.
— Pois não? — pergunta ela com uns modos muito desleixados, uma voz meio ofegante e com um cheiro ativo a sexo. Merda, não podia ter escolhido melhor hora.
— Jack Hyde, está? — passo a perguntar olhando por cima dela, tentando achá-lo a meio aquela sua bagunça.
— E quem pergunta?
— Não importa! — afirmo seco, ela não era ninguém para exigir nada, nem ele que ousa se esconder atrás de uma mulher. "COVARDE, É MESMO UM COVARDE". — Quero falar com ele agora! Então se não se importa o chame para mim! — peço com educação.
Ela fecha a porta e fico esperando no lado de fora de braços cruzados olhando para um lado, ora para o outro. Até que a porta novamente se abre e revela o ser humano mais desprezivel desse mundo. Jack logo me arrega-la os olhos ao me ver na sua frente, provavelmente por não esperar uma visita minha tão cedo ou simplesmente ser pego por sua covardia acesa em andar perturbando Ana. Ou ele achava que o seu truque barato de ficar ligando em restrito ia ficar assim? Sinto muito, mas até nisso ele foi um burro e idiota se pensava que ela ia ficar quieta e me ocultar esse fato.
— Grey? O que quer comigo, cara? — pergunta franzindo o olho e me examinar de alto a baixo.
— Sabe que venho fazendo a mesma pergunta o tempo todo? — tento soar cínico. — Pois também quero saber o que quer com Anastacia. Será que o nosso último encontrou não chegou para você, não? Não fui claro o suficiente? — ele começa a rir. Óbvio que se vai de fazer de desentendido, ele não é parvo ou idiota para se confessar logo de primeira. — Tem graça ligar em número restrito para a sua assistente e não falar nada? Mas ainda assim insistir diversas vezes? Você não tem vida para cuidar não? Mulher para pegar por ai?
— Olhe cara eu não sei do que está falando! — Jack banca o santinho, ousando mesmo mostrar uma expressão inocente que se não fossem as provas que tenho, poderia acreditar. — Nunca liguei para Anastacia, deve haver aqui algum engano, certamente! Jamais iria ligar para alguém e ficar sem falar no outro lado da linha! — afirma continuando a sua representação barata.
— O único engano aqui é você! — digo já me expelindo ao tremer a mão lado a lado à calça de terno de tanta raiva que sinto. — Vou deixar um aviso, Jack! — ele me estreita o olhar mostrando superioridade e sem medo. A minha outra mão sobe para segurar no colarinho do seu polo e puxá-lo firme para mim, para que me olhe bem, escute melhor ainda. — Se voltar a ligar para a minha namorada mais alguma vez, eu juro que acabo com sua raça, seu merda! E não estou brincando, porque você não tem ideia do que sou capaz.
— Isso é uma ameaça? — ele pergunta irônico me fazendo frente. Peito feito como perú recheado no natal.
— É uma ameaça sim...! — sublinho apertando um pouco mais o colarinho dele, criando dessa forma uma certa dificuldade. — Espero que prese bem a sua vida, porque não sou homem de me ficar por palavras e quando eu ameaço, eu cumpro. Disso pode ter a plena certeza!
É então que firo com um soco certeiro de o fazer tombar para trás como um tordo perdido e resmungar alguma coisa alto que nem me dei ao trabalho de decifrar, porque sua voz para mim é como latido de cachorro que late muito, mas não morde ninguém. Porque ele não passa de um fraco, só sabe usar as mulheres, sabendo que jamais vão revidar, por sentirem medo da sua possessividade doentia, sua masculinidade. O que na verdade ele não passa de um covarde e um merdas.
— Esse é o aviso! — afirmo.
Agacho puxando o colarinho dele, olho em seus olhos e firo outro soco no olho direito.
— Essa é a ameaça de que se insistindo muito fica cego dos dois olhos! — e o solto no chão virando as costas a esse imprestável.
Taylor mal me vê abre a porta pata que possa me instalar e o seu olhar incide em mim com mil e uma perguntas.
— Já fiz o que queria, Taylor! — digo em conclusão fechando o vidro fumado.
O meu motorista dá a volta pelo lado lateral do carro e entra no seu lugar dirigindo para fora desse bairro em direção à interestadual sul, direção à mansão Grey, já que queria estar com a minha mãe, conversar com meu pai e claro ficar com Anastacia todo o tempo possível.
~*~
Pov. Narrador
Jack ainda estava atordoado com a surpresa inesperada do Grey em sua humilde residência que não via a hora de ligar para a vilã lhe exigindo para agelizar logo com o plano louco dela. Pois não aguentava nem mais um tempo a ver aqueles dois saindo bonitos e felizes. Christian se apoderando cada vez mais da Ana que Jack tanto deseja. Elena logo atende a insistente chamada de Jack ainda se restabelecendo com gelo sobre o olho esquerdo.
— Estava vendo que não, hein? — ele reclama.
— Espero que seja importante, estou sem tempo! — informa a loira saindo para fora de uma sala clínica.
— Em que pé está a situação? Elena precisamos agilizar isso o quanto antes! — exige ele xingando em seguida quando a moça com quem estava acompanhado lhe faz corativo no lábio. — As chamadas foram um fracasso e o Grey descobriu tudo! — informa ele entre dentes sabendo que a ideia seria uma bosta.
— Estou providenciando tudo, como deve calcular não depende de mim, Jack! Mas relaxe, os dias desse casal estão contados!
— Já escuto isso tem algum tempo, sabe? Foi o mesmo papo antes de ontem, ontem e hoje... Cansei de esperar ELENA!
— Como é? — ela pergunta irritada. — Você não está pensando em agir sozinho agora, não? Somos um time, lembra? Eu quero o Christian, você a mosca morta da Anastacia.
— Apresse antes que faça algo! — ameaça ele já nas tintas.
— Não tente me dar ordens, Jack! — Elena resmunga estreitando o olhar que o homem não pode ver.
— Então não demora!
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