Start again a new chance for Love
88 Capítulo 87
Notas iniciais
Uma semana se passou desde o episódio mais assustador da minha vida. Acho que nunca senti tanto medo como o fato do saber que ela quase perdera nosso bebé. O nosso pequeno rebento Steele Grey. Jamais me perdoaria se isso realmente se consumasse, acho que seria um terrível momento para mim, para nós.
Mas o que importa é que tal não aconteceu, e finalmente Anastacia estava de volta ao escala, em repouso absoluto é certo, pois a Dra. Greene exigiu isso e passou ainda mais um receituário que Taylor cuidou de ir pegar na farmácia local. Até porque tirei uns dias da empresa para ficar cuidando pessoalmente da minha noiva, pois conhecendo ela como conheço, é melhor prevenir que remediar. Jamais iria arriscar vê-la por ai desfilando e abusar das indicações médicas impostas. Correr riscos desnecessários jamais.
Relativamente ao assunto Jack, Ana acabou me contando o que ele havia lhe admitido ter culpa no acidente e que ainda voltou ameaçá-la de morte, bem como a mim nesse encontro e à conta disso já colocara o meus seguranças cuidando de tudo com máxima descrição, até advogado para conseguir um mandato de captura por primeiro ter desrespeitado a condicional e segundo pela tentativa de homicídio da minha noiva e homicídio de Carla Steele. Dessa vez Jack ia mofar um longo período da sua vida na cadeia se não incorrer à pena máxima que segundo a lei americana seria a morte.
— Sr. Grey quer que eu leve a bandeja para a senhorita ou o senhor leva? — a sra. Jones irrompe de um transe de pensamentos.
— Deixe, eu levo! — pego a bandeja que ela providenciou com toda a comida saudável.
Caminho calmamente pelo corredor até ao quarto e ao empurrar a porta com pé, a vejo ali deitada ainda pegada no sono. Pernas enrolada nos travesseiros e lençóis caindo no chão. "Minha bagunceira" digo mentalmente pousando a bandeja na chese no fundo da cama e vou até ela não fazendo grande depressão na cama. Deixo um beijo gostoso na sua pele macia e delicada junto ao pescoço.
Ela começa a grunhir alguma coisa baixa, desconexa. Continuo a beijando ali na base da clavícula e os seus braços se movem se afastando e do nada, os seus olhos azuis se abrem meio ensonados para mim.
— Bom dia minha princesa! — sussurro baixo junto ao seu ouvido, mordiscando com vontade o lóbulo da sua orelha.
— Vai embora quero dormir! — resmunga com aquele humor rabugento se virando para o outro lado.
Sorrio de canto e debruço sobre o seu corpo a beijando com a barba por fazer de dois dias e roço ali nas costas a fazendo rir involuntariamente. Se virar para me encarar de olhos bem mais despertas.
— Devia fazer essa barba, está picando demais! — agora sim, ela ganhou vida. Sua voz bravinha é tão sensual.
— Vai falar que não gosta, hein? — pergunto roçando uma vez mais agora por seu antebraço. — Você adora, confesse baby!
— Para! Vou te bater se continuar roçando mais um metro que seja. — ameaça.
— Fica tão sexy me ameaçando, srta. Steele! — insinuo brincalhão e faço uma careta.
— Acha divertido é, sr. Grey? — ela ataca com um travesseiro branco em mim. — Fique sabendo que não gosto, já para o banheiro faça essa barba imediatamente! — ordena toda dominante. — Ou vai dormir no quarto de cima essa noite!
Abro a boca num "O" para ela e a sua expressão se mantém indecifrável. Anastacia quando quer consegue mesmo ser cruel comigo. Então levanto da cama de mãos no alto em maior ato de rendição. Afinal não é nada bom irritar uma grávida.
— Vou fazer a barba como a senhorita está exigindo, mas primeiro toma esse café da manhã que eu mesmo providenciei... — pisco um olho para ela.
Pego a bandeja de joelhos e a pouso na sua frente. Só tinha comida gostosa e saudável para as duas pessoas importantes da minha vida. A minha mulher e o bebe que espera.
— Deixe de ser mentiroso, vai! — acusa pegando um morango e mordicá-lo com vontade.
Fico bobo a contemplando a degustar desse café da manhã. Ela fica ainda mais interessante se alimentando direito.
— Vai ficar me olhando assim, é? — pergunta arqueando a sobrancelha. — Não vai comer? — nego com a nuca. — Tudo isso para mim? — assinto com um movimento breve de cabeça. — Vou ficar baleia e vai continuar me amando?
— Amor, gorda ou magra você vai continuar a ser a minha predileta! Não esquenta e se alimente que tem remédio para tomar, lembra?
— Que saco senhor doutor! — revira os olhos.
~*~
18:35 e Anastacia de novo está dormindo enquanto estou aqui de volta do macbook tentando dar uma olhada nos e-mails que recebi. Ela parece tão serena descansando que me dá vontade de fechar a tampa e deitar ao seu lado de conchinha, só que iria acordá-la, então decido simplesmente ficar aqui sentado em pernas cruzadas a observando com entusiasmo, seguindo com tranquilidade a sua respiração leve, o seu batimento ligeiro. Contudo, o meu celular vibra e saio desse transe o retirando para fora do bolso da calça moleton. Era Mia e atendo antes que esperta como essa baixinha é vá ligar para Anastacia e não sei se o seu celular não está com som. Melhor prevenir que remediar.
— Mia! — cumprimento de forma breve e com voz baixa.
— Como está minha cunhada? — questiona animada do outro lado da linha.
— Estou muito bem, obrigado por perguntar! — respondo irónico perante o seu desinteresse em mim, já que todas atenções recaem em Anastacia. — Ela adormeceu tem meia hora, mas está ótima!
— Não seja ciumento, irmãozinho! — atesta ela fazendo uma vozinha mínima. — Sabe que eu o amo, não é? Não fique todo esquentado só porque me preocupo mais com a mãe do meu sobrinho ou sobrinha... — reviro os olhos com essa conversa toda. — Aliás já sabe qual será o sexo? — pergunta toda cheia de ideias. — Já pensou nos nomes?
Começo a coçar a região anterior da nuca de olhos postos em Ana e penso um pouco, mas de fato não sabia nem qual o sexo, nem o nome, por simplesmente não termos conversado a respeito. Nunca aconteceu em nossas conversas debatermos o sexo de nosso filho, ou até mesmo nome para cada determinante sexo do bebé.
— Está bem cedo para saber o sexo do bebé! — informo. — Mas gostaria que fosse menino! — falo abertamente sobre a minha preferência.
— Claro só por causa dos Marine, não é? — a voz dela sai tão sarcástica que aposto que rola os olhos nesse momento e faz aquelas caretas bizarras. — Pois fique sabendo que será menina e vai com a tia para a Disney!
— Não inventa, filha minha não vai sem o controle da mãe e do pai! — instruo mostrando já a minha faceta paternal ativa.
— Deixe de ser pai galinha! — reclama ela bufando. — Anastacia é um amor, vai confiar em mim! E depois serei uma tia exemplar, ou acha que aquele lá é exemplo? — ela se referia a Elliot certamente.
— Ele também vai ser pai, primeiro que eu. Kate está com barriga bem saliente! — afirmo espreguiçando bem o corpo. — Porque não pede para ele e brinca de casinha com a menina deles?
— A Ava! — esclarece ela me dado a conhecer o nome que desconhecia. — Ava Kavanagh Grey, gosta?
— É diferente...
Anastacia começa se mexendo na cama e desço o celular um pouco para olhá-la, mas somente o faz para se virar e sorrio de canto com a posição que toma. Volto ajeitar o aparelho no ouvido.
— Bom vou ter que desligar irmãozinho, é que meu namorado me espera lá em baixo sabe... a gente vai pegar cineminha!
— Vai lá e não pega tanto no meu pé, sua chata!
— Chata eu? — Mia usa a voz mais histérica. — Vai ver só quando sua menina nascer quem vai ser a chata, me aguarde!
— Você nem sabe se é menina, aposto que vai ser menino igual eu e Elliot! — ataco para ser do contra.
— Faço macumba o que necessário para que seu desejo não se cumpra! Beijo!
Desligo a ligação em risos e dou atenção de novo ao aparelho, mas quando olho para a cama Anastacia me encara de braços cruzados sobre a barriga pequena.
— Oi acordada a muito? — pergunto deixando o celular de lado.
— Tempo suficiente para perceber que a conversa no celular estava animada! — insinua formando um biquinho irresistível nos lábios.
— Hm... — começo a trepar até ela que se deita um pouco nesses travesseiros volumosos. — Como vocês estão? — questiono aproximando a minha boca da sua para deixar um selinho.
— Bem, ele portou direitinho... — informa ela me roubando outro selinho dos lábios e acariciar a barriga com a ponta dos dedos. — E você papai que história é essa de querer ter menino por causa dos Marine? — Ana transforma a sua voz em criança.
— Eu confesso que adoraria ter um garotão! — digo convencido. — Garotão forte como o pai! Gato e muito inteligente!
— Ei... — repreende ela me fazendo uns olhos sérios.
— Não vou ensinar ele a ser pegador, mas ele vai ter que usar de uns flertes para as meninas, tem que ser um cara interessante!
— Há é? — ela desce as mãos aos quadris. — E se for menina o senhor pensou como será? — pendo a nuca para o lado e entorto os lábios. — Pois, mas fique sabendo que a mãe aqui vai ensiná-la a ser uma garota esperta e tímida que dá sucesso!
— Não quero garotos em cima da minha filha! — aviso um tanto sério. — Se não vou lá e coloco ordem em todo mundo!
— Oh meu deus, daqui a pouco é só falar que filha sua tem que usar burca e os meninos que desejarem cortejá-la terão de obter sua permissão! — e gargalhamos os dois.
~*~
Terminado o jantar, Taylor aparece avisando que iríamos ter visita, pois os meus pais estavam subindo. Anastacia ficou feliz, pois estava ansiosa para voltar a ver minha mãe e meio que com esses últimos acontecimentos que essas duas ficaram bem mais intimas. Talvez a maternidade de Ana estivesse fazendo esse efeito, sendo que perdera a mãe e agora sentisse sozinha.
As portas do elevador logo se abrem e vejo os olhos doces da minha mãe depositarem na nossa direção. Anastacia logo se levanta mesmo a contra gosto da minha parte, pois devia fazer menor esforço, mas travá-la? Ela não faz nada do que manda a médica. É um esforço perdido.
— Como está a minha linda nora? — a minha mãe abre os braços para abraçar a minha noiva que enterra a nuca no peito.
— Grace que bom que veio! — sussurra Anastacia com uma voz doce.
— Claro que sim, vocês são nossa família! — diz minha mãe. — Como está meu querido? — ela me cumprimenta deixando um beijo no alto da minha cabeça igual fazia em menininho.
— Bem mãe! — esclareço. — Pai tem um minuto? — Carrick assente.
— Já vão cuidar de negócios? — Grace protesta e a minha noiva só encolhe os ombros nos vendo ir para o meu escritório.
Assim que ficamos em privado sento no sofá, o meu pai sempre me observando como quem espera saber o teor da conversa.
— Então Christian algum problema? — ele vem perguntando e viro para o encarar.
— Já conseguiram capturá-lo? — pergunto nervoso. — É importante que o façam! Ele está completamente fora de si e temos provas suficientes que o possam incriminar!
— Ainda não há noticias do paradeiro dele, mas a polícia continua investigando e logo que o encontrem vai ser preso, não se preocupe tanto com isso, filho! — declara ele certo do que dizia.
Talvez estivesse ansioso demais com toda essa coisa de querer Jack preso, talvez estivesse com medo. É eu tenho medo, ele já fez estragos demais na minha família que temo que possa continuar por ai solto e livre rindo da nossa cara, quando a minha maior vontade é agarrar nele e matá-lo por minhas próprias mãos. Só que a minha mãe está certa, nada disso fará diferença entre mim e ele, só nos igualará e ambos não temos nada haver um com o outro.
— Tomara que sim, não vejo a hora de esse pesadelo terminar! — respiro fundo passando as mãos nos cabelos acobertados.
— Porque não pega na sua noiva e vão viajar? Faria bem para vocês...
A ideia do meu pai era ótima, mas Anastacia estava limitada às instruções da Dra. Greene que teria que seguir tudo muito bem calculado antes de entrar em alguma aventura.
— A Ana precisa de repousar!
— Não digo que seja agora, só quando ela puder. Faria bem para vocês, pense sobre isso! — assinto positivo. — Bom agora vamos lá antes que elas fiquem pensando bobagem, sim? — sorrio.
Acompanho meu pai de novo para a sala e vejo ambas as mulheres da minha vida sorrindo com as revistas de roupas de bebés que a minha mãe havia trazido, certamente a escolherem as primeiras roupas do nosso filho.
— Christian ainda bem que está ai, olhe só essa fofura!
A minha mãe parecia tão emotiva olhando as peçinhas. Os olhos de Ana a brilhar tão trémulos e felizes que me senti radiante por dentro. Me juntei a elas abraçando a minha mulher pela cintura e deitar a cabeça no seu ombro enquanto observo com elas as peças.
— Amei esse body, você não? — sopra ela para o meu ouvido e viro para encará-la de olhos marejados e a beijo com doçura nos lábios.
~*~
Pov. Narrador
Jack achava mesmo que se via a salvo da polícia que o procurava em toda a cidade de Seattle que quando chegando em Clyde Hill, na sua antiga morada antes de se mudar e começar a tocar a editora SIP, se via longe da confusão. Elena não atendia as suas chamadas com tanta frequência, e nas poucas que atendia só era para falar que não queria saber dele. Então Jack fez uma jura a si mesmo que se fosse apanhado ia deixar uma prova de que o ligaria a vilã, para que desse modo ambos ardessem juntos.
— É Elena dessa vez eu te arrasto comigo! — comenta ele guardando uma pendrive com algumas conversas gravadas entre ambos, uma declaração dos seus planos para destruir a vida do casal. Inclusive matar Anastacia.
Ele guarda tudo dentro do seu cofre dentro do quarto. Ele sabia que nunca ninguém acharia isso a menos que deixasse alguma pista e ele tinha tudo pronto. Pois sabia que era uma questão de tempo até ser pego. Pois com o dinheiro a escassear, não tinha como continuar sua fuga com sucesso até então. Era tudo uma questão de tempo até os dias de liberdade terminarem.
Uma precisa meia hora começa escutando barulho e rapidamente espreita pelo canto da janela para ver quem seria e vê um carro parado na frente das mediações da sua casa. Não era a polícia, mas também não reconhecia aquele carro ali. Alguém toca na campainha e o moreno apreensivo vai até à porta para olhar pelo olho mágico de modo discreto.
— Abra a porta! — ordena a voz masculina do outro lado deixando Jack mais intrigado.
Jack abre a gaveta do criado mudo junto à porta e retira uma arma de lá, estava carregada. Abrindo então a porta, este mira a arma na direção do estranho homem com aspeto ingomadinho. O que alguém como aquele tipo iria querer de Jack?
— Abaixe a arma é uma ordem! — ordena o homem com expressão séria. Nada no olhar estranho do homem dizia que aquilo era uma pegada de mau gosto.
— Quem me garante que não veio para me matar, hein? — Jack tenta sua jogada, afinal podia haver dedo de Elena para eliminá-lo. — Primeiro a sua arma para baixo, só então decido baixar ou não a minha... — começa a negociata decido que iria vencer essa troca ofensiva entre ambos.
O homem se rende agachando e pousa a arma no chão para mostrar que está obediente perante as ordens impostas do criminoso. Jack sorri, mas não abaixa a arma tal como proferira, a mantendo em punho pronto a balear caso necessário.
— Agora vai me falar quem é você ou eu juro que enfio uma bala no seu cérebro! — ele ameaça.
— Se fosse você nem dava nem mais um passo olhe para trás! — informa o homem usando um trocadilho da polícia para pegar bandido e como é óbvio Jack cai nessa armadilha e logo o homem à paisana o surpreende sacando a arma e mirá-la nele. — Então perdeu a vontade brincar? Vejamos o que temos aqui! — ele começa apalpando os bolsos de Jack na tentativa de verificar se não haviam mais surpresas. — Hm... uma chave? Isso abre o quê seu cretino? — o homem questiona de olhar sério, semblante carregado e veias a pulsar de uma estranha raiva justiceira.
— O meu passaporte para a redução de pena! — diz ele sarcástico pronto para jogar com todo o baralho.
— Como assim? — o homem arqueia a sobrancelha algemando Jack pelas costas agora que vinham mais uns dois colegas como reforço. — Fale, merda! — ordena o homem meio impaciente. — Vocês façam a revista a toda a casa!
— Só falo se me garantir a redução da pena!
— Você está brincando com o fogo, cara! — o homem o empurra em direção à saída. — Vai ser pior para você se não começar a colaborar com a gente.
— Já disse só negocio desse jeito é pegar ou largar!
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