Start again a new chance for Love
82 Capítulo 82
Notas iniciais
Anastacia continuava conversando com a mãe distraídas no banco traseiro atravessando uma cidade imensa iluminada por uma imensidão de candeeiros, enquanto a noite se fazia sentir fria e longa. Ela sabia que a qualquer instante Christian estaria tentando ligar para ela, afim de saber onde estaria, mas ficou mais tranquila assim que deu conta da presença de Taylor. Qualquer era só Christian ligar para o próprio segurança e logo saberia onde Anastacia estaria.
— Ele está sabendo? — Carla pargunta para Anastacia a tirando de um desvaneio alheio.
— O quê? — pergunta confusa ao afastar uma mecha chata da frente do rosto.
— O Christian está sabendo da gravidez, filha?
— Não... eu ia contar mais cedo, mas nos interromperam... — o olhar dela incide no espelho retrovisor, era uma indireta para Taylor que somente olha a estrada, o espelho completamente alheio a conversa que ambos vão tendo no banco transeiro.
— Devia contar o quanto antes, ele merece saber que será pai! — a minha mãe afaga a minha mão com a sua e encosto a nuca no seu ombro me sentindo tão bem no colinho de mãe. — Vocês terão uma família linda, já imaginou? Vou ter netos, serei avó mais sortuda do mundo... — ela começa viajando.
— Mãe não viaja... eu só vou ter um filho ainda... nem vem com a história de um time!
— DROGA!!!!
Um resmungo de Taylor faz ambas pararem a conversa que estão travando. Anastacia logo se intromete para olhar o que está havendo. Taylor parecia tetando frear, mas não obter sucesso e o sinal fechado cada vez mais próximo.
— O que está havendo, Taylor? — Anastacia pergunta começando a desesperar no próprio lugar.
— Senhorita Steele se acalme, está tudo controlado! — o motorista fala com uma calma fria na voz.
Os olhos da morena oscilam entre o que vê e a mãe que encolhe os ombros tão absorta e preocupada quanto ela.
— O que está havendo? — de novo ela questiona.
O carro não responde às tentativas de freio de Taylor e atravessam o sinal fechado indo na direção de imensos carros que circulam em avenida aberta.
— TAYLOR??????! — Anastacia grita assustada com o que vê, parecia mais uma cena de filme de terror.
O motorista ainda tenta manobrar mais uns desvios, recebendo buzinadelas ilegais da noite e acaba colidindo lateralmente por uma carrinha de caixa aberta que faz o Audi dar voltas como um vira discos comum em meio à estrada para então colidir frontalmente contra o pilar por final.
~*~
Pov. Christian
Estou realmente aborrecido, meu pai havia sido um tanto invasivo me tirando de uma conversa tão boa com Anastacia que estava prestes a me revelar uma surpresa que agora não a encontrava em lugar algum. Mia me disse que a última vez que a havia visto havia sido na mesa com a mãe. E quando olho a mesa se mostrava vazia, mas o sr. Steele se mantinha divertindo junto ao bar tomando um digestivo.
O meu sangue começa coagolando, é como se ficasse imensamente mais espesso e não tivesse como circular. Uma sensação cortante me faz estremecer e sinto um toque aveludado e involuntariamente a minha boca profere:
— Anastacia! — mas os meus olhos cinza captam os verdes e amedoados olhos de Violet. — Desculpe, julguei que fosse a Ana! — respiro fundo começando a ficar nervoso. sua ausência além de instigante, perturba mais do que quero.
— O que foi? — ela questiona erguendo ambas as sobrancelhas. — Cadê Ana? — me pergunta, mas encolho os ombros não sabendo. — Não estará no banheiro?
— Não, minha mãe saiu de lá à pouco e não disse que não viu ela... — passo as mãos sobre os cabelos acobreados os deixando desalinhados. — Ela não ia embora assim sem me avisar, a gente estava tão bem...
Só que é nesse preciso momento que lembro de ligar para Taylor, ele me informaria se Ana tentasse ir embora da festa sem avisar. É, ele ia me esclarecer terminando com essa terrível dúvida. Pego o iPhone do bolso interno do palitó e digito o contato do meu segurança com uma esperança incomum. Ele chama continuamente, ninguém atende e isso não é nada normal. Taylor é sempre pontual com os meus chamados.
— Não está atendendo? — ela permanecia igualmente estática me observando, ruga de expressão à vista. — Não! Nada... — umedeço os lábios começando a ficar mais preocupado ainda.
— Tente para ela, talvez ela escute o celular...
Sigo a sugestão de Violet e repito o mesmo procedimento com a minha mulher, mas a chamada cai em caixa postal e soco a mesa com o aparelho. Violet dá um passo atrás nervosa com o meu gesto um tanto grutesco. Olhares incidem em mim e ergo as mãos rendido. A minha mãe aparece preocupada questionando o que está havendo, pois os meus modos estava deixando as pessoas desconfortáveis.
— Christian o que se passa, filho? — ela repreende com o seu olhar. — Está assustando os convidados!
— Anastacia desapareceu! — informo ao curvar os lábios em desagrado. — Taylor não responde às chamadas, não sei... alguma coisa de muito errado!
— Vai ver a Anastacia ficou sem bateria e Taylor esqueceu o celular em algum lugar! — ela tenta solucionar, mas nada disso me deixa mais tranquilo.
— Mãe, por favor! — nego aceitar tal teoria patética.
Contudo interrompendo a conversa, vem apressada de telefone na mão Dorotheya. Parece terrivelmente assustada, como se tivesse visto um fantasma da opra.
— Dra. Grey! — ela chama aproximando no passo encurtado. — Estão telefonando do hospital! — avisa ela, a minha mãe toma o aparelho no ouvido.
— HOSPITAL? — pergunto efusivo demais, talvez a ostentar um olhar ostil.
Uns braços me seguram, é meu pai e Elliot. A minha mãe começa andar de um lado para o outro falando e isso me deixa mais nervoso ainda.
— Se acalme! — sussurra Elliot no ouvido ao praticamente se juntar a nós.
— Tudo bem me mantenham informada, por favor! Estou indo para ai! — diz minha mãe ao desligar.
Os seus olhos estão rasos de água e sinto cá dentro que a coisa é grave. Havia acontecido alguma coisa de muito grave.
— Mãe! — liberto dos braços do meu pai e Elliot e seguro o rosto de Grace com firmeza. — Me diz que não é o que estou pensando! — ela fecha os olhos engulindo em seco e a minha garganta fica seca, a minha respiração trava e parece que o chão a baixo dos meus pés está capaz de ceder.
— A Anastacia teve um acidente! Ela não estava sozinha... ela estava com a mãe e com Taylor! — os meus olhos se enchem de lágrimas similares. Pela primeira vez acho que vou chorar a valer como não lembro de o fazer. — Eu sinto muito, mas... — é tudo o que permito ouvir, antes que desabar de joelhos nesse chão. — meu querido eu vou para lá, eu vou estar com ela... — minha mãe agacha me colocando as mãos nos ombros, eu sei que no fundo só está tentando me acalmar, mas nada do que diga minimiza a dor que cresce consumidora no peito.
— QUERO IR JUNTO! — grito limpando as lágrimas que escorrem da face com o dorso das mãos.
— Você não está em condições! — meu pai dessa vez é quem fala.
— EU NÃO QUERO VOSSA OPINIÃO! EU NÃO VOU FICAR PARADO! — levanto num salto do chão e ando furioso furando entre a multidão que se juntou para saber o sucedido.
— Christian espere! — minha mãe vem gritando atrás, os seus passos denunciam uma corrida.
— Nada do que fale me via travar! — afirmo acertivo e controlando horrores o pânico interno que sinto cá dentro ao temer perder a mulher da minha vida.
~*~
Ao chegar no hospital, a primeira coisa que faço é invadir a sala de informações que nem um louco para tentar saber alguma coisa que seja de Anastacia, mas uns seguranças me travam alegando que devia esperar como todas as pessoas. É então que começo a xingá-lo, alegando que não sou uma pessoa qualquer, que sou Christian Grey. Logo a minha mãe vem correndo de jaleco vestido e me toma pelas mãos me acompanhando à sala de espera.
— Você tem que se acalmar! Este não é o lugar indicado para começar brigas! — pede ela se agachando na minha frente ao me obrigar a sentar. — Eu vou entrar, vou tentar saber quem está seguindo eles e volto logo com noticias! — informa ela me olhando.
Não respondo ao que ela fala, fico de mãos concentradas nas minhas cabeça baixa, segurando horrores para não sair destruindo tudo na minha frente. Me sinto um perdido de merda nesse mundo, perdido porque Anastacia estaria algures sofrendo dores crescentes e terriveis, se não possivelmente a morrer. Isso então me tomou num pânico absoluto que cerrei os punhos tão firmemente até deixar de sentir o sangue deslizar neles.
Uns momentos depois Mia corre entrando com Ethan e vem até mim me abraçando forte que aproveito o seu ombro para esconder a minha expressão vazia.
— Onde é que está Anastacia? A minha esposa? — Raymond Steele logo aparece com uma voz desesperada. — Preciso saber... — ele estava embolido nas lágrimas furtivas.
— Minha mãe foi tentar saber noticias! — informa Mia com doçura enquanto afaga os meus cabelos como um cafuné em criança. — Elas vão ficar bem, esse hospital é o melhor de Seattle, garanto que estão em boas mãos! — assegura.
Os meus olhos correm para o relógio da parede imaculada e se concentro ali, vendo os ponteiros andarem num giratório infinito. É como se o tempo andasse de brincadeira comigo, andando em passo lento, dando a impressão de que os minutos haviam transformando em terriveis horas infindáveis.
Levanto do sofá e começo andar de um lado para o outro impaciente, essa espera louca me desespera.
— Daqui a pouco vai furar o chão, Christian! — avisa Mia de braços cruzados quando a olho por cima do ombro. — Eu sei que não é fácil sentar e esperar, também estou preocupada tal como você, mas vamos confiar nos médicos! — ela vem ao meu encontro e aperto a mim num abraço e ela acaricia suavemente o meu peito. — Anastacia é forte, ela é barra nisso! Já imaginou? Ela te aguentar!
Por uns momentos um sorriso modesto solta dos meus lábios e ela sorri agradecida por me ter conseguido arracancar algo tão falho.
— Sra. Grey!
Quando escuto a menção ao sobrenome da minha mãe viro com a minha irmã e confesso que me desenvacilho dela para segurar os braços da minha mãe com desespero. Ela me começa olhando assustada. Talvez eu esteja realmente desesperado.
— Mãe, como ela está? — quesitono nervoso.
— A minha mulher? — sr. Steele quesitona também, igualmente nervoso.
— Calma, meus senhores! — apela a minha mãe com uma voz vacilante. Isso não é bom. — E tenho boas e más noticias! — por um momento a liberto das minhas mãos temendo que me viesse dando uma terrível noticia! — Christian, meu querido... — a minha respiração acelera louca, a minha garganta fica seca e os meus dentes a ranguer. — Anastacia está bem... — os meus olhos se enchem de lágrimas, elas correm fáceis. — Ela teve sorte por estar com o cinto e não foi cuspida para fora do carro no embate, mas tem alguns ferimentos que os médicos estão analisando o grau de gravidade por causa do bebé...
BEBÉ????? A minha cabeça forma um nó bem apertado e sinto que estou mais deslocado que nunca, pois não fazia a menor ideia de que ela estava grávida. Seria isso que me queria contar mais cedo?
— GRÁVIDA? Minha filha? — o sr. Steele me lança um olhar furioso e encolho os ombros tão surpreso quanto ele.
— Calma! — apela meu pai nos separando. — Precisamos nos acalmar! — Carrick novamente força o apelo. — Mas meu amor qual a má noticia?
A minha mãe engole em seco começando a baixar o olhar e temo que fosse alguma coisa de muito grave e que ela estava com receio de abrir a boca.
— Mãe??? — Mia insiste quebrando o silêncio.
— Sr. Steele... — a sua atenção vai para o pai de Anastacia. — A sua esposa sofreu um grave traumatico craniano e acabou por perder a vida no próprio local. Eu sinto muito...
Os meus olhos se arregalam com a noticia. A mãe da minha Anastacia havia morrido? Anastacia grávida? Meu deus, ela deve estar arrasada. Ela precisa de mim, não posso ficar aqui me segurando nem mais um segundo. Então me dá uma loucura insana e furo a minha familia rompendo as portas de aceso não autorizado e corro que nem um desesperado por Anastacia. Eu queria ver com os meus próprios olhos o estado dela. O estado do nosso filho que ela carrega.
— O senhor não pode entrar aqui assim.... — uma enfermeira tenta me impedir, mas a empurro acelerando o passo até uma maca que começa saindo de uma sala e vejo com facilidade que era Ana, a minha Ana.
— ESPEREM! — grito deixando as mulheres assustadas. — Me deixem vê-la! — a mulher mesmo afasta me dando acesso livre.
Anastacia se mantinha desacordada, devia ser os sedativos que lhe induziram para não sentir as dores e os meus olhos vão para a mulher nervosa me encarando. Pego a mão da minha mulher e acaricio com carinho sentindo aquele minimo calor.
— Meu amor... — sussurro voltando os olhos a ela.
— Senhor ela está dormindo, não pode... — mas o meu olhar intimidador faz a enfermeira vacilar falha.
Uns passos bem atrás de mim fazem me olhar por cima do ombro e vejo que é a minha mãe seguida de dois enfermeiros.
— Filho, Anastacia precisa de descansar! — avisa ela pousando a mão no meu ombro. — Amanhã quando ela acordar eu te deixo ficar com ela! — mas nego com um aceno de cabeça. — Não faz beicinho, eu sei que você a ama, mas terá que ser paciente! Os médicos precisam de observá-la!
— Para quê? Ela não está bem? Ou será que me esconde alguma coisa demais, Dra. Grey?
Não consigo evitar e a minha voz sai mais fria que o normal. Minha mãe se mexe desconfortável com o meu modo.
— Vá para casa! — ordena sendo tomada por seu profissionalismo. — Assim que ela acordar mando avisar!
— Não vou arredar pé desse lugar! Nem que tenha que virar a noite acordado, mas eu não saio enquanto não vir Anastacia!
— Não me obrigue a ser grossa com você, filho! — o seu tom é maternal, mas profissional ao mesmo tempo. — Por favor siga o meu conselho e seja paciente indo descansar, não fará nada se continuar aqui de plantão igual cachorro de guarda! — encolho os ombros e acabo cedendo por incrivel que pareça.
~*~
Assim que o dia amanheceu, a primeira coisa que me veio ao pensamento foi Anastacia a vontade absoluta que tinha em vê-la. Tinha uma ansiedade louca em tocá-la de novo e pensar que não é falso e ela está realmente bem. Fui nas primeiras horas a correr para o hospital, Gail ainda tentou me impedir para me obrigar a comer, mas fui mais rápido que ela. Minha mãe não havia ligado me dando noticias, mas ia fazê-lo por mim mesmo, pois sei que ela se preocupa demais comigo, mas eu não quero que sintam pena de mim, não depois que aconteceu.
Taylor ao que fiquei sabendo fraturou algumas costelas, passou por uma cirurgia complicada e está no coma induzido. Contudo, ele teve mais sorte que Carla que infelizmente morreu. Agora a minha maior preocupação é no como diria isso olhando os olhos azuis da minha amada.
— Bom dia é cedo para visitas, senhor! — informa uma moça da faxina ao me ver entrando louco no corredor. — Terá que falar na sala da entrada, aqui não é assim!
A ignoro andando na frente e ela começa falando alguma coisa que encolho os ombros não dando a minima, olhando em porta sim e porta não, onde estaria Anastacia e entro num quarto de porta entreaberta. Quarto privado e vejo tudo a meia luz, máquinas monitorando ela. Aproximo da cama e uma lágrima aproxima do canto do olho me deixando fraco, pois não sou de chorar, nem de demonstrações, mas o que aconteceu com ela mexeu muito comigo. Me fez recordar o garoto fraco que eu era, o garoto que apanhava do merda do cafetão até não sentir mais dor. Tudo isso me fez sentir o coração apertar tão forte que quase perdi a vontade de respirar.
Aproximo um pouco mais da cama, toco em sua mão a tomando na minha e elevá-la somente o necessário para poder tocar com os meus lábios ali num beijo simples. Os meus olhos rapidamente correm incisivos receber sinais e os olhos de Anastacia começam mexendo dando a impressão de que logo estaria acordando.
— Meu amor... — susurro num sopro de voz para que me escute.
Esforçando ela abre os olhos e o mar azul deles incide luminante em mim, me devolvendo o calor afetuoso dela. Debruço melhor sobre a cama e passo suavemente os dedos sobre os nós dos seus.
— Christian... — a sua voz sai falha, só que sobreponho o dedo nos seus lábios evitando que se esforce demais. — mas... — ela ia tentar falar mais alguma coisa, só que selo os meus lábios nos seus num beijo calmo.
Não sei o que me deu, só sei que senti uma subita vontade de sentir o sabor dos seus lábios, era algo que me fez sonhar a noite inteira, então quando simplesmente libertei deles a encarei com doçura e sorri breve para ela.
— Como vocês se sentem? — pergunto desviando o olhar a outro ponto do seu corpo.
Percebo pelo canto do olho que Anastacia me acompanha com o seus olhos também e logo a sua mão com cateter pousa no ventre.
— Bem... — responde calma. — muito bem... — sorrio beijando a sua barriga e fico emocionando.
Algumas horas que sabia que ia ser pai e ainda não havia digerido bem a informação, só que essa era a melhor noticia que me podiam dar. Eu ia ter um filho da mulher que eu mais amo nessa vida.
— Porque não me contou mais cedo? — pergunto, mas a porta se abre e um médico entra interrompendo todo o clima de cumplicidade.
— Sr. Grey sabia que não pode estar aqui, não é? — o médico faz abservação por conta do horário de visita. — Mas estou dando desconto por ser filho de Grace, se não já estaria lá fora! — assinto sabendo perfeitamente. — Mas idem... como está se sentindo Anastacia?
Os meus olhos voltam a ela cheios de perguntas. Sem nem mesmo dar conta estou com a mão segura na dela.
— Sinto só umas dores na região do pescoço e coluna... — diz ela. — mas doutor como está meu bebé? — vejo preocupação ocupar seus olhos, a mesma preocupação me enche o peito.
— A enfermeira lhe dará alguns anti-piréticos para a dor! — tranquiliza ele preenchendo umas notas. — Recebi uns novos exames e o bebé está bem! Foi um milagre não perdê-lo nesse acidente! Você é muito forte, Anastacia! — o sorriso dela se ilumina, parece uma luz guiada dos céus.
— Mas quando a minha noiva terá alta? — decido intreferir. — Gostaria de levá-la para casa o quanto antes, garanto que terei todos cuidados necessários com eles! — o médico estreita o olhar e eu sei exatamente o que fará, mas intimido com o meu olhar.
— Conversamos na minha sala, pode ser?
Olho para Anastacia que parecia confusa, mas debruço sobre ela deixando um beijo no alto da sua cabeça.
— Amor, volto já!
~*~
Acompanho o médico em passada lenta nesse corredor, ele começa comentando comigo alguns resultados do estado de saúde fragilizado de Ana e me alerta para a consequência de levá-la de imediato para casa.
— Porquê? Porque não posso levá-la? Tem alguma coisa que não me está contando? — pergunto começando a ficar apreensivo.
— Sr. Grey não me entenda mal, mas a srta. Steele passou por um acidente bem grave e seria melhor se manter em observação por mais uns dias! Só para garantir maior segurança tanto para a mãe como para o bebé!
— Segurança? — pergunto com um pontada de dor tocar no peito. — Fale doutor! Chega de enrolar, alguma coisa está preocupá-lo, eu já percebi! Pode ter a certeza que sou resistente eu sei como lidar!
— A sua noiva está de relativas poucas semanas de gravidez, o acidente motivou a uma larga fragilidade, por isso qualquer contato emocional ou até mesmo fisíco pode motivar a que ocorra risco grave para a propensão de um aborto espontâneo.
— Ela pode perder meu filho se eu lhe contar que a mãe morreu, é isso que está falando? Quer que eu omita para ela que a mãe está morta? É isso? — as minhas palavras saiem sem controle da minha boca e quando dou por mim estou segurando os ombros do médico com força excessiva.
— Sr. Grey se acalme! — pede o médico com uma calma naturalmente absurda. — Estamos cuidando dela, queremos evitar o risco até perceber que ela está suficiente capaz de suportar a perda!
— Não vou mentir para a mulher que amo, como que cara o farei?
— Não necessita mentir... — estreito o olhar, chegando mesmo a deixar aquela sobrancelha arqueada. — O senhor só precisa omitir, se necessário não fale.
— Isso será duplamente insano! Anastacia é uma mulher inteligente será simples fazer essa soma, não acha? — tento advertir o médico para a loucura que me submete.
— É só durante um curto tempo... precisamos ter garantias de que o estado dela não suscita mais preocupações.
Passo as mãos sobre os cabelos andando de um lado para o outro. O médico ali estático me observando que nem uma múmuia.
— Bom se precisar de mim estarei por ai! — ele começa afastar.
A minha cabeça estava dividida entre o certo e o errado e honestamente eu só desejava o melhor para Anastacia. O melhor para os nosso filho, o melhor mesmo. Pois não quero peder nenhum deles.
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