Start again a new chance for Love
70 Capítulo 70
Notas iniciais
Levanto igualmente da cama e o observando de lado, vejo que mantinha a sua roupa social no corpo, embora uma outra, não a mesma de quando me fora me resgatar na SIP, creio. Visto um roube e vou com ele caminhando calmamente para a cozinha. De lá vinha um aroma tão agradável que me fez viajar num mundo de gula viciante e que é pecado mortal, mas que me sentia capaz de o arriscar. Christian todo protetor me guiando com o braço sobre a minha cintura ao qual não me senti com medo. Pelo contrário o seu contato é tudo menos isso. A sra. Jones mal nos vê tece um sorriso brando na minha direção e os meus olhos meio que oscilam vacilantes quando encontram os dela.
— Sr. Grey preparei um café da amanhã reforçado! — menciona pegando a chaleira do chá e servi-lo para mim, já que sabe que gosto muito de chá.
Especialmente chá twinings de camomila, que é um ótimo agente para me manter calma. Também nos é servido torradas com potes de doce a escolher. Bolo de chocolate que me fez sorrir involuntariamente por ter um aroma tão agradável e me abrir tanto o apetite que julguei perdido.
— Quer uma fatia? — ele me pergunta já pegando uma faca para partir o bolo e estremeço sem dar conta. — Ana? — ele pousa a faca e a sua mão passa ligeira no meu ombro. — Foi só um pesadelo meu amor... ninguém fará mal... — assinto.
As palavras dele era uma anestesia desinibidora e logo me vi agindo tranquilamente na sua frente, comendo e tomando um gole atrás do outro do chá, que só por acaso estava bem delicioso, até que Christian decide quebrar o silêncio, abrindo sua boca.
— Meu amor você vai ter que ser muito paciente. Vai ter sempre coisas que vão deixá-la desconfortável, mas eu estou aqui, sempre e não vou deixá-la sozinha enfrentando esses medos! — assinto mordendo outro pedaço do bolo de chocolate com o meu olhar concentrado nos seus gestos. — Então como sei que ainda é cedo para recuperar a rotina, a minha mãe tomou a liberdade de sugerir que fossemos para a herdade dos meus avós maternos! Tenho a certeza que vai gostar muito dos ares do campo, é um lugar ótimo para a sua reabilitação!
— Você vai mesmo deixar tudo aqui para ir de férias? — pergunto, ele começa rindo. Ok, ele já pensou em tudo. — Ei não falei que isso tinha piada. — tento parecer séria, mas é complicado. Já perdi a conta das vezes que perco minha capacidade de autonomia séria na sua presença.
— Não é bem assim... — pendo a nuca quando ele desconversa. — eu vou continuar sempre ligado aos assuntos da GEH, mas a longa distância! — afirma. — Amor, umas semanas fora daqui só vão fazer bem para nós! Poderemos montar a cavalo, nadar no rio, fazer um picnic ou explorar umas trilhas, quem sabe andar sobre uma ponte de madeira que tem lá. Tenho a certeza que irá adorar!
Ok, é muita informação para uma pessoa só. Christian Grey o todo desinibido CEO montando a cavalo ainda aceito, agora vê-lo fazer um picnic? Desculpem eu esqueci de rir agora. É muito engraçado. Quero só vê-lo segurar uma cesta de comida. Imaginá-lo armado em indiana jones explorando uma floresta ou lá o que aquilo seja. Vê-lo desarmado dessas roupas de executivo, para simplesmente o ver com roupas de caseiro. Não consigo nem imaginar, é impossível. São imagens que não tem qualquer tipo de conexão.
— Amor você comeu o quê? — pergunto de forma engraçada.
É interessante como ele consegue me deixar assim, por momentos até esqueço que os problemas existem.
— O mesmo que você, baby! — responde em risos me direcionando a sua torrada cheia de doce de mirtilo ao qual dou uma trinca me lambusando. — Hm... ela é gulosa... — sinto a minha boca suja. Christian passa o polegar nos meus lábios tirando os execessos e os leva à sua boca chupando.
Mordo os lábios com o que vejo e por impulso o beijo nesse momento. Algo que não imaginei capaz de o fazer, mas ele me transmitia tão bons sentimentos, tão boas sensações que não temi mais nada. Então logo senti o seu braço me enlaçar pela cintura, me puxando para mais perto dele. Os meus braços se prendem na volta do seu pescoço e a minha boca se molda urgente na sua, lhe dando livre passagem para contatar a língua escondida e necessitando de um resgate avassalador. Quando o beijo cessa, porque já os meus pulmões gritam estéricos exigindo oxigénio que prometir reabastecer, sorrio e as minhas bochechas incrivelmente ficam rubras, pois sinto elas queimarem.
— Isso quer dizer que aceita? — pergunta e por uns segundinhos que fossem a minha cabeça dá um nó.
Aceito? Há, claro que sim... ele está a falar da viagem para a herdade dos avós. Oh que mais poderia ser? "Ana, Ana você anda viajando muito" digo mentalmente passando o guardanapo nos lábios.
— Claro que sim, com você vou a qualquer lugar! Só preciso de falar com as minhas amigas, elas precisam... — ele coloca o indicador nos meus lábios e cesso as palavras.
— Kate, Mia e Violet já estão a par do que houve... em parte a minha mãe contou... mas não se preocupe meu amor, ninguém mais ficará sabendo! — garante e acredito nele. — Agora vá se preparar que irei falar com Taylor para programar tudo para a nossa partida! Irei ainda hoje!
— Tão cedo??? — sou pega desprevenida.
— Algum problema nisso? — ele questiona me encarando confuso, mas nego. — Ótimo, quanto mais cedo fora daqui, mais cedo você relaxa e esquece isso tudo!
~*~
A minha mala está quase pronta, na verdade a sra. Jones fora quem a providenciou por inteiro me limitando a observá-la, já que ela fizera questão de o fazer, alegando que eu preciso apenas de descansar. Ela tem todo um lado maternal que admiro e sinto que além de uma grande profissional é uma ótima pessoa.
— Srta. Steele? — ela me chama e levanto os olhos. — Vai desejar levar alguma roupa mais quente? — pergunta mostrando dois casacos polares e encolho os ombros não fazendo a menor ideia para que lugar Christian me iria levar. — Talvez seja melhor levar! — alega com um sorriso breve.
Momentos depois a mala estava pronta, a começo arrastar entusiasmada, pois sempre me senti fascinada com mala de rodinha. Ok, agora me senti um garotinha. Tudo bem, sim? Sou uma menina em corpo de mulher em alguns períodos da minha vida. Taylor logo me ajuda pegando na mala e segurá-la contra o tronco. Vejo que estava igualmente ocupado na outra sua mão. Olho para os lados procurando por Christian e ergo ambas as sobrancelhas intrigada de não vê-lo presente.
— Não se preocupe, o sr. Grey volta em um minuto! — avisa e Gail carrega no botão fazendo essa gentileza.
É então que as portas atrás de mim abrem correndo furiosas, cada uma para o seu lado e ao me virar instinitvamente vejo ele vir com uma mala de executivo e rio. Imaginando que seria um castigo fazê-lo ficar longe do trabalho. Christian rapidamente me abraça pela cintura e olho para cima ao qual recebo um casto beijos nos lábios e então as portas do elevador se abrem para nós. Despeço da sra. Jones antes mesmo que as portas se fechem e encosto a nuca no peito do meu amado enquanto vamos descendo até ao térreo.
— Vamos como? Para onde vamos? Onde fica a herdade dos seus avós? — começo fazendo um montão de perguntas como grafenola descontrolada.
Ele somente ri para mim como se estivesse tirando maior partido desse prazer que é deixar alguém na tortura incansável de não obter resposta quando quer. Taylor abre a porta do Audi R8 para nós e confesso que meu mau humor logo se instala e entro na frente cruzandos os braços igual uma criança mimada. Christian começa rindo como se fosse uma piada e ainda fico pior, mas não por muito tempo, pois sou fraca no que diz respeito a manter o meu ar sério quando alguém que me é tão irresistivel.
— Pronto vamos para a Carolina do Norte! — comenta ainda rindo.
— De carro? — pergunto franzindo uma ruga de expressão no topo da nuca. — É que são cerca de 42 horas de viagem! — afirmo conhecendo ligeiramente algumas distâncias.
— Não, acha que sim? — nega ele agora dando uma gargalhada. Ok, virei piada. — Nem o pobre do Taylor iria aguentar tanto tempo de viagem assim! — reviro os olhos. — Não faz essa expressão, amor... — pede pidão, mas ainda faço pior, agora batendo o pé no chão. — fico com vontade de morder essa bochecha rosada...
Taylor entra no seu lugar na frente do volante e logo o carro ganha autonomia se movendo do parque em direção à interestadual, sentido norte.
— Não digo nada você por vezes me surpreende... — sussurro quase que falando mais para mim que para ele.
— Eu vi! — menciona dando um cucutão ligeiro no meu ombro e dou um tapa no seu ombro, mesmo naquele lesado ali para ver se ele gosta.
— Poxa amor! — ele geme baixinho e sorrio sapeca. — Está se divertindo é? — rio ainda mais rasgado. — Vai ver só o que farei consigo lá na herdade dos avós Trevelyan!
— Quero ver só! — desafio.
— Sr. Grey é para cortar para o zona do aeródromo? — questiona Taylor cortando o nosso clima de fracas brincalhonas.
A minha cabeça começa fazendo um montão de interrogações sem parar, é como se a tecla do ponto de interrogação estivesse com defeito. Aeródromo? Eu vou voar? "Não, Anastacia você vai nadar, porque o titanic afundou" o meu subconsciente vem dando opinião sem graça para cima de mim e faço uma careta. A minha deusa toda piriquitada para viajar. Com óculos de sol igual turista, roupa de safari, pois ostenta umas botas de couro e cabelo preso em um rabo de cavalo.
— Sim, corte! — Christian responde e pendo mais a nuca para que me olhe. — O que foi? — pergunta entortando os cantos curvos da sua boca num sorriso presunçoso. — Pensei que gostasse de voar, até porque a nossa última viagem correu lindamente... — comenta e confirmo com um aceno de cabeça. — Então não se preocupe que vai dar tudo certo.
— Você vai pilotar?
— Não, amor! Dessa vez será um capitão de aviação! — esclarece.
— Está bom, então... — encolho os ombros ainda rindo.
Momentos depois do motorista de Christian fazer o tal desvio, observo pela janela aproximação a uma pista larga de vários mini aviões expostos lado a lado. Não tinha como não ficar espantada observando, creio que nunca havia visto nada tão semelhante como no aeroporto, mas claro que estamos falando de dimensões inferiores. O carro começa perdendo mobilidade lentamente e para diante uma central que deduzi ser o lugar onde fazem as ligações via satelite com os pilotos que andam nos céus.
Ao sair para fora do carro, escuto muito barulho e meio que estremeço com esse som violento de jatos correndo velozes essa larga pista para fazer a sua largada ao vento. Christian passa logo a me puxar contra o seu corpo de forma protetora e ergo o meu olhar, obrigando a encontrar com o seu que me sorri e o beijo por adorar a sensação boa que me transmite.
O beijo logo tende a ganhar larga dimensão, se tornando mais urgente, tão investido e quando dou conta, sinto que a minha boca está totalmente cumplice da sua, sendo tomada por um impulso aceso. Os meus pés elevam um pouco, me deixando assim na pontinha dele para conseguir equilibrar nossas alturas ao me virar um pouco melhor para si. Os meus braços circundam de forma solene a volta do seu pescoço, me deixando pendente nele e a minha boca forçasamente começa ofegando na sua, pedindo uma livre passagem para o oxigénio entrar, mas Chris parecia irredutivel em me fazer essa vontade, somente me deixando mais ofegante ainda. É então que quando prevejo que irei desfalecer sem ar, ele cessa o beijo me obrigando abrir os meus olhos e encarar os seus cinza ligeiramente escurecidos.
— Empolguei... — sussurra ele piscando o olho para mim, o meu rosto rubo, já que tenho a sensação de que o meu sangue se concentrou todo ali.
Taylor fazia a transferência das malas para o pequeno jatinho. Bom pequeno só no sentido literal da palavra, porque essa coisa é bem grande, mas somente leva 10 pessoas a bordo de cada vez e ainda por cima era propriedade da GEH, pois suas iniciais estavam lá gravadas em bronze. Incrivel, o que mais tenho a conhecer? Christian agora estava ocupado dando instruções a um homem que deduzi ser o capitão, pois foi à conta dele que voltei a ficar sozinha. Fui aproximando deles muito lentamente, apesar de estar deslumbrada com a vista que tem nessa planicie tão calma e pacata agora que aquele barulho inicial dissipou dos céus.
— É como lhe digo sr. Grey chegaremos dentro do horário previsto, sem atrasos, pois o clima está a nosso favor! — diz o homem de luvas brancas embutidas nas mãos, chapéu de aviação sobre o antebraço.
Começo a olhar para o céu realmente limpo e sem sinal de que havia chovido torrencialmente na noite anterior.
— Vamos? — o braço de Christian vem contornando a minha cintura, me faz dar um pulo inesperado e sorrio para ele assim que encontro os seus olhos assintindo positivo.
Me guia para o jato devidamente preparado para nos receber, Taylor iria com a gente, talvez esse pobre homem nunca tenha férias já que segue o seu chefe para todo o lado onde vá. Sigo com Christian, sempre de mão unida na sua e é então que trilhamos para o interior altamente luxuoso. Tinha a plena convição do que estava observando. Os assentos estufados a couro claro, o próprio revistimento era acolhedor e muito diferente dos aviões comuns.
Instalo no lado da janela por sempre gostar de observar as nuvens, apesar de não passarem de meros acomulados de gás. Ele senta ao meu lado armando um cinto de segurança em mim, depois em si e olho intrigada nos seus olhos.
— Regras de segurança! — indica ele e mordo o cantinho do lábio de forma despercebida deitando a nuca no seu ombro.
Talvez desse para fazer um cochilo durante a viagem, apesar de não ter qualquer ideia do tempo de duração, mas que nem me dei ao trabalho de questionar.
~*~
— Ana acorda! — chamam enquanto balançam o meu ombro e começo abrindos os olhos ainda bem ensonada. — Amor já chegamos! — dou um bocejo ainda vendo tudo muito turvo, ok é o sono e devo estar sonhando.
— Sr. Grey quer que eu a carregue? — pergunta um outro alguém que nem consegui conetar a voz.
— Não, ela vai despertar! — afirma essa voz insistente.
Desde logo sinto os meus lábios serem tocados com uma urgência implacável e os meus estimulos se alertam por inteiro. Atrevo mesmo a posicionar as palmas das mãos nos pontos alto do peito dessa pessoa e sorrio agora reconhecendo com maior precisão que não era um sonho, mas a realidade e estou beijando meu Christian. Não, ele me está beijando para ser exata. Começo despertando com maior calma e sorrio com o seu jeito atraente de como simplesmente tortura o meu lábio inferior com os seus dentes, o mordiscando.
— Acorda... — sussurra me balançando e franzo o olhar. — Já dormiu demais... — diz.
— Chato! — resmungo tentando bancar a mal humorada.
Solto do cinto levantando, mas cambaleio ligeiramente e Christian esperto, me puxa para o seu colo e sento no ponto exato. Naquele lugar em particular que posso sentir a sua ereção e levanto de novo, baixando a cabeça. Pois além de ser uma sensação deliciosa, desperta outras imagens que me deixam desconfortáveis no momento. Ele percebe o meu desconforto e segura a ponta do meu maxilar o erguendo assim que se coloca de pé.
— Desculpe...
— Tudo bem... — encolho os ombros e vamos saindo.
No exterior Taylor nos aguardava com as malas lado a lado aos pés, postura ereta e severamente acertivo olhando todos os lados como um radar. Meu deus, ele não dorme, descansa? Tenho que ter uma conversa séria com Christian a respeito disso, oh se tenho.
Desço da plantaforma rapidamente e sigo atrás de Taylor para o carro que que nos aguarda, um lindo Honda SUV cinza reluzante que dava até para me ver nessa face espelhada e polida do carro. A porta me é aberta e entro no banco traseiro ocupando o lugar de lá, Christian se instala por conseguinte e fecha a porta. Começo me acomodando devidamente no assento e cruzo a perna olhando pelo vidro. Mas logo a mão dele vem tocando a minha com sauvidade e vou obrigando os meus olhos a voltarem para ele.
— Está confortável? — pergunta com uma ponta de insegurança. Seria ainda por o que houve à pouco?
— Sim, muito! — esclareço. — Não se preocupe. — tranquilizo mostrando um sorriso casto.
Dai seguimos por uma estrada cheia de curva e contra curva de me deixar meio enjoada confesso e algumas vezes fecho os olhos para não sucumbir à vontade de vomitar, só que ele percebe o meu desconforto e alerta Taylor para abrandar a velocidade. Logo a minha indesposição começa alijeirando.
— Estamos chegando... — sussurra contra o meu ouvido criando uma corrente arrepiante na minha pele que toma o estado de galinha.
Os meus olhos elevam um pouco mais e não tem como não os deixar arregalarem ao ver Taylor galgar a entrar de uma propriedade com um portão gigante intitulado de familia Trevelyan em dourado. Dois seguranças faziam a vigilância do espaço e me deixei olhar novamente para trás, os portões estavam fechando.
— Os meus avós gostam de garantir a segurança! — justifica Christian sem ter pedido justificação. — Afinal são a familia mais rica do estado da Carolina do Norte.
Mais uns metros à frente, não sei exatamente quantos, pois perco a conta ao números de árvores e arbustos pelo qual passamos, começo a ver uma mansão grandiosa em tonalidades de pastel, uma piscina grandiosa no lado esquerdo bem agrupada com espreguiçadeiras e sombras dignas de um rei. Abetos criando uma ótima sombra no lado oposto, já que tem um balanço dossel em tonalidades cinza. Claro a entrada da mansão é tão majestosa, composta por pilares largos em cada lado à escadaria central, cobertos por lindas eras trepadeiras florindo o espaço, lhe dando vida e cor, que mais parece um palácio saido de um filme de hollywood.
— Bem vinda ao campo!
— Campo? — pergunto confusa não vendo nada de campo nisso.
— Sim, amor... não parece, mas esse é só o espaço inicial da propriedade... — indica e abro a boca num "O" largo. — Vê, você ainda nem viu nada... — sorri deixado um beijo no alto da minha nuca. — Vem, os meus avós vão adorar conhecê-la, baby! — e ele começa me arrastando que nem um adolescente por esse trilho imenso.
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