Notas iniciais
Olá meninas ♥ Agradeço todos os comentários e apoio das fãs do nosso casal. Realmente o que aconteceu nesse capítulo foi realmente devastador e deixou muitos corações apertados tal como o meu, mas eu havia avisado que seria horrivel, não foi? Mas hoje decidi postar a continuação, porque tem muita gente preocupada e curiosa. A doutora Grace Grey vai fazer uma sugestão que a meu ver pode ser uma boa ideia. Acompanhem, comentem e favoritem... fantasmas também, hein? Pois ando me sentindo triste com vocês que estão menos participativos... enfim, não me desiludam, ok? boa leitura,

Desligando a ligação vou para junto de Ana, sentando na beira da cama e segurar a sua mão ao qual acaricio com suavidade e cuidado. Estava muito preocupado com o seu estado fragilizado.

— O que aquele canalha foi fazer contigo... — sussurro num fio de voz.

Cubro melhor o corpo dela com os lençóis da cama, não gosto de a ver assim, ainda às umas horas estava tão bem, safada e sorrindo. Agora a vejo aqui apagada e vulnerável. Isso me deixa muito vazio, fodidamente vazio, e quase que impotente, pois sinto que devia ter evitado tudo isso com mais tempo. Jamais devia ter permitido Anastacia ter saido do meu escritório. Tenho a certeza que teria evitado tudo isso. Ou então quando ela me ligou antes da minha reunião, eu não a devia ter despachado. A culpa é minha, falhei com ela. Falhei comigo mesmo. Eu sou um idiota por colocar os interesses da minha empresa à frente dela.

Dão dois toques na porta e levanto os olhos limpando uma lágrima no canto do olho, pois não suporto a ideia de que alguém me possa vendo com a minha guarda tão baixa.

— Pode entrar!

Gail aparece com uma expressão vaga no rosto e logo abrindo caminho vejo a minha mãe entrando com uma maleta de médico. Gail nos deixa em privado e Grace vem aproximando da cama, pousando os instrumentos necessários, mas me olha sempre cheia de muitas questões. Levanto da cama para dar livre espaço ao exercicio de examinio da doutora Grey em acção.

— Meu deus! — ela sussurra perplexa olhando para Ana. — O que aconteceu? — os seus olhos vem para mim, mas me fecho em copas sentindo até receio em abrir a boca, pois ainda nem cai em mim.

— Vou dar privacidade para que examine Anastacia! — indico afastando da cama e saio do quarto mesmo a contra gosto.

A minha cabeça ainda continua a mil, os meus pensamentos completamente concentrados no que estaria Anastacia sentindo nesse momento, se iria me odiar quando por ventura recuperasse a sua consciência. Eu juro, eu tentei avisá-la, só que cheguei tarde e não consegui evitar tudo o que aconteceu.

— MERDA! — xingo derrubando um jarrão decorativo na entrada e a minha governanta aparece apreensiva com o barulho que causo. — Está tudo bem, sra. Jones! — informo e olho para as minhas roupas todas cheias de sangue. — Na verdade... — a minha governanta ainda me volta a olhar. — Prepare roupas limpas, e me leve ao andar de cima! — ela assente passando por mim com rapidez.

Começo a subir as escadas de cabeça ocupada, aproveito o banheiro vazio e entro nele encarando na frente do espelho. Percebo que ainda continuo com o braço ligado e que estava limitado, mas ignoro. Eu ia mesmo fazer isso, sem ajuda. Já me sinto bem melhor, não necessito tanto de ajuda como antes, estou resistente.

— Sr. Grey! — Gail surgue batendo na porta e deixa a pilha de roupa limpa.

Tiro o colete de proteção e movo o braço com cuidado e vou tirando peça por peça, até simplesmente ficar desnudo. Entro na boxe e ligo as águas a deixando correr, ganhar aquele vapor e só então entrar. A água que me choca contra a minha pele é tão relaxante, me limpa, purifica a alma e o pensamento raivoso. Me deixo ficar assim imóvel por uns momentos. Mas toda a vez que sinto que estou quase me pegando em algum sonho bom, eis que surguem as piores imagens. As aterrorizantes e mais intensamente absurdas que não irão cessar do meu pensamento, viva eu o tempo que viver.

Quando termino, puxo a toalha a enrolo na cintura. Vou nesse chão pingando até ao quatro de submissa e olho tudo em meu redor. Nunca me vira aqui sozinho, nunca me vira o usando para mim. Mas agora que o observo dessa forma, é tudo tão estranho e tão diferente. Parece um mundo à parte aquele que vivo agora. Um mundo que não me pertence mais, um mundo que não encaixa em Anastacia. Parecem acções e uma vida de uma outra encarnação. Só que não, esse esse mundo realmente o vivi, vivi com as minhas antigas submissas. Elas dormiram aqui, as usei no quarto dos jogos para meu belo prazer. Nada disso faz sentido agora, esse mundo, essa submissão louca, a minha dominação perdida. Não! Anastacia é de um mundo oposto, é uma descoberta boa e precisamos de começar uma vida longe de segredos e passado escuro. Começar do zero.

Ao me ver completamente pronto, já simplesmente de camisa aberta ao qual me vi com mais dificuldade em apertar os botões, mas que dei a volta por cima e lá dei o meu jeito. Fui descendo até ao andar inferior e perguntei à sra. Jones se a minha mãe já teria saido do quarto. Ela me informa que não e vou até lá só para saber detalhes. Eis que ao abrir a porta a minha mãe vem saindo como se estivesse dando espaço para Anastacia.

— Precisamos conversar, filho! — diz ela com uma expressão séria ao qual assinto.

Passo a seguir na frente da minha mãe até ao escritório e ela vai caminhando até ao sofá que senta me observando, já que prefiro ficar de pé.

— Devia estar usando o colete de proteção, assim vai estar fazendo esforço... — repreende se preocupando comigo, quando estou bem demais.

— Como ela está? — ignoro e passo direto ao que me importa.

— Ela vai ficar bem, está em choque por causa do que aconteceu! O desmaio dela foi provocado pela queda de pressão, creio que não deva se estar alimentando direito. — cerro os dentes não gostando nem um pouco da ideia de Anastacia estar sendo negligente com a própria saúde. — Mas filho o estado em que ela está, me conte o que houve? — os olhos da minha mãe ficam tão preocupados.

— A Anastacia quase foi estuprada, mãe!

Só eu sei o quanto isso me custa dizer. A minha mãe arregala os olhos em escandalo e as suas mãos logo tapam a boca. Eu sei que ela ia reagir desse modo, qualquer pessoa reagiria com horror.

— Meu deus, minha pobre menina! — sussurra baixando o olhar como se estivesse digerindo essa informação toda. — Mas quem tentou tal maldade, meu filho?

— O chefe dela! O merdas daquele homem tentou estuprá-la! — a raiva me sobe aos olhos ao lembrar dessas imagens. Daquele riso nojento e irónico. — Ele já tinha acediado Ana outra vez, a perseguido com chamadas de número restrito, mas eu dei uma lição, só que nunca imaginei que ele fosse descer tão baixo ao ponto de fazer isso... mãe ele quase... — só que nem consigo sequer terminar a frase, as lágrimas logo me preenchem os olhos.

A minha mãe levanta por impulso do sofá e vem até mim, me abraçando e cubro o meu rosto no seu ombro, escondendo os meus medos ali. Pois é a única pessoa que posso confessar isso nesse momento.

— Filho, filho... — ela afasta a minha cabeça do seu ombro com as duas mãos e obriga a olhá-la nos olhos. — Esse homem vai pagar caro pelo que fez! Garanto que jamais vai tocar em outra mulher! — assegura ela. — Temos que denunciá-lo! Vou reportar o caso à policia e ele vai ser preso!

— Mãe não quero Anastacia exposta! — digo me preocupando com o que a midia pode fazer se essa informação vazar.

— Deixe que o seu pai cuida da parte legal, sim? Não vai haver fuga possivel! — atesta me passando confiança com os seus olhos claros e doces. — Agora me diga onde está esse maldito?

— Se não está no cemitério está próximo disso... — digo entre dentes.

— Christian! — minha mãe me repreende.

Sei que ela não gosta quando falo dessa forma, mas a verdade é que aquele infeliz não merece viver nem mais um segundo que seja nesse mundo. Ele merece a sentença de morte. EU mesmo o executaria se necessário. Usaria uma arma em punho e o atiratira certeiro, já que sobre pontaria sou o melhor, já que treino nos melhores arsenais de tiro.

— Mãe! — repreendo eu por estar vê-la ficar do lado do homem que quase me matou. — Esse homem foi quem atirou na festa de aniversário de Mia! — esclareço. — Então, ele merecia a morte, sim! Sem piedade!

— Meu querido filho, por mais cruel que alguém seja, esse não é o modo de fazer justiça!

Não entendo como Grace consegue ser tão calma e pacifica com essas situações tão delicadas. Por vezes creio que sou mais rebelde e parecido com o meu pai, que com ela tendo todo o seu lado doce.

— O pai que se informe com Taylor, ele vai lhe passar toda a informação necessária para começar a cuidar do caso na justiça! — advirto de forma séria. — Ele vai ter que pagar bem caro pelo que fez, pelo horror que provocou, pelos danos psicológicos que Ana vá viver o resto da vida!

E começo andar para ir ver como estaria Anastacia, mas minha mãe chega vindo impedir de dar mais um passo o que me deixa intrigado.

— Já vai ver da sua amada, meu querido! — assegura. — Mas antes precisamos de falar! — ergo as sobrancelhas achando que já estariamos conversados relativamente a esse assunto. — Eu sei que é tudo muito recente e que vai levar tempo até que recuperem a normalidade! — pendo a nuca a escutando, os meus olhos concentrados na sua expressão. — Mas Christian aconselho a procurar ajuda terapeutica para Anastacia, ela vai precisar muito de paciência... você vai ter que ser paciente com ela nos próximos tempos.

— Tudo bem vou falar com o Dr. Flynn a ponto de ver qual a sua disponibilidade de atender Ana!

Dr. Flynn é o melhor profissional da área e sei que é confiável, tem me ajudado imenso, portanto será uma ótima aquisição para Anastacia.

— E outra coisa... — ela volta a chamar minha atenção. Minha mãe estava realmente preocupada. — Filho porque você não leva Anastacia daqui para fora uns tempos? Mudar de ares e... — a corto.

— Mãe não posso sair daqui nesse momento, estou cheio de trabalho tenho uma empresa do qual tocar... — só que Grace faz uma expressão reprovadora.

— Os negócios podem ser tocados à distância! — adverte como se estivesse insinuando alguma coisa relativamente ao fato de nunca ter tirado férias na vida. — E você está realmente necessitado de relaxar, a sua namorada vai precisar de um tempo fora daqui! Porque não vão para a herdade dos avós Trevelyan?

— Também adoro o avô e a avó Trevelyan e vou conversar com Anastacia a ver o que ela acha.

O sorriso da minha mãe logo transborda nos lábios, se rasgando um pouco, os olhos começando a brilhar. Então como vejo que já está tudo tratado vou para ir ver de Ana, só que de novo ela me puxa a mão. E reviro os olhos quase que involuntariamente.

— Sim mãe... — a minha voz sai meio impaciente.

— Eu sei que estou sendo chata que você está morrendo de vontade de ficar com ela, mas tenho mesmo que fazer essa pergunta! — os meus olhos se estreitam. — Se Anastacia realmente tivesse sido estuprada, você iria continuar ao lado dela?

— MÃE QUE PERGUNTA! — a minha voz sai alta demais, que nem havia dado conta. Acho que pensei alto. — Claro que sim, isso nem sequer está em causa. Ana é a mulher da minha vida, jamais a iria deixar abandonada por algo que não teve culpa!

— Calma filho... — a minha mãe vem logo sobrepondo suas mãos nas minhas. — Só fiz essa pergunta como profissional, é que já vi de tudo naquele hospital e tem imensos casos como esse... — a corto.

— Mas eu não sou desses casos, entenda! — digo ríspido.

A deixo para trás e vou saindo que nem um furacão para o quarto e quando abro a porta encontro Anastacia se ajeitando na cama, enquanto toma o chá que Gail cuidadosamente lhe oferece.

— Sr. Grey! — sra. Jones me fala pegando a bandeja assim que a minha morena termina e se prepara para nos deixar em particular.

— Como se sente? — pergunto me aproximando lentamente, não a quero assustar.

Apesar de ser absurdo sentir todo esse medo, mas sei que Anastacia passou por um episódio traumático e necessita de tempo para se restabelecer. Tempo esse para si mesma e para a superação dos seus medos mais recentes. Sento na beirada da cama e a olho com ternura. Tento aproximar a minha mão da sua, mas sem grandes brusquidões, pois não a tenciono assustar. Ana responde claramente me devolvendo a sua mão quando a tomo na minha e os seus olhos azuis me encaram com calma. Uma calma tão anestesiante que é como se o mundo fosse menos cruel.

— Melhor agora que você está aqui comigo... — confessa num fio de voz quase que inaudível.

— Vou cuidar de você meu amor, não vou deixar ninguém mais te fazer mal! — asseguro erguendo a sua mão aos meus lábios e beijá-la com suavidade. — Tive tanto medo, tanto... — mas a silencio ocupando meus lábios com a sua mão, seus dedos.

— Agora está aqui, eu estou aqui do seu lado!

Aproximo mais um pouco dela e a tomo para mim, a abraçando. Anastacia me vem enterrando a sua nunca no meu peito para que sinta o quanto o meu batimento cardiaco está acelerado. Aperto um pouco mais, fecho os olhos por uns instantes.

— E agora? — ela pergunta me obrigando abri-los e encará-la assim que afasta ligeiramente a nuca. Os seus olhos doces tão pidões e cheios de perguntas.

— Não tem que pensar em nada meu amor! — profiro de forma doce. — Só tem que descansar e amanhã é outro dia! Que tal dormir, hein? — pergunto.

Ela enterra a nuca no meu peito de novo, muito igual a uma criança se escondendo porque não quer dormir.

— Amor? — a chamo me lembrando de algo no momento. Lembrar da conversa de mais cedo.

— Sim? — ela ergue a nuca, oscila os seus olhos.

— Você hoje tinha alguma coisa para me contar? — pergunto meio curioso.

Só que ela faz um pouco de silêncio e encolho os ombros não a querendo forçar a lembrar. Somente aperto com suavidade e encolho abaixo dessas cobertas com ela. Ana fecha os olhos e acaba se entregando ao sono. Já eu fico uns momentos longos a observando, já que me vejo privado de vontade de adormecer, é como se o meu cerebro estivesse ativo trabalhando sem cansar.

~*~

Pov. Anastacia

Estava arrumando um caixote cheio de livros antigos em meu antigo apartamento. Kate havia saido para ir comprar nosso almoço, já que nem tivera tempo para providênciar nada do que comer com toda a correria de organizar essas mudanças para o novo apartamento. Contudo nunca mais me lembrei que havia esquecido da porta aberta que quando volto na sala a vejo fechada e estranho. Tinha a plena certeza de que havia deixado encostada, se não totalmente aberta e começo a olhar para os lados intrigada. É então que escuto um objeto cair no chão e se estilhaçar inteirinho, isso me faz com que dê um pulo assustada e corro para usar o telefone. Pois podia ser um ladrão tentando o assalto em plena luz do dia. Outro objeto cai no chão criando o mesmo barulho assustador e puxo o aparelho, carrego nos botões com rapidez e o levo ao ouvido, estava totalmente nervosa, tremendo por todos os lados. Só que o telefone não chama, só tum, tum, de chamada interrompida e olho para a parede onde tem a ligação telefónica. Os fios cortados e entro em pânico. O meu primeiro impulso é correr para a cozinha, já que o meu pai sempre me ensinara a ficar em estado de alerta em casos como esse. Objetivamente nunca oferecendo resistência, mas saber me defender caso necessário. O uso de utensilios culinários podia ser uma boa opção no caso.

Um homem com uma meia na cabeça surgue na sala arrastando uma tv, oh não a tv do quarto de Kate e fico arregalandos os olhos. Ele me encara nesse instante, encara o objeto que tenho na mão. Olho para a minha mão e vejo que me havia armado com uma frigideira. Ok, isso não foi muito inteligente.

Ele vem todo cheio de si na minha direção e alço a frigideira pronta a dar luta, só que é quando ele me mostra o canivete, o abrindo com impulso mágico. Os meus olhos ficam em bico e só tenho o impulso de correr tirando a figideira para cima dele. Salto por cima do sofá não tendo tempo de estar fazendo cortornos, pois necessito de avanço. O homem parece furioso e vem atrás de mim. Fecho a porta com força e ele bem dando chutes furtivos e sinto que estou insegura, pois ele vai arrombar a porta. Vou até à janela do quarto. Tinha que fugir, só que era alto demais, não ia sair viva dessa aventura se o tentasse. É então que a porta acaba sedendo e o meu medo me consome ao ver o homem da meia na cabeça vindo furioso para mim.

— Por favor leve tudo o que quiser, não me faça mal! — imploro com uma voz de choro, pois começo a chorar igual uma criança. Acho que a minha calcinha estava molhada, pois creio que me urine de pânico.

— Não sejas besta Anastacia!

O meu corpo emite um estado de alerta ao meu cerebro, pois esse homem de quem não consigo ver o rosto me conhece, sabe meu nome.

— O que disse? — esquivo para o lado subindo para cima da cama afim de ficar longe dele.

— VEM CÁ! — ordena.

Sobe em cima da cama e me tira para cima da mesma me obrigando a ficar deitada a baixo do seu corpo. Começo esperneando para me libertar, ele me obriga a ficar quieta me mostrando a lámina do canivete. Engulo em seco temendo o que aquela lámina faria em mim se realmente reagisse.

— NÃO ME VAI ESCAPAR DESSA VEZ, GARANTO!

A voz, essa voz eu conhecia de algum lugar. Não, pára tudo... é ele, o meu chefe... não! SOCORRO. Alguém me ajude, mas espera, não estou gritando, porquê? Onde foi a minha voz? Porque o meu corpo está tão imóvel? Ele está quase me possuindo, não! Eu não quero, alguém tem que me ajudar! Onde está Christian? Kate?

— Me solte seu nojento! — o arranho me esquecendo por momento dessa maldita arma branca mirada ao meu rosto o ameaçando desfiguarar. — Sai de cima de mim, sai! — finco as minhas unhas nele o tentando empurrar.

Só que tem que a minha força é quase tão nula à sua brutalmente resistente e quando sinto que não podia ser pior, ele começa me rasgando o shortinho de algodão, a calcinha e sinto uma arrepio profundo me invadir. Ele vai me estuprar.

— NÃOOOOOO! — grito.

Acordo por impulso e sinto uma mão me balançar levemente o ombro e levanto assustada ofegando sem conseguir me conter a respiração errática e cansada. O meu coração parecia que sairia pela boca se ninguém me acalmasse. Os meus olhos cheios de lágrimas caindo copiosas sem parar.

— Ana? — a voz ao meu lado me desperta um pouco mais, o espaço em si me inspira cuidado e lembro que tudo havia sido um pesadelo, um terrivel pesadelo. — Amor? — viro o rosto lentamente e tento controlar a respiração descompassada e difícil. — Foi só um pesadelo, ok?

Só que eu não conseguia responder, a minha voz era como se estivesse presa algures no meu íntimo e os meus olhos somente oscilavam olhando Christian com expressão preocupada no rosto com que esperando me escutar. Não gosto de o deixar assim, eu quero mesmo falar, muito mesmo, mas estou com a sensação de que a minha língua está presa. Quero tanto dizer que o amo. Mas que merda. A sua mão vem concentrando em meu rosto, o acariciando com o polegar suavemente, o que me faz fechar e abrir os olhos com a sua ternura.

— Estou aqui e vou protegê-la! — sussurra encostando o topo da sua nuca na minha e fecho os olhos novamente tentando acreditar nas suas palavras como o meu ponto de refúgio. — Só que agora é melhor você se alimentar, baby! Vou pegar alguma coisa, sim? Não precisa sair daqui... — nego com um aceno de cabeça. — Ana não está em discussão, você não pode ficar sem comer!

Christian bancando o mandão, creio que senti falta disso. É, nem acredito que estou admitindo isso mentalmente. Melhor ele nem saber isso da minha boca, antes que fique convencido e depois será um problema me livrar de todo esse peso. E não é isso que quero no momento.

— Tudo bem... — fico surpresa com o modo brando de como a minha voz simplesmente se liberta e sorrio boba. — Vou com você! — afirmo empurrando as cobertas de cima de nós dois muito rapidamente e cheia de vontade de espantar essa sombra da minha mente.

— Gosto desse otimismo! — indica ele levantando e espreguiçar um pouco.

Notas finais
Gostaram? O que tem a dizer dessa conversa de Christian com a mãe? Acham que ela está certa em que pedir ao filho para ficar um tempo longe com Ana? Acham que o ar do campo a fará se sentir melhor? E sobre essa pergunta direta e profissional? Se vocês fossem o Grey o que fariam? Iriam responder o mesmo que ele? Por um segundo se coloquem no lugar dele... eu cá com certeza do lado dele. ( esse é o desafio que coloco) Comentem e deixem vossas opiniões, sim? Estou curiosa para saber. COMENTEM ♥ FAVORITEM ♥ ♥ RECOMENDEM ♥ ♥ ♥ fantasmas apareçam, ai ai estão me deixando tristinha... e logo na melhor parte da história. Aproveito para avisar que herança do amor espera comentários, ok? Tem meninas que ainda não deram oi lá e que devia dar uma olhada... as leitoras ativas gostam e eu agradeço toda a visita! Até ao próximo capítulo, Lucy.