Notas iniciais
Olá meninas ♥ Agradeço todos os comentários deixados nos capítulos anteriores e de novo peço perdão pela falta de tempo em responder, mas vocês sabem que entre escrever e respondem coloco na frente escrever para vocês. Veremos como irá Anastacia reagir! Que argumentos usará Christian para segurar a mulher que ama por uns momentos e obrigá-la a escutar antes de tirar conclusões precipitadas. Sem delongas o capítulo 67. Boa leitura,

— Sr. Grey peço imensas desculpas, mas a senhorita nem me deixou anunciá-la primeiro! — lamenta Andrea embaraçada.

— Tudo bem Andrea, pode ir! — indico e os meus olhos continuam concentrados em Anastacia dura como rocha nos encarando. — Ana não é o que está a pensar... — me apresso a explicar. — Leila tem informações... — mas ela corta.

Leila se indireita na cadeira cruzando os braços e aproximo da minha morena para tocá-la, mas ela dá uns passos atrás fugindo de mim. Fugindo inconsequentemente do meu toque. Mas que merda, quando vamos terminar de vez com essa nossa situação? Não aguento estar assim com ela, será assim tão complicado entender que eu a amo e só a quero proteger?

— Infomações? Há umas semanas essa dai queria acabar com a nossa relação e agora por obra do espirito santo vem ajudar? Me poupe, Christian! — Ana insinua irónica. — Está sendo tão ingénuo!

— Talvez eu volte em outra hora! — Leila intrefere.

— Não, não! — Ana nega. — Fique à vontade, aproveite que Christian acredita em você e fiquem amiguinhos!

— Faço questão, me sinto a mais aqui... — fala Leila levantando do seu lugar. Mas não dou importância. A minha prioridade é Ana. — Christian vou deixar com a sua secretária o meu novo contato! — e ela começa saindo da minha sala assim.

A minha ira começa acusar o seu limite máximo e começo a ficar muito mais impaciente com a merda de atitude de Anastacia que a pego pela cintura e a beijo mesmo ali, fervorosa. Ela inicialmente se mostra relutante, chegando mesmo a dar indicios de que me logo daria um tapa, mas depois essa sensação logo cessa, me deixando vencer, abrindo assim aquele caminho necessário com a minha boca para a vitória e logo nossas línguas se envolvem quentes e intensamente. As suas mãos segurando cada lado do meu rosto, o meu braço circundando a sua cintura de forma a trazê-la para mais perto de mim.

— Chris... — sussurra ofegando em minha boca, os seus olhos azuis se abrindo lentamente para me encarar. — Me sol-te... — tenta falar, mas faço somente o contrário impedindo de que diga alguma coisa que não é verdade.

Invisto mais um pouco da minha língua em sua boca, ela acusa resistência, sei que Anastacia quer muito respirar, eu sei, porque eu mesmo estou precisando de abastecer meus pulmões gritantes exigindo oxigénio urgente. Assim sendo a solto e respiro fundo. A minha morena de mão sobre o peito recuperando o ar que por mim perdeu.

— Não vai mesmo acreditar no ato de boa fé dela, pois não? — vem logo soltando os cachorros.

— Anastacia! — seguro os seus braços a puxando comigo para sentar no sofá imaculado. — Leila não é confiável tudo bem, até ai estou de acordo com você, amor! — asseguro, para que ela não pense que mudei de ideias, que esqueci por pura magia tudo o que nos fizeram. — Mas ela me confessou que Elena pretendia me destruir... Ana me expor para a sociedade! — os olhos dela se arregalam com as minhas palavras.

Elena queria que eu perdesse tudo, a minha credibilidade com os negócios, com a familia e amigos, mesmo que eles fossem escassos. Afundando de vez a minha empresa no fundo do poço, pois apartir do momento que o meu nome fosse associado a esse mundo de BDSM, os meus sócios seriam os primeiros a me acusar, me inflingir com desconfiança e logo estaria sujo, rastejando no chão, perdendo todo o meu império. O meu mundo se iria ruir.

— Ela não teria tamanha coragem de o fazer! — afirma Ana não tão certa.

— Acredite a Elena de hoje tem coragem para isso e muito mais... — confirmo achando tudo possivel.

— Então isso quer dizer que acredita que tenha sido ela atirar naquela noite? — questiona.

É um fato de que desconfiava em pleno de Elena, por diversas razões. Ela de todos era quem melhor conhecia as mediações da propriedade dos meus pais. Facilmente ajudaria alguém a esconder, agir e fugir.

— Não creio que tenha sido ela, baby! — declaro com certeza. — Outra pessoa fez isso.

— Por favor... — a mão de Ana sobe por meu rosto, os seus olhos pidões me encarando. — assim que tiver mais informações me diga, quero saber. — assinto com um aceno de cabeça.

— E o presente? — atrevo a questionar. — Você gostou? — cresce uma esperança.

— Gostei sim, mas não quero que gaste... — a corto.

— Já falamos sobre isso, não é meu amor? — ela encolhe os ombros com que cedendo. — Eu te amo, Anastacia! Não aguento ficar assim com você, vê-la brigada comigo!

— Também te amo, Christian! — e encosta o topo da sua nuca na minha. — Só não aceito mentiras entre a gente, não me oculte pensando que está protegendo! — o seu nariz toca com a pontinha no meu. — Sou muito mais forte que imagina, sabe?

— Que saco, você é terrível, Steele!

— Olha só quem fala, não é Grey?

— Isso quer dizer que estamos bem? — tento sondar.

Ela passa a língua nos lábios os umedecendo, sorrio de canto com esse seu gesto, é sinal que está pensando. E ai os seus olhos azuis como safiras brilham intensamente ao me encarar de novo.

— Por agora, mas só se me prometer se for para voltar a falar com aquela lá que irei junto! — e rio com a sua exigência. — Não ri, é sério! Não confio nela!

— Minha ciumenta adorável! — faço troça, mas ela aperta meu ombro com a mão e arqueio com a dor que me inflige. — Calma, baby!

Vem me beijando com vontade, me deixando duro abaixo dessa roupa a querendo devorar, só que Anastacia quando quer consegue ser muito provocadora e me deixa na vontade ao me deixar um outro selinho e levantar do sofá.

— Qual é? — faço maior cara de desanimo. — Não vai, não!

— Shiiiio! — manda calar e reviro os olhos.

Os botões da sua camisa começam a se abrir, ela deixa o seu sutiã à vista, os meus olhos ficam em bico a observando despir da cintura para cima e quando percebo já estou com a minha mão concentrada no meu volume incomodo, pronto abrir o ziper afim de terminar com essa tortura claramente provocante e masturbá-lo. Anastacia começa se movendo com maior sensualidade na minha frente, passando aquelas suas mãos sobre os seios ainda presos no sutiã que se pudesse eu mesmo o tiraria com os dentes.

— Amor, não... — ela me silencia com o dedo indicador ao vir até mim e se sentar no meu colo, roçar o seu corpo contra o meu membro duro.

O começo batendo furtivo contra a sua saia e pendo a nuca fincando os meus dentes sobre os lábios desejando tanto ela.

— Chris... — ela geme baixo o meu nome amassando os seios ainda no sutiã com as mãos.

Sorrio malicioso e enterro a minha boca no vale deles e dou chupões que fazem todo o corpo de Ana se contorcer de desejo e prazer excitável. Desço a minha mão até à sua saia e a entro no interior, ultrapasso a calcinha e lá está a sua intimidade quente, humida tal como gosto.

— Hm... — gemo em agrado. — Tão molhadinha para mim, oh Srta. Steele vou te devorar todinha...

— Não mesmo... — nega ela mordendo o lóbulo da minha orelha e arqueio com a sensação de ardor causado por seus dentes. — Pára pode entrar alguém, amor... — avisa parecendo preocupada e solto a minha mão do interior para olhá-la pidão.

— Engraçado, não parecia timida da última vez, não... — comento baixo a vendo levantar para que eu possa levantar também.

Vou na porta para a trancar e assim olho para Anastacia, a vejo descendo a saia, a calcinha de seguida e então se sentar no sofá afastando cada perna para o lado, mordendo o dedo indicador com maior desejo ávido nos olhos. Parto com tudo para a sua intimidade a querendo devorar com maior deleite e eis que apoio uma perna sobre o meu ombro saudável e a visão que tenho nesse momento é a mais luxuosa de sempre. A sua intimidade estava jurrando prazer, oh sim, um líquido viscoso e altamente inebriante que me vi passando a língua me deliciando todo.

Algumas vezes, ela vem se contorcendo e gemendo para mim e só continuo a investir forte a minha deliciosa exploração por esses canais apertados e tão tesos. Chupo os lábios do seu clitóris com tanta força que ficam de imediato secos, sem suco. Em seguida uma avalanche vem repentina e vejo seu prazer me deliciando de novo. A sua buceta começa ficando mais coradinha, ganhando aquela tonalidade que tanto amo e penetro com a minha língua infringindo toda a minha força no vai e vem.

— Oh Chris... oh... sim... ai que delicia... — geme ela arrepanhando os meus cabelos em seus dedos, pois posso sentir a pressão que execesse neles.

— Isso... — urro soltando algumas vezes a minha boca para poder falar... — geme para mim, baby. — ordeno gostando da sensação de prazer que isso me provoca.

O meu corpo responde espasmando louco, o meu corpo vibra porque é simultaneo ao prazer que dou a Ana.

— Quer-ro voc-ê... — pede pressionando a minha nuca.

Então me levanto e ela me ajuda com a fivela e botão, já que o ziper o abrira antes deixando meu pau soltinho e ereto na sua frente. Dou a minha mão para Anastacia e a guio para a minha secretária. Afasto tudo o que está sobre ela com um mão. Todos os objetos caiem no chão criando um barulho ensurdecedor. Anastacia ainda me olha com interrogação e sorrio torto com uma ideia.

— De quatro! — ordeno e ela me olha de lado. — Você vai gostar, amor!

Ela se curva sobre a secretária esmagando os seus seios na superficie plana. A visão que fico nesse momento é ainda melhor. Estava observando a sua bunda tão redondinha na minha frente e não me consegui conter e dei um tapa gostoso numa das nádegas. Ana gemeu, dei outro tapa e ela voltou a gemer, mas me olhar por cima do ombro, pois sei o que quer. E então não a obriguei a esperar, pois logo a fui penetrando de uma só vez.

O seu corpo todo se arqueia com a minha penetração. Vou investindo lento nas primeiras vezes, mas o movimento vai aumentando com o ritmo da minha aceleração cardiaca fora de série. Os gemidos que Ana me proporciona são loucos, me deixam ainda mais excitado e a desejando foder todinha.

— Me fode, vai! — implora se segurando firme contra a secretária.

Sorrio lascivo com o seu pedido e a começo estocando com maior violência, a fazendo vibrar que nem gelatina na minha frente. O seu corpo todo estremece, se contrai, pois meu pau parece que fica preso, refém dentro da sua intimidade me bloqueando as investidas. Só que vou mais forte e fundo, investindo mais rápido e intenso.

— OH amor, amor... ai que bom... — ela geme sem conseguir parar.
Confesso que os seus gemidos me deixam ainda mais ávido nesse meu ataque feroz ao seu sexo viciante. E quanto mais a estoco com violência, mais sinto que o meu pau vai jurrar. Oh sim, eu estou quase lá.

— O que você quer?

— Que me foda!

— Porquê? — pergunto a submetendo a uma tortura gostosa de palavras ao parar as estocadas por castigo.

— Porque é bom e eu amo... — responde num gemido curto.

Com essa resposta me perco um pouco e volto com todo o gas a estocando a valer, tão forte, tão intenso que começo logo a tremer. O meu corpo todo começa tremendo autêntico. Tão intensamente que logo me vejo gozando dentro dela e no meu ápice.

~*~

Pov. Narrador

Leila tinha a noção de que estava sobre uma forte ameaça. Ela sabia que era uma questão de tempo até Elena apanhar ou sequer mandar matá-la, já que devia estar com ódio de ter sido enganada pela cúmplice. Ou simplesmente por temer ser apanhada por outras pessoas. O que não era o objetivo da loira malvada, pois queria sair vencedora dessa guerra sem escrúpulos.

A morena já estava saindo do carro junto ao hotel onde se hosperada, quando é abordada por um homem de terno ao qual aterrorizada começa fugindo aos gritos, mas a pessoa parecia não temer e acaba apanhando pela cintura a induzindo a desmaiar assim que trava o contato de um lenço com um reagente de álcool de sonolência. Assim sendo e porque ninguém estava na área, é levada no colo pelo homem para o interior de um carro escuro e de vidros fumados e assim desaparecem.

~*~

Pov. Anastacia

Já estava me recompondo para sair da sala de Christian quando ele me abraça por trás e me faz sorrir de canto, então me viro de frente para ele.

— Tem mesmo de ir? — pergunta manhoso e circundo os braços na volta do seu pescoço. — Queria tanto ficar mais um tempo na sua companhia, amor. — comenta com uma voz manhosa. — Devia aparecer mais vezes desse jeito inesperado, sabia? — confidencia.

— Tenho mesmo de ir, Christian! — digo tentando manter um ar sério, mas é complicado, ele me faz rir o tempo todo. — Não dá ideias, não... — uso uma das suas expressões habituais. — Da próxima sou bem capaz de entrar em uma das suas reuniõs de lingerie e depois quero só ver...! — tento parecer convicente e safada ao mesmo tempo nessa minha provocação desinibida.

— Não faz isso, Anastacia!
Ui, alguém aqui pisou feio no cale do todo poderoso Grey. Gosto, gosto mesmo quando ele fica com ciúme, é tão gostoso, tão intenso, tão meu. Tenho o direito de falar que esse homem é meu. Só meu e não há cá partilhas.

— É só uma brincadeirinha, amor! — digo com maior cara de inocente. — Acha mesmo que me ia deixar exposta para aqueles homens velhos me ficarem babando? Por favor, você me conhece... sou sua mulher... — ele arqueia a sobrancelha. — Só você para acreditar num argumento como esse... — e começo a gargalhar desinibido e enterra seu rosto no meu rindo contra a minha pele.

— Baby você é fodida, caralho! — anuncia e dou um selinho nos seus lábios assim que tomo a sua boca para mim.

Já estava pronta para me ir embora, quando ele me puxou a mão e a solto da sua para simplesmente apertá-la contra o seu volume. Ele desce os olhos para lá como por puro feitiço, mas os sobe logo depois para mim com uma tonalidade cinza escuro de lúxuria.

— Sacanagem!

— Shiiio! — mando calar em divertimento querendo desatar às gargalhadas. — Agora tenho que ir! — digo pronta a ir embora para a porta, mas demoro mais por estar trancada. — Como abre isso? — faço maior cara de raiva por não estar a conseguir abri-la.

— Calma...

Apela ele ao aproximar de mim, lhe dou maior espaço para que abra ele mesmo a porta. E eis que é mais abelidoso que eu, pois a abre em três tempos me deixando de boca aberta.

— Só complica... — sussurra baixo abrindo para mim. — Taylor a leva para a SIP a menos que já esteja de acordo em contratar Sawyer!

— Vou sozinha no meu carocha! — digo sendo do contra. — E não vou discutir com você relativamente à minha segurança! — ele bufa revirando os olhos. — Tenha um bom dia, Sr. Grey!

Dou lhe as costas balançando a bunda ao dirigir para os elevadores. Tenho a certeza que ele ficaria bem duro nesse momento. Pois adoro criar essa sensação. Ele tem que aprender que quem mexe comigo, sai mexido de igual modo. "QUE DROGA, VOCÊ NÃO TEM JEITO. É PORRA DE FODIDA" o meu subconsciente volta a submerguir.

~*~

Na SIP me vejo ocupada deixando tudo organizado sobre a minha secretária, mas sempre recebendo mensagens no chat do facebook por Violet, vindo perguntar o tempo todo de como havia corrido a minha conversa com Christian. Se a gente realmente havia feito as pazes e não está assim tão na cara? É óbvio que nós estamos bem. Mas como ela não sbae, a deixo na ignorância me ocupando ainda mais com o que estou fazendo.

As horas vão voando a todo o vapor e quando dou conta percebo que nem havia comido, pois meu estômago começa roncando. Afasto da secretária e puxo uma gaveta na tentativa de procurar um pacotinha de biscoitos, sendo que sempre guardo uns quantos ali, para o caso de me dar a fome a meio do tempo, mas creio que hoje não devia ser meu dia de sorte. Não tinha nada. O último que existia estava vazio. "BEM FEITO, QUEM MANDA SER LAMBONA COMENDO TUDO? ATÉ À MIGALHA?" o meu subconsciente alerta sendo mesmo malvado com a minha pessoa.

— Ana vou almoçar, você vem? — Violet aproxima perguntando na esperança de saber detalhes.

— Estou cheia de pendências que nem vou ter tempo de almoçar! — afirmo organizando uma pilha.

— Quer que traga alguma coisa?

— Só se for uma maçã! — digo e a minha amiga começa revirando os olhos. — Não tenho muita fome, ok?

— Sério uma maçã? Isso não é almoço de gente, Anastacia Rose Steele!

Abro a boca num "O" achando ela tão parecia com uma determinada pessoa que eu cá conheço. Encolho os ombros rendida em ceder, lhe fazendo o favor de acompanhar até à rua, só porque ela estava chata e carente. Necessitando de mim, a sua amiga de serviço.

— Você é tão chata que devia arrumar namorado, sabe? — afirmo puxando minha bolsa para então irmos logo.

— Olha só quem fala! — contra-ataca me dando um cucutão no ombro. — Sabe que o meu lance não é de ter relação séria por muito tempo...

— Sei, igual aquilo que rolou com o Kenty? Há pobrezinho ele ficou tão mal que pediu demissão só para não olhar mais para você. — ataco tendo maior compaixão do pobrezinho.

Violet começa gargalhando quando já estamos saindo da SIP. Conversar com ela é tão no relax, tão desinibido e sem grandes repreensões. Afinal ela me conhece melhor que ninguém e é um amor. Já para não falar que nos damos lindamente e temos um ódio de estimação por Jack.

— Fala lá você quer conhecer um cara ai? Tenho um amigo que está solteiro e necessitando de uma garota para distrair, creio que você é perfeita!

Lembro de José e do quanto me sinto até mal por vê-lo suspirar por mim quando não lhe posso corresponder de forma alguma por ser loucamente apaixonada por Christian. Mas por outro lado, desejo do fundo do coração que seja feliz com alguém, que possa ser correspondido. E Violet é uma garota perfeita. Ela está desimpedida necessitando de que alguém a guie para o caminho do amor. Acho que vou me armar em cúpido.

— E ele é tão bonitão assim como o seu Christian deus do mar e da terra? — reviro os olhos com a sua comparação metafórica.

— Como o meu homem... — mas ela corta.

— MEU HOMEM? GOSTEI DE OUVIR! — ela grita e lhe tapo a boca para não dar tanto vexame, pois pessoas nos olham. — Sorry!

— Como ia dizendo antes de você surtar... — umedeço os lábios e continuo. — não é igual a Christian, mas é muito legal e romântico. Acho que é isso que está faltando na sua vida sentimental, não é dona Violet?

A minha amiga mais parecia estar cantando uma música mentalmente do que me escutar direito. O que me deixa aborrecida, pois gosto que me levem a sério. E ela está fazendo tudo menos isso. Dou um cucutão forte no seu ombro e ela começa xingando baixo.

— Qual é o nome do principe encantado? — pergunta sem delongas.

— Hum... ela ficou interessada, estou gostando de ver! — bato palmas entusiasmada em arrumar casamento. — José... José Rodriguez!

O nariz dela se enjelha só um pouco e pendo a nuca, asssentando as mãos nos quadris, a olhando com uns olhos pidões e séria. Só que a nossa conversa acaba interrompida com a chegada inesperada de Kate e Mia que vem logo se instalando junto a gente na mesa. Mia me abraça por cima do ombro e Kate vem dando cucutões com o cotovelo no meu braço de me fazer olhar uma e depois a outra não sabendo qual a coisa que estão armando.

— Vocês duas muito juntinhas será que me devo preocupar? — questiono bancando a santidade.

— Aninha minha cunhada perfeita do coração... — Mia começa enrolando e estreito os olhos na sua direção. — Posso pedir um especial favor para você? — varro os olhos para outra direção. Minha melhor amiga Kate ergue as mãos em rendição.

— E do que estamos falando exatamente? — tento averiguar franzindo o olhar.

— Pronto vou terminar de uma vez com esse suspense, porque não gosto de mistério...

— KATEEE! — repreende Mia. — Por favor... — ajeita uma mecha atrás da orelha e sorri docemente para mim. — Cunhadinha do meu coração, sabe que eu te adoro, não é?

Pendo a nuca para o lado esquerdo a observando. Mia até chega a segurar nas minhas mãos nas suas toda pidona, toda criançinha pedindo algo para a mãe. Só que comecei a ficar com receio. É alguma coisa ela está aprontando e meio que me sinto mal por estar aqui dando cobertura. E depois Christian é o irmão, não gosto de esconder coisas dele. Ai que horror. Me sinto péssima nesse filme.

— Você está grávida, Mia Grey? — especulo e Violet se engasga com a sanduíche.

— QUE HORROR! — Mia leva as mãos à boca a escondendo.

— Agora foi pesado! — Kate insinua me fazendo cara feia.

— Desculpe, foi a primeira coisa que me veio ao pensamento! — informo com senceridade. — Mas o que você quer de mim se não está grávida?

Kate e Mia novamente com a troca de olhares. O que está havendo aqui, hein? O que estou perdendo? Ai odeio ficar por fora dessas coisas. Me sinto sendo excluida de toda a cumplicidade e a culpa é de Christian que me devora com atenção adicional.

— Preciso do seu apartamento por uma noite! É... Kate vai ficar com Elliot lá no apartamento dele e você... sei lá... pode ficar com o Christian lá no Escala!

— Há isso?

— Você não se importa? — o entusiasmo dela cresce.

— Bom se você prometer tomar cuidado, sendo cuidadosa, por mim tudo bem! — asseguro dando maior força.

A minha cunhada me abraça cheia de sorrisinhos e sinto logo um embaraço imenso, pois ela é querida, sim. Mas me deixa perdida em tanta fofura. Tem como negar alguma coisa para essa menina?

— Agora sou eu! — Kate chega na linha da frente debruçando o cotovolo sobre a mesa. — Preciso de uma madrinha para o meu casamento e você sabe... somos amigas a tempo suficiente para saber que você é a pessoa que mais confio... — atenção dela vai para as meninas. — Eu adoro vocês, mas sabem Ana é o minha relationship mais antiga.

Não acredito, Kate vai mesmo me chamar para madrinha de casamento? Será isso mesmo? Ai não acredito. Mas quem será o padrinho?

— Quero que seja a minha madrinha de casamento!

— Own... — escuto Violet e Mia.

— Claro que sim, amigas para sempre! — aceito e ela me abraça forte.

Nada me deixa mais feliz que poder acompanhar a minha melhor amiga no seu dia mais feliz. Apesar de achar que tudo foi tão inesperado. Mas agora que vejo Kate toda entusiasmada com o casamento me vejo pensando no pedido de Christian e no modo rude de como lhe disse aquelas coisas feias naquele momento em que nos vimos brigando. Mas do quanto sentia vontade de lhe dizer que sim agora que me vejo com o pensamento mais claro.

Óbvio que é de meu total desejo casar com ele, quero ser a sua senhora Grey, quero que toda a gente saiba que tenho um marido mais encantador de Seattle. Que não estou com ele por seu dinheiro, pois mesmo que ele fosse pobre, eu iria continuar amá-lo com a mesma intensidade que agora. Não importa o dinheiro que tenha, não importa o seu status na sociedade empresarial, não importa nada, eu amo assim mesmo com os seus defeitos e qualidades.

— Meninas se importam que eu faça uma ligação? — pergunto para elas que assentem me dando livre espaço.

Afasto das minhas amigas e vou caminhando livremente para o exterior discando o número de Christian que não me atende logo, mas que vou insistindo até escutar a sua linda e apaixonante voz.

— Amor tudo bem? — pergunta preocupado.

Estaria eu lhe ligando numa hora menos propicia? Afasto o aparelho só para ver, mas estava dentro do horário.

— Sim, tudo! — confirmo sorrindo rasgado. — Christian eu... — ele me corta.

— É muito importante? É que estou a caminho de uma reunião agora, me desculpe. Podemos conversar depois?

Faço um biquinho balançando o pé e assinto que sim achando que talvez seria melhor lhe contar pessoalmente. Isso de ligar para dar uma resposta não seria nada boa ideia.

Afinal qual é a graça de dizer eu aceito casar com você por telefone?

— Não, pode ficar para depois... — digo num sussurro.

— Te amo amor da minha vida!

— Também... — e ele desliga a ligação.

Guardo o aparelho dentro da bolsa e volto para junto das meninas que mais parecem entusiasmadas com a conversa do casamento fazendo de novo mais planos. Agora o tema gira em torno de qual vestido usar na festa. A decoração do espaço se simplesmente usariam a mansão Grey para ser palco da cerimónia, ou se iria de lua de mel para as Maldivas.

— Meninas vou voltar para a editora, sim? — digo deixando um beijo no alto da cabeça de Mia e de Kate e pisco o olho para Violet a relembrando do outro assunto.

Ao voltar para a SIP me pego pensativa caminhando vagamente até à minha secretária e espreguiço um pouco, mas só o suficiente até que o meu celular começa tocando no inteiror da bolsa e o tiro vendo piscar na tela o nome da minha mãe. Intrigada atendo indo para a sala de pausa. O que será que dona Carla quer comigo?

— Oi mãe! — cumprimento sorrindo. — Como vai?

— Aninha, querida! — minha mãe fala com uma voz doce. Oh que saudades de tê-la aqui, apertá-la. — Bem e você? Alguma novidade nova?

— Bem também, claro... novidades? — pergunto traçando uma mecha e sentar no sofá e traçar um perna. — Você nem sabe, mas a Katherine vai casar, mãe!

— Sua amiga casando? — a minha mãe é pega de surpresa tanto quanto eu. — Que lindo, tenho que ligar para aquela senhorita e dar os parabéns. — rio balançando a nuca. — E você quando é que me dá uma felicidade assim? Netinhos?

— Mãe???! — repreendo.

Minha mãe por vezes fala tudo achando que isso é só dizer sim para o noivo, casar que o mundo é fácil de lidar. Porque uma pessoa ama a outra. Depois pedir a deus sorte para ter os filhos. Oh deus, essa mulher é demais. Ela adora precipitar as coisas.

— Oh filha está na hora de tomar rumo, ou vai dizer que o seu namorado não pensa nisso? — faço um silêncio do momento pensando em relação a isso. — Ele pediu você em casamento não é?

Tombo a nuca para as costas do sofá ainda a pensar, pensar e novamente a pensar no mesmo assunto.

— Anastacia?! — a minha mãe me chama.

— Estou aqui... — respondo num fio de voz. — Sim, ele pediu... — confirmo. — Mas eu ainda não aceitei...

Porque acho que sempre vai ter gente ficando do lado dele nessa hora? Até minha mãe? Isso é possivel meu deus? Minha mãe que devia estar do meu lado nessa hora?

— E está esperando o quê? Que ele desista? Que ele volte a pedir?

— Há mãe não vem... — mas ela me corta.

— Mocinha você vai me escutar agora! — fico até assustada com o tom autoritário da minha mãe. — Você ama ele?

— É óbvio que amo, isso nem está em causa...

— Então deixa de bobeira! — aconselha. — Não deixe que ele julgue que está só brincando com os sentimentos dele.

Há claro, Christian Grey com receio de ser enganado em sentimentos? Minha mãe realmente não conhece aquele homem como eu o conheço. Se ela sonhasse as coisas que ele é capaz de fazer.

— Ele me ama, eu o amo e sobre isso estamos bem esclarecidos!

— Deixe de ser igual seu pai, filha! — reviro os olhos. — Siga o seu coração!

— Pode deixar dona Carla May Wilks! — e rio com o jeito de como prenuncio o nome completo da minha mãe. — Há e Steele adquirido por casamento.

— Boba, minha boba! — diz ela. — Me ligue depois, quero saber o pé da situação!

— Está bom!

Notas finais
Gostaram? Deixem vossos comentários com a opinião porque são demasiadas coisas a revelar nesse capítulo e admito que está uma coisa ruim para acontecer... um babado forte. Não irei entrar em detalhes... somente espero vocês nos comentários, posso? Fantasmas apareçam e dêem oi para a autora. COMENTEM ♥ FAVORITEM ♥ ♥ RECOMENDEM ♥ ♥ ♥ Uma recomendação faz uma autora feliz, creio que sabem, né? E tem tanto tempo que não voa nenhuma... ai ai... saudades... P.S. parece que a nossa Ana está a um passo de dizer sim para o pedido de Christian! VIVA! Até ao próximo capítulo, Lucy.