Start again a new chance for Love
66 Capítulo 66
Notas iniciais
Pov. Anastacia
Kate estava tagarela sem parar dando a conhecer os detalhes mais excitantes de ser recém noiva. Fazendo Mia ficar eufórica também, porque deseja de todo, ser ela própria a desenhar o modelo. Óbvio que somente ria e trocava uns olhares doces com Grace que me acenou para acompanhá-la ao exterior. Estava uma noite agradável.
— Querida como você se sente? — ela pergunta batendo a mão no assento de um banco para que sentasse. — Christian tem dado muito trabalho?
— Muito bem, melhor é impossível! — digo. — Estou orgulhosa por Elliot e Kate! — olho por cima do ombro nesse instante, observo eles no inteiror tão cúmplices em familia e de volta levo os meus olhos à senhora Grey. — Christian tem sido complicado, mimado como um criança... — refiro em tom de brincadeira.
— Ele nunca foi pessoa de ficar muito tempo quieta, imagino o quanto isso o torne impaciente!
— Consigo domá-lo! — garanto confiante das minhas capacidades.
— Anastacia, querida... — Grace puxa a minha mão para o seu colo e os meus olhos descem acompanhando os seus gestos. — Em muito tempo julguei nunca ver meu filho tão feliz como agora e creio que tenho que lhe agradecer por ter surgido na vida dele.
— Não tem agradecer, como disse Christian é a melhor pessoa que conheço, é teimoso, inquieto, mas é bom homem. Tem um bom coração! — asseguro subindo os olhos.
Grace estava contendo a vontade de chorar, pois estou vendo aquela lágrima balançando de um canto para o outro no olho. Oh não, não quero fazer a mãe de Christian chorar, vou me sentir mal.
— O que as senhoritas estão a confidênciar sobre a minha pessoa?
Dou um pulo do banco ao escutar a voz grave de Christian e lanço um olhar reprovador, pois não gosto quando surgue surrateiro, pois isso me deixa desarmada.
— Nós? — Grace começa fingindo. Oh meu deus essa mulher é incrivel. — Anastacia querida estavamos confidênciando? — balanço a nuca negando.
— Claro, vocês duas são muito espertas! — ele não parece muito convencido.
— Vou procurar seu pai antes que mergulhe de novo no trabalho!
Grace nos deixa a sós e Christian senta no lado, me observando de alto a baixo e começo a cantarolar interiormente para não abrir a minha boca. Ele começa me tocando com suavidade. Trepando a sua mão sobre a minha, a subindo braço a cima, até travá-la sobre os meus lábios ao qual vou mordendo sem dar conta.
— Lá está você mordendo o lábio... — sussurra baixo. — Incrivel como agora vou devorá-los... — ele vem pronto a vincar os seus lábios nos meus, mas levanto o deixando com a deixa cortada. — Ana? — fica com uma voz de desilusão.
— Primeiro quero saber o que foi fazer no escritório com o seu pai! — cruzo os braços igual uma criança de 5 anos necessitando de uma explicação. — É alguma novidade sobre quem atirou?
Ele passa a mão sobre os cabelos acobreados, os bagunceando. Incrivel como ele sempre faz isso quando fica mais nervoso que o normal. Ok, é sinal que está me escondendo alguma coisa. Não sou parva.
— Negócios da familia, amor! — responde, como se fosse realmente acreditar nisso. Há Christian já mentiu melhor que isso. — E sobre isso, ainda não tem novidades!
— Não tem ideia de quem me queira tanto mal? — pergunto por impulso.
Tenho quase a certeza que só tinha uma pessoa capaz de me desejar tanto mal nesse mundo, essa pessoa é Elena. Oh pode ser Leila já que deixou de dar sinais de vida depois da surra que lhe dei. Merda, odeio.
— É cedo para especulações...
— Cedo? — pergunto incrédula. — Christian eu vi Elena nessa noite, a gente discutiu no banheiro!
— O quê? E só agora avisa?
Ups, eu esqueci completamente de o avisar, mas pudera com tudo o que houve não deu sequer para abrir a boca. Convenhamos que no momento estava mais preocupada com o seu estado do que com todo o resto.
— Lamento se no momento me deixei esquecer! — falo rude.
— Tem noção do quanto isso pode ser importante para perceber alguns fatos? — ele fala igualmente frio.
Me olhando com autoridade. Detesto. Mas que merda, odeio esse olhar, odeio porque só me lembra a merda de homem que ele era. Tem vezes que mais valia cozer minha boca para não falar essas bobagens.
— Então isso quer dizer que já tem informações do que aconteceu?!
— Não, não tenho!
— NÃO MINTA PARA MIM! — grito. — É por isso que cada vez mais acho que não posso aceitar seu pedido de casamento!
— O quê? — ele fica me olhando embasbascado. — Ana, o que você disse????
Viro lhe as costas e começo a andar para fora do seu alcance, só que ele não desiste vindo atrás de mim com o seu passo acertivo.
— Ana volta aqui! ANA! — chama, mas o ignoro. — Taylor não deixe a srta. Steele sair! — ordena.
Mas ele pensa que é quem para me obrigar a ouvi-lo? Ninguém vai me impedir porra alguma. Taylor se atravessa na minha frente e reviro os olhos. Christian logo chega me puxando pelo braço e dou um tapa forte no seu rosto para me soltar. Ok, eu não queria machucar, mas ele tem vezes que não enxerga nada do que digo e acabo por magoá-lo sim, por impulso.
— Sr. Grey!
Taylor sai da minha frente e tirando os sapatos dos meus pés acabo correndo para fora da propriedade acenando a um táxi para ir embora.
~*~
Em meu apartamento largo os sapatos num lado qualquer do chão e vou indo para o quarto, queria clarear as ideias da minha cabeça. Não queria ficar pensando que estava arrependida por ter brigado com Christian. Mas tem vezes não consigo evitar, ele sempre tem a mania de me proteger, me deixando no oculto do que na verdade está acontencendo. Aposto ele já sabe quem atirou e agora está todo cheio de sete horas me querendo manter a salvo, mas eu não vou ficar quieta, não posso.
Tiro o vestido e o substituo por um pijama de alças e calção, tiro toda a maquiagem existente no rosto e volto ao quarto. Dou uma olhada no meu velho notebook e o puxo para cima da cama. Abro a tampa e começo a pesquisar na internet algum filme para assistir, já que tenciono manter a cabeça ocupada até o sono chegar. O meu celular começa tocando insistente no criado mudo e ignoro, o deixando tocar sem parar.
Uns minutos depois a campainha começa dando sinal de vida e reviro os olhos levantando da cama. Vou até à porta e olho no olho mágico. É ele. Mas que droga. Respirando fundo abro a porta me mostrando mais dura que rocha.
— Vá embora! — ordeno sem modos.
— Ana vamos conversar, por favor! — implora.
— Não tem nada que possamos conversar! Enquanto continuar me escondendo coisas, não posso confiar em você!
— Não estou escondendo nada, por deus! Será que você é tão teimosa assim a ponto de não me escutar? — os seus olhos se arregalam com o tamanho da minha decisão.
— Lamento! — bato a porta na sua cara.
Só eu sei o quanto é horrivel ter que fazer um esforço astronómico dentro de mim para não ceder à tentação. Mas é ai que está, Christian sempre acha que cedo por conta do seu charme. Só que as coisas tem que mudar.
~*~
Violet me deixara sozinha na lanchonete tomando meu chá gelado favorito para ir atender uma ligação, quando vejo Elena no lado de lá com Christian conversando muito cúmplices. Aquilo me inforece tanto que tomo o chá num único gole saindo para tirar satisfação com aquela loira botox.
Christian mal me vê arregala os olhos e sorri, como se não estivesse fazendo nada de mal, como se eu fosse o número a mais ali. Me dirigindo direto para Elena que sorri sínica para mim. Oh como odeio essa mulher tão velha. Ela é terrivelmente feia.
— Está me olhando é queridinha! — ela ainda me provoca. — Já viu como não serve, Christian, meu menino veio me procurar.
— Sua... sua... sua... — as palavras saiem com dificuldade da minha boca.
— O quê? Não estou escutando nada... ela latiu foi? — pergunta para Christian que ri.
O quê? Ele está rindo de mim? Rindo com essa puta velha? Não, isso não pode estar acontecendo comigo. Eis que quando o meu dia não podia ficar pior surgue Jack me vindo abraçar pela cintura e dou um chute não tendo dado tantas liberdades para isso, Christian nem reage somente nos olhos como se não fosse nada.
— Então amor... Está com medo de mostrar nossa cúmplicidade para os nossos amigos?
— Hãm??????
Acordo desesperada, ofegando e totalmente soada. Havia sonhado com Jack, Elena e Christian. Todos num único sonho. "PORRA ISSO NÃO É UM SONHO, ANASTACIA, É UM PESADELO" o meu subconsciente avisa. A minha deusa igualmente ofegante, parece que acordou comigo.
Levanto da cama e corro para o banheiro, preciso de um banho urgente para apagar essa tensão toda que sinto em torno do meu corpo. A minha cabeça parece uma bomba relógio latejando sem parar. Os meus pensamentos a mil por hora, o meu coração acelarado excendendo todos os limites de velocidade impostos e assim que vejo as águas da boxe aquecerem entro me deixando enxarcar inteira, não me incomodando se estava de pijama. Eu preciso disso, eu estou delirando.
— Aninha?! — escuto me chamarem. Era Kate, mas não respondo simplesmente deixo me ficar mais um tempo, molhando meu corpo, descendo essa parede gelada da boxe. — Ana? — ela volta a insistir. — Vou entrar! Estou preocupada com você!
Desligo a água e liberto das minhas roupas húmidas a jogando na porta da boxe e puxo uma toalha assim que saio para fora. Kate me observa de braços cruzados esperando uma explicação.
— Dá para parar um pouco? — pergunta quando a olho relutante. Os meus cabelos pingando. — O que rolou ontem? Escutei seus gritos lá, aliás todo mundo escutou que vocês dois discutiram!
— Que saco! — resmungo saindo do banheiro, mesmo batendo ombro por ombro.
— O que houve com você? Estava tão feliz ontem! — ela vem insistente atrás de mim.
Abro a porta do closet e pego umas roupas para me trocar, tinha que ir trabalhar. Alguém nessa casa tem que o fazer, já que o dinheiro não vem do ar.
— Por favor sou sua melhor amiga! — ela implora sentando no banco fofo.
— Melhores amigas também sabem ser somente ouvintes! — digo rude ao puxar uma gaveta com roupa intima e começá-la a vestir assim mesmo na frente do espelho.
— Tudo bem, já percebi que não está afim de papo! — ela finalmente desiste. — Quando quiser conversar me procure!
Me deixa sozinha e suspiro pesado continuando a me arrumar, pois queria logo sair de casa, ocupar minha cabeça antes que comece enloquecendo com tudo isso.
~*~
Ao chegar na SIP Violet veio logo me encontrar preocupada, pois Kate já havia feito fofoca com ela lhe contando o que estava havendo comigo e nem sequer dou grandes falas indo para o meu lugar pegar nos malditos manuscritos e começar revê-los. É quando Jack sai da sua porta e vem até mim. Os meus olhos furiosos lhe observam.
— Você está com uma péssima cara! — afirma ele. — Por favor, vá tomar café e volte quando estiver se sentindo melhor!
— Não precisa ficar olhando para mim! — atesto com desdém.
— Se está precisando de conversar saiba que estou à sua inteira disposição! — se insinua com maior cara de pau.
Mas ele está pedindo por mais surra é isso? Pois se é, ele que se prepare, porque dessa vez eu mesma o surro com o odeio que lhe tenho. Não vai sobrar para ninguém.
— De todas as pessoas que disponho para conversar, acredite que não irei recorrer a você, só se estiver desesperada!
— Nunca diga nunca! — assegura cantarolando.
Reviro os olhos com essa sua insinuação fora de moda e mergulho no trabalho antes que me arrependa. É quando um entregador entra na SIP e vem até à minha secretária com uma caixa branca média.
— Entrega para a Srta. Anastacia Steele!
— Sou eu... — respondo subindo o olhar ao rosto sorridente. É alguém aqui está bem disposto. — O que é isso? — pergunto.
— Não sei, é só me permitido entregar a encomenda ao destinatário e só precisa de rubricar aqui... — aponta a linha e pego uma caneta rubricando breve.
— Obrigado! — ele sai.
Violet levanta o seu lugar nada para meu espanto, pois a conheço bem demias para saber o quanto está curiosa para saber o conteudo da caixa. Confesso que também.
— Não vai abrir? — ela pergunta.
— Não! — minto, apesar de estar morrendo horrores por dentro querendo saber o conteudo.
— Fala sério até onde vai levar a sua dureza? — ela pergunta de mãos assentes nos quadris. — Abre logo essa caixa, aposto que Christian está tentando se redimir com você! E adoro quando tem um namorado querendo redimir com a sua cara metade! — suspira.
Minha amiga por vezes é impossivel. Sempre do lado dele, como se eu fosse a vilã desse filme. Mas que droga.
— E você tem namorado por acaso? — pergunto sem humor. — Comprando presentes? — pergunto cheia de ironia. — NÃO MESMO! — e bato o pé firme contra o pavimento.
— Deixa de ser orgulhosa, dobre um pouco que seja, Anastacia! — Violet pede me olhando séria. — Abra logo a caixa, ou eu mesma abro! — ela ousa me ameaçar. — Como vai ser? — me olha feio pendendo a nuca.
Ai Violet que vontade de tapear sua cara por mexer comigo. Derrotada encolho os ombros puxando a caixa para mim afim de abri-la de uma vez e ver logo o que tem dentro, pois confesso que estou curiosa para saber o que Christian Grey aprontou dessa vez, que presente vai me presentear.
— Então Ana? — pergunta Violet muito ansiosa, assim que retiro a última tira da caixa com auxilio da tesoura, abrindo a tampa para então olhar o inteiror com espanto.
— NÃO ACREDITO! — os meus olhos se arregalam.
Christian não podia ter feito isso, ele havia me presentado com a coleção dos meus romances clássicos favoritos, e pior, de primeira edição que custa quase que milhões de dólares, se não os próprios milhões. Ele definitivamente é louco.
— Ele enloqueceu de vez! — afirmo chocada.
— Tenho a certeza que é bem apaixonado por você! — a minha amiga bate a mão contra o meu ombro. — Não é qualquer um que gasta uma forturna por uma mulher, Aninha! — assegura. — Vai, vai atrás dele, corre... não fique ai quieta olhando para quem prometeu de vir!
— Mas... — ela me corta.
— Nem mas, nem meio mas... vocês dois não podem ficar assim sem se falar! — reviro os olhos já me distanciando da secretária.
Violet até se oferece para vestir a minha gabardine e logo Jack sai do seu gabinete soltando um pigarro.
— Onde pensa que vai em horário de expediente, Anastacia? — ele questiona me olhando sério.
— Entregar uma encomenda... — corta Violet me dando cobertura. — Aliás, Jack precisamos conversar sério... — e a minha amiga o enrola empurrando para dentro do escritório.
~*~
Pov. Christian
Mia havia me garantido que Anastacia ia gostar do presente e que logo estaria me perdoando pela nossa briga. É certo que se não lhe contei mais detalhes da investigação, foi porque ainda não tem nada detalhado que lhe possa compartilhar, só que ela não entende isso, fica logo me julgando. Formando filmes cheios em sua cabeça.
— Sr. Grey! — Andreia abre a porta depois uns toques e levanto o olhar coçado a nuca com o terminal da caneta. — Está tudo pronto a reunião que pediu!
Lembro que havia marcado uma reunião extraordinária com os meus accionistas e do quanto estava decidido em tirar satisfação sobre o arrombo das contas da GEH.
— Mande todos entrarem! — ela assente já pronta abandonar a sala. — Andrea? — ela me olha por cima do ombro, virando seu corpo assim então. — A encomenda que lhe pedi já foi enviada?
— Sim, senhor! Recebi a informação de que já foi entregue ao destinatário!
— Ótimo! Pode ir! — ela assente rondando nos própios saltos.
É então que levanto da minha secretária, ainda ajeitando o palitó e sigo para a reunião, afim de esclarecer todos os pontos. Assim sendo dou a informação para que ninguém me interrompa que estarei em reunião. Ela assente guardando a minha ordem com maior profissionalismo.
Dai sigo para a sala reuniões, os meus accionistas conversam entre si criando burburinho baixo entre eles e assim que dou as caras com o meu cumprimento formal, cessa o barulho me deixando a pensar se a minha presença os intimidaria tanto assim. Sento no meu lugar de distaque e Olivia entra com garrafas de água sem gas destribuindo pelos demais, até sair e nos deixar em privado.
— Sr. Grey qual é o motivo de toda essa emergência? — questiona Thompson.
— Ficará já a saber, Sr. Thompson! — informo. — Meus senhores desde quero agradecer por gentileza por me responderem tão rápido com a vossa presença hoje nesta reunião extraordinária! — eles se olham uns aos outros. — O motivo é muito claro e tem ocorrido algumas falhas que pretendo esclarecer com vós!
— O senhor não está simplesmente insinuando que temos culpa por algo que esteja afetando a GEH, pois não? — sr. Miller questiona parecendo preocupado.
— Me diga o sr. Miller! — sou objetivo e uso o tom acusatório, já que fora o primeiro a reclamar. — Infelizmente não tenho motivos para continuar confiante e a última auditória às contas da GEH informou de um arrombo astronómico!
Se instala a discórdia, todos começando a falar alto e protestando entre si ao qual levanto a mão em um pedido simples de silêncio e atenção.
— Meus senhores! Tenhamos um pouco de calma! — apelo ao bom senso.
— O sr. Grey apela a calma, mas está forte e feio acusando todos nós? — Thompson imputa com azedume na voz. — Somos seus sócios à tempo suficiente para perceber que desconfiar de nós é o seu maior erro! — algumas vozes reforçam concordando. — É lamentável o modo de como chega atribuir culpas aos de fora quando nem olha para os de dentro! Sim, os seus diretores, devia olhar com quem trabalha!
Levanto por impulso batendo o punho na mesa irritado com essa acusação absurda. Thompson de todos era quem estava indo longe demais. Agora sim, começo acreditar que está com o rabo preso. Não sei onde, mas vou descobrir ou não me chamo Christian Grey.
— Conheço bem demais os meus funcionários e diretores, sr. Thompson! — alerto me segurando firmemente para não perder a cabeça. Porque sou um homem de negócios, e negócios exigem muito jogo de cintura e coerência. — Jamais ponha em causa o trabalho indistinto de cada um desses profissionais! — afirmo sendo o frio, calculista CEO que todos conhecem. — Então quero pedir por real favor a que seja permitida uma investigação externa também para averiguar se a falha é minha ou se realmente há motivos para que continue desconfiado!
— Isso é um absurdo! Tantos anos dedicado às causas dessa empresa e é isso que tem para nós?
— Sr. Thompson não entendo o motivo de toda a sua revolta se está assegurando que não em nada do que esconder! — sorrio cinico para ele. — Assim sendo, a investigação iniciará ainda hoje para não ocorrerem fugas de informação! Agradeço a colaboração de todos!
E saio da sala de reuniões mesmo a baixo de uma fumaça de raiva e ira que deixei para trás. Ao chegar na recepção Olivia me avisa que tenho visita e questiono sobre quem seria, mas ela apenas me informa se tratar de uma mulher, não entrando em detalhes. O meu primeiro pensamento voa logo para que seja Anastacia, pois esperava encontrá-la claramente nem que fosse para dizer o quanto havia gostado do presente que lhe enviara. Quando chego na minha sala abro a porta sem nem pensar e vou direto à mulher de costas olhando pela janela a paisagem formidável da panorâmica de Seattle.
— Ana, meu amor...! — chamo, mas a mulher se vira revelando outra pessoa. — LEILA??? — fico com uma expressão incrédula no rosto. — O que faz aqui? Pensei que tinha sido muito claro quando exigi para sair da minha vida e de Anastacia! — falo com uma voz rude, fria e sem compaixão.
— Sr. Grey eu preciso da sua ajuda, por favor! — ela implora vindo até mim ao qual elevo a mão e Leila trava o seu passo, nem sequer me tocando.
Pois não suporto a ideia de me tocarem, tirando Anastacia que tem o toque mais suave e de veludo que conheço. A única que permito aprofundar o seu toque em mim.
— E o que a leva a pensar que a irei ajudar, srta. Williams? — questiono com desdém.
Tudo o que nesse momento quero é distância de Leila e Elena, essas duas já me arrumaram problemas demais em minha relação com Anastacia. Contudo, a expressão dela me intrigou, a sua aparência em si também. Leila parece nem estar mais grávida. Teria ela abortado ao dar conta que o plano havia dado errado?
— E se eu lhe contar que tudo o que aconteceu foi arquitetado por Elena Lincoln? Vai acreditar em mim? Que foi ela quem me procurou e prometeu mundos e fundos caso conseguisse separar o casal?
Não me vendo sem grandes saidas indico a cadeira para que sente, pois a conversa tente a ser longa. Apesar de não me estar dando novidade alguma relativamente a esse assunto.
— Eu sei que Elena está por de trás de tudo!
— Tenho a certeza que não sabe de tudo! — clarifica. — Meu senhor, aquela mulher é bem pior que imagina! — informa não me dando grande informação de revelância assustadora. — Elena tem grandes planos, ou pelo menos os teve antes de... enfim... o senhor descobrir tudo. — começa explicando e confesso que isso começa me interessando. — Ela queria que eu exposse a sua vida pessoal para a midia!
Os meus olhos se arregalam nesse instante. Elena queria o quê? Mas ela enloqueceu de vez? O meu sangue sobe todo para o meu rosto de forma bem concentrada, acomulando ali uma bola crescente de fogo e raiva. Podia até sentir minha pele rubra de tanta irritação.
— Ela o quê? — acho que não estava escutando direito.
Leila suspira pesado trocando a posição das suas pernas na minha frente, debruçar sobre o seu corpo e me olhar com um ar submisso, pois os seus olhos não demoram muito para descer.
— Quando me refiro ao pessoal, é expor o seu modo de vida no BDSM! — esclarece.
— Até ai já percebi, mas o que Elena ganha com isso? — questiono acertivo.
Estava tão concentrado em saber mais detalhes que assim que a porta abre e uma mulher entra de rompante levanto da minha cadeira de executivo para repreender e me vejo espantado ao encontrar os olhos azuis safira de Anastacia.
— O que faz aqui? — pergunto em surpresa.
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